Pular para o conteúdo principal

Os fantasmas de Scrooge

christmascarol

Um Conto de Natal, de Charles Dickens, é uma história que atravessa gerações desde 1843, com diversas adaptações e versões.

A geração que nasceu nos anos 80 (a minha) conhecia bem a versão O Conto de Natal do Mickey. As crianças de hoje agora tem a oportunidade de conhecer mais uma adaptação da Disney, dessa vez uma animação feita por Robert Zemeckis.

Ou não. Porquê o filme parece ser sombrio demais para os pimpolhos. No cinema, ouvi frases como “Mãe, me arrependi de ter vindo ver esse filme” ou “Eu preferia ver o Planeta 51”.

Então, esqueçam as crianças.

O filme é ótimo para quem tem mais de 10 anos. A história já é conhecida pela maioria do público o que faz com que o filme não tenha surpresas. A animação realista é um show de tecnologia e o 3D é muito bem feito, natural e sem exageros.

Rende uma hora e meia de diversão. Mas o que fica na memória é a velha história do Mickey. A não ser que você seja uma criança que foi levada ao cinema pelos pais e teve pesadelos depois…

P.S.: Mais uma vez, os tradutores brasileiros fizeram um péssimo trabalho na tradução do título do filme. Os Fantamas de Scrooge é um nome ruim, que desvaloriza a obra original.

Comentários

  1. Anônimo11:17 PM

    Eu adorei o filme! =) E achei mesmo que ele não é pra crianças pequenas...

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…