Pular para o conteúdo principal

Alice, o mangá

Alice no país das maravilhas - Sakura Kinoshita - Mangá Newpop

Alice no país das maravilhas já foi recontada e reinventada uma infinidade de vezes. Com o recente lançamento do filme de Tim Burton, a editora NewPOP aproveitou pra colocar nas bancas o mangá homônimo, de autoria de Sakura Kinoshita.

Embora só tenha saído no Brasil agora, ele foi lançado no Japão em 2007 – o que de antemão elimina as críticas que poderiam tratá-lo como oportunista.

O mangá, ao contrário das duas adaptações para o cinema da Disney,  é muito fiel ao livro. Alice segue a linha do livro de Lewis Carroll, com a mesma sequência de acontecimentos. A maior liberdade criativa da autora foi mudar o visual de Alice (roupa e cabelo) a cada capítulo.

Mas as 64 páginas de quadrinhos parecem ser pouco para contar a história. Fica tudo muito resumido, e as coisas acontecem muito rápido. Talvez quem não conheça a história deixe alguns detalhes passarem em branco.

Os desenhos são bonitinhos e muito agradáveis de se ver. No entanto, o traço da mangaka dá a impressão de “já vi isso antes”. O resultado final dá uma sensação de vazio é tudo muito previsível e sem inovações.

Ao final da história, há 15 páginas de “extras”. Esboços, textos e curiosidades sobre o processo de criação. Interessante para quem quer se tornar um autor e para os que são apenas curiosos.

A edição nacional ficou muito caprichada, méritos da NewPOP editora. Embora seja vendida em bancas, tem acabamento de livro. Todo colorido, capa cartonada com orelhas e borda quadrada. E o preço, de R$12,00 é bem acessível pela qualidade gráfica.

É um bom mangá, rende 20 minutos de diversão. Mas se tiver que priorizar seus gastos, é melhor investir numa revista do Lanterna Verde.

Leia também:

Alice, de Tim Burton

Aventuras de Alice no País das Maravilhas

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…