Pular para o conteúdo principal

Pato Fu. De novo.

Domingo eu fui ao meu 13º show do Pato Fu. E sábado no 12º. Percebe-se que sou suspeito pra falar da banda, mas eu insisto.

25-04-10_1827

A banda se prepara para lançar seu décimo disco, em quase 18 anos de carreira. Até lá, continua a turnê do álbum Daqui pro futuro. Nesse final de semana fez dois grandes shows no SESC Pompeia.

DSC00652

Nos dois dias, ingressos esgotados. A plateia dos patos é diversa, tem velhinhas e crianças, mães e filhas dos fãs que cresceram. E novos fãs, é claro.

Todos os álbuns da carreira estiveram presentes no setlist – a banda já chegou num ponto em que sempre vai faltar um hit, mas não dá pra tocar 50 músicas por show.

Por isso, boas surpresas como a clássica e (des)conhecida “Mamãe ama é o meu revolver” são tão bem recebidas – e cantadas a plenos pulmões – ainda que apenas por 15% da plateia.

Pela primeira vez, a banda apresentou uma nova versão da música “Simplicidade”, num clima bem Belle and Sebastian. Com um conceito muito diferente do original, emocionou os presentes.

O repertório ainda incluiu a clássica “Rotomusic de Liquidificapum” que foi emendada ao “Hino Nacional do Pato Fu” e assustou parte do público – enquanto a outra parte batia a cabeça e os pés, se contendo pra não levantar das cadeiras do teatro.

Da roda de pogo punk, a banda foi direto para “Canção pra você viver mais”, seguida uma canção em japonês emendada com um metal na voz da capeta Fernanda. Nenhuma outra banda no mundo consegue emendar músicas tão diferentes e ainda assim soar coerente.

Já tá decidido. A banda que vai tocar na festa do meu casamento vai ser o Pato Fu.

DSC04813

Leia também:

Pato Fu no Boulevard Tatuapé

O patofã

Comentários

  1. "a banda já chegou num ponto em que sempre vai faltar um hit, mas não dá pra tocar 50 músicas por show."
    Los Hermanos já chegou nesse ponto com apenas 4 cds. Claro, é apenas a minha opinião. hehehe...

    ResponderExcluir
  2. Los Hermanos faria um show só de hits com apenas o segundo e terceiro CDs.

    Mas eu ainda prefiro o Pato Fu!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

O que acontece se um vampiro morder um zumbi? E se um zumbi morder um vampiro?

Já parou pra pensar no que acontece quando um vampiro morde um zumbi? Será que o zumbi vira um vampiro? E quando a situação é a inversa? Será que uma mordida de zumbi transforma o ser de dentes pontudos?
Tanto vampiros quanto zumbis são seres que podem ser classificados como "mortos-vivos". Isso significa que, apesar deles conseguirem executar certas ações que usualmente apenas os seres vivos são capazes, eles estão mortos. Na prática, se um vampiro morder um zumbi ou vice-versa não acontece nada. 

A razão desse efeito (ou da ausência de efeito) é que os zumbis mordem apenas seres vivos. Por esse motivo, eles não mordem outros zumbis, vampiros e múmias, por exemplo.
Por outro lado, os vampiros precisam se alimentar de sangue de seres vivos. E, embora os zumbis tenham sangue circulando em suas veias, eles já estão mortos.
Assim sendo, se um vampiro cruzar com um zumbi, certamente eles não se atacarão. E mesmo supondo que seja um vampiro doidão que queira morder um ser um put…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…