boo-box

26 dezembro 2009

Lulina – Cristalina

Lulina - Cristalina Primeiro li uma reportagem na Billboard. Depois na Rolling Stone. Os Pullovers cantaram uma música dela (que estava no show a poucos metros de mim). Descobri que não podia mais ignorar sua existência e resolvi ouvir o álbum Cristalina, dispónível para download no Trama Virtual.

Lulina me conquistou logo na primeira música, antes mesmo que eu tivesse ouvido. O título? “Criar minhocas é um negócio lucrativo”. As canções são recheadas de humor, ácido ou non sense, e aparecem alguns palavrões. Canta sobre extraterrestres, o número 13, e sobre as gírias paulistanas.

Com uma voz singela, que parece não se esforçar, Lulina lembra o estilo de Fernanda Takai, mas com um irresistível sotaque pernambucano.

Seja bem vindo à Lulilândia.

23 dezembro 2009

Pequeno conto infantil

- Você tem barba e o tio Marcelo não!

- Você gosta de barba?

- Eu não!

- Mas por que?

- Quem tem barba é o pirata lá do fundo do mar. A Chapeuzinho não tem barba. O caçador tem. O lobo também tem…

Ainda bem que é por isso. Não sei como eu ia aceitar uma resposta: “Porque é feio!”. A sinceridade infantil às vezes pode doer.

Ludov e Conjunto Vazio no CCSP

Domingo, 20 de dezembro, lá estava em no Centro Cultural São Paulo para assistir meu quarto show do Ludov de 2009 (e o segundo do final de semana).

Dessa vez, a abertura foi a estreia do Conjunto Vazio, de Thadeu Meneghini, ex-Banzé. A banda, que ganhou até uma reportagem na revista Rolling Stone desse mês, fez um show bastante inusitado e repleto de participações especiais, como Chuck Hipólito e Mauro Motoki.

20-12-09_1826

Com músicas de Fábio Jr, Odair José e mesmo do Banzé, numa performance bastante teatral de Thadeu, a banda conquistou os presentes e criou muita expectativa sobre o EP que devem lançar em breve.

O Ludov fez uma espécie de continuação do show do dia anterior. Canções do trabalho mais recente, Caligrafia, foram tocadas novamente, mas dessa vez o Disco Paralelo apareceu mais, em músicas como “Rubi” e “Delírio”.

20-12-09_1913

Foi um belo encerramento de ano. Uma pena que tive que sair correndo pra poder viajar e não vi as músicas do bis.

Vídeos das apresentações:

Conjunto Vazio

Uma questão de gosto

Síndrome de brega

Um homem sem qualidades

Ludov

Rubi

Delírio (Sob as asas)

Terrorismo Suicida

Mecanismo

21 dezembro 2009

Os 5 melhores discos nacionais de 2009

Dos 5 discos escolhidos, 2 são independentes, e 1 é de uma cantora que surgiu na internet. Isso me leva a pensar que ainda há muitos bons discos independentes espalhados pelo Brasil afora, mas que ainda não tive a oportunidade de conhecer.

FolderArnaldo Antunes - Iê Iê Iê
Depois de décadas de carreira, parece que o cantor atingiu seu auge criativo. "Iê Iê Iê" traz canções dançantes, assobiáveis, reflexivas. É rock and roll sem ser barulhento, pop sem ser fútil e poético sem soar piegas. Arnaldo ainda separou um tempo em 2009 para gravar um disco infantil, "Pequeno Cidadão".

Ana Cañas - Hein Ana Cañas - Hein?
Pra mim, Ana Cañas era música de menininha. Não é preconceito, mas as canções do primeiro álbum tem maior aderência no universo feminino, isso é fato. No seu segundo trabalho, parcerias com Liminha e Arnaldo Antunes a fizeram soar bem mais rock and roll. Hein? causa estranheza a quem conhecia a garota que cantava “Devolve, Moço”. A carismática cantora expandiu seu público e passei a gostar também do primeiro disco.

Ludov - CaligrafiaLudov - Caligrafia
Lançado a conta gotas para download gratuito - a cada semana um show ao vivo em webcast e 3 ou 4 músicas disponibilizadas, Caligrafia traz um Ludov diferente. Há o power pop que se aproveita da voz poderosa de Vanessa Krongold em "Terrorismo Suicida" e "Vinte por cento", mas também canções MPBísticas como "Magnética" e "Mecanismo". Caligrafia reúne as experiências e influências individuais de cada um de seus músicos e trata como uma banda. Pode não soar uniforme como o Disco Paralelo, o álbum anterior, mas apresentou muitas das melhores músicas do ano.

General Image B2W Mallu Magalhães - Mallu Magalhães
O primeiro álbum da cantora era só uma apanhado das canções que ela compôs, que era essencialmente o que hoje é rotulado como neo-folk, mas não tinha uma unidade e a qualidade das músicas oscilava. O novo trabalho lançado há menos de um mês surpreende. "Compromisso" e "Bee on the grass" são puro Beatles. "Shine Yellow" é um reggae fofo; "Versinho de número um" e "O Herói, O Marginal" poderiam ser do Los Hermanos. Mallu juntou o que há de melhor em suas principais influências musicais e gravou um disco formidável.

Folder Banda Gentileza - Banda Gentileza
É uma banda que você adora. Se você discorda disso, é porquê ainda não ouviu. Só fui conhecer o álbum depois de ler diversas críticas positivas nos melhores blogs musicais. E depois também escrevi sobre eles.

Leia também: Os 5 melhores discos internacionais de 2009

20 dezembro 2009

Ludov e Pullovers no CCSP

O Ludov e o Pullovers tem muito em comum. Além das semelhanças musicais, dividem dois integrantes: Habacuque Lima, guitarrista do Ludov passou a tocar também com os Pullovers; Bruno Serroni, baixista do Pullovers tem tocado como músico de apoio do Ludov desde o lançamento do último álbum da banda.

No sábado, 19 de dezembro de 2009, as duas bandas dividiram o palco do Centro Cultural São Paulo.

A noite começou com a apresentação dos Pullovers. Nunca tinha ouvido o disco, mas adorei. Me lembrou um pouco o Pública, de Porto Alegre, e acho que isso é uma coisa boa. Cantaram o álbum Tudo que eu sempre sonhei na íntegra e a canção Teu Perfume, composição de Habacuque já conhecida pelos fãs do Ludov. Mauro Motoki ainda fez uma participação em Todas as canções são de amor.

19-12-09_1904

Cheguei em casa e já baixei o disco (legalmente, no site da banda). É muito bom ir a shows sem saber o que te espera e voltar satisfeito com o resultado.

Finalmente, chegou a hora do Ludov tocar. A banda programou dois shows do CCSP nesse final de ano, um no sábado e outro hoje. E ressaltaram: serão dois shows diferentes!

Abriram a apresentação com Gramado, e a participação do público já impressionou.

19-12-09_2019

São Paulo é a cidade do Ludov e o Centro Cultural São Paulo é a casa da banda. Dessa forma, todos os shows lá realizados tem tudo pra se tornar memoráveis. É um lugar onde a banda e o público se entendem, e ficam à vontade.

O setlist passou por diversas canções de Caligrafia, o álbum mais recente, mas também foram tocados clássicos como Kriptonita, Dois a Rodar, e Trânsito, num bis não programado.

Do Disco Paralelo, só foi tocada Refúgio. Uma pena, pois é o melhor álbum deles. Provavelmente as outras canções serão tocadas no show de hoje.

