Pular para o conteúdo principal

Diário de bordo - Um dia na capital paulista

Quase dez horas de ônibus, e finalmente chego à São Paulo. Vou fazendo minha programação de turista do dia.
1 - Rua Santa Efigênia: paraíso dos eletrônicos, legais, ilegais e algo mais. Compro umas encomendas para amigos e saio com mais um joguinho pra me divertir no Nintendo DS;
2 - Rua 25 de Março - lotada, lotada, uma loucura. Só pra passear mesmo e ver a multidão, e no fim de tudo me sentir apenas um indivíduo entre os milhões que circulam por São Paulo diariamente;
3 - Galeria Pajé - que lugar quente, até ficam jogando água na gente(!). Não conhecia o lugar, e a visita serviu pra descobrir que lá é o melhor lugar para se comprar calculadoras HP e videogames;
4 - Mercado Municipal - o mercado é muito legal, e as pessoas vão lá pra comer pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela. Eu não gosto de bacalhau, e o sanduíche vem um absurdo de mortadela que eu nunca conseguiria comer até o fim. Optei por um pastel de carne com um eventual cheiro de bacon;
5 - Depois de voltar pra casa, almoçar e descansar, finalmente fui assitir ao Eragon. Eu sei que em BH tem cinema, mas eu só volto pra lá no fim de fevereiro, e o filme não tem a menor previsão de passar em Araxá. Resolvi assití-lo por aqui mesmo, e valeu a pena. A vontade foi sair do cinema e comprar o segundo livro da série, mas eu resisti, já que vou pegar esse livro emprestado daqui a alguns dias e eu consigo esperar!
6 - Fim da programção turística do dia. Hora de escrever o diário de bordo e anotar os gastos. São Paulo é uma cidade cara...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

O que acontece se um vampiro morder um zumbi? E se um zumbi morder um vampiro?

Já parou pra pensar no que acontece quando um vampiro morde um zumbi? Será que o zumbi vira um vampiro? E quando a situação é a inversa? Será que uma mordida de zumbi transforma o ser de dentes pontudos?
Tanto vampiros quanto zumbis são seres que podem ser classificados como "mortos-vivos". Isso significa que, apesar deles conseguirem executar certas ações que usualmente apenas os seres vivos são capazes, eles estão mortos. Na prática, se um vampiro morder um zumbi ou vice-versa não acontece nada. 

A razão desse efeito (ou da ausência de efeito) é que os zumbis mordem apenas seres vivos. Por esse motivo, eles não mordem outros zumbis, vampiros e múmias, por exemplo.
Por outro lado, os vampiros precisam se alimentar de sangue de seres vivos. E, embora os zumbis tenham sangue circulando em suas veias, eles já estão mortos.
Assim sendo, se um vampiro cruzar com um zumbi, certamente eles não se atacarão. E mesmo supondo que seja um vampiro doidão que queira morder um ser um put…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…