Pular para o conteúdo principal

Mallu Magalhães

Primeiro show da cantora de 16 anos em Minas Gerais e já no Grande Teatro do Palácio das Artes. Chegou bem cheia de moral, hein?

Antes do show começar, a atração era observar o público. Em sua maior parte, era composto por garotas entre 13 e 18 anos, muitas delas acompanhadas pelos pais. Completavam os assentos do teatro muitas pessoas da imprensa, vários indiezinhos e indiazinhas e fãs das bandas que iriam tocar depois da Mallu.

Ao começar a apresentação, o público tinha um olhar que misturava curiosidade e desconfiança . O fato de todos estarem sentados contribuiu um pouco para a frieza da recepção, e Mallu entrou em cena já reclamando da fumaça de gelo seco.

Pelo fato da maioria das gravações disponíveis em MP3 da Mallu Magalhães serem ao vivo, já tinha uma idéia do que esperar do show de Belo Horizonte. Mas fiquei muito surpreso com a banda que a acompanhava, composta por um guitarrista vindo dos Beatles, um tecladista do Oasis, o baterista do The Who e um trovador solitário no baixo (visualmente era o que pareciam..) Muito divertida e competente, segurou a onda em muitos momentos do show.

A platéia cantou em J1 e Tchubaruba. O público delirou com a participação de Hélio Flanders do Vanguart (e nessa hora Mallu visivelmente ficou diferente...). E o povo só não dançou com a empolgante Don't You Leave porque ficou com vergonha de levantar da cadeira.

Depois de uns 70 minutos, Mallu encerrou sua apresentação, e juntamente com sua banda, foi bastante aplaudida. E ela realmente tem potencial para extender esses seus 15 minutos de fama por mais alguns anos e se tornar uma rockstar.

Não quis enfrentar a multidão de fãs enlouquecidas na fila do camarim pra tietar essa menina que eu tanto gosto de ouvir cantar. Mas saindo do show do Hurtmold, que tocou depois, percebo que é ela quem está atrás de mim, num corredor escuro do Grande Teatro. E é claro que pedi uma foto. Só que eu não tinha câmera, só um celular velho, sem flash, e o máximo que consegui foi um borrão. Depois de algumas horas de edição, consegui identificar dois corpos verdes, e a prova de que eu já estive do lado de Mallu Magalhães está aí!

Leia também: O patofã

Comentários

  1. Anônimo12:35 AM

    Muito bom!vc relatou muito bem o show!
    Pq a quantidade de sózias(seja lá co mo se escreve isso..)de mallu q tinha no paláco das artes era ipressionante, e pelo fato de eu n ter ido vetida de litras ou xadrez, me senti pouco incluida naqle mundarel de indies com lenços...
    Mas como asssim/depois ond especificamente ela estava do canto escuro?qndo?depois daquela conferencia la embaixo?
    vlw,
    Elisa Aguiar. Entra la na comunidade do show dela aqui em BH:http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=67594625

    ResponderExcluir
  2. Respondendo a sua pergunta então, Elisa: depois do show do Hurtmolf, estava saindo do grande teatro, e encontrei com a Mallu no corredor de entrada do Teatro mesmo, quase já no saguão do Palácio das Artes. Não sei se foi depois da conferência, porque eu nem soube que tinha tido isso.
    Mas ela não tava parada lá, estava só de passagem, assim como eu.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…