O show foi curto, e terminou sem várias das músicas queridinhas dos Ludovicos. De certa forma, isso mostra que a banda já possui tantas composições interessantes que sempre vai faltar algo nos shows.

Foi o terceiro show do Ludov que fui em 2009. E já estou com expectativa para o próximo!

Abaixo, alguns vídeos de ontem:

Pullovers:

Tudo que eu sempre sonhei

Teu Perfume

Todas as canções são de amor

Ludov:

Luta Livre

Paris Texas

Notre Voyage

Reprise

Avatar

avatar A imprensa tem tratado o filme Avatar, de James Cameron, como uma revolução no mundo cinematográfico. Concordo. Os avanços técnicos são impressionantes.

A animação é realista, os efeitos tridimensionais são convincentes e te dão a sensação de estar dentro da história, principalmente em corredores compridos e no meio da vegetação. O som também ajuda nesse sentido. Ou seja: é um filme pra ser assistido no cinema.

E a história? A ideia inicial é boa, mas foi muito mal aproveitada. Chega a ser um filme bobo. E cansativo. Depois de duas horas e meia, os efeitos especiais não impressionam tanto.

O grande mérito de Avatar é servir de inspiração para os próximos filmes de Hollywood, e desenvolver tecnologia. De certa forma, também inibe a pirataria – afinal ninguém tem um cinema 3D em casa. E isso já é muito, acreditem.

Os 5 melhores discos internacionais de 2009

Usualmente, as discussões em torno das listas de fim de ano fica em torno de quem ficou de fora, e não de quem está dentro dela. Limitei a 5 o número de álbuns eleitos, o que me deixou com um aperto no coração ao não incluir o Muse, Matt & Kim, Lily Allen e muitos outros. Mas não vamos discutir as ausências, o que importa é a lista dos 5 melhores discos internacionais de 2009:

God Help The Girl God Help The Girl - God Help The Girl
É um projeto solo do vocalista do Belle and Sebastian, Stuart Murdoch. Detalhe: aqui ele não é o vocalista principal. Diversas cantoras desconhecidas foram convidadas para cantar nessa empreitada. Como uma espécie de ópera-rock, o disco apresenta uma série de músicas com personagens em comum, e parece - muito - a banda escocesa. Natural, pois o Belle and Sebastian toca em todo álbum. Com belas e fofas melodias e letras inteligentes, God Help The Girl é uma extensão do trabalho de uma das bandas mais populares do rock alternativo.

 

Folder Julian Casablancas - Phrazes For The Young
Pegue os Strokes, tire as guitarras marcantes e deixe a voz soar de forma mais natural, sem distorções. Uma análise simplória definiria assim o disco solo do vocalista Julian Casablancas. É um album curto - apenas 8 músicas - mas muito gostoso de se ouvir. Com influências dos anos 80, muitos barulhinhos de teclado e uma veia dançante, foi uma boa surpresa pra mim, embora os críticos da indústria musical não tenham gostado muito do álbum.

 

Morrissey - Years Of Refusal Morrissey - Years of Refusal
O ex-vocalista dos Smiths permanece como um dos poucos tiozões da música que ainda está no auge de sua criatividade. Letras inspiradas e que te fazem pensar acompanhadas de melodias marcantes.Também lançou o álbum Swords no final desse ano, mostrando que o show deve continuar.

 

Folder Arctic Monkeys - Humbug
Cercado de expectativa, o disco surpreendeu os fãs. Onde estavam os garotos que cantavam canções que faziam o público pular nas pistas? À primeira audição, minha conclusão foi um "Eu acho que não gostei". Dando mais uma chance, tomei gosto pelas mudanças do álbum, e já fiquei com uma pulga atrás da orelha: o que será que os macacos do ártico irão aprontar da próxima vez?

 

Manners Passion Pit - Manners
Difícil um disco de estreia entrar numa lista de melhores - mas esse merece. Pop dançante, com riffs memoráveis e voz em falsete fizeram do Passion Pit uma das mais interessantes bandas que apareceram nos últimos tempos. E Little Secrets é muito viciante!

14 dezembro 2009

Os 17 anos do Karnak

Quando o Karnak, banda paulistana liderada por Andé Abujamra, anunciou o fim de suas atividades em 2002, fiz uma lista dos 5 shows que eu nunca teria a oportunidade de assitir ao vivo:

  1. Beatles
  2. Mutantes
  3. Nirvana
  4. Mamonas Assassinas
  5. Karnak

Fui a 2 shows da volta dos Mutantes, e risquei-os da lista.

No final de 2006, o Karnak resolveu fazer um show. E desde então, eles fazem o seu show de aniversário todo final de ano. E no último sábado, finalmente pude assistir à banda mais incompreendida do mundo ao vivo, no aniversário de 17 anos!

Todos os ingressos do SESC Pompeia para as apresentações de sábado e domingo foram vendidos – o que rendeu comparações ao AC DC por parte da banda. André Abujamra até arriscou um solo de guitarra deitado no chão tal qual Angus Young.

12-12-09_2226Embora o último disco de inéditas seja de 2001, as canções estavam bem frescas na memória dos fãs – de idade média bem alta (me senti um pirralho).

E o que se viu foram músicos felizes de estarem no palco, fazendo o que sabem de melhor. Recheado de bom humor e improvisos, o show rendeu muitas risadas e fez a plateia cantar bastante. E o clima de celebração e diversão era contagiante.

André Abujamra se deu ao luxo de cantar “Maria Inês” lendo a letra, e transformou isso num diferencial da apresentação! Aliás, além de músicos, todos são praticamente atores. Diversas situações são encenadas discretamente no decorrer do show, e são parte do espetáculo.

Pela primeira vez na vida pude cantar a plenas pulmões canções como “Estamos Adorando Tóquio” e “Juvenar” sem que as pessoas próximas de mim achassem que fiquei doido!

Ao final da apresentação, André Abujamra dedicou o show aos filhos da banda. (Fico pensando no quanto seria inusitado ver meu pai se apresentando num palco cantando músicas engraçadinhas, fazenda dancinhas bestas e pulando numa cama elástica de ginástica). Terminou dizendo que o Karnak é eterno. E eu acho que concordo.

Alguns vídeos que fiz:

Estamos adorando Tóquio

O mundo

Juvenar

Universo Umbigo

3 Aliens in LA

30 novembro 2009

Os fantasmas de Scrooge

christmascarol

Um Conto de Natal, de Charles Dickens, é uma história que atravessa gerações desde 1843, com diversas adaptações e versões.

A geração que nasceu nos anos 80 (a minha) conhecia bem a versão O Conto de Natal do Mickey. As crianças de hoje agora tem a oportunidade de conhecer mais uma adaptação da Disney, dessa vez uma animação feita por Robert Zemeckis.

Ou não. Porquê o filme parece ser sombrio demais para os pimpolhos. No cinema, ouvi frases como “Mãe, me arrependi de ter vindo ver esse filme” ou “Eu preferia ver o Planeta 51”.

Então, esqueçam as crianças.

O filme é ótimo para quem tem mais de 10 anos. A história já é conhecida pela maioria do público o que faz com que o filme não tenha surpresas. A animação realista é um show de tecnologia e o 3D é muito bem feito, natural e sem exageros.

Rende uma hora e meia de diversão. Mas o que fica na memória é a velha história do Mickey. A não ser que você seja uma criança que foi levada ao cinema pelos pais e teve pesadelos depois…

P.S.: Mais uma vez, os tradutores brasileiros fizeram um péssimo trabalho na tradução do título do filme. Os Fantamas de Scrooge é um nome ruim, que desvaloriza a obra original.

