Pular para o conteúdo principal

Isso sim é uma corrida

Massa Por algum tempo da minha vida acompanhei a fórmula 1. Eram as últimas corridas do Senna, e posteriormente as disputas entre Michael Schumacher e Damon Hill (torcendo sempre pelo inglês).

Com o tempo, parei de assistir. Não tinha graça torcer pra ninguém, e o Schumacher ganhava tudo. Isso até o ano passado.

Foi aí que apareceu o Hamilton, e a fórmula 1 voltou a ser emocionante. Devo ter assistido a no máximo 3 corridas no ano, mas acompanhava as notícias pela imprensa esportiva. O campeonato de 2007 foi decidido na última etapa, e daquela vez eu torci pro inglês, que perdeu.

2008, e novamente Hamilton favorito ao título. Mas agora tinha um brasileiro na disputa. Torci pro Felipe Massa até a última curva - e foi justamente na última curva que Hamilton fez uma ultrapassagem que lhe garantiu o título.

Foi a única corrida que eu assisti inteira no ano, mas essa sim teve cara de corrida. A fórmula 1 é muito técnica, e nem sempre o melhor piloto vence. Aliás, quem vence campeonato mesmo são as equipes. Ultrapassagens são raras, muitas vezes o tempo de parada nos boxes define as posições, e a estratégia da escuderia costuma ser decisiva.

Mas no GP do Brasil de 2008, a sensação foi diferente. Afinal, a duas voltas do final, quando o título parecia ser de Hamilton, este foi ultrapassado. Com a torcida (eu incluso) quase comemorando o título do Massa, na última curva, Hamilton recuperou a posição e garantiu o campeonato mundial. Emocionante.

Comentários

  1. Acho que você copiou essa foto de algum lugar... :)

    Abraço!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

O que acontece se um vampiro morder um zumbi? E se um zumbi morder um vampiro?

Já parou pra pensar no que acontece quando um vampiro morde um zumbi? Será que o zumbi vira um vampiro? E quando a situação é a inversa? Será que uma mordida de zumbi transforma o ser de dentes pontudos?
Tanto vampiros quanto zumbis são seres que podem ser classificados como "mortos-vivos". Isso significa que, apesar deles conseguirem executar certas ações que usualmente apenas os seres vivos são capazes, eles estão mortos. Na prática, se um vampiro morder um zumbi ou vice-versa não acontece nada. 

A razão desse efeito (ou da ausência de efeito) é que os zumbis mordem apenas seres vivos. Por esse motivo, eles não mordem outros zumbis, vampiros e múmias, por exemplo.
Por outro lado, os vampiros precisam se alimentar de sangue de seres vivos. E, embora os zumbis tenham sangue circulando em suas veias, eles já estão mortos.
Assim sendo, se um vampiro cruzar com um zumbi, certamente eles não se atacarão. E mesmo supondo que seja um vampiro doidão que queira morder um ser um put…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…