Pular para o conteúdo principal

Planeta Terra

Mallu 

Meio-dia. Saio de casa, almoço e pego o metrô. Hoje é dia de rock'n roll.

O Planeta Terra Festival que aconteceu no último fim de semana contou com a minha presença e a de mais 15000 pagantes (ingressos esgotados).

A escalação de bandas não decepcionou. Na verdade surpreendeu. O grande problema do Indie Rock é que muitas vezes você acaba não conhecendo a banda, mesmo sendo fã do estilo. E eu não conhecia 50% das bandas que iam tocar lá até um mês antes do festival. É claro que fui me preparando.

Chegando à Villa dos Galpões, já fui direto pro primeiro show, do Brothers of Brazil, no palco Indie. O Supla, de tão trash, é legal. E o show que misturou MPB com punk rock, surpreendentemente foi divertidíssimo e super animado.

Corri pro Main Stage pra assistir o Vanguart. Grande show, com a banda satisfeita de ver tanta gente à luz do dia. Depois do show dos cuiabanos, voltei ao palco Indie para assistir o final do show do Curumin. É um show interessante e diferente, mas não é o tipo de música que eu ouviria em casa. Valeu a pena.

Hora de voltar pro Main Stage pra assistir a musa infanto-juvenil Mallu Magalhães. Ela parecia um pouco deslocada no festival, e o público não se interessou muito pelo show. Foi bom pra ouvir músicas inéditas e pra rir do backing vocal, que ficava fazendo umas dancinhas bisonhas.

Aí deu fome, e eu perdi o show do Animal Collective pra comer. Dei uma passada no Jesus & Mary Chain mas não ouvi mais de duas músicas. Passeei no galpão onde o Mau Mau discotecava, mas estava um pouco vazio.

Aí veio a grande surpresa do festival, o Foals. Tinha ouvido o disco deles só uma vez, mas o show foi fantástico. Incrível como as músicas são poderosas ao vivo, e como a platéia pulou e dançou. A banda ganhou um fã.

Hora da banda que provalmente levou mais gente ao festival, The Offspring. Creio que se eu fosse ao show deles uns 8 anos atrás eu gostaria mais. No começo achei as músicas todas iguais e resolvi dar uma volta no show do Spoon, que rolava no outro palco. Fiquei um pouquinho e voltei pro punk rock, bem na hora certa - eles tocaram uma sequência de 4 músicas do Americana, um disco que ouvi bastante na minha adolescência. E valeu pela nostalgia.

Grande parte do público saiu do Main Stage, e pude chegar bem perto da grade, pra ver o Bloc Party. Eles estavam morrendo de medo da recepção da platéia brasileira, após o vergonhoso playback no VMB. Pediram desculpas, a gente aceitou, e eles tocaram felizes. Apareci no telão várias vezes (mas o tipo de aparição em que só eu me reconheço) e terminei o show em êxtase.

Sem conseguir ficar em pé direito, todo moído, sentei um pouco pra poder esperar o Kaiser Chiefs. Foi o show internacional onde mais conversaram com a platéia, e em português. Com muita presença de palco aliada a grandes hits, fizeram o show pra um tanto de gente cansada e conseguiram arrancar os últimos resquícios de voz platéia.

3 da manhã, fim dos shows de rock. Mas a estação de trem só abre às 4! Então vamos lá no tuntituntz, ouvir o Felix da Housecat.

6 da manhã, já estou em casa pronto pra dormir.

Top 5 Shows

1 - Foals

2 - Kaiser Chiefs

3 - Bloc Party

4 - Brothers of Brazil

5 - Mallu Magalhães

Comentários

  1. Gregs, muita gente falou mal do Bloc Party, disseram que os caras sao mega desanimados no palco. E quanto ao Kaiser Chiefs, so vi criticas boas.
    Enfim, to me mordendo de inveja de nao ter podido ir. Enquanto vc se divertia, eu fazia prova do ENADE. Beleza.
    Beijos! =*

    ResponderExcluir
  2. Talvez o fato de eu ter ficado bem lá na frente no show do Bloc Party tenha contribuído para que eu tenha achado tão legal. Não achei que eles estavam desanimados, achei que eles realmente temiam por uma reação hostil da platéia. O Kele Okereke até comentou o "accident" da última visita deles ao Brasil...

    Mas o ENADE deve ter bombado! Grande parte dos meus amigos estava lá!

    Beijo!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…