22 novembro 2009

The Killers debaixo d'água


A chuva não deu trégua, e ao chegar à Chácara do Jockey para assistir ao show do The Killers, fui recebido com uma grande poça de lama. Achei que seria só na entrada, mas ao ver a pista em frente ao palco percebi que não tinha jeito: era torcer pra não pegar leptospirose e afundar o pé na enchente.

Durante as duas horas que antecederam o show, fiz um barquinho de papel, vi pessoas caírem na água ou mergulharem de propósito, concurso de camiseta molhada e outras bizarrices.

Qualquer organizador sensato teria cancelado ou transferido o show, e se a secretaria de saúde vistoriasse o local provavelmente não teríamos a apresentação. Eu resolvi não pensar nas consequências para minha saúde e deixei o espírito do rock an roll me levar.

Eu e mais 12 mil pessoas.

O hit Human abriu o show, no mais arrepiante início de show que já presenciei. Bastou a primeira nota para que todos começassem a pular e a água suja que estava quase nos joelhos espirrar até o pescoço. A plateia cantou junto com a banda e a partida começou ganha para Brandon Flowers e sua trupe.

A partir daí o que se viu foi um público entregue (que está na chuva é pra se molhar) e uma sequência de canções de tirar o fôlego: This Is Your Life, Somebody Told Me, For Reasons Unknown, Bones, The World We Live In, e a dançante Joy Ride, uma das minhas favoritas.

Com apenas 3 discos lançados (mais um de b-sides), a banda consegue preencher um show só com hits, acompanhados em uníssono pelos espectadores. Flowers ainda tentou cantar o cover Can't Help Falling In Love, de Elvis Presley, mas a plateia não deixou e cantou junto.

Há quem diga que o The Killers pensa que é o U2 atualmente. Pelo que vi, pelas canções épicas, efeitos especiais, e resposta do público, a banda tem tudo para se tornar o substituto dos irlandeses nos estádios lotados no futuro.

O verso "I got soul but I'm not a soldier" transcendeu a música All These Thing That I've Done e virou um hino de uma geração de americanos marcados pela guerra. Repetido à exaustão, encerrou a primeira parte do show.

No bis, duas canções dos primeiros discos, Jenny Was A Friend Of Mine e When You Were Young recheadas de efeitos especiais, deixando o público extasiado.

Cinco anos após o lançamento do primeiro disco, o The Killers se despediu deixando a impressão de que em breve estarão lotando estádios e arrastando multidões.

P.S.: Eu achava que a Chácara do Jockey não poderia ser um lugar pior do que foi na época no show do Radiohead, que os organizadores aprenderiam com os erros. A grande ironia é que dois dos shows mais fantásticos que assisti aconteceram no pior lugar o possível para realizá-los.

Na área em que permaneci durante o show, vi 3 celulares/câmeras mergulharem no pântano. Não quis arriscar o meu também: a chuva não deu trégua, e o movimento dos humanos em volta era perigoso. Por esses motivos, não tenho nenhuma foto do show, só do antes e depois.

18 novembro 2009

Vertigo nº1

Panini_vertigo_01 Vertigo, o selo de HQs adultas da DC Comics ficou quase um ano ser ser publicado no Brasil. A Panini Comics passou a ser a detentora dos direitos de publicação e já lançou algumas edições.

A principal delas é a nova revista mensal que traz no título o nome do selo, Vertigo. Com 132 páginas, e custando R$9,90 traz 5 histórias por edição.

Na capa, o clássico Hellblazer, cuja edição 175 é publicada no miolo. John Constantine é uma das personagens símbolo do selo e já teve até um longa-metragem estrelado por Keanu Reeves.

Sandman Apresenta: A Tessalíada é a melhor HQ da revista. Traz a história da bruxa Thessaly, e é escrita por Bill Willingham, de Fábulas. A não-tradução do nome da bruxa para Tessália foi polêmica. Eu preferia que o nome fosse usado em português, mas se mudarem a partir da segunda edição vai ficar muito esquisito.

As outras 3 histórias são menos conhecidas do público.

Lugar Nenhum é baseado no livro homônimo de Neil Gaiman. Passada numa Londres subterrânea, tem enredo consistente e forte apelo visual.

Vikings é outro ponto alto da publicação. Temática diferente pra quem estava acostumado com as aventuras de Hagar, o Horrível como maior personagem viking dos quadrinhos (eu, por exemplo).

Fechando a edição, a aventura indígena Escalpo. Foi a que menos me agradou. Mas pelos elogios que recebe da crítica em geral, acho que tenho chances de gostar dela no futuro.

Um detalhe interessante é que, exceto Hellblazer, todas as histórias são originalmente edições número 1. Isso facilita a organização das coleções de quadrinhos e atrai novos leitores. Ponto positivo!

Com preço competitivo e histórias de qualidade, a revista tem tudo pra se tornar uma das principais publicações de quadrinhos do Brasil.

13 novembro 2009

Onde fica o botão de autodestruição?

avio_c1000_C_pia_thumb_2_ 9 meses atrás comprei um mpQualquercoisa e passei a usar. Eu já escrevi uma análise do aparelho aqui anteriormente.

Ele tinha funcionado bem até 3 semanas atrás, quando a bateria pifou e não consegui recarregá-la nunca mais. Por sorte (ou precaução) o equipamento veio com uma bateria reserva.

Um semana atrás, o vibracall estragou. No dia seguinte, o display quebrou (ok, nessa parte eu tive culpa – leia-se montanha-russa).

Passados mais dois dias, foi a vez da caixa de som apresentar defeitos. E a função dual-chip também teve problemas.

Resolvi comprar um novo aparelho. Creio que se eu utilizasse meu Avio C1000 por mais uma semana ele provavelmente teria explodido no meu bolso.

Como avaliação final: não vale a pena investir num aparelho desses. Ele durou 9 meses, o que é pouco pelo preço que investi. Mas se você quiser tentar a sorte, fique à vontade…

Uma porção de rock and roll, por favor

O show que Iggy Pop fez ao lado da banda The Stooges, na última edição do festival Planeta Terra tomou as manchetes dos jornais. Não pela música.

O fato de Iggy ter 62 anos e se comportar como um jovem rebelde é um dos motivos. Sem camisa, chegou a mostrar o cofrinho e nem ligou pra isso. O que importava pra ele era fazer um show de rock and roll.

O outro motivo: a truculência dos seguranças, que abusaram da força contra o público e a imprensa.

Em determinado momento da apresentação, convidou o público a subir no palco. E isso é um convite irrecusável (experiência própria).

O vídeo abaixo mostra o momento:

Esse é o espírito do rock and roll contestador, inconsequente, cheio de atitude. É a música como postura, comportamento, uma expressão cultural.

É claro que isso não estava combinado, e a organização acabou gerando uma confusão. Mas tudo que ocorreu serviu pra deixar o show ainda mais histórico e inesquecível.

Frases como “Foi o melhor momento da minha vida” e “Eu dividi o palco com o Iggy Pop” espalhadas nas redes sociais mostram a importância desse momento para o público lá presente.

E assim a apresentação de Iggy Pop se tornou o grande momento do festival, com repercussão internacional.

Essas imagens me deixam arrepiado – mesmo eu não sendo nem um pouquinho punk rocker – enquanto esse show acontecia, eu estava a poucos metros dançando ao som do The Ting Tings.

Eu podia ter feito parte desse momento histórico, mas acho que me diverti mais cantando Shut Up and Let Me Go!

