Pular para o conteúdo principal

Eu sou Ozzy

Eu sou Ozzy

Nunca fui fã do Ozzy Osbourne. Mas fiquei com muita vontade de ler a biografia do metaleiro mais famoso (e pop) do mundo. Matei a vontade.

Biografias costumam ser interessantes quando inspiram você a seguir os passos da pessoa que está sendo retratada. Um biografado costuma ser um exemplo. Mas Ozzy não é assim.

A não ser que encaremos tudo como a história de um garoro pobre, sem estudos que ganhou reconhecimento mundial e muito dinheiro. O sonho americano.

Mas a impressão que dá é que tudo aconteceu por um misto de talento inato e muita sorte. Ozzy é bom no que faz. Sempre esteve acompanhado por pessoas que se preocupavam com ele e que trabalhavam para seu sucesso. Com uma grande equipe, suas maiores preocupações eram quais drogas iria tomar e com quantas groupies ia se relacionar.

Não é uma história bonita. Há várias situações engraçadas, um humor politicamente incorreto. Mas também é uma história chocante, bizarra e por muitas vezes escatalógica.

Ele arrancou a cabeça de um morcego. Tudo bem que ele achou que era de borracha, mas em outra situação, quando ele arrancou a cabeça de uma pomba viva com os dentes, ele tinha noção do que estava fazendo.

Ou não tinha noção nenhuma.

A vida de Ozzy foi uma loucura em sua maior parte. É surpreendente que esteja vivo depois de anos de inconsequência e abuso de drogas, contados em detalhes no livro.

Mas o que importa é que Ozzy faz parte da história da música. À sua maneira.

Comentários

  1. Anônimo10:08 AM

    Caro Gregório,

    para muitos, por sua obra e presença de palco, Ozzy é Deus!!! O Deus de um estilo musical, que conduz a vida de seus seguidores, o Heavy Metal. Sua vida particular é desconhecida e não interessa para muitos que como eu sou fã apenas de sua obra.

    Um abraço,

    Anderson (Eng Elétrica)

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

O que acontece se um vampiro morder um zumbi? E se um zumbi morder um vampiro?

Já parou pra pensar no que acontece quando um vampiro morde um zumbi? Será que o zumbi vira um vampiro? E quando a situação é a inversa? Será que uma mordida de zumbi transforma o ser de dentes pontudos?
Tanto vampiros quanto zumbis são seres que podem ser classificados como "mortos-vivos". Isso significa que, apesar deles conseguirem executar certas ações que usualmente apenas os seres vivos são capazes, eles estão mortos. Na prática, se um vampiro morder um zumbi ou vice-versa não acontece nada. 

A razão desse efeito (ou da ausência de efeito) é que os zumbis mordem apenas seres vivos. Por esse motivo, eles não mordem outros zumbis, vampiros e múmias, por exemplo.
Por outro lado, os vampiros precisam se alimentar de sangue de seres vivos. E, embora os zumbis tenham sangue circulando em suas veias, eles já estão mortos.
Assim sendo, se um vampiro cruzar com um zumbi, certamente eles não se atacarão. E mesmo supondo que seja um vampiro doidão que queira morder um ser um put…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…