Pular para o conteúdo principal

Ah, minha infância...

Coisas que eu NÃO ENTENDO sobre minha infância:
Coisa número 1: Eu não entendo como eu comia tanta areia no parquinho. Bastava descer o escorregador, e lá estava eu com a boca cheia de areia, cuspindo para todos os lados. Até hoje eu não fui capaz de compreender como a areia ia para dentro da minha boca.
Coisa número 2: Eu não entendo como eu tomava tanto choque nas tomadas. Tudo 110 volts. Felizmente nenhuma dela me trouxe algum dano, apenas pequenos desconfortos no momento do choque e só. Mas hoje em dia eu acho tão difícil conseguir tomar um choque (mesmo fazendo engenharia elétrica)...

Coisas que eu SÓ HOJE EU ENTENDO sobre minha infância:
Coisa número 1: Hoje eu entendo porque os adultos não gostavam de Power Rangers. Por mais que eu achasse o seriado uma das coisas mais legais que existia na TV, eu achava muito estranho o fato de nenhum adulto gostar. Assistindo novamente 10 anos depois eu finalmente percebi o motivo.
Coisa número 2: Hoje eu entendo porque os homens não têm, o costume de usar pochete. Eu achava esse apetrecho uma das coisas mais práticas do mundo, ainda mais para uma pessoa que sempre gostou de carregar tranqueiras como eu. Com o tempo, fui largando minhas pochetes e comecei a carregar uma mochila, praticamente como se fosse um casco de tartaruga - o que, esteticamente, é muito mais agradável de se ver.

Comentários

  1. Hahuahauahauha!
    Tô rachando de rir do caso de comer areia.
    Hoje em dia eu acho Cavaleiros do Zodíaco uma porcaria. Por outro lado, eu assisto Narutooo, hehehe.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…