09 novembro 2009

Planeta Terra

DSC00458

A primeira grande sacada do Planeta Terra Festival desse ano foi realizar o evento dentro do Playcenter, com os brinquedos à disposição do pessoal. Ótima ideia!

Pra melhorar a situação, fui um dos vencedores da promoção do ônibus do Terra, e pude aproveitar o festival do ônibus-camarote.

Comecei assistindo ao show instrumental do Macaco Bong. Mas aí o parque começou a me chamar e resolvi brincar um pouco.

O show dos Móveis Coloniais de Acaju foi animado como sempre, embora o local ainda estivesse um pouco vazio. Gritei “toca Gregório”, mas não consegui que atendessem o pedido de tocarem uma música com meu nome.

Vi o começo da apresentação do Maxïmo Park. Eles devem ser uma espécie de Jota Quest na Inglaterra: músicos competentes, canções cheias de refrões grudentos, presença de palco, carisma, mas nada de revolucionário. No meio do show meu espírito dançante acabou me levando ao palco onde o Copacabana Club tocava. E foi uma boa escolha, pois o show dos curitibanos foi animadíssimo.

Comecei a assistir o Primal Scream, e achei melhor do que esperava. Até porque pelo pouco que conhecia da banda, eu não esperava nada. Mas preferi seguir para o palco onde o elfo andrógino Patrick Wolf tocava seu rock celta recheado de violinos, danças exageradas e roupas esquisitas. E uma das músicas eu vi da montanha russa!

Na hora do Sonic Youth chovia muito. Fiquei dentro do ônibus-camarote assitindo da janelinha. Nem aproveitei muito mas gostei, principalmente porque tocaram muitas canções do disco mais recente, meu favorito.

Meia-noite, hora de escolher entre Iggy Pop e Ting Tings. Preferi o Ting Tings, e pra mim foi o melhor show do festival. Incrível como apenas duas pessoas conseguem fazer um show tão empolgante e cheio de atitude.

Ainda consegui ver o finalzinho do show do vovô Iggy Pop, mas não acompanhei a hora da confusão e invasão do palco. Tenho a impressão de que no mundo do rock and roll, os melhores momentos, que ficam para a história, são aqueles em que tudo dá errado.

Mas melhor que os shows, foi o clima de Big Brother do ônibus do Terra. Pessoas que só se conheciam nas redes sociais acabaram compondo uma turma que parecia ser formada por amigos de infância.

E o Planeta Terra continua sendo o melhor festival de música do Brasil.

get

07 novembro 2009

Toca uma música boa, por gentileza

Banda Gentileza - capa

Já estou acostumado. As músicas que gosto não servem para ser tocadas em eventos sociais com mais de 3 pessoas de gosto musical diferente. A não ser quando a festa é em minha casa!

No meu último aniversário, uma amiga que queria ouvir sertanejo alegou que a cota dela para música alternativa já tinha estourado no ano. É claro que não dei bola, o aniversário era meu!

Ocorre que às vezes as pessoas podem gostar da música, e acabam perguntando o que está tocando. E um fenômeno interessante ocorreu no último fim de semana.

A cada música da Banda Gentileza que era tocada na festa em que eu era o anfitrião, alguém me perguntava que banda era aquela. Fiquei empolgado, afinal não é todo dia que aprovam minha seleção musical!

Com letras inteligentes, melodias bem trabalhadas, e misturando ritmos, os curitibanos são uma das maiores surpresas e promessas do rock nacional da atualidade. E você pode até não gostar das músicas que ouço, mas pelo menos da Banda Gentileza você vai gostar. Experiência própria.

06 novembro 2009

Síntese

É isso.

This is It

This is it Talvez o documentário sobre a turnê nunca realizada do Michael Jackson pudesse ter o subtítulo “Apenas para fãs”.

This is it reúne imagens gravadas durante os ensaios da turnê que MJ faria em Londres, e já estava com todos os ingressos vendidos.

As imagens poderiam muito bem fazer parte dos extras do DVD da turnê, caso ela tivesse ocorrido. Aliás, creio que tenha sido esse o objetivo ao realizarem as gravações.

Uma postura interessante do diretor é que o filme não tem nenhuma apelo emocional em torno da morte de Michael. É um documentário atemporal, e tem como grande trunfo mostrar como seria o show, e provar que o astro tinha plenas condições de cantar e dançar. E como essas apresentações estavam cercadas de expectativa, nada mais justo para os fãs terem acesso ao material produzido. É um longa metragem que hoje faz sentido que exista, mas que daqui há uns 5 anos não terá o mesmo impacto.

Mas se você começou a gostar do rei do pop depois dessa overdose midiática dos últimos meses, o filme não é pra você. Ele nada mais é que um grande making of da turnê.

Só dá umas pontadas de tristezas ao pensar que os shows planejados nunca irão acontecer. Mas fico feliz em perceber que o ídolo está sendo lembrado pelas coisas boas que fazia, e pelo talento que tinha.

25 outubro 2009

Billboard Brasil

Billboard Brasil 1Com o slogan “Você já ouviu falar. Agora vai ler.” a revista Billboard estreou nas bancas brasileiras nesse mês.

Com 116 anos de história, a revista  é conhecida como “The Music Bible” e tem como marca registrada os rankings de vendas e execuções em rádios divulgados semanalmente nos EUA. No Brasil, as listas serão mensais, para acompanhar a periodicidade da publicação. 

A primeira edição foi bastante conservadora. Na capa, Roberto Carlos. No miolo, matérias sobre Beatles, Kiss, 30 anos do Punk, e uma fábrica de discos de vinil. De novo entre as maiores matérias da revista, só a Katy Perry.

Tentando atingir um público amplo, embora tenha um foco maior no rock e no pop, há referências (mesmo que pequenas) ao funk, axé, pagode e sertanejo. Mas a impressão que dá é que essas pequenas notas só apareceram para classificar a revista como “eclética” e fazer alguma menção aos líderes dos rankings brasileiros.

As matérias, em sua maioria, são curtas, o que torna a revista agradável de se ler mesmo quando o assunto inicialmente não te interesse.

Com um formato grande, e trazendo uma marca de renome, irá concorrer diretamente com a Rolling Stone Brasil. Mas o foco das duas parece ser um pouco diferente, então creio que continuarei lendo ambas.

24 outubro 2009

O ônibus do Planeta Terra

Eu passei para a segunda fase da promoção do ônibus camarote do Festival Planeta Terra.

Para ser um dos integrantes do ônibus camarote, eu preciso ser um dos mais votados no site da promoção.

E por que vocês devem votar em mim?

1) Estou ficando velho. Daqui uns anos não terei mais pique para festivais.

2) Estou esperando esse festival há um ano (desde que aconteceu o de 2008).

3) Vou aproveitar muito todos os shows.

4) Nunca ganhei uma promoção tão legal.

5) Já marquei minha viagem pra São Paulo exclusivamente para o show.

6) O Planeta Terra é o melhor festival de música do Brasil.

7) Vocês vão me fazer muito feliz! E ser feliz é o que importa, não é mesmo?

Atualização:

Obrigado a todos que votaram em mim! Eu GANHEI!

19 outubro 2009

E viva Crepúsculo!

New Moon

Não li os livros nem assisti aos filmes. Tenho a leve impressão de que eu não vá gostar, pelo simples fato de que eu não sou uma garota de 14 anos.

Mas a trilha sonora de Lua Nova (New Moon), novo filme da série Crepúsculo é indispensável para os indie rockers.

Todas as músicas forma compostas (ou remixadas)  exclusivamente para o filme. E a lista de artistas é poderosa: Death Cab For Cutie, Thom Yorke, The Killers, Muse, Editors, OK Go, Grizzly Bear entre outros.

E se pelo lado ruim Crepúsculo gerou uma nova moda de vampiros mela-cueca, pelo menos foi responsável pela gravação de uma excelente seleção musical como contribuição para a felicidade mundial.

18 outubro 2009

Muse – The Resistance

Muse - The Resistance

“A Resistência” é um título contestador, e dá a impressão de que a banda quer mostrar que faz o que quer, independente do que disserem. E acho que é mais ou menos assim que funciona com eles.

É um álbum excelente, da primeira à última música. Principalmente quando ouvido nessa ordem.

As canções, em sua maioria tem a duração prolongada, como solos e interlúdios imensos. Ao ouvir o disco na ordem em que ele foi concebido, tudo fica coeso e faz sentido, mas as músicas isoladas podem parecer estranhas. Consequência direta disso: para tocar nas rádios e em videoclipes, elas tem trechos cortados.

Há canções empolgantes como o primeiro single Uprising e Resistance. Undisclosed Desires é a música que vai fazer todos dançarem nos shows e bombar nas pistas. Já United States of Eurasia parece ser uma espécie de “como soaria o Queen nesse século”. Unnatural Selection é poderosa em seus quase 7 minutos, e o álbum é encerrado com a pretenciosa Exogenesis, divida em 3 partes totalizando quase 13 minutos.

Com esse lançamento, o Muse continua como uma das bandas mais originais da atualidade e a megalomania The Resistance entra na lista dos álbuns essenciais de 2009.

Almanaque Anos 90

almanaque anos 90 Alguns (muitos) meses atrás comprei o Almanaque Anos 90, de Sílvio Essinger e só agora terminei a leitura. Já tinha lido o Almanaque Anos 80 e gostado muito, embora muitos dos assuntos tratados não fossem familiares pra mim.

Já o livro dos Anos 90 é diferente, afinal eu vivi toda a década, e bem! O livro serve como um exercício de nostalgia, e acaba remetendo a boas lembranças.

Estão lá o Nirvana e a Legião Urbana, É o Tchan e o Molejo, Família Dinossauros e Arquivo X, a seleção de vôlei de 1992 e a de futebol de 1994, Ghost e Forrest Gump, Cavaleiros do Zodíaco e Power Rangers, a morte do Superman e os clones do Homem-Aranha, Kinder Ovo e Tazos da Elma Chips, o CD e o Napster, o Windows e os disquetes.

Interessante que é bom lembrar tanto das coisas que eu gostava quanto das que eu não gostava.

Se você viveu bem os anos 90, o livro tem tudo pra te agradar.

Que saudade do meu Tamagotchi…

Pixu

Pixu

Tive a oportunidade de adquirir uma edição de Pixu autografada por Fábio Moon, Gabriel Bá, Becky Cloonan e Vasilis Lolos no seu lançamento no último FIQ, em BH. Depois assisti a uma mesa redonda sobre o mercado indepentente de quadrinhos com os 4 mais o Rafael Grampá (equipe vencedora do prêmio Eisner pela revista 5).

Eu achava que Pixu era uma oxítona, mas todos os autores pronunciam “Píxu” então não vou discordar.

Pixu é uma história de terror escrita e desenhada por esse quarteto fantástico. Toda em preto e branco, o destaque são os desenhos. Extremamente detalhados, sombrios e perturbadores, retratam um ambiente e criam uma tensão no leitor.

O roteiro é intrigante e cria expectativas, e embora seja dividido em muitos capítulos, a vontade que dá é ler tudo numa sentada só. Foi o que fiz, aliás. Mas em alguns pontos é confuso, e a história termina com algumas pontas soltas.

O acabamento gráfico ficou excelente, e o preço é muito em conta para o mercado brasileiro.

Boa leitura para quem quer sair um pouco da mesmice e ler um gênero incomum nos quadrinhos de hoje, mas que foi extremamente bem executado nessa edição.

16 outubro 2009

Os Trapalhões na terra dos monstros

os trapalhoes na terra dos monstrosMe lembro que o filme dos Trapalhões que eu mais gostava quando era criança era “Os Trapalhões na terra dos monstros”.

Encontrei o DVD em promoção e embora não tenha a menor paciência com o Didi nas tardes de domingo, resolvi comprar para relembrar as coisas que me faziam rir na minha infância.

Confesso que foi decepcionante. As poucas cenas de humor são piadas repetitivas e excesso de pastelão. Há merchandising descarado (e forçado), e a história é mais aventura que comédia. É engraçado ver o Gugu, Angélica e o finado grupo Dominó. Mas só pra lembrar dos anos 80.

Não sei porque eu gostava tanto desse filme. Talvez pelos monstrinhos feiosos.

Eu sei é que se eu não tivesse visto esse filme depois de adulto, a lembrança que eu teria seria muito mais interessante…

9 – A Salvação

9

Desde a pré-produção, o filme 9 foi planejado para ter sua estreia no dia 09/09/09. No Brasil a data foi atrasada em um mês, o que não chega a ser um problema. Problema é colocarem um “A Salvação” como subtítulo. Fico profundamente incomodado quando mudam os nomes dos filmes para lançarem no mercado brasileiro. Ainda bem que não rebatizaram como “9 – A salvação muito louca”.

O longa metragem foi dirigido por Shane Acker, mas é o nome do produtor Tim Burton que aparece em destaque.

9 se passa em um cenário pós-apocalíptico, onde as máquinas se rebelaram e tomaram o lugar dos humanos. Fora isso, não há muitas semelhanças com o “Exterminador do Futuro”.

A animação é sombria, bonita, e pode até vender bonequinhos. Mas não cativa as crianças pelo visual (a censura aliás, é de 10 anos).

A história é cheia de ação, alguns momentos de reflexão, e flui num ritmo bom. Até chegar a um clímax que parece ser um final.  Se o filme terminasse nesse momento (que eu não vou dizer qual é), embora muitas questões não fossem respondidas, iria ser um final fantástico. Mas ele se prolonga por alguns minutos, tem um final interessante mas não tão bom.

Ainda assim, é um filme que vale o ingresso (ou talvez mais um pouquinho) e merece 80 minutos do seu dia!

Mariazinha em Verso & Prosa

Mariazinha

Uma das coisas mais legais do Festival Internacional de Quadrinhos (evento bienal, de BH) é conhecer o trabalho de quadrinhistas independendentes de todo o Brasil. Sempre arrisco comprar uns quadrinhos desconhecidos pra avaliar.

Dessa vez, o que mais me chamou a atenção foi “Mariazinha em Verso & Prosa”. Eu nunca compraria esse livro pela capa. No entanto, eu pude folhear o livro, ler um pouquinho, ao lado do desenhista Fábio Turbay (que desenha as tiras escritas por Cláudia Gomes). E resolvi comprar um exemplar autografado e personalizado.

Foi uma grata surpresa. Impressionei-me com a qualidade e adorei a personagem.

Mariazinha é uma garotinha poeta, e por isso um pouco deslocada das outras crianças de sua idade. As tirinhas são cheias de referências a autores clássicos e trazem um humor inteligente e politicamente correto. Tem potencial para agradar leitores de todas as idades.

P.S.: Achei curioso o fato das tirinhas terem dois autores trabalhando juntos. Não conheço nenhuma outra tira que seja assim no mundo e você?

27 setembro 2009

Ana Cañas

IMG_4913

No último sábado, a Livraria Saraiva do Shopping Ibirapuera proporcionou aos fãs um pocket show e um bate-papo com a cantora Ana Cañas.

