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Brisingr, o grande RPG de Christopher Paolini

Quando Christopher Paolini começou a escrever o que seria uma trilogia iniciada por Eragon, aos 15 anos de idade, provavelmente não tinha ideia do sucesso que a série iria se tornar.

Brisingr Em Eldest, segundo volume da série, percebe-se uma evolução enorme do autor e história adquire um ritmo empolgante.

Na série, os rumos que a trama tomam parecem muito os de uma campanha de RPG. Percebe-se a evolução natural do personagem, ele adquire novas habilidade e “pontos de experiência”. E tudo parece não caminhar para um final: é uma grande sequência de acontecimentos, muitas aventuras acontecem no decorrer da história.

Ao final das 700 páginas de Brisingr, a história não termina. Paolini prometeu mais um volume para concluir o Ciclo da Herança – nome pelo qual a série passou a ser conhecida quando deixou de ser uma trilogia.

Tudo indica que o autor tem um grande desfecho em mente, e caminhamos pra ele. Mas até lá, há inúmeros acontecimentos, e o leitor não consegue saber qual sua posição em relação ao final da trama. É como jogar RPG, não pensamos no fim da história, o objetivo é exatamente o contrário: que ela se estenda indefinidamente.

É claro que isso não é um problema. Paolini consegue prender a leitura e te entreter durante toda a sua aventura. Sabendo que o quarto volume vai ser o último cria-se o desejo que ele tenha 2000 páginas para podermos acompanhar muito mais desafios do cavaleiro Eragon.

E mesmo que publicasse um quinto livro – o que aparentemente está fora dos planos e poderia ser rotulado como caça-níquel – eu iria achar bom. Eragon tem potencial para mais inúmeras aventuras.

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