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22 maio 2017

Os patos de Patópolis e o Pato Fu


Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do Pato Donald por Carl Barks, me deparei com outra referência à banda mineira.


Donald resolveu virar cantor e começou a cantarolar os versos de "Pinga", do Pato Fu.


Isso foi o suficiente para que eu ficasse super empolgado, mas não parou por aí. Donald continuou cantando e a cada quadro, uma canção diferente do Pato Fu aparecia:


Água


Canção pra você viver mais


Vida Imbecil


Made in Japan


Eu


Sobre o tempo


2 Malucos

Huguinho, Zezinho e Luisinho não estavam gostando porque o tio deles canta muito mal, mas eu estava vibrando a cada quadrinho!

Percebi que o tradutor Marcelo Alencar foi responsável pela adaptação de ambas histórias Entrei em contato com ele via Facebook para tentar descobrir quais os termos foram usados nas publicações originais, mas até o fechamento desse post não tive retorno. 

Achou mais alguma referência? Me avise aqui que atualizo o post!




08 fevereiro 2017

Resolvi abandonar os quadrinhos de papel de Walking Dead (porque a editora abandonou primeiro)

Sempre o alguma história em quadrinhos é adaptada para o cinema ou TV aparecem muitas pessoas chatas reclamando da fidelidade em relação ao material original. "The Walking Dead" conseguiu fugir razoavelmente desse tipo de críticas ao trazer uma história na TV que segue a linha do tempo básica dos quadrinhos, mas apresenta novos personagens e muda diversos acontecimentos. Assim, o público tem a acesso a duas histórias diferentes e se surpreender a cada episódio da série ou edição da revista.


Anos antes da série de TV estrear, os quadrinhos de "The Walking Dead" já eram publicados no Brasil com o nome "Os Mortos-Vivos". A editora que teve a visão (e a sorte) de trazer o título para o Brasil foi a HQM, que entre 2006 e 2009 publicou os quatro primeiros volumes dos quadrinhos. A série de TV estreou em 2010 e só em 2011 a editora retomou a publicação, aproveitando o hype.
Acontece que a HQM é uma editora pequena, e parece não conseguir ter a regularidade de lançamentos que os leitores querem. Há diversas séries que eles deixaram de publicar sem fazer nenhum esclarecimento (como Bone, Liberty Meadows e Estranhos no Paraíso, por exemplo) e esperava-se que eles não fizessem isso com a mina de ouro que poderiam ser os quadrinhos de "The Walking Dead".

Nos EUA, o volume mais recente é o 26, que está longe de ser alcançado pelo seriado. O problema é no Brasil, os quadrinhos foram alcançados. O volume 18, que foi o último publicado por aqui, saiu em setembro de 2015, pouco antes da estreia da sexta temporada da série. A última cena da temporada acontece no volume 17 da publicação ou seja, a sétima temporada vai além do que foi traduzido.

E eu cansei de esperar. A editora HQM está sem lançar novas edições há 16 meses! Aproveitei uma promoção do Comixology e comprei as edições de 19 a 26 em formato digital. Um detalhe: o preço da edição americana é menor que o da edição brasileira (as edições digitais e físicas tem o mesmo preço).

Fico triste porque queria ter uma coleção em português da série, mas se a própria editora desistiu de lançá-la, eu desisti de esperar. Embora a editora nunca tenha dito oficialmente que abandonou a coleção (pelo contrário, eles dizem que vão retomá-la, mas sem uma previsão de data) eu já não quero mais.


No domingo a série volta à TV e prefiro estar à frente na leitura.

A propósito, se você tiver interesse em comprar os primeiros 18 volumes da coleção em português, podemos negociar um preço baratinho. Se conseguir vender minha coleção, vou recomprá-la em formato digital para ter tudo em um lugar só.


18 janeiro 2017

Quem foi que ressuscitou a astrologia no Brasil?

Me causa surpresa e um bocado de tristeza a frequência com que tenho visto a astrologia ser discutida. Parece que de uma hora pra outra o assunto começou a ser levado muito a sério (principalmente por pessoas entre 15 e 25 anos) e termos como "mapa astral", "ascendente" e "signo" passaram a ser reproduzidos frequentemente nas conversas das pessoas.

Me perguntei se isso seria um fenômeno mundial e resolvi investigar. Para isso, utilizei a ferramenta Google Trends, que mapeia o interesse das pessoas no mundo sobre determinados assuntos, e apresenta os resultados em forma de porcentagem.

O interesse por astrologia no mundo diminuiu consideravelmente desde 2004.



Resolvi limitar o período para os últimos cinco anos, para poder visualizar os resultados mais de perto.

O interesse por astrologia no mundo nos últimos cinco anos teve um leve declínio.


As coisas começam a mudar quando fiz um filtro regional e limitei os resultados no Brasil. A tendência se inverte um pouco, ainda que discretamente.

Há picos de interesse no período de virada de ano no Brasil, que tem tendência de crescimento.

A grande virada, no entanto, fica visível quando observamos o interesse do brasileiro pelo termo "mapa astral". Se prepare para o susto.

O interesse do brasileiro por "mapa astral" foi multiplicado por 8.

Esse é o ponto mais interessante! Percebe-se claramente que algum evento em julho de 2015 provocou um aumento súbito do interesse dos brasileiros por mapas astrais. Esse interesse subiu organicamente tendo seu auge em junho de 2016, mas continua muito grande.

O termo "ascendente" também teve um grande crescimento de interesse, acompanhando o de "mapa astral".

A partir dessas informações, surgiu um questionamento que não consegui responder ainda (e agradeço muito a quem me ajudar a respondê-lo): o que foi que aconteceu em julho de 2015 que motivou as pessoas a se interessarem por mapas astrais? Será que foi algum youtuber famoso? Algum programa de TV? Atleta? Blogueira de moda?

Fato é que alguém ou alguma coisa fez com que os brasileiros aumentassem consideravelmente o seu interesse por mapas astrais a partir daquele momento. E esse fenômeno é local.

Buscar por "star chart" mostra que o mundo não acompanhou essa tendência brasileira.

Como toda moda, acredito que isso vá passar. E torço pra isso. Entretanto, o que eu mais queria saber era quem foi a pessoa que conseguiu influenciar jovens de todo o país a levar a sério uma pseudociência que só serve para criar preconceitos sobre as pessoas além de criar justificativas seus próprios defeitos e atitudes. Essa influência bem que podia ser usada para o bem.



27 dezembro 2016

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas do dia a dia.
Gastei esse montante somando tudo que paguei de combustível, estacionamento, seguro, IPVA, revisão, manutenção e limpeza do carro. Na média, são R$901,47 por mês que você vê saindo direto da sua conta bancária.

R$5.703,00 de depreciação
Pelos valores da tabela FIPE, o meu carro vale quase seis mil reais a menos do que paguei. Na prática, se eu vendê-lo por um valor menor que o da tabela, o gasto fica ainda maior.

R$9.463,53 de renda potencial perdida
Caso eu tivesse deixado o dinheiro que paguei no carro na poupança, que tem um rendimento baixíssimo, ele teria rendido quase dez mil reais no período. Comprei o carro à vista, eu tinha o dinheiro para aplicar. E se eu tivesse financiado parte do pagamento, certamente o gasto seria maior. O valor foi calculado utilizando os dados reais de correção da poupança no período de maio de 2014 a dezembro de 2016.

Tudo isso dá um total de R$42.210,67. São R$1407,02 por mês, ou R$46,90 por dia.

Ao comprar um carro, é muito importante ter mente qual é seu custo real. Muita gente acaba enxergando apenas as despesas do dia a dia, quando na prática elas representam 64% do total. O "custo invísivel" é muito representativo, e é preciso levá-lo em consideração para tomar a decisão mais interessante.

A pergunta que fica é: valeu a pena? Considerando o local que moro e os deslocamentos que tenho que fazer diariamente, sim. Para ter um conforto equivalente eu teria que morar a menos de 10 km do trabalho e utilizar Uber, Táxi ou Cabify. Naturalmente, utilizar ônibus seria uma alternativa em que eu pagaria o transporte com menos dinheiro, mas com mais tempo. E eu acho o tempo mais precioso.



24 dezembro 2016

Quando o seu presente de Natal não é exatamente aquilo que parece ser

Eba, ganhei um presente!


Parece que são meias...


Sim, são meias! Eu realmente estava precisando, já tem alguns meses que falo isso...


Peraí, parece que tem uma coisinha verde no pacote que não é uma meia.


Uhull, ganhei o "Sombras de Mordor" para Xbox One! 


Vou passar horas me divertindo na Terra-média - e com meias novas!

Eu tenho a melhor esposa do mundo!


22 dezembro 2016

O surpreendente sabor das chocofritas

Assim que passei perto de um Burger King, não perdi a chance de experimentar as novas chocofritas! O novo prato da rede de fast food nada mais é que uma porção de batatas fritas com chocolate derretido e ovomaltine (parece terra, mas não é).



À primeira vista parece uma combinação estranha, mas ela surpreendentemente funciona. O prato é gostoso e tem o sabor forte, e não é tão doce quanto eu esperava (o que é um ponto positivo). E não achei enjoativo, comi a porção inteira tranquilamente. A foto acima é de uma porção média, que é a menor vendida. Vale como uma refeição completa. Recomendo uma água pra acompanhar.

O problema é que as chocofritas ficam no meio termo entre as batatas fritas e o chocolate (afinal a proposta era essa). Ficam longe de ser tão boas quanto as batatas fritas convencionais, bem como tão boas quanto um chocolate. Juntar os dois ingredientes piora o sabor de ambos. Na prática, é mais interessante comprar umas batatinhas e comer uma barra de chocolate de sobremesa.

Acho improvável o Burger King continuar vendendo as chocofritas por mais que três meses a partir de hoje. Acho que muita gente vai comê-las por curiosidade e nunca mais comprar de novo. Até lá, terá sido uma boa campanha de marketing que certamente trará clientes para a rede. Depois disso, quem sabe eles não lançam o sundae de bacon, que já é vendido pelo Burger King americano?

13 dezembro 2016

Já tem "Uber clandestino" em Confins pegando passageiros no grito


Dia desses, ao pousar em Confins, tomei um susto. Sabe esse pessoal que fica na rodoviária de Belo Horizonte gritando "Ipatinga, Valadares", oferecendo transporte clandestino para o interior? Pois é, fui recebido no aeroporto por várias pessoas me perguntando: "Uber?" querendo conquistar um passageiro desde a saída do desembarque.

O que está acontecendo é que os motoristas de Uber (ou será que não são?), na tentativa de burlar a fila e não ter que pagar a taxa do aplicativo, estão se oferecendo aos potenciais passageiros e propondo um preço fechado, menor do que eles pagariam se o pedido fosse feito pelo aplicativo.

Um dos motoristas foi bastante insistente falando que ele estava em décimo da fila e tinha ido para o número 170 porque seu celular o sinal, e que tinha mais que uma hora que ele estava esperando. Até me mostrou a tela do aplicativo de motoristas da Uber. Ele poderia até estar falando a verdade, mas eu não me sinto confortável em fazer uma corrida fora do sistema, mesmo que fosse mais barata.

E eu acho isso errado em muitos aspectos.
  1. Ao fazer uma corrida em um carro sem o rastreamento do aplicativo, na prática você está entrando em um carro de um desconhecido que se fizer qualquer coisa errada você nem vai saber quem é. É um problema de segurança pública.
  2. Outro ponto é que, se existe uma fila da qual você faz (ou deveria fazer) parte, é muito desonesto você furá-la fila em qualquer situação.
  3. Por fim, se você tem vínculo com uma empresa e usa o nome dela para trabalhar, burlar o sistema para evitar um repasse de receita também é desonesto.  

Quanto ao último aspecto, o motorista pode alegar que ele não é funcionário do Uber. E não é mesmo, legalmente o Uber presta um serviço para o motorista. Eu considero um problema por causa da abordagem, onde o motorista usa (ou simula) um vínculo com a empresa e abertamente fala em burlar o sistema.

Enfim, se em dois minutos fui abordado por 3 motoristas diferentes, imagino que isso seja uma situação muito frequente. E deve dar resultado para os motoristas, senão eles não fariam isso. De qualquer forma, não vai ser eu quem vai ser usuário de um "Uber clandestino". E espero que você também não.


"Rogue One: uma história Star Wars" é o melhor filme do ano que não assisti


Eu sou muito empolgado com filmes de cultura pop (super-heróis, ficção científica, fantasia etc). Passo muito mais tempo lendo, assistindo vídeos, acompanhando a produção e o pós-lançamento que efetivamente assistindo o filme no cinema. Imagine só minha tristeza quando um filme assim não corresponde às minhas expectativas...

Só que na prática eu acho que meu cérebro se programa para que eu goste de tudo, mesmo que inconscientemente. É bem raro eu sair muito insatisfeito desses filmes (embora aconteça eventualmente). Normalmente eu já gostei do filme antes de começar a vê-lo.

Aí que mora o perigo: sabendo da minha predisposição para gostar de tudo e com medo de tomar spoilers, evito ter acesso às críticas do filme antes de formar minha opinião. No entanto, não consegui fugir das manchetes que pululavam nos meus feeds nas redes sociais. E parece ser um consenso que o filme é excelente, tem gente arriscando dizer que é o melhor filme da série.

