Pular para o conteúdo principal

O Hurley do Weezer

Weezer - Hurley

Essa imagem ao lado não é uma simples foto do ator Hugo Reyes, o Hurley da série Lost. É a capa do disco mais recente do Weezer, que leva o nome da personagem.

Desde 2008, a banda lança um álbum por ano. Mas parece que a maioria dos fãs continua esperando o Weezer do século passado, que gravou o clássico Pinkerton.

Eu não. Gosto de ver as bandas evoluindo, trazendo novas sonoridades ao seu trabalho e gravando canções diferentes.

Mas embora o Weezer faça muitas experimentações em cada disco, as melhores canções acabam sendo as que mais se assemelham ao som do início de carreira.

Ainda assim, costumam ser discos muito bons. Não entram na lista de melhores do ano, mas divertem por um instante.

Repleto de guitarras distorcidas, bateria marcante e melodias assobiáveis, Hurley é uma pequena festa, boa do início ao fim, mas dá uma amnésia no dia seguinte.

A aproximação do mundo nerd pop não para em Lost. Michael Cera (Superbad, Juno, Scot Pilgrim) participa de uma canção. O primeiro single teve clipe com cenas do próximo filme da série Jackass e fez parte de uam versão de Guitar Hero.

A edição deluxe traz 4 faixas bônus. Três boas, mas uma delas, absolutamente dispensável: Viva La Vida, do Coldplay, numa versão bem fraca.

Mas pelos covers de MGMT e Lady Gaga que tem tocado nos shows, o Weezer mostra que quer mais é se divertir. Que os fãs se divirtam juntos. E quando cansarem, ano que vem tem álbum novo. Sem problemas se for mais do mesmo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas …

A regra básica para verificar se algo é verdade na internet

Um dia eu ainda quero compreender o que se passa na cabeça de alguém que inventa um boato e espalha pelo mundo. Será que o objetivo é apenas ser um agente do caos ou simplesmente rir das pessoas que acreditam. Só sei que não é de hoje que essas coisas existem (ou você realmente acredita que a Xuxa fez um pacto com o demônio e o Fofão tinha um punhal dentro do seu boneco?), só sei que a internet amplificou o alcance e a velocidade de todo tipo de boatos.

Por muitas vezes atuei (e continuo atuando) como um desmascarador de mensagens falsas entre os membros da minha família e amigos mais próximos, mas não adianta: se antes as bobagens eram espalhadas via e-mail, a diferença é que agora elas chegam via WhatsApp. Tento fazer o papel de mensageiro da verdade, mas é difícil ter sucesso...

Não espalho nada que eu não tenha verificado ou não confie na fonte. Se já espalhei alguma bobagem, pode ter certeza que foi na ignorância e que sinto vergonha por isso. Hoje em dia é muito fácil procurar …