Pular para o conteúdo principal

Congratulations, MGMT

MGMT - Congratulations

Tive medo de ouvir o novo disco do MGMT. O álbum de estreia, Oracular Spectacular foi trilha sonora de todas as reuniões de indies em 2008 e 2009, o que criou pressão e expectativa consideráveis na banda.

Quando a banda anunciou o sucessor, Congratulations, citaram a influência de surf music. E quando divulgaram a capa pensei: o mundo está perdido! Ou ao menos o MGMT está.

Ledo engano (ainda bem). Com apenas 9 músicas, a banda conseguiu compor um álbum coeso, completo, e completamente diferente do que já tinham feito. Novas experiências, novas sonoridades e um resultado espetacular.

It’s working abre o disco, já nos primeiros acordes você percebe: “está funcionando”, e sua audição já é conquistada.

O vocal quase falado de Song For Dan Treacy misturado aos barulhinhos e guitarras transformam a música numa das faixas mais agradáveis de se ouvir no ano.

O MGMT do primeiro disco está presente em Flash Delirium. Talvez por isso a música foi escolhida para virar clipe logo no lançamento e não assustar os antigos fãs.

Siberian Breaks é uma viagem psicodélica de 12 minutos que tinha tudo pra dar errado pela sua duração, mas quando você ouve dá vontade de colocar no repeat. Você só não coloca porque depois dela vem…

Brian Eno, canção cheia de energia que provavelmente será o ápice dos shows da nova turnê.

Lady Dada’s Nightmare tem um ótimo título (me faz pensar em Lady Gaga no país das maravilhas, não sei porquê…) mas é a pior música do disco. Quando ouvida na sequência com as outras faixas, ela se encaixa, mas isoladamente perde sua força.

Para encerrar, a aconchegante faixa título Congratulations dá uma sensação de dever cumprido, e pede cumprimentos: Congratulations, MGMT. Aprovados no teste do segundo disco, feito pra ser ouvido da primeira à última faixa e, repetidamente.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas …

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…