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22 novembro 2008

O longo dia das bruxas

batman longo dia O filme mais recente do Batman tinha o nome da clássica história de Frank Miller, O Cavaleiro das Trevas, publicada na década de 80. No entanto, sua história é baseada principalmente em "O longo dia das bruxas", de Jeph Loeb e Tim Sale, de 1996/1997.

Aproveitando a repercussão do longa-metragem, a editora Panini republicou a saga no formato de um livro luxuoso, de mais de 400 páginas, que tive o prazer de ler essa semana.

No decorrer de um ano, um assassino conhecido como "Feriado", ataca pessoas próximas a um dos mafiosos de Gotham City. Gordon, Dent e Batman tentam solucionar o mistério.

Grandes vilões aparecem: Espantalho, Charada, Pinguim, Chapeleiro Louco, Hera Venenosa, Mulher-Gato, Coringa. Mas depois da atuação de Heath Ledger nos cinemas, o Coringa dos quadrinhos não é de nada...

No fim das contas, os quadrinhos, como o filme, descrevem a trajetória do Duas-Caras, de herói a vilão, e os motivos que levaram o mocinho a passar para o lado negro da força.

Leitura obrigatória para fãs do homem-morcego. Eu mesmo fiquei com vergonha de ter ficado 10 anos sem ler!

Leia também:

Batman - O Cavaleiro das Trevas

12 novembro 2008

Radiohead

Radiohead

Radiohead no Brasil em março de 2009, confirmado! Clique na imagem para conferir, ou veja diretamente no site da banda!

http://www.radiohead.com/tourdates/

Só existe um problema nessa história: independentemente de onde eles forem tocar e de quanto o ingresso vai custar, eu vou estar lá! Mais pobre, mais feliz.

10 novembro 2008

Planeta Terra

Mallu 

Meio-dia. Saio de casa, almoço e pego o metrô. Hoje é dia de rock'n roll.

O Planeta Terra Festival que aconteceu no último fim de semana contou com a minha presença e a de mais 15000 pagantes (ingressos esgotados).

A escalação de bandas não decepcionou. Na verdade surpreendeu. O grande problema do Indie Rock é que muitas vezes você acaba não conhecendo a banda, mesmo sendo fã do estilo. E eu não conhecia 50% das bandas que iam tocar lá até um mês antes do festival. É claro que fui me preparando.

Chegando à Villa dos Galpões, já fui direto pro primeiro show, do Brothers of Brazil, no palco Indie. O Supla, de tão trash, é legal. E o show que misturou MPB com punk rock, surpreendentemente foi divertidíssimo e super animado.

Corri pro Main Stage pra assistir o Vanguart. Grande show, com a banda satisfeita de ver tanta gente à luz do dia. Depois do show dos cuiabanos, voltei ao palco Indie para assistir o final do show do Curumin. É um show interessante e diferente, mas não é o tipo de música que eu ouviria em casa. Valeu a pena.

Hora de voltar pro Main Stage pra assistir a musa infanto-juvenil Mallu Magalhães. Ela parecia um pouco deslocada no festival, e o público não se interessou muito pelo show. Foi bom pra ouvir músicas inéditas e pra rir do backing vocal, que ficava fazendo umas dancinhas bisonhas.

Aí deu fome, e eu perdi o show do Animal Collective pra comer. Dei uma passada no Jesus & Mary Chain mas não ouvi mais de duas músicas. Passeei no galpão onde o Mau Mau discotecava, mas estava um pouco vazio.

Aí veio a grande surpresa do festival, o Foals. Tinha ouvido o disco deles só uma vez, mas o show foi fantástico. Incrível como as músicas são poderosas ao vivo, e como a platéia pulou e dançou. A banda ganhou um fã.

Hora da banda que provalmente levou mais gente ao festival, The Offspring. Creio que se eu fosse ao show deles uns 8 anos atrás eu gostaria mais. No começo achei as músicas todas iguais e resolvi dar uma volta no show do Spoon, que rolava no outro palco. Fiquei um pouquinho e voltei pro punk rock, bem na hora certa - eles tocaram uma sequência de 4 músicas do Americana, um disco que ouvi bastante na minha adolescência. E valeu pela nostalgia.

