Pular para o conteúdo principal

Rain Down (by Radiohead)

Radiohead Rain Down Front Após o memorável show do Radiohead em São Paulo, no dia 22 de março de 2009, o fã Andrews Ferreira Guedis chegou em casa e passou a procurar vídeos da apresentação feitos por fãs.

Foi aí que teve início o projeto do DVD Rain Down, nome que faz referência ao trecho da música “Paranoid Android”, que embalou um dos momentos mais emblemáticos do show paulistano.

Andrews, por mais de 5 meses, se dedicou ao trabalho de editar os diversos vídeos postados no Youtube e outros sites, juntando assim todo o show.

Não entrei com minha câmera no show (era proibido, mas o motivo foi outro) e quando descobri o seu projeto tive pesar por não poder contribuir.

E depois de tanto tempo o trabalho finalmente foi disponibilizado para download, no site Rain Down.

Poder relembrar o show na TV, com alto nível de detalhes, é uma experiência formidável. Cada vez que revejo o DVD me emociono novamente, e o melhor de tudo é que como ele foi gravado pelo público, a sensação é de estar lá novamente (exagero, talvez)!

Assistir à primeira música 15 step, incrédulo e embasbacado por estar (ou lembrar que estive) num show do Radiohead, sentir o coração bater com os tambores de There There e ficar em silêncio na hora de Faust Arp são sensações indescritíveis.

Rever o coro do público em Karma Police e Paranoid Android, sabendo que minha voz está contribuindo me faz pensar que fiz parte da história. Porque esse show realmente entrou pra história de todos (ou quase) que estiveram presentes.

E o melhor de tudo: poder ver e rever quantas vezes quiser! Obrigado, Radiohead, obrigado, Andrews!

P.S.: O DVD ainda traz como bônus as músicas que foram tocadas apenas no show do Rio de Janeiro.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…