Pular para o conteúdo principal

mpQualquercoisa

avio c1000 - Cópia

Quando um dos meus celulares estragou, achei que seria interessante comprar um novo aparelho que suportasse 2 chips simultâneos.

As grandes fabricantes não produzem esse tipo de telefone, nem é possível encontrá-los nas lojas das operadas. Quem quiser tem que comprar um importado Made in China.

O que eu comprei é essa da foto, o Avio C1000. Mas isso não importa – você encontra dezenas de modelos diferentes, cujas diferenças são mínimas. Podem ser chamados de MP7 a MP10, mas isso tudo é bobagem. Só pra ter uma idéia, encontrei o meu C1000 sendo vendido como MP7, MP8 e MP10.

Para esclarecer essa nomenclatura picareta, sugiro uma consulta ao artigo MPx Player, da Wikipédia.

Mas além de funcionar com 2 chips ao mesmo tempo, o que o meu MPinfinito tem?

MP3 player: O som é bom, e o tempo de mudança de música para outra não incomoda. O grande problema é que não há um software de organização de músicas tal qual o iTunes, o que implica ao usuário organizar suas músicas em pastas antes de gravá-las no cartão de memória.

Vídeo player: A tela tem um bom tamanho para visualização dos vídeos. O ideal é salvar os filmes no formato 3gp (e não MP4, como sugerido). Eficiente.

Câmeras: São 2 câmeras. Embora a carcaça do aparelho informe que elas tem 6 Megapixels de resolução, a maior foto que você consegue tirar é em VGA (0.3 MP). E a impressão que dá é que, mesmo em VGA, a foto é interpolada, pois a imagem é muito ruim. O flash de LED não ilumina o suficiente. Para filmar, 2 (dois) quadros por segundo. Dispensa qualquer outro comentário.

Saídas de som: Há uma caixa de som boa, e uma saída para fone de ouvido, que acompanha o aparelho. Mas qualquer fone convencional pode ser usado.

TV: Recepção de sinal analógico da TV, com a imagem muito boa. Serve basicamente pra duas coisas: você chegar pra um amigo e falar: “Olha que legal, meu telefone pega televisão!” ou então pra assistir um jogo de futebol quando você estiver no meio de uma viagem. É possível gravar o programa que está passando na TV.

Touch Screen: Serve principalemnte pra dar um charme pro aparelho, pois todas as suas funções são acessiveis pelo teclado. É interessante usá-la pra escrever SMS. Mas a resposta aos comandos é lenta.

Acelerômetro:  Se você virar o aparelho 90 graus, a tela também vira. Chacoalhando o aparelho, você troca o papel de parede. Dispensável, mas ajuda a vender.

Internet: Acessa apenas WAP, via GPRS. A tela grande facilita a navegação. O difícil é configurá-la – as operadoras não estão preparadas, então você tem que fazer tudo manualmente. Nada que umas pesquisas na web não resolvam, embora isso tenha me demandado um tempo considerável.

Softwares: Nada relevante. Uns joguinhos bobos, calendário, conversor de unidades, etc. Uma grande falha é que não é possível instalar novos aplicativos.

Memória: Aceita cartões MicroSD de até 4 gigabytes. É mais do que o suficiente, pois as fotos e vídeos que você fizer vão ocupar um espaço irrisório da memória. Dá pra colocar umas 1000 músicas.

Bluetooth: Não usei muito, só posso dizer que funciona.

Conclusões

Está bem longe de ser um smartphone, é um aparelho voltado principalmente para multimídia. Mas ele é meio “pato”: sabe nadar, andar e voar, mas não faz nada disso direito.

Seu grande mérito está na possibilidade de uso de 2 chips – aliás, esse foi o motivo que me fez comprá-lo. Mesmo que ele não tivesse nenhum dos outros recursos acima citados, valeria a pena. O preço é baixo, o que faz com que a relação custo-benefício seja interessante.

P.S.: Meu aparelho que estragou não foi o Motofone F3, foi um outro bem mais antigo. Vendi o meu F3, mas ainda acho que ele é uma boa pedida, dependendo da sua necessidade!

Comentários

  1. Obrigado achei interessante suas dicas. Abraços

    ResponderExcluir
  2. Pra você que diz gostar de todos os aparelhos separados e com suas funções específicas... até que um meio pato veio a calhar...

    ResponderExcluir
  3. E ainda prefiro aparelhos separados com funções específicas!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…