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Assistindo Watchmen

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Acabo de voltar do cinema, após uma vazia sessão de Watchmen. Acho normal, pois acho um pouco mais difícil que o normal alguém que não acompanha histórias em quadrinhos ir ao cinema assistir um filme que se chama Watchmen, sobre super-heróis que nunca ouviu falar. E a censura ainda é 18 anos!

Uma pena, pois acho que eles gostariam do filme.

A crítica em geral recebeu o longa-metragem negativamente. Eu não.

É certo que a história mudou um pouco, e o clima é outro. A violência foi ampliada (ou enfatizada), e os heróis tiveram seus perfis psicológicos, digamos, simplificados. E ficaram mais fortes também. O Coruja, que parecia um mané na HQ, tem um uniforme e uma força equivalentes a um Morcego famoso.

Rorschach é a grande personagem da trama. Ficou muito bem caracterizado, e sua voz dá um clima de tensão às cenas. Já o Dr. Manhattan parece um personagem vazio, um dos pontos fracos do filme.

Fato é que o livro sempre é melhor. E partindo desse princípio, é possível apreciar Watchmen –O Filme e sair satisfeito ao fim da sessão.

Sobre a versão brasileira: foi legal ver “paranoia” e “arqui-inimigo” seguindo as novas regras da língua portuguesa (bem como todas as legendas). Mas eu não entendo o objetivo de se colocar um “O Filme” como subtítulo. É óbvio que o filme é “O Filme” e não “O Livro” ou “O Disco”.

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Lendo Watchmen

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