Pular para o conteúdo principal

Gregório para o BBB 8

Eu não sei porque eu ainda insisto em assistir ao Big Brother. Talvez o único motivo plausível seja o fato de que eu tenho muita vontade de participar do programa. E ano após ano, um círculo vicioso tem se fechado: eu assisto ao programa, reclamo dele e falo que vou participar do próximo, NÃO mando o vídeo de inscrição e fico de fora do programa.

Acho que eu me divertiria bastante, mas conviver com um bando de acerebrados por três meses poderia ser muuuito estressante. E eu sei que, com o meu perfil eu nunca venceria o programa. O povo quer os mais pobres e menos favorecidos intelectualmente no topo.

Nessa última terça-feira, o BBB teve um paredão com um resultado absolutamente previsível, mas que eu não gostei. Aliás, eu nunca gostei dos vencedores dos BBBs até hoje... O "pobrema" dessa vez foi a "berlandense" Íris. Ela é uma personagem que me divertia nos primeiros dias do programa. Sempre que a via, eu pensava: "Como pode uma pessoa ser tão caipira e tão besta!", e isso me fazia rir. Algumas semanas depois, quando a vejo penso: "Como pode uma pessoa ser tão caipira e tão besta!". Sim, é a mesma coisa, só que agora isso já me irrita profundamente. E acho que ela anda representando muito mal o estado de Minas Gerais. Muita gente pode estar pensando que todo mineiro faz parte da família Buscapé, fala puxando o érre (perrninha gorrdinha, vetorr perrrpendicularr) e não consegue fazer uma conta de 2+2. E o pior de tudo é que se continuar assim, ela vai acabar vencendo o programa!

E o que eu tenho a ver com a Íris pra ficar falando assim dela? Na verdade nada... Nem eu nem os milhões de telespectadores do Big Brother. Então porque eu continuo assistindo ao programa? Sei lá, quando eu estiver na casa vocês vão me assistir, não vão?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…