Pular para o conteúdo principal

Muse – The Resistance

Muse - The Resistance

“A Resistência” é um título contestador, e dá a impressão de que a banda quer mostrar que faz o que quer, independente do que disserem. E acho que é mais ou menos assim que funciona com eles.

É um álbum excelente, da primeira à última música. Principalmente quando ouvido nessa ordem.

As canções, em sua maioria tem a duração prolongada, como solos e interlúdios imensos. Ao ouvir o disco na ordem em que ele foi concebido, tudo fica coeso e faz sentido, mas as músicas isoladas podem parecer estranhas. Consequência direta disso: para tocar nas rádios e em videoclipes, elas tem trechos cortados.

Há canções empolgantes como o primeiro single Uprising e Resistance. Undisclosed Desires é a música que vai fazer todos dançarem nos shows e bombar nas pistas. Já United States of Eurasia parece ser uma espécie de “como soaria o Queen nesse século”. Unnatural Selection é poderosa em seus quase 7 minutos, e o álbum é encerrado com a pretenciosa Exogenesis, divida em 3 partes totalizando quase 13 minutos.

Com esse lançamento, o Muse continua como uma das bandas mais originais da atualidade e a megalomania The Resistance entra na lista dos álbuns essenciais de 2009.

Comentários

  1. Júlia12:25 PM

    Bem que você poderia gostar de Crepúsculo então!!!
    Stephenie Meyer é a maior fã da banda, e agradece aos músicos pela inspiração ao escrever todos os 4 livros da saga! Ela é alucinada por eles! Acho que então pode valer a pena ler... hehe

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

O que acontece se um vampiro morder um zumbi? E se um zumbi morder um vampiro?

Já parou pra pensar no que acontece quando um vampiro morde um zumbi? Será que o zumbi vira um vampiro? E quando a situação é a inversa? Será que uma mordida de zumbi transforma o ser de dentes pontudos?
Tanto vampiros quanto zumbis são seres que podem ser classificados como "mortos-vivos". Isso significa que, apesar deles conseguirem executar certas ações que usualmente apenas os seres vivos são capazes, eles estão mortos. Na prática, se um vampiro morder um zumbi ou vice-versa não acontece nada. 

A razão desse efeito (ou da ausência de efeito) é que os zumbis mordem apenas seres vivos. Por esse motivo, eles não mordem outros zumbis, vampiros e múmias, por exemplo.
Por outro lado, os vampiros precisam se alimentar de sangue de seres vivos. E, embora os zumbis tenham sangue circulando em suas veias, eles já estão mortos.
Assim sendo, se um vampiro cruzar com um zumbi, certamente eles não se atacarão. E mesmo supondo que seja um vampiro doidão que queira morder um ser um put…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…