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Mostrando postagens de Dezembro, 2010

Os 5 melhores filmes de 2010

Toy Story 3 Foi a grande surpresa do ano. Tradicionalmente, sequências não superam o original. Toy Story 2, por exemplo, foi mediano perto do revolucionário primeiro filme da série. A Pixar apresentou ao mundo uma bela história, feita para quem era criança na época do lançamento do Toy Story original, para as crianças de hoje e pra quem nunca deixou de ser criança. Torço para que ganhe o Oscar de melhor filme. A Origem Uma história que à primeira vista aparenta ser inverossímel é apresentada de forma tão coerente que incita reflexão. É um filme para ser revisto várias e várias vezes, e sempre redescoberto. Kick-Ass Uma crônica sobre como seriam os super-heróis, sem superpoderes, no mundo conectado à web. Baseado na HQ hiperviolenta de Mark Millar, igualmente recomendada. Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro Filme brasileiro impecável, de padrão internacional. O único ponto baixo é o nome: “Tropa de Elite” entrou no título apenas por fins comerciais, uma vez que

Os 5 melhores discos internacionais de 2010

Ouvi muito mais música estrangeira nesse ano, o que implicou numa dificuldade tremenda para fechar essa lista. Belle and Sebastian e Arcade Fire, com discos impecáveis, garantiram seus lugares no dia de lançamento dos seus álbuns – as outras bandas tiveram que brigar pelas vagas na minha playlist no decorrer no ano. Belle and Sebastian – Write About Love Depois de 4 anos sem um disco de inéditas, os escoceses presentearam os fãs novos e antigos com um disco conceitualmente irregularm mas detentor das melhores canções do ano. Arcade Fire – The Suburbs Onipresente nas listas de melhores do ano, o Arcade Fire tornou seu som mais acessível e gravou uma obra-prima que daqui a 10 anos vai ser citada como um dos melhores da década. MGMT – Congratulations Menos refrões, mais experimentação. Disco conceitual pra ser ouvido da primeira à última música. She & Him – Volume Two Zooey Deschanel se destaca como a musa indie do ano e junto com Mark Ward lança o disco mais fofo dos

Os 5 melhores discos nacionais de 2010

A cada dia descubro um artista nacional diferente, e é usual me surpreenderem positivamente. Das 5 bandas aqui listadas, 2 eu sequer sabia que existiam um ano atrás. Já vi todos os músicos citados ao vivo, e recomendo. Mas antes de ir aos shows, é interessante que você conheça os 5 melhores discos nacionais de 2010! Cérebro Eletrônico – Deus e o Diabo no Liquidificador Tropicalismo, bom humor, psicodelia. Como se fosse uma versão dos Mutantes, adaptado para o século XXI. Indecente sem ser vulgar, contemporâneo sem perder a poesia. Pata de Elefante – Na cidade Trio instrumental. Sem palavras, conseguem despertar emoção no ouvinte. Música pra ouvir em casa, no carro, num piquenique - e principalmente num show ao vivo. Garotas Suecas – Escaldante Banda Pra roqueiros que sentiam falta de música pra dançar. Psicodelia e suingue setentista com uma roupagem moderna. Pato Fu – Música de brinquedo Inovador, todo gravado com instrumentos de brinquedo ou miniaturas. Não foi feito pra c

Shakira: o pop, o rock e o The xx

(ou quase isso) Não escondo que há 14 anos, a Shakira era uma das minhas cantoras favoritas. Não escondo também minha decepção desde o começo desse século, quando ela se aproximou do estilo das estrