Pular para o conteúdo principal

Criança nas estrelas

Darth Vader

Procurando o que não perdi na loja de brinquedos, quando um garoto de uns 7 anos para ao meu lado – e escolhe 5 bonecos de Star Wars.

- Mãe, eu quero esses!

- Não filho, eu não posso comprar todos esses brinquedos pra você!

- Mas só tem mais um Darth Vader e um Obi-Wan!

- Então vamos levar só esses dois.

(…)

- Vamos deixar eles escondidos aqui no cantinho da prateleira, e outro dia a gente volta e leva!

Hora da minha interferência:

- Você não vai levar o último Darth Vader?

- Vou sim!

- É porque se você não fosse comprar, eu ia levar pra mim…

[cara triste do garoto]

A mãe pega o brinquedo de volta e se dirige ao caixa. O garotinho fica super feliz. E vou embora com a boa ação nerd do dia realizada. Afinal, um garoto que nunca viu as trilogias no cinema e mesmo assim é fã merece todo o apoio do mundo!

Comentários

  1. Jones2:01 AM

    Na verdade ele pode ter visto. Estreou em alguns cinemas a remasterizada há alguns anos.

    De qualquer forma, saiba que a mãe do garoto deixou de comprar o pão da semana pra levar o boneco.

    ps: na infância, eu teria aberto mão do pão de todo mês pra ter um Vader.

    ResponderExcluir
  2. A versão remasterizada estreou nos cinemas em março de 1997. Até hoje tenho a revista SET especial.

    O máximo que ele viu nos cinemas foi A Vingança dos Sith - o que é improvável, pois a censura do último filme era 12 anos.

    ResponderExcluir
  3. O que impede o garoto de ter um irmão mais velho com o RMVB dos filmes no PC que o fez assistir aos filmes?

    ResponderExcluir
  4. Nada impede, Ciniro. O que eu disse é que ele não viu o filme no cinema. Provavelmente ele virou fã por causa das guerras clônicas no Cartoon Network e depois assistiu aos filmes... Mesmo sem um irmão mais velho!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…