Grande parte do público saiu do Main Stage, e pude chegar bem perto da grade, pra ver o Bloc Party. Eles estavam morrendo de medo da recepção da platéia brasileira, após o vergonhoso playback no VMB. Pediram desculpas, a gente aceitou, e eles tocaram felizes. Apareci no telão várias vezes (mas o tipo de aparição em que só eu me reconheço) e terminei o show em êxtase.

Sem conseguir ficar em pé direito, todo moído, sentei um pouco pra poder esperar o Kaiser Chiefs. Foi o show internacional onde mais conversaram com a platéia, e em português. Com muita presença de palco aliada a grandes hits, fizeram o show pra um tanto de gente cansada e conseguiram arrancar os últimos resquícios de voz platéia.

3 da manhã, fim dos shows de rock. Mas a estação de trem só abre às 4! Então vamos lá no tuntituntz, ouvir o Felix da Housecat.

6 da manhã, já estou em casa pronto pra dormir.

Top 5 Shows

1 - Foals

2 - Kaiser Chiefs

3 - Bloc Party

4 - Brothers of Brazil

5 - Mallu Magalhães

02 novembro 2008

Little Joy

Little Joy Depois de Marcelo Camelo, foi a vez de Rodrigo Amarante apresentar mais um trabalho aos órfãos de Los Hermanos.

Little Joy é uma banda formada por Fabrizio Moretti (Strokes), Binki Shapiro e Rodrigo Amarante.

Rock'n Roll inspirado, com cara de música antiga. Tem tudo pra agradar gregos e troianos, mas até por isso tem cara de projeto paralelo.

A turnê de lançamento do álbum já começou e tem diversas datas marcadas. Nenhuma no Brasil ainda, infelizmente.

Há vida após o Los Hermanos!

Leia também: Marcelo Camelo - Sou

Lanterna Verde

Lanterna Verde Conhece o símbolo ao lado? Tudo bem se não conhecer, mas pelo título do post já imagino que você suponha ser do Lanterna Verde.

Ele é da mesma época do Superman e Batman (já tem quase 70 anos!), mas nunca foi muito conhecido fora do mundo dos quadrinhos - o que eu acho uma grande injustiça!

O herói irá aparecer no cinema em breve, num filme solo e no filme da Liga da Justiça. Talvez assim ele se torne mais conhecido pelo público, e comece a fazer parte do imaginário infantil!

Isso sim é uma corrida

Massa Por algum tempo da minha vida acompanhei a fórmula 1. Eram as últimas corridas do Senna, e posteriormente as disputas entre Michael Schumacher e Damon Hill (torcendo sempre pelo inglês).

Com o tempo, parei de assistir. Não tinha graça torcer pra ninguém, e o Schumacher ganhava tudo. Isso até o ano passado.

Foi aí que apareceu o Hamilton, e a fórmula 1 voltou a ser emocionante. Devo ter assistido a no máximo 3 corridas no ano, mas acompanhava as notícias pela imprensa esportiva. O campeonato de 2007 foi decidido na última etapa, e daquela vez eu torci pro inglês, que perdeu.

2008, e novamente Hamilton favorito ao título. Mas agora tinha um brasileiro na disputa. Torci pro Felipe Massa até a última curva - e foi justamente na última curva que Hamilton fez uma ultrapassagem que lhe garantiu o título.

Foi a única corrida que eu assisti inteira no ano, mas essa sim teve cara de corrida. A fórmula 1 é muito técnica, e nem sempre o melhor piloto vence. Aliás, quem vence campeonato mesmo são as equipes. Ultrapassagens são raras, muitas vezes o tempo de parada nos boxes define as posições, e a estratégia da escuderia costuma ser decisiva.

Mas no GP do Brasil de 2008, a sensação foi diferente. Afinal, a duas voltas do final, quando o título parecia ser de Hamilton, este foi ultrapassado. Com a torcida (eu incluso) quase comemorando o título do Massa, na última curva, Hamilton recuperou a posição e garantiu o campeonato mundial. Emocionante.