Pular para o conteúdo principal

Oasis em São Paulo

Oasis - Flavio Moraes - Arena Foto

Os irmãos Gallagher são chatos, antipáticos, ranzinzas, mas talentosos. E pela boa música que fazem, resolvi ir ao show do Oasis na chuvosa cidade de São Paulo, no último sábado.

A abertura foi do rock’n roll retrô e competente do Cachorro Grande. Com um show animado, conseguiram levantar boa parte do público que nem estava lá pra vê-los. Deram prioridade aos maiores hits da banda, tocando poucas músicas do álbum mais recente – o que é foi bom pra apresentar a banda para novos fãs em potencial. Encerraram o show com uma pesada versão de Helter Skelter, dos Beatles. Como pontos negativos, os trogloditas de sempre que não tem educação o suficente para respeitar uma banda de abertura, e uma trupe de idiotas (que tenho pesar em dizer que são de Belo Horizonte) que ficava cantando músicas de axé, sertanejo e outras coisas bem ao meu lado durante o show dos gaúchos.

Pontualmente, o Oasis entrou em cena e começou a tocar seus maiores hits, intercalados com músicas dos trabalhos mais recentes. O público respondeu bem, cantando todas as canções.

O setlist não teve surpresas: foi o mesmo do Rio de Janeiro, que já tinha assistido pela TV. Mas foi bem escolhido, e dessa maneira minimiza a rivalidade besta entre paulistas e cariocas.

Wonderwall foi a mais cantada, por fazer parte do insconsciente coletivo de qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento musical. I’m Outta Time e The Shock Of Lightning mostraram que o Oasis ainda sabe criar excelentes canções mesmo depois de tanto tempo de carreira.

Mas o melhor ficou para o bis. Don’t Look Back in Anger teve seu refrão cantando pelo plateia no momento mais bonito da apresentação. Champagne Supernova e seus mais de 7 minutos mantiveram os fãs animados e até o fim, e o encerramento foi com um fantástico cover dos Beatles, a psicodélica I Am The Walrus.

Os paulistanos puderam perceber o motivo do sobrenome Gallagher estar ligado à confusão – Liam chegou a ameaçar abandonar o palco se o público não parasse de arremesar coisas (ele está certo, mas a bronca me assustou um pouco); e Noel foi mal educado ao dizer que eram eles que escolhiam quais músicas iriam tocar, e não a plateia, em resposta aos insistentes pedidos do público.

Ainda assim, foi um show formidável, abençoado pelo espírito do Rock’n Roll! Foram embora sem nem se despedir direito. Mas eu digo: Obrigado, voltem sempre!

Créditos da foto: Flávio Moraes – Arena Foto

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…