Eu acho que existem muitos aspectos que são levados em conta para alguém classificar algo como "o melhor" e eu sou uma pessoa que já teve a sensação de que o Episódio I era o melhor Star Wars. E no contexto em que eu estava envolvido, realmente ele foi fantástico. Conto essa história aqui, cliquem se quiserem saber mais detalhes.

Quinta-feira eu vou ao cinema ver "Rogue One: uma história Star Wars" com um sorriso no rosto. Quero sair da sessão com um sorriso maior ainda. Torçam por mim.

P.S.: Meu nível de empolgação chegou ao ponto de me fazer comprar uma estatueta do droide K2SO, que só conheço pelos trailers. Se ele for um personagem ruim, ao menos é uma estatueta bonita.

Da esquerda para a direita, K2SO, ET, Rey, BB-8, Lif (Navio Dragão) e um pedacinho da Chandra na minha cristaleira que não tem cristais.


22 novembro 2016

É triste admitir, mas desisti das revistas de papel



Desde criança, um dos meus passatempos preferidos sempre foi ler revistas. Visitar bancas de revistas repetidamente ao longo de cada dia era um passatempo frequente, e eu acreditava que na minha aposentadoria eu seria dono de uma banca. Só que eu acho que até lá, dificilmente teremos mais estabelecimentos como esse.

Em determinados momentos da minha vida, cheguei a receber mais de 20 revistas a cada mês em minha casa - e lia todas elas, da primeira à última página. Hoje não recebo mais nenhuma e as poucas assinaturas que tenho são digitais.

Esse processo de abandono de revistas não aconteceu de uma hora para outra. Aos poucos, fui abandonando publicações que já não eram tão interessantes e dando preferência à versão digital, quando disponível. Em outros casos, as revistas deixaram de ser publicadas (como a Info e a Billboard, por exemplo).

Até que no final do ano passado, ao invés de receber dezenas de revistas eu só tinha as assinaturas digitais da Wired e da Mundo dos Super-Heróis, e a impressas da Rolling Stone e da Nintendo World. Só que aconteceu um fenômeno inesperado: as editoras das revistas impressas não me procuraram para realizar a renovação das assinaturas. Eu queria continuar tendo acesso ao material, mas parece que eles desistiram de mim.

Até tentei ler as duas publicações em versão digital pelo Iba (que é uma espécie de Netflix das revistas), só que o fato de não poder ler as revistas sem uma conexão com a internet (mesmo se estiverem baixadas no tablet) me fez desistir de pagar pelo serviço e, consequentemente, deixar de ter acesso às publicações.

Foi então que percebi que continuei me informando por outras fontes e as revistas não me fizeram falta. O formato está obsoleto e, por mais que eu tenha uma identificação afetiva com o papel grampeado, ele não é essencial. O que importa é o conteúdo, independentemente da forma como ele é consumido. As revistas estão tendo uma morte lenta e parece que os leitores não estão sentindo falta delas. E eu não consigo ver nenhum movimento contrário a isso, por mais que isso possa ser triste e decepcionante (pra mim, inclusive).



Hoje é raro (só digo que pois não posso afirmar categoricamente que isso não acontece) vermos novas revistas se aventurarem com sucesso nas bancas, ao passo que cancelamentos de publicações são cada vez mais frequentes.

E por mais que as editoras tentem se focar no meio digital, o público brasileiro ainda tem resistência de pagar por conteúdo desse tipo: em uma visita à banca da Play Store, é possível notar que a maior parte das reclamações é que a revista digital tem o mesmo preço da impressa e na concepção dos reclamantes deveria custar menos. Existe a mentalidade de que se paga pelo papel, e não pelo conteúdo. De qualquer forma, o sucesso de plataformas de assinatura como o Spotify e a Netflix no Brasil são um sinal de que as pessoas podem vir a pagar por revistas digitais em algum momento.

A única assinatura que sobreviveu foi a da versão digital da revista Mundo dos Super-Heróis. Acabei participando da campanha de financiamento recorrente da revista Dragão Brasil que, depois de 10 anos longe das bancas, voltou a ser publicada apenas em formato digital.

Ainda visito frequentemente as páginas na internet das revistas que abandonei como Rolling Stone, Nintendo World, Época e Wired, por exemplo. É triste admitir, mas desisti das revistas de papel...

P.S. 1: Revistas em quadrinhos não estão incluídas no escopo desse texto!

P.S. 2: Eu continuo comprando revistas em quadrinhos, mas na maioria das vezes não é em bancas. Lojas online como a Amazon e a FNAC costumam ter preço muito mais competitivos. Além disso, acesso quadrinhos em formato digital pelo Comixology e Social Comics.