Exalando carisma e irreverência, Ana Cañas apresentou várias canções do seu mais recente álbum, Hein?, e respondeu a diversas perguntas da plateia.

Comentou sobre as parcerias com Arnaldo Antunes, Gilberto Gil e Liminha, sobre o início da carreira, o processo criativo do álbum mais recente e suas principais influências.

No primeiro disco eu achava que ela era apenas mais uma cantora de “música de menininha”, mas estava errado. E hoje ela já tem um novo fã. O novo álbum é excelente, com mais pitadas de rock and roll que o trabalho anterior. Sem contar que ao vivo ela tem uma presença cativante e é divertidíssima – além de, é claro, cantar muito bem.

Ao final da apresentação, uma sessão de fotos e autógrafos descontraída, como você pode observar nas fotos abaixo:

IMG_5109IMG_5107As fotos são do fotógrafo Paulo Guimarães e o álbum completo pode ser visto aqui.

23 setembro 2009

Rain Down (by Radiohead)

Radiohead Rain Down Front Após o memorável show do Radiohead em São Paulo, no dia 22 de março de 2009, o fã Andrews Ferreira Guedis chegou em casa e passou a procurar vídeos da apresentação feitos por fãs.

Foi aí que teve início o projeto do DVD Rain Down, nome que faz referência ao trecho da música “Paranoid Android”, que embalou um dos momentos mais emblemáticos do show paulistano.

Andrews, por mais de 5 meses, se dedicou ao trabalho de editar os diversos vídeos postados no Youtube e outros sites, juntando assim todo o show.

Não entrei com minha câmera no show (era proibido, mas o motivo foi outro) e quando descobri o seu projeto tive pesar por não poder contribuir.

E depois de tanto tempo o trabalho finalmente foi disponibilizado para download, no site Rain Down.

Poder relembrar o show na TV, com alto nível de detalhes, é uma experiência formidável. Cada vez que revejo o DVD me emociono novamente, e o melhor de tudo é que como ele foi gravado pelo público, a sensação é de estar lá novamente (exagero, talvez)!

Assistir à primeira música 15 step, incrédulo e embasbacado por estar (ou lembrar que estive) num show do Radiohead, sentir o coração bater com os tambores de There There e ficar em silêncio na hora de Faust Arp são sensações indescritíveis.

Rever o coro do público em Karma Police e Paranoid Android, sabendo que minha voz está contribuindo me faz pensar que fiz parte da história. Porque esse show realmente entrou pra história de todos (ou quase) que estiveram presentes.

E o melhor de tudo: poder ver e rever quantas vezes quiser! Obrigado, Radiohead, obrigado, Andrews!

P.S.: O DVD ainda traz como bônus as músicas que foram tocadas apenas no show do Rio de Janeiro.

21 setembro 2009

Playback

Acho (muito) feio bandas tocarem com playback. Principalmente nos programas de televisão.

Nos anos 90, quando a aparecer no Gugu ou Faustão era sinônimo de sucesso, as bandas tinham que se sujeitar a esse recurso para tocar nas paradas de sucesso.

Me lembro quando o Pato Fu foi ao programa do Gugu. Quem assistia da TV, só via closes ginecológicos das dançarinas e ao final da apresentação Gugu, completamente desinformado, perguntou o óbvio ululante na micro-entrevista que fez. Resultado: a banda, por opção, nunca mais se apresentou fazendo playback em programas de TV.

Outra história foi com os Raimundos, no auge do hit “Mulher de Fases”. Estavam em todos os programas, e defendiam o playback: “Essa é a regra deles, se não formos nós fazendo playback serão as bandas de pagode, axé…”

Mas a melhor de todas foi da banda inglesa “Muse”, nessa semana. Convidados para apresentar uma música em playback num programa italiano, resolveram brincar (já que não iam tocar). O vocalista e guitarrista foi tocar bateria. O baixista assumiu a guitarra e o baterista virou o vocalista que toca baixo. É nítida a diversão da banda durante a apresentação. Abaixo, você pode ver o vídeo da apresentação.

Você já tem o cartão Acme?

Numa grande rede de supermercados, a vendedora me aborda, oferecendo um cartão do supermercado.

Deixei claro que só faria o cartão se eu não tivesse nenhum gasto, em nenhum momento da minha vida, relativo à manutenção do cartão.

Embora exista uma “taxa de boleto” mensal, se eu não fizer nenhuma compra, não sou cobrado. E só de apresentar o cartão no caixa eu obtenho descontos. Na busca por esses descontos, topei fazer o cartão, com o objetivo de nunca usá-lo para fazer nenhuma compra.

- Vamos preencher o cadastro então?

- Quanto tempo demora?

- Só dez minutos…

- Vou terminar minhas compras, antes de passar no caixa eu volto aqui.

E eu odeio quando dez minutos duram mais que dez minutos…

- E aí, ficou pronto?

- Está sendo aprovado. Só mais dez minutos.

Meu medo se concretizou: os dez minutos não eram dez minutos!

- Vou pagar minha compra e volto aqui.

(…)

- E agora?

- É… Porque… Você não quer passar mais dois telefones de referências de contato?

- Se eu quero? Eu não, você é quem quer!

- É…

E embora já tivesse dado o telefone de duas pessoas, passei mais dois números…

- Agora se você não quiser esperar até ficar pronto, é só assinar o contrato que eu envio o cartão pelo correio.

- Mas essa aqui é só a última folha, eu não posso assinar o contrato sem ler!

- É porque eu não posso emitir um contrato sem o seu crédito ser aprovado antes.

- E eu não posso assinar uma folha em branco.

Desisti. Eu não queria o cartão mesmo. Eram eles que queriam que eu tivesse um. E fiquei sem o meu cartão com descontos imperdíveis!

20 setembro 2009

Mais uma vez, Ludov

image

Na última sexta-feira pude assistir a mais um show do Ludov, o meu primeiro da turnê Caligrafia, no Sesc Pompéia.

É uma preocupação da banda fazer um show diferente a cada novo lançamento. No encerramento da turnê Disco Paralelo, deixaram claro que seria a última vez que tocariam todas as músicas do álbum em um mesmo show. A base do repertório foi então o Caligrafia, de 2009.

As músicas do disco mais recente são mais tranquilas, emotivas, e menos explosivas. Isso poderia deixar o show mais parado, mas não foi o que aconteceu. Tocaram as 12 do disco, mais “O Passado” das músicas bônus. Além de vários outros hits da carreira da banda.

Na hora em que tocaram “Reprise”, ocorreu um fenômeno interessante: várias pessoas fizeram coreografias esquisitas. Consequência de um videoclipe com coreografias esquisitas da banda…

imageMauro Motoki estava muito empolgado com um Toad de brinquedo. O boneco acompanhou o show de cima do amplificador e até “falou” no microfone. Lembrei-me de quando comprei meu Mariokart.

Cada canção tinha uma projeção personalizada no telão ao fundo do palco. Mas a melhor projeção foi a da última música: uma compilação das fotos enviadas para a promoção que a banda fez no lançamento do último do álbum. E nisso, apareceu uma foto minha ao lado da vocalista Vanessa Krongold no telão. Me senti um popstar.

Fotos retiradas do Flickr de Roberta Lopes

Cortando os nomes

Umas das características que mas me chamou a atenção nos paulistas desde que me mudei para o estado é a preguiça que eles tem de falar os nomes inteiros. De cidades e pessoas.

Exemplificando, para ficar mais claro:

São Paulo é Sampa; quem vai se referir a São José dos Campos fala só “São José”. Guará, Itaquá, Mogi e Pinda não precisavam ter nomes longos como Guaratinguetá, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Pindamonhangaba – porque ninguém os fala mesmo.

