Pular para o conteúdo principal

Aventuras de Alice no País das Maravilhas

A história de “Alice no País das Maravilhas” sempre me fascinou. Quando era bem mais novo tive 2 exemplares do livro e li a versão original “Alice’s Adventures in Wonderland”.

Já perdi a conta de quantas vezes assisti a clássica animação da Disney (e tenho o DVD para rever quantas vezes quiser).

Alice também já foi assunto nesse blog duas vezes, aqui e aqui.

Dá pra se ter uma noção de quanto gosto da obra de Lewis Carroll, não? E acho realmente estranho o fato de que eu nunca tinha lido a continuação da história até hoje. Mas foi só até hoje.

Com o anúncio da adaptação para o cinema realizada por Tim Burton e com o esquisito (e talentoso) Johnny Depp escalado para o papel do Chapeleiro Maluco, as editoras se apressaram e lançaram novos exemplares da história. E a editora Jorge Zahar saiu na frente.

Primeiro lançaram uma edição comentada, com um preço bem alto, que me fez babar, mas não comprei.

E agora lançaram uma versão menor, com ótimo acabamento e capa dura por módicos 19,90 reais. Detalhe: o livro traz as duas aventuras de Alice na íntegra, traduzidos de acordo com o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, e com as ilustrações originais. Irresistível.

Ansioso, em pouco mais de 1 dia li “As aventuras de Alice no país das maravilhas” e “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”. Isso mesmo, com a tradução exata do título original.

Lendo os dois livros acabei descobrindo muitas coisas sobre a animação da Disney. O filme pega a história do primeiro livro como base e insere outros conceitos presentes apenas na sequência. Tweedledee e Tweedledum, o jardim das rosas, a história das ostras e o conceito de desaniversário, tudo isso estava através do espelho.

Já sei que o novo filme de Tim Burton é uma história diferente, com personagens dos dois livros. E uma participação maior do Chapeleiro Maluco. Não querom saber mais nada sobre o filme antes de assisti-lo. E a estreia no Brasil é no dia 21 de abril.

Até lá, um feliz desaniversário para todos vocês. Todos os dias. Ou quase.

Comentários

  1. Eu sei até hoje, de cor, toda a história da Alice de forma idêntica a contada pela Xuxa nos discos de vinil lançados no início dos anos 90. A coleção vinha com livro e fita cassete e se chamava Conte Outra Vez.. é lendária.. você conhece? (http://pt.wikipedia.org/wiki/Conte_Outra_Vez)
    O mais legal é que pra cada cena existia uma música tema nas historinhas.. e essas músicas eram muito boas.. canto todas até hoje de vez em sempre quando estou distraído: A melhor música é da rochedo do seca-seca.

    ResponderExcluir
  2. Eu lembro que essa coleção existia, mas nunca ouvi. Meu ouvido e meus olhos sempre rejeitaram a Xuxa.

    (mas confesso que fiquei curioso pra ouvir a história)

    ResponderExcluir
  3. já ouviu a história de que o Lewis Carrol era pedófilo e que a Alice era uma de suas vítimas? Tem até teses de mestrado sobre o assunto...
    Anyway!

    ResponderExcluir
  4. Que história bizarra!

    ResponderExcluir
  5. Júlia9:00 PM

    Eu quero ler! Me coloca na fila?!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas …

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…