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Mostrando postagens de Março, 2010

Congratulations, MGMT

Tive medo de ouvir o novo disco do MGMT. O álbum de estreia, Oracular Spectacular foi trilha sonora de todas as reuniões de indies em 2008 e 2009, o que criou pressão e expectativa consideráveis na banda. Quando a banda anunciou o sucessor, Congratulations , citaram a influência de surf music . E quando divulgaram a capa pensei: o mundo está perdido! Ou ao menos o MGMT está. Ledo engano (ainda bem). Com apenas 9 músicas, a banda conseguiu compor um álbum coeso, completo, e completamente diferente do que já tinham feito. Novas experiências, novas sonoridades e um resultado espetacular. It’s working abre o disco, já nos primeiros acordes você percebe: “está funcionando”, e sua audição já é conquistada. O vocal quase falado de Song For Dan Treacy misturado aos barulhinhos e guitarras transformam a música numa das faixas mais agradáveis de se ouvir no ano. O MGMT do primeiro disco está presente em Flash Delirium . Talvez por isso a música foi escolhida para virar clipe logo

Changeman

Quando vi que o super sentai Changeman foi lançado em DVD no Brasil, fiquei louco pra comprar. Afinal, era meu programa favorito quando eu tinha 5 anos de idade. No entanto, o alto preço do box me espantou. Mas recentemente o Submarino lançou uma promoção que me deixou tentado: os cinco primeiros DVDs (são 10 no total) + uma camiseta dentro de uma lata por apenas R$39,90. Antes de efetuar a compra, preferi assistir um episódio online pra ver se era bom mesmo. O resultado, desastroso. 20 anos depois, Changeman não é mais tão legal quanto parecia. De qualquer forma, a compra ainda pode valer a pena, pois 39,90 por uma camiseta e uma lata legal ainda é um bom preço. De brinde, fico com um box de DVDs do Changeman pra colocar na estante e falar que sou cult. Ah, eu (ainda) não comprei!

Aventuras de Alice no País das Maravilhas

A história de “Alice no País das Maravilhas” sempre me fascinou. Quando era bem mais novo tive 2 exemplares do livro e li a versão original “Alice’s Adventures in Wonderland”. Já perdi a conta de quantas vezes assisti a clássica animação da Disney (e tenho o DVD para rever quantas vezes quiser). Alice também já foi assunto nesse blog duas vezes, aqui e aqui . Dá pra se ter uma noção de quanto gosto da obra de Lewis Carroll, não? E acho realmente estranho o fato de que eu nunca tinha lido a continuação da história até hoje. Mas foi só até hoje. Com o anúncio da adaptação para o cinema realizada por Tim Burton e com o esquisito (e talentoso) Johnny Depp escalado para o papel do Chapeleiro Maluco, as editoras se apressaram e lançaram novos exemplares da história. E a editora Jorge Zahar saiu na frente. Primeiro lançaram uma edição comentada, com um preço bem alto, que me fez babar, mas não comprei. E agora lançaram uma versão menor, com ótimo acabamento e capa dura por módic

O livro de Eli

- Vamos ver “O livro de Eli”? - Quem filme é esse? - É o novo do Denzel Washington. - Ah não, eu não sou muito fã desses filmes de ação… - Mas esse é diferente: é num futuro pós-apocalíptico e ele usa arco e flecha! - Agora sim! E assim fui convencido pelos meus amigos a assistir “O livro de Eli”. O fato de não saber muito sobre a história a tornou mais interessante ainda (por esse motivo, não vou revelar nada de importante que aconteça depois dos 30 minutos iniciais aqui). Achei que fosse ser um “Eu sou a lenda” com humanos ao invés de zumbis. À primeira vista, parece que Eli tem super poderes. Mas não. Ele só é muito forte e bem treinado. E acredita no que faz. A trama exalta a força de uma cultura, e faz uma crítica à igreja e o poder da palavra. Afinal, temos personagens opostos que querem salvar e dominar o mundo, usando o mesmo livro. O filme não se preocupa em dar muitos detalhes e explicações sobre o que aconteceu com o mundo e o que está acontecendo com as

Franz Ferdinand na casa deles

Na primeira vez que o Franz Ferdinand veio ao Brasil, em 2006, além de servirem de banda de abertura do U2, eles fizeram um show histórico no Circo Voador, no Rio de Janeiro. E na última sexta-feira, a Fundição Progresso foi o palco de mais um show histórico da banda na capital fluminense. Foto: Franz Ferdinand Brasil   Passando pelos 3 álbums da banda, o repertório foi impecável, mas voltado para músicas dançantes que baladas. Natural notar a ausência de Eleanor Put Your Boots On , por exemplo. As inúmeras improvisações mostraram o quanto os músicos estão integrados como banda. As diferenças encontradas em relação às gravações de estúdio na maioria das vezes deixava as canções mais propícias ao show e o público cantava a cada nota. Cantava até os riffs de guitarra! Percebe-se que a banda não toca por obrigação, eles realmente estão se divertindo no palco. Ao final da apresentação, Alex Kapranos resolveu comemorar seu aniversário com o público, e jogou champagne na turma

A órfã

No mundo do entretenimento, o órfãos sofrem. Mas no fim das contas, viram heróis. Foi assim com Clark Kent, Peter Parker, Bruce Wayne e Harry Potter. Com Esther, do filme “A Órfã”, a história é diferente. Embora a trama de uma criança mal amada pelos pais adotivos possa parecer clichê no universo do cinema, “A Órfã” surpreende. A atuação da garotinha Isabelle Furhman é consistente, e o filme é inquietante desde a primeira cena, até seu surpreendente desfecho. Um filme de terror inteligente e que não terá uma sequência para destruir a sua reputação.

Arquivo X – Os Filmes

Arquivo X foi um dos símbolos da cultura pop da década de 90. E o seriado de sucesso foi levado à telas do cinema em 1998, num dos grandes filmes de ficção científica da época. Arquivo X se situa entre a quinta e sexta temporada da série, mas tem uma trama com informações suficientes para que qualquer ser humano acompanhe bem a história. Mas nem precisava ser assim. Pra se ter uma ideia do quão diverso era o público, até a revista Caras publicou uma série de 12 livros da série. Isso mesmo, a CARAS! O pôster desse filme ficou alguns anos pregado na parede do meu quarto. 10 anos depois, a série voltou ao cinema com o longa Arquivo X: Eu quero acreditar . Com uma trama que envolvia um padre vidente e transplante de cabeça. Sem ETs. Dessa vez, o filme quase passou em branco pelos cinemas. Lembro que assisti na estreia, numa sala vazia. A maioria dos espectadores estava lá só porque não haviam conseguido comprar ingressos para assistir O Cavaleiro das Trevas . Cronologicamente