Pular para o conteúdo principal

O mundo ainda precisa dos Strokes?

Nas inúmeras retrospectivas da década que tivemos nesse começo de ano, os Strokes sempre estavam presentes. Is this it?, disco de estreia da banda que saiu em 2001 é um dos melhores e mais influentes a surgir nos últimos tempos.

Os dois discos posteriores mantiveram a qualidade, mas não tiveram tanto impacto no mundo da música. E desde o último álbum da banda, em 2006, a Terra continuou girando normalmente.

Será que o mundo ainda precisa dos Strokes?

É comum encontrar bandas que ficam muitos anos sem gravar e aparecem com discos fabulosos depois do hiato. Os Strokes estão prometendo um disco para esse ano, e de acordo com o site oficial do grupo, eles estão em estúdio. Mas parece que as coisas não andam bem.

Julian Casablancas já disse que está fazendo isso por dinheiro. Ele sequer está com a banda em estúdio, vai gravar sua parte separadamente.

Aí está o perigo. Será que eles conseguirão fazer um bom disco apenas por obrigação?

A história dos músicos mostra que eles nunca tiveram dificuldades financeiras. Talvez isso seja um dos segredos do sucesso: tocar pelo prazer de se divertir, de fazer música, como faziam no começo do século.

Talento eles já mostraram que tem, com ou sem os Strokes. Tivemos ótimos trabalhos solo como o disco de Julian Casablancas e o Little Joy de Fabrizio Moretti. Nikolai também gravou com Nickel Eye e Albert Hammond Jr gravou dois discos sozinho.

Ainda assim, nenhum chegou aos pés da discografia da banda, com 3 lugares reservados na prateleira de clássicos da história da música. Mas será que eles conseguem chegar a esse patamar novamente? Ou melhor, será que alguém consegue?

Leia também:

O mundo ainda precisa do Los Hermanos?

Comentários

  1. Cara, outro dia mesmo comentava com um amigo meu sobre a volta dos Los Hermanos. Realmente acho que eles não vão voltar, ou não quero que eles voltem pra não estragar tudo. Tipo o Guns, saca? Era tão bom só ter o período clássico, depois, forçado, fica uma bosta.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…