Difícil “Gregório” não virar “Greg”. “Gabriela” não existe, só “Gabi”. Guilherme é “Gui”, Débora é “Débi”. Thiago vira “Thi”, Leandro é “Lê”.

Ô meu, vamo falar os nomes inteiros!

13 setembro 2009

A história de cada um

Aconteceu no ônibus-biblioteca, biblioteca itinerante que circula pelos bairros mais carentes da capital paulista.

- Por favor, eu preciso de um comprovante de residência para efetuar seu cadastro.

- Eu não tenho. Sou morador de rua. Você confia em mim?

- Sim, pode levar o livro.

Na semana seguinte, o leitor retorna para devolver o exemplar.

- E aí, você gostou do que leu?

- Na verdade verdade eu não sei ler. Eu só vejo as figuras e imagino minha própria história. Posso levar mais um?

08 setembro 2009

Velha vida nova

12 horas de ônibus. A cidade que eu tinha conhecido há alguns dias agora seria meu lar.

Cheguei, e a corretora não tinha deixado a chave na portaria do apartamento alugado. 8 da manhã, eu ilhado na rua com duas malas enormes.

Após um longo tempo de espera, pude entrar na minha nova casa. Vazia. Deixei mais coisas e saí pra comprar uma vassoura – tudo estava muito empoeirado.

A próxima prioridade era comprar um colchão – afinal eu não queria dormir no chão.

Após muita pesquisa e pechincha nas lojas do centro da cidade, escolhi o monte de espuma que tenho utilizado todas as noites. Voltei de táxi com um colchão no banco de trás.

Depois de um almoço na rua, hora de fazer reconhecimento da região. Andei pelas ruas e praças pra me localizar. Tudo isso com um mapinha do Google impresso.

Mais tarde, meus novos companheiros de república chegaram. Saímos pra comprar alguns itens de subsistência.

O dia terminou com todos sentados no chão, comendo comida fria, e assistindo chuviscos na TV.

Isso, há exatamente um ano.

DSC09754

01 setembro 2009

Coraline

Coraline Pra mim não resta dúvida de que Neil Gaiman é um dos melhores escritores de contos de fadas para adultos. Mas esporadicamente, ele escreve para crianças, como é o caso do livro Coraline.

Coraline Jones (e não Caroline, como costumam confundir) é filha única e acabou de se mudar para uma enorme residência. Explorando o novo lar, ela encontra uma passagem para outro mundo.

Parece clichê, mas diferentemente de Nárnia ou o País das Maravilhas, o mundo secreto de Coraline é ao mesmo tempo sedutor e aterrorizante.

A arte sombria de Dave McKean espalhada pelas páginas do livro contribui para o clima perturbador da trama.

Recentemente adaptada para o cinema (numa ótima animação em stop-motion), Coraline é recomendada para quem gosta de crianças em universos fantásticos. Mas não leia durante a noite, pra não ter pesadelos!

Leia também: Stardust

31 agosto 2009

Cascão Porker

cascão porker no beco diagonal Maurício de Sousa tem se aproveitado dos recursos da internet para criar expectativas sobre seus próximos lançamentos. Quando anunciou que faria uma versão de Harry Potter, os fãs ficaram afoitos pelo resultado.

Depois de algumas semanas de espera, finalmente chegou às bancas a revista do Cascão Porker e a pedra distracional. Foi publicada no gibi bimestral “Clássicos do Cinema”, que traz sátiras envolvendo os filmes de Hollywood. Mas essa edição foi bem diferente do usual.

A começar pelo papel especial, sem aumento de preço, que valoriza as cores utilizadas. O desenho não tem arte-final, e o colorido é aplicado diretamente sobre o lápis. O resultado ficou belíssimo, muito além dos padrões Turma da Mônica.

Os quadrinhos de Maurício de Sousa não costumam trazer cenários, e isso pode prejudicar bastante o visual de uma HQ em formato grande, como esta (maior que o americano). No entanto, Cascão Porker traz cenários na maioria dos quadrinhos, o que me faz ressaltar mais uma vez a qualidade da arte.

Quanto ao roteiro, está entre os melhores que já li da turminha. E essa lista inclui alguns milhares(!) de histórias. Cascão faz o papel de Harry Potter, Mônica é a Hermione e Cebolinha é o amigo ruivo, Rony. Destaque para o Do Contra no papel de Snape. A personalidade das personagens da turma da Mônica é mesclada à das de Hogwarts, mas sem desagradar os fãs de ambas as partes.

Num ritmo emocionante e divertido, recheado de referencias à cultura pop (e Harry Potter, é claro), deve agradar crianças e adultos, e até mesmo quem não conhece as histórias do bruxinho inglês.

30 agosto 2009

Revolta do Acaju: eu acredito

A banda de nome esquisito Móveis Coloniais de Acaju atribui seu nome a um evento histórico, a Revolta do Acaju, como pode ser visto no blog dos músicos: 

Explicação da banda

Acontece que o texto, cheio de referências bibliográficas, não passa de uma grande brincadeira, e revista Época apurou que a revolta do Acaju nunca aconteceu!

Link da reportagem da Época

Isso gerou um movimento interessante. Desde ontem, já foram postados diversos vídeos no Youtube com depoimentos de pessoas que acreditam na Revolta do Acaju! Tudo isso ampliado pelas dezenas de mensagens no Twitter.

Lista de vídeos no Youtube

#revoltadoacaju no Twitter

O mais legal disso tudo é que diversos meios de comunicação publicaram por anos a história da Revolta do Acaju. A Época foi um deles, e pediu desculpas pelo erro. Nas reportagens antigas encontradas na internet, a correção já foi feita, incluindo a palavra “fictícia” antes de citarem a Revolta do Acaju.

No texto da revista publicado no último dia 27, percebe-se que os jornalistas ficaram ressentidos com a postura da banda. Eu não. Achei engraçado, e reforça a ideia de que são uma das bandas mais originais dos últimos tempos.

Resta saber se com depoimentos de pessoas que “acreditam” no evento histórico as pessoas serão levadas a acreditar na Revolta do Acaju no futuro. Porque se tem tanta gente falando que ela aconteceu, deve ser verdade mesmo…

Toda a cobertura, no site da banda

Nasi no CCSP

Nasi @CCSP

O Ira! encerrou suas atividades de forma turbulenta. Um dos representantes do rock brasileiro dos anos 80, tinha um público em constante renovação, o que pode ser comprovado com as diversas aparições e prêmios na MTV que a banda recebeu nos últimos anos.

O vocalista Nasi, criou uma nova banda, Nasi e os irmãos do blues, que fez show no CCSP no último sábado.

Nasi, que pensa que é  o Wolverine, subiu ao palco com uma camiseta do mutante da Marvel.

O lugar lotado, recebeu calorosamente o ex-vocalista do Ira!, e as músicas que mais levantaram o público foram as da antiga banda.

Mas agora Nasi pode se dar ao luxo de cantar músicas de outros artistas. Aí apareceram versões da Legião Urbana, Titãs, Cazuza, e uma sequência de 4 músicas de Raul Seixas.

“A primeira vez que toquei nesse lugar foi em 1983.” Pensei estar vendo uma apresentação de um tiozão!

Um grande show de rock brasileiro, que mostra que Nasi ainda tem fôlego pra muitos anos de carreira.

26 agosto 2009

Planeta Terra Festival 2009

Ano passado tive a oportunidade de ir ao Planeta Terra e não tenho dúvida em dizer que foi o melhor festival que já fui. Em público, atrações e organização.

O festival foi confirmado para o dia 7 de novembro, no Playcenter, e 3 bandas já foram divulgadas:

Primal Scream: não tenho colhões pra dar uma opinião. Meu único contato com a banda foi no começo do século, na época em que as pessoas levavam CDs para as casas dos amigos e compartilhavam músicas. Ouvi uma vez e não me atraiu muito. Estou baixando algumas músicas pra (re)conhecer a banda.

Macaco Bong: Banda brasileira que não vai fazer ninguém cantar junto – pois são uma banda instrumental! Gosto de ouvi-los esporadicamente, mas tenho curiosidade para ver uma apresentação ao vivo.

Móveis Coloniais de Acaju: Seria decepcionante se eles não fossem chamados. Com o show mais animado do rock nacional, a banda é uma promessa de apresentação memorável.

Se os moldes do ano passado forem seguidos, ainda faltam 2 bandas nacionais e 7 internacionais, além dos DJs. Tenho algumas sugestões:

Copacabana Club: Os curitibanos são a cara do festival, e estão começando a aparecer para o mundo. Seria uma grande oportunidade para alavancar a carreira da banda.

Belle and Sebastian: A banda tem muitos fãs no Brasil, e tem 8 anos que não aparece por aqui. Tá na hora de voltar.

The Ting Tings: Existem rumores fortes de que eles estarão na programação. Até a confirmação, mantenho a banda na minha lista de desejos.

Russian Red e/ou Alessi’s Ark: Se ano passado tivemos a Mallu Magalhães, as musas neo-folk indie-juvenis espanhola e britânica também poderiam dar as caras por aqui.

Passion Pit: Pra tocar no meio da madrugada e fazer quem estiver com as pernas cansadas remexer o esqueleto.

Death Cab For Cutie: Porque as músicas fofinhas também são importantes!

De qualquer forma, quando a venda começar já vou comprar meu ingresso! E aconselho você a fazer o mesmo!

23 agosto 2009

G. I. Joe

gi-joe-the-rise-of-cobra

Aconteceu o que eu imaginei: poucos dias após assistir ao filme que levou os bonequinhos da coleção “Comandos em ação” ao cinema, nem me lembro dos detalhes da história.

A história é boba, infantil, os efeitos especiais parecem videogame em diversos momentos e os atores não se destacam.

Normal. É mais um desses blockbusters que te entretem durante a sessão, mas não acrescentam muito à sua vida.

O problema disso tudo é que eu gosto desse tipo de filme!

Brüno

bruno

Brüno, novo filme de Sacha Baron Cohen (de Borat), é no mínimo inusitado.

Recheado de piadas de mau-gosto, precocentuosas e machistas, o filme é inquietante quando deveria ser engraçado e vice-versa.

Fico pensando em quem seria o público alvo do longa-metragem. A maioria dos homens, não se sentiria à vontade vendo um filme com temática homossexual. As mulheres ficariam incomodadas com o machismo exacerbado. E os gays podem se ofender com a forma caricata e escrachada que são retratados. Mesmo assim, muita gente foi ao cinema…

Longe de ser uma obra-prima, é um filme acima da média que merece 90 minutos do seu tempo.

11 agosto 2009

Greg’s Party!

Sou acostumado a reclamarem das músicas que ouço – principalmente quando tem mais gente ouvindo ao mesmo tempo.

Sempre que tem alguma festa e quero colocar algo pra ouvir, tento tomar cuidado para não saturar o pessoal.

Mas no meu aniversário, me senti no direito de fazer todas as pessoas ouvirem o que eu quisesse!

Quer saber o que tocou? A lista está abaixo, na ordem!

Pedra Letícia Como que ocê pôde abandoná eu
Passion Pit Little Secrets
Copacabana Club Just Do It
Matt & Kim Daylight
MGMT Time To Pretend
Bonde Do Rolê Solta O Frango
Ludov Notre Voyage
Lily Allen Fuck You
Architecture in Helsinki Wishbone
Belle and Sebastian The Magic of a Kind Word
Bloc Party Banquet
Copacabana Club Come Back
Hardneja Sertacore Ela é demais & Leilão
The Kooks Mr. Maker
Franz Ferdinand No You Girls
Karnak Juvenar
Móveis Coloniais De Acaju O Tempo
Pato Fu Uh Uh Uh, Lá Lá Lá, Ié Ié
Arctic Monkeys Fluorescent Adolescent
Muse Supermassive Black Hole
Kaiser Chiefs High Royds
My Chemical Romance Teenagers
Michael Jackson You Rock My World
Passion Pit Little Secrets
Nando Reis & Os Infernais Luz Dos Olhos
Oasis Don't Look Back In Anger
Matt & Kim Lessons Learned
Yeah Yeah Yeahs Gold Lion
The Killers Joy Ride
The Beatles Being for the Benefit of Mr. Kite!
Oasis Roll With It
Fresno Polo
Paralamas E Titãs Go Back
The Ting Tings Shut Up and Let Me Go
Trash pour 4 Sufoco
The Offspring Hit That
Copacabana Club Just Do It
Ludov Mecanismo
Ramirez Em Roma e Lyon
The Rentals Getting By

08 agosto 2009

Inimigos Públicos

Inimigos Publicos A história do ladrão de bancos John Dillinger foi transportada à tela grande, numa super-produção.

É o tipo de filme que usualmente te inclina a tomar uma posição a favor de um dos lados – seja o bandido e astro da trama, seja o mocinho que tenta prendê-lo. Mas o filme peca nesse aspecto.

Johnny Depp faz um papel muito aquém do que costuma. Sua personagem não tem carisma, e você acaba não torcendo para que ela se dê bem – ou mal. No fim das contas, você só assiste a história.

No lado dos mocinhos, Christian Bale faz um papel que remete ao famoso cigano Igor, de uma antiga telenovela. Inexpressivo, não tem cara de herói.

A fotografia é bela, os cenários são fantásticos, o figuro muito bem elaborado. Visualmente, Inimigos Públicos é um filme muito bom. Mas a história deixa um pouco a desejar.

01 agosto 2009

Coisa de criança

Meu irmão comprando meu Nintendo DS, acompanhado do jogo Mariokart:

- É para o seu filho?

- Não, é pro meu irmão mais velho…

28 julho 2009

Copacabana Club no CCSP

Eu conhecia só 4 músicas da banda. Até porquê a banda só tem um EP lançado, com essas 4 canções, mais 2 remixes.

Mas era o suficiente pra me levar ao show do Copacabana Club no Centro Cultural São Paulo, no último sábado.

Ao vivo a banda indie-eletrônica tem uma pegada mais rock que no estúdio. Com músicos muito bons e uma vocalista de carisma nivel épico, num lugar cheio de cadeiras ninguém ficou sentado.

Show dançante em que as pessoas ficaram tímidas no começo, mas estavam todas em cima do palco na última música. Isso se refere a mim também.IMG0053A

Na foto ao lado, cliquei a vocalista Caca V a menos de um metro de distância, durante a canção “Just Do It”.

O vídeo da melhor invasão de palco da história (de acordo com a banda) pode ser visto no link do youtube abaixo. Try to find me:

A banda irá tocar no festival Popload Gig, no Rio e em São Paulo, em agosto. Altamente recomendável!

IMG0062A-1 P.S.1: Momento tiete ao lado!

P.S.2: Nunca tinha invadido um palco na minha vida. Na mesma noite, algumas horas depois, estava em cima do palco no show do Bonde do Rolê!