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27 dezembro 2010

Os 5 melhores filmes de 2010

Toy-Story-3-Poster-Internacional Toy Story 3

Foi a grande surpresa do ano. Tradicionalmente, sequências não superam o original. Toy Story 2, por exemplo, foi mediano perto do revolucionário primeiro filme da série. A Pixar apresentou ao mundo uma bela história, feita para quem era criança na época do lançamento do Toy Story original, para as crianças de hoje e pra quem nunca deixou de ser criança. Torço para que ganhe o Oscar de melhor filme.

A_Origem-Poster_327x480 A Origem

Uma história que à primeira vista aparenta ser inverossímel é apresentada de forma tão coerente que incita reflexão. É um filme para ser revisto várias e várias vezes, e sempre redescoberto.

KickAssPoster Kick-Ass

Uma crônica sobre como seriam os super-heróis, sem superpoderes, no mundo conectado à web. Baseado na HQ hiperviolenta de Mark Millar, igualmente recomendada.

Tropa-de-Elite-2_poster_1 Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro

Filme brasileiro impecável, de padrão internacional. O único ponto baixo é o nome: “Tropa de Elite” entrou no título apenas por fins comerciais, uma vez que o BOPE é mero coadjuvante na história. E o dispensável subtítulo “O inimigo agora é outro” está na lista dos piores do todos os tempos.

Scott-Pilgrim-contra-o-Mundo Scott Pilgrim contra o mundo

Um dos filmes mais incompreendidos da história. O público-alvo, os fãs de rock, HQ e videogame com mais de 25 anos, não é tão representativo em termos de bilheteria, o que fez com que o filme fosse um fracasso de bilheteria no mundo todo. Uma pena.

26 dezembro 2010

Os 5 melhores discos internacionais de 2010

Ouvi muito mais música estrangeira nesse ano, o que implicou numa dificuldade tremenda para fechar essa lista. Belle and Sebastian e Arcade Fire, com discos impecáveis, garantiram seus lugares no dia de lançamento dos seus álbuns – as outras bandas tiveram que brigar pelas vagas na minha playlist no decorrer no ano.

Belle and Sebastian -Write About LoveBelle and Sebastian – Write About Love

Depois de 4 anos sem um disco de inéditas, os escoceses presentearam os fãs novos e antigos com um disco conceitualmente irregularm mas detentor das melhores canções do ano.

Arcade Fire - The SuburbsArcade Fire – The Suburbs

Onipresente nas listas de melhores do ano, o Arcade Fire tornou seu som mais acessível e gravou uma obra-prima que daqui a 10 anos vai ser citada como um dos melhores da década.

MGMT - CongratulationsMGMT – Congratulations

Menos refrões, mais experimentação. Disco conceitual pra ser ouvido da primeira à última música.

354_sheandhim_digipak.inddShe & Him – Volume Two

Zooey Deschanel se destaca como a musa indie do ano e junto com Mark Ward lança o disco mais fofo dos últimos tempos.

of Montreal - False Priestof Montreal- False Priest

Músicas grudentas recheadas de maluquices e irreverência. Cômico, dancante e pop. Kevin Barnes é a Lady Gaga do indie.

Leia também: Os 5 melhores discos nacionais de 2010

21 dezembro 2010

Os 5 melhores discos nacionais de 2010

A cada dia descubro um artista nacional diferente, e é usual me surpreenderem positivamente. Das 5 bandas aqui listadas, 2 eu sequer sabia que existiam um ano atrás. Já vi todos os músicos citados ao vivo, e recomendo. Mas antes de ir aos shows, é interessante que você conheça os 5 melhores discos nacionais de 2010!

Cérebro Eletrônico - Capa Cérebro Eletrônico – Deus e o Diabo no Liquidificador

Tropicalismo, bom humor, psicodelia. Como se fosse uma versão dos Mutantes, adaptado para o século XXI. Indecente sem ser vulgar, contemporâneo sem perder a poesia.

capa Pata de Elefante – Na cidade

Trio instrumental. Sem palavras, conseguem despertar emoção no ouvinte. Música pra ouvir em casa, no carro, num piquenique - e principalmente num show ao vivo.

Garotas Suecas - Escaldante Banda (American Dust Records, 2010)

Garotas Suecas – Escaldante Banda

Pra roqueiros que sentiam falta de música pra dançar. Psicodelia e suingue setentista com uma roupagem moderna.

Pato Fu - Música de brinquedoPato Fu – Música de brinquedo

Inovador, todo gravado com instrumentos de brinquedo ou miniaturas. Não foi feito pra crianças, mas elas também gostaram. E mais: toda a parafernália acompanha a banda num dos shows mais disputados do ano.

Beeshop - The Rise and Fall of Beeshop Beeshop – The Rise And Fall Of Beeshop

Lucas Silveira, vocalista do Fresno, surpreende num trabalho solo que passa por música pop, rock, indie, cabaret, folk e até um pouquinho de emocore.

Leia também: Os 5 melhores discos internacionais de 2010

20 dezembro 2010

Shakira: o pop, o rock e o The xx

(ou quase isso)

front

Não escondo que há 14 anos, a Shakira era uma das minhas cantoras favoritas. Não escondo também minha decepção desde o começo desse século, quando ela se aproximou do estilo das estrelas pop norte-americanas, começou a cantar em inglês, e abandonou as baladas pop e os rockzinhos do começo de carreira.

No entanto, ao ler as primeiras críticas que saíram sobre seu lançamento mais recente, Sale El Sol, que apontavam uma volta às origens, resolvi dar uma nova chance à colombiana. Confesso, fiquei surpreso com o resultado. É o melhor disco dela em 10 anos.

Se você está ligado nas rádios, provavelmente já ouviu o single Loca, e a canção tema da Copa do Mundo, Waka Waka (incluída como bônus track). E se ouviu, não percebeu difereça nenhuma em relação às músicas que Shakira gravou nos últimos anos – porque não há mesmo.

A música que abre o disco, Sale El Sol, lembra as primeiras gravações da cantora, na época em que ela era legal e eu não tinha vergonha de dizer que gostava. O mesmo se pode dizer de Antes de Las Seis, Lo que más, e a fofa Mariposas. Ou seja, há pelo menos 4 boas músicas.

Os ritmos latinos se mostram fortes em Loca, Rabiosa e Gordita. Nessas músicas, Shakira é a cantora rebolativa que conquistou todo o prestígio pop internacional que detém – mas que eu particularmente não gosto.

No entanto, o ponto alto do álbum é quando o lado indie rock de Shakira se evidencia. Parece estranho, mas é verdade. Desde junho desse ano, corre na web um vídeo dela cantando Islands, do The xx, no festival Glastonbury. Convenhamos, eles são os queridinhos do rock alternativo contemporâneo (ou seria o Arcade Fire?). E, felizmente, a canção foi gravada em estúdio e incluída no álbum.

A versão de Islands cantada por Shakira perdeu um pouco da melancolia e se tornou mais acessível para os fãs de música pop. E acreditem, ficou muito boa. A colombiana provou que consegue ser sexy sem precisar rebolar e mostrou ao mundo que ainda tem um pouco de rock no sangue.

Usualmente, os discos das cantoras de música pop tem 2 ou 3 boas músicas e mais uma penca de canções descartáveis. É assim com Katy Perry, Christina Aguilera, Pink, Britney Spears. Sale el Sol não chega a ser um álbum 100% interessante, mas foge da regra: tem mais pontos altos que baixos e vale uma audição atenta.

17 dezembro 2010

A Rede Social

Os trailers do filme A Rede Social ficaram entre os melhores do ano. Perderam só para o do Lanterna Verde, mas sou suspeito pra falar de super heróis (gosto dos filmes antes mesmo de assisti-los).

Com alto nível de expectativa, fui ao cinema para ver como adaptaram a história da criação do Facebook. O problema é que uma expectativa alta também pode acentuar a decepção.

The Social Network - A rede social

O filme é bom. Acima da média, mas não é excepcional. O fato de eu já ter lido bastante sobre os primórdios do Facebook serviu como um fator negativo – não havia surpresas. As personagens não tem carisma suficiente para que você se identifique. Os mocinhos são meio manés. Os anti-heróis são maus, e não é legar ser mau.

O filme acaba servindo para que o público (e os usuários do Facebook) julguem o programador bilionário Mark Zuckerberg, mesmo que sua história seja apresentada de uma forma esterotipada e que a liberdade criativa do diretor não permita identifcar o que é fato e o que é invenção.

Obviamente, ele é um gênio da computação, tem talento e (muitos) méritos. Mas suas atitudes não são aquilo que queremos tomar como exemplo. Talvez a história do bilionário mais jovem do mundo não fosse assim tão interessante.

Me parece exagero apontar o filme como um dos favoritos ao Oscar. Deve abocanhar alguns prêmios, mas a Academia não costuma ser justa mesmo…

15 dezembro 2010

Os melhores discos de 2009 (em 2010)

(ou a lista de injustiçados do ano passado)

Ano passado soltei duas listas: “Os 5 melhores discos internacionais de 2009” e “Os 5 melhores discos nacionais de 2009”. Se o ano tivesse se extendido mais um pouquinho, essas listas seriam diferentes. O motivo: dois grandes discos do ano passado que só fui conhecer esse ano.

Cristalina, da pernambucana Lulina, entraria fácil na lista de melhores discos nacionais. Reunindo as principais faixas dos 9 discos caseiros da cantora com um trabalho de estúdio mais elaborado (e o som mais “cristalino”). Melodias fofas, com temas que variam de extraterrestres, número 13, hora de dormir e gírias paulistanas a relacionamentos frustados.

Marcado pelo bom humor, o álbum de Lulina traz 18 faixas e serve como uma espécie de revisão da carreira da cantora que ainda está no undergroud, mas apresentou seu cartão de visitas para o mundo.

Lulina - Cristalina

Na lista de melhores discos internacionais, o The xx teria seu lugar garantido com o disco xx. As melodias silenciosas e absurdamente sexies soam como veludo para os ouvidos e são uma ótima trilha sonora para romances. A banda ganhou inúmeros prêmios e curiosamente, já teve músicas cantadas pela Shakira e pelo Gorillaz.

E esse é apenas o primeiro disco deles!The xx - xx

Quando digo que gostaria de inserir esses discos nas minhas listas do ano passado, é a pura verdade. De acordo com as estatísticas do Last.fm, eles foram o 2º e 3º álbuns que mais ouvi em 2010.

O importante é que os descobria tempo de ouvi-los. e se você ainda nunca ouviu esses discos, não perca tempo e faça isso logo!

07 dezembro 2010

O (quase) fim de Harry Potter no cinema

 harry_potter_and_the_deathly_hallows___hermione-t2 Harry Potter chegou ao sétimo filme como a franquia mais lucrativa da história do cinema. Como a saga se encerrou no sétimo livro, parecia impossível extender a série um pouco mais. Então alguém teve a ideia de dividir o último filme em duas partes.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 estreou com a usual expectativa de milhares de fãs no mundo inteiro, com direito a sessões às 00:01 e mobilizações por todo o globo. A divisão da história privilegia esses fãs – que provavelmente compõe a minoria dos espectadores.

São duas horas e meia para metade de um livro. Isso permitiu que inúmeros detalhes do livro pudessem ser incluídos, mas por outro lado deixou a narrativa num ritmo consideravelmente mais lento que o restante da série.

Se por um lado os mais fanáticos ficam fervorosos com a riqueza de detalhes da adaptação, os espectadores casuais, que vão ao cinema apenas para aproveitar um bom filme podem sair insatisfeitos.

E de repente, a história termina. Sem uma grande batalha ou grande clímax. Quem leu os livros sabe o que os espera, mas para o resto do público fica a sensação de vazio.

Harry Potter e as Relíquias da Morte não precisava ser dividido, embora uma versão extendida do longa-metragem em vídeo seria muito bem aceita. De qualquer forma, para fãs do bruxinho há mais de 10 anos (como eu) é sempre bom ter boas novidades envolvendo a personagem. Ano que vem nos vemos novamente nos cinemas!

05 dezembro 2010

Jogos Mortais VII

Jogos Mortais 3D

Há tempos já tinha perdido a esperança de ver bons filmes na série Jogos Mortais. Tanto é que desisti de acompanhar os filmes e nem vi o sexto episódio.

No entanto, o sétimo filme da saga parecia contar com novas premissas interessantes, e achei que valia a pena dar o braço a torcer. Anunciaram que o filme teria os tais jogos em ambientes públicos e seria lançado em 3D. Mas isso acabou só aumentando o tamanho da decepção.

As mortes em público acontecem só na primeira cena, que praticamente não tem relação com o resto do filme. E o 3D é dos mais picaretas – se resume a algumas tripinhas e gotículas de sangue voando na tela.

Me recuso a falar da história. Os roteiristas já tinham perdido a mão 3 filmes atrás e Jogos Mortais VII não melhorou sua situação.

Ano que vem tem mais. Você ainda tem esperança de que o próximo filme seja bom? Eu não. Mas algo me diz que eventualmente eu vou acabar pagando pra ver essa porcaria mais uma vez…

11 novembro 2010

Multishow ao Vivo Skank no Mineirão

Skank - Multishow ao vivo

Skank no Mineirão é o terceiro DVD ao vivo lançado pela banda mineira nos seus quase 20 anos de carreira, mas o primeiro deles gravado em Belo Horizonte, cidade de origem da banda. Lançado sob o selo Multishow ao vivo, está disponível num CD duplo, DVD e em breve será o primeiro Blu-ray de rock brasileiro a chegar ao mercado.

Como uma espécie de revisão da carreira, o disco duplo passa por todas as fases dos mineiros. Hoje não existe no Brasil uma banda em atividade com tantos hits acumulados ao longo dos anos. Entre as 27 regravações do álbum, não há música que não tenha tocado nas rádios e seja amplamente conhecida pelo público. Ainda assim, muitas canções importantes na carreira da banda ficaram de fora. Muito disso se deve ao fato de parte do repertório ter sido escolhido por uma enquete no site oficial do grupo.

Mas o repertório é o que menos importa. A gravação tem clima de festa, celebração, homenagem. Percebe-se os músicos em plena sintonia com seus instrumentos e um vocal diferenciado. Samuel Rosa canta para o público, e com o público. O Mineirão também é um palco emblemático, não só por ser um grande estádio, mas também pela relação da banda com esporte bretão.

Como de praxe, também há canções inéditas. Presença, parceria de Samuel Rosa com Nando Reis, não empolgou no show, mas tem potencial. De Repente, outra parceria com o ex-titã, flerta com o Skank do início da década de 90 numa canção de amor com levada puxada para o reggae. Ainda há espaço para duas canções gravadas em estúdio: De Repente, mais uma vez, e Fotos na Estante, balada romântica candidata a embalar casais de namorados nos próximos meses.

O Skank se firma cada vez mais como uma das bandas mais populares e importantes do Brasil. Com uma carreira sólida, mostra evolução a cada novo lançamento, se reinventando e sem perder a personalidade. Por esse motivo, a banda pode dar-se o direito de celebrar o momento com os fãs com um álbum sem grandes novidades. E como a cada ano surgem novos fãs, o Multishow Ao Vivo também é uma ótima oportunidade para os novos seguidores da banda conhecerem os pontos altos da discografia dos músicos.

Curiosidade: ao inserir o disco num computador, o iTunes pesquisa as informações sobre o álbum. Sabe qual foi o gênero detectado pelo programa da Apple? Indie Rock!

08 novembro 2010

Scott Pilgrim Contra o Mundo

Scott Pilgrim vs. the WorldScott Pilgrim não é um filme pra você. Ou talvez seja, mas a probabilidade é muito pequena. O que posso afirmar com tranquilidade é que se você fizer parte do reduzido público alvo do longa-metragem, vai sair do cinema com a sensação de ter visto um dos melhores filmes de todos os tempos.

Mas ver o filme no cinema pode ser uma tarefa difícil. Fracasso de bilheteria em todos os países que estreiou (exceto Trinidad e Tobago), Scott Pilgrim Contra o Mundo por pouco não ficou de fora dos cinemas brasileiros. A estreia foi adiada diversas vezes e na última sexta-feira o filme passou a ser reproduzida em apenas 4 cinemas da capital paulista.

Baseado na série em quadrinhos escrita por Bryan Lee O’Malley, o filme conta a história de um nerd canadense que toca em banda que se apaixona pela americana Ramona Victoria Flowers, que muda a cor do cabelo a cada semana e meia.

Basicamente, para ficar ao lado de Ramona, Pilgrim deve derrotar os 7 ex-namorados do mal da garota.

O que se tem é uma sucessão de cenas cheias de referências à cultura pop e videogames antigos, em duas horas de diversão para boa parte dos nerds do mundo. Inovador em todos os sentidos, o filme é a prova de que Hollywood finalmente entendeu como deve ser um filme baseado em videogame. Mas o público ainda não.

Se você tem menos de 25 anos, talvez as coisas não sejam tão legais assim. Boa parte do apelo visual e sonoro do longa-metragem tem origem nos videogames de 8 bits – e um pouquinho na era 16 bits também. E se tu não sabe o que é isso, não vou explicar também, pois o filme não é pra você.

O título chega a ser irônico. Scott Pilgrim não foi feito para o mundo. Foi feito contra o mundo. Enfrentá-lo e sair vitorioso desse duelo vale a pena. E você ainda ganha o título de nerd.

26 outubro 2010

Gontijo tenta enganar o consumidor

Gontijo

Hoje aconteceu uma situação em que fui tão desrespeitado que resolvi contar isso para o resto do mundo para tentar evitar que isso aconteça com outras pessoas no futuro.

Fui comprar uma passagem no guichê da Empresa Gontijo de Transportes, em São José dos Campos, e o balconista me informou que o preço era R$81,20.

Entreguei R$82,00, recebi a passagem e aguardei meu troco. Enquanto o troco não vinha, vi um papel grampeado junto à passagem, e questionei:

- O que é isso?

- É o seguro.

- Mas aqui está escrito que é facultativo.

- É facultativo sim, mas eu já incluí o preço dele quando falei o preço da passagem.

Eventualmente eu poderia adquirir o seguro, mas da maneira que ele foi “oferecido” seria um absurdo aceitá-lo. Eu já estava sem troco, e ainda tentaram me empurrar um seguro opcional! O balconista me devolveu R$3,00, que era o preço do tal seguro.

Fazendo as contas: 82,00 – 3,00 = 79,00. Olhei a passagem e o custo era de R$76,19.

Troco errado, falta de atenção ou simplesmente má fé? Peguei mais R$2,80, anotei o nome do balconista e fui embora.

E ainda ficaram me devendo 1 centavo!

25 outubro 2010

Atividade Paranormal 2

paranormal-activity-2

Eu vivi o fenômeno “A Bruxa de Blair” em 1999. No auge da minha 8ª série, saí aterrorizado do cinema, depois de um filme caseiro que contou com uma campanha maciça na internet.

Dez Onze anos depois, Atividade Paranormal se tornou a grande surpresa um sucesso do cinema em 2009 2010, com méritos parecidos. Orçamento de poucos milhares milhões de dólares e lucro de centenas dezenas de milhões, insinuações de ameaças (que não aparecem), filmagem tremida e de baixa qualidade, caseira, e com justificativa para isso.

O filme começa interessante, até pelo conceito em que foi criado. Mas lá pela metade, a impressão é de que a história não vai dar em nada.

Até que começam algumas sequências que tiram berros da plateia.

Daniel Myrick e Eduardo Sánchez Tod Williams, diretores do filme, conseguiram conseguiu criar um filme tenso e assustador, sem a necessidade de uma trilha sonora forçada e barulhos sem sentido.

Acho que o filme ainda serviu como estímulo para aspirantes a cineastas. Eu mesmo tive a impressão de que eu seria capaz de criar aquilo tudo (por mais pretencioso que possa parecer). Embora isso seja sucesso uma vez a cada 10 anos 1 ano. Quem sabe eu consigo em 2019 2011?

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Atividade Paranormal 2 é mais do mesmo. Nem me dei ao trabalho de escrever algo, apenas republiquei o texto que fiz no começo do ano sobre o primeiro filme da série, com as devidas correções.

Lembra? http://blogregorio.blogspot.com/2010/01/atividade-paranormal.html

24 outubro 2010

Os 30 anos do Menino Maluquinho

30o aniversario do Menino Maluquinho - Google

Foi uma surpresa agradável abrir a página inicial do Google e encontrar um homenagem ao 30º aniversário do Menino Maluquinho.

O livro, mais velho que eu, talvez tenha sido o que mais li em minha vida. Me lembro de locá-lo na biblioteca diversas vezes, e cada releitura era sempre uma nova descoberta.

Também acompanhei os quadrinhos da personagem, que já foram muito populares tempos atrás.

Na última bienal do livro de São Paulo, tive a oportunidade de conhecer o Ziraldo. Enfrentei quase uma hora de fila pra tirar uma foto e conseguir um autógrafo num livro.

Foi um encontro estranho. Ziraldo estranhou o fato de um livro infantil ser dedicado a mim, com cara de velho barbado (embora estivesse usando uma camisa do Charlie Brown).

- Ziraldo, eu cresci lendo seus livros!

Ele riu, fez um desenho e escreveu “Viva o Gregório!”

Gregório e Ziraldo

Viva o Gregório que nada… Viva o Ziraldo!

Resident Evil 4

residentevil_4_poster-afterlife

Adaptações de videogames para o cinema tem tudo pra dar errado, e normalmente é isso que acontece. Resident Evil é uma exceção. Depois de uma trilogia de relativo sucesso, chegou a hora da série entrar na tecnologia 3D.

A tecnologia, é o principal atrativo do filme. Pela primeira vez desde Avatar, foi lançado um filme que vale a pena pagar mais para ver em 3D.

O enredo é meio chinfrim, mas não importa. O filme serve mais como uma tarde de entretenimento cheia de ação e zumbis. Muitos zumbis.

A história foge da trama do jogo, mas isso não é novidade na franquia. Talvez seja esse um dos motivos do sucesso.

Restam poucos cinemas passando o longa-metragem. Se não assistiu, corra. Resident Evil é um espetáculo visual em 3D e fora dos cinemas não terá o mesmo impacto. E se você perder talvez nunca mais tenha a oportunidade de vê-lo…

12 outubro 2010

SWU Music + Arts Festival

Itu foi tomada pelo festival Starts With You (SWU) no últimos dias. A cidade é conhecida por ter coisas grandes, e o SWU foi assim. Preço grande, filas grandes, problemas enormes de infraestrutura, longas caminhadas. E algumas das maiores bandas do Brasil e do mundo – o que fez o festival ter valido a pena.

P1000141Benvindo ao SWU

O primeiro dia teve como atração principal o Rage Against The Machine. Para uns 70% do público, mas não pra mim.

P1000144Tartarugas da mostra de arte sustentável

The Apples In Stereo tocaram no palco de bandas novas (apesar de seus quase 20 anos de carreira) tiveram a ingrata incumbência de disputar o público com Os Mutantes e Los Hermanos, duas das minhas bandas preferidas. Ainda assim, optei pela apresentação dos norte-americanos – que foi a melhor da noite.

P1000104 The Apples In Stereo

Vi só o comecinho d’Os Mutantes e o final do Los Hermanos. Mas foi o suficiente pra constatar que o grupo de Sérgio Dias perdeu muito com a saída de Arnaldo e Zélia Duncan e confirmar que os cariocas não tem mais a unidade de uma banda.

Com as decepções acima, o show do palco principal que mais me agradou foi o do Brothers of Brazil. A mistura de punk e bossa nova de Supla e João conseguiu surpreender boa parte do público.

P1000050Brothers of Brazil 

Ainda assisti o show inteiro da Mallu Magalhães que, conquistou os presentes com a fofurice de suas músicas, mas esbanjou insegurança.

P1000067Mallu Magalhães

Ainda vi um pouco de Superguidis, Black Drawing Chalks, Cidadão Instigado, Curumin & The Aipins, Infectious Grooves, Sobrado 112, The Mars Volta e Rage Against The Machine.

P1000079Cidadão Instigado 

O segundo dia do festival prometia mais, com atrações internacionais mais interessantes.

foto(1) Longa caminhada

Musicalmente, o dia começou com a surpreendente apresentação dos pernambucanos do Volver.

P1000149Volver

Passei por shows d’O Teatro Mágico, Jota Quest e Luisa Maita. Ainda à luz do dia e com cansaço acumlado do dia anterior fiquei boa parte do tempo sentado enquanto a multidão ainda era pequena.

P1000156 Não reparem na ausência de cabelos em determinadas regiões de minha cabeça 

Tulipa Ruiz levou muito gente para o palco de novas bandas. Eu, inclusive.

P1000158Tulipa Ruiz

Depois das bandas brasileiras, começou a série de shows da constelação de estrelas internacionais.

Conhecia apenas duas músicas do Sublime with Rome. Mas mesmo se não conhecesse, seria impossível ficar parado no animadíssimo show dos californianos.

Atravessei 50 mil pessoas para chegar na grade do show da Regina Spektor. Ainda assim, longe do palco, por causa da pista premium. Foi nesse show que me lembrei que o festival ainda tinha uma tenda de música eletrônica – pois o som estava tão alto que atrapalhava o show da cantora e pianista russa.

P1000171 Regina Spektor, o mais perto o possível, ainda assim longe

Hora da Joss Stone, num show dançante em que mesmo com o corpo cansado e dolorido, não fiquei parado. E eu ainda tinha que guardar energias para o grande finale. Mais uma vez estava lá na grade.

P1000174Joss Stone no telão

Quando a Dave Mathews Band subiu no palco, minha cabeça já estava pensando no Kings of Leon. Então o efeito de tempo psicológico foi horrível, e os minutos não passavam de jeito nenhum.

Finalmente, a banda que me convenceu a me deslocar para uma fazenda no meio do estado de São Paulo começou seu show. O Kings of Leon desfiou hits e ainda tocou duas músicas do novo disco. E assim terminou minha grande aventura no SWU, em Itu.

P1000178Kings of Leon

 DSC02967_cropA trupe joseense em Itu

Meu último dia das crianças

DSC02913

12 de outubro era uma data sempre aguardada, uma oportunidade de ganhar um presente entre meu aniversário e o Natal.

Quando fiz 12 anos, minha mãe disse que eu não era mais criança e por isso não ganharia mais presentes nessa data.

Eu duvidei. Até que chegou  dia das crianças e realmente não ganhei nada. Foi o dia em que virei um adolescente.

Anos depois, passei a ser um adulto.

No entanto, até hoje minhas visitas às lojas de brinquedo me deixam com vontade de comprar tudo pra mim… Quem sabe eu não me dou um presente hoje?

07 outubro 2010

O Hurley do Weezer

Weezer - Hurley

Essa imagem ao lado não é uma simples foto do ator Hugo Reyes, o Hurley da série Lost. É a capa do disco mais recente do Weezer, que leva o nome da personagem.

Desde 2008, a banda lança um álbum por ano. Mas parece que a maioria dos fãs continua esperando o Weezer do século passado, que gravou o clássico Pinkerton.

Eu não. Gosto de ver as bandas evoluindo, trazendo novas sonoridades ao seu trabalho e gravando canções diferentes.

Mas embora o Weezer faça muitas experimentações em cada disco, as melhores canções acabam sendo as que mais se assemelham ao som do início de carreira.

Ainda assim, costumam ser discos muito bons. Não entram na lista de melhores do ano, mas divertem por um instante.

Repleto de guitarras distorcidas, bateria marcante e melodias assobiáveis, Hurley é uma pequena festa, boa do início ao fim, mas dá uma amnésia no dia seguinte.

A aproximação do mundo nerd pop não para em Lost. Michael Cera (Superbad, Juno, Scot Pilgrim) participa de uma canção. O primeiro single teve clipe com cenas do próximo filme da série Jackass e fez parte de uam versão de Guitar Hero.

A edição deluxe traz 4 faixas bônus. Três boas, mas uma delas, absolutamente dispensável: Viva La Vida, do Coldplay, numa versão bem fraca.

Mas pelos covers de MGMT e Lady Gaga que tem tocado nos shows, o Weezer mostra que quer mais é se divertir. Que os fãs se divirtam juntos. E quando cansarem, ano que vem tem álbum novo. Sem problemas se for mais do mesmo.

01 outubro 2010

Para ler antes das eleições: Mafalda

Toda Mafalda

Não quero mudar seu voto, independentemente dos candidatos em que você vai votar.

Na verdade eu posso até querer… Mas o objetivo do texto não é esse.

A dois dias das eleições, o que quero é sugerir uma leitura que pode ajudá-lo a refletir sobre as escolhas que faremos para o nosso país. Trata-se do livro Toda Mafalda, do argentino Quino.

Mafalda é uma personagem de tiras em quadrinhos que foi publicada de 1964 a 1973. Apesar de seus quase 40 anos, é muito atual.

As histórias de Mafalda discutem democracia, capitalismo, e o quanto o “mundo dos adultos” não faz sentido. É como se fosse um Calvin politizado, com uma turma de amigos estranhos como o Charlie Brown.

O que torna Mafalda ainda mais interessante para os brasileiros é o fato da personagem ser argentina. Rivalidades bestas entre países à parte, temos em comum o fato de sermos países em desenvolvimento (desde aquela época).

Por meio dessa identificação com o leitor, é possível que a pequena Mafalda incite reflexões sobre o que realmente importa para o futuro do país. E sobre qual é o papel de cada um nessa história.

Finalmente, ler tirinhas da Mafalda nos jornais é muito mais divertido que acompanhar as manchetes repletas de escândalos e corrupção que preenchem as páginas das publicações. Fica a dica.

28 setembro 2010

Lilica Lane

(ou quando Smallville encontrou Tiny Toon)

Lilica - Tiny Toon

erica_durance_as_lois_lane_smallville_image

Será que eu sou o único a achar que a Lois Lane do seriado Smallville teve traços de personalidade baseados na Lilica, de Tiny Toon?

São mulheres feministas, tagarelas, com opiniões fortes e que se impõe, têm autoconfiança em excesso, acham que são invencíveis e formam um casal com o mocinho que se veste de azul e vermelho.

27 setembro 2010

A irresistível Lisztomania

Phoenix - Wolfgang Amadeus Phoenix O Phoenix é uma banda francesa que surgiu no fim dos anos 90, mas só recentemente passou a ser conhecida no lado de cá do Oceano Atlântico. Isso graças ao álbum Wolfgang Amadeus Phoenix, puxado pelo hit Lisztomania.

Embora traga referências a Mozart e Liszt, o Phoenix nada tem de música clássica. Na verdade, ele se enquadra nas tendências dançantes do indie rock do século 21.

E agora a canção Lisztomania virou um desses hits do Youtube.

Tudo começou quando o diretor de cinema John Hughes faleceu. Um grupo de americanos montou um clipe dessa música, como homenagem ao diretor, usando imagens do filme “O Clube dos Cinco”.

Ficou divertidíssimo, e o resultado pode ser visto AQUI.

Mas a história começou a ficar interessante quando um grupo de cariocas resolveu refilmar essas cenas e fazer seu próprio vídeo de Lisztomania.

Como o que é bom na internet costuma ser copiado, teve início o fenômeno de Lisztomaniação do mundo. E fãs de diversas partes do mundo passaram a produzir suas versões.

Parte do sucesso desses filmes é pelo motivo das cenas serem muito divertidas. Mas convenhamos: Lisztomania é uma canção irresistível. Não há como ficar parado ao ouví-la.

Surgiram versões do Brooklyn, San Francisco, Filipinas, Winnipeg, Amsterdã, Paris, Londres e não param de surgir novas. Vamos fazer uma?

P.S.: O Phoenix vem ao Brasil em novembro, pra tocar no Planeta Terra. Provavelmente, Lisztomania será uma das canções que mais irá balançar os presentes no festival. O único problema é que a banda terá que dividir minha atenção com o Passion Pit, que toca no mesmo horário.

19 setembro 2010

Soberano: Seis vezes São Paulo

São Paulo SoberanoSão Paulo, o soberano. O documentário que narra os 6 campeonatos brasileiros que o São Paulo conquistou estreou em 50 salas, a maioria no estado de São Paulo, naturalmente. O único cinema de Minas Gerais a reproduzir a produção fica em Poços de Caldas.

O objetivo do longa-metragem não é mostrar como foram as conquistas do time, e sim o que elas representam para os são-paulinos.

Não há um narrador. A história é contada por meio de reproduções de gravações de TV, depoimentos de torcedores e jogadores.

O que se vê é uma sucessão de histórias que mostram como o futebol é importante para determinadas pessoas. Há a garota que trocou o velório do avô por um clássico no Morumbi, o fanático que preferiu a final do campeonato à lua-de-mel com sua esposa, mas também histórias bonitas como o garoto que viu a superação do time como um exemplo que o ajudou a combater um câncer.

Outro destaque é a relação entre pais e filhos, e o futebol como um meio de aproximação. Pais que escolhem o time para os filhos, e filhos que torcem para o São Paulo mesmo com pais corinthianos, palmeirenses e santistas. Curioso que a maior parte dos espectadores no cinema eram pais acompanhados de seus filhos. Um processo de “evangelização” que começa desde cedo.

Mas me assusta o quanto as pessoas levam a sério o futebol. Eu gosto, torço, mas não consigo colocar o esporte em um lugar de tanto destaque na minha vida. Nem quero.

Soberano é um filme para fanáticos, que consegue arrancar lágrimas dos marmanjos mais apaixonados. Para o torcedor comum, são apenas 90 minutos em que você relembra bons momentos e fica se procurando no meio da torcida só pra ter o gostinho de falar que apareceu no filme.

P.S.: A única cena com um corinthiano é provalmente o momento mais engraçado do filme. Obviamente, não vou contar qual é para não estragar a surpresa.

16 setembro 2010

Trilogia Millennium, de Stieg Larrson

trilogia millenniumNa primeira vez que vi a trilogia Millennium numa livraria, não me interessei. As capas eram feias, e o nome, horrível. “Millennium” pra mim eram os produtos com pinta de hi-tech que eram vendidos antes da virada do milênio. Os livros também eram caros, e assim fiquei longe da série por um bom tempo.

Mas eis que a Companhia das Letras resolve relançar a coleção escrita pelo sueco Stieg Larrson com novas capas (essas bonitonas aí em cima) em uma “edição econômica”. E numa dessas promoções da Americanas.com resolvi arriscar e comprei a coleção completa.

E que surpresa agradável foi ler a série.

As duas personagens centrais são o jornalista Mikael Blomkvist, da revista Millennium, e a misteriosa hacker Lisbeth Salander, duas figuras politicamente incorretas, mas com alto nível de carisma. O leitor acaba aprovando as ações dos dois, por mais transgressoras que sejam.

A narrativa é ágil, com reviravoltas sem exageros. A trama envolvente, convincente e cativante.

Cada livro possui uma história independente, mas eles são sequenciais. No terceiro livro, A Rainha do Castelo de Ar, a história cresce tanto que Mikael e Lisbeth dividem a cena com diversas outras personagens. Acontecimentos aparentemente sem importância de um volume voltam à tona na edição seguinte e uma grande rede conspiratória se forma.

A trilogia completa já foi adaptada para o cinema, numa produção cult sueca. O primeiro filme, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, passou no Brasil sem muita repercussão. É um grande filme, com uma trama fiel à história original. Mas dificilmente os outros dois longa-metragens europeus estrearão por aqui. O motivo: a trilogia está sendo filmada novamente, agora em Hollywood.

Millennium é realmente uma série fantástica, mas minha birra com o nome permanece. O consolo é que esse nome não foi escolhido pelo autor. Stieg Larsson faleceu enquanto escrevia o quarto volume das aventuras de Salander e Blomkvist. Chamar a coleção de “Trilogia Millennium” foi uma decisão dos editores, posterior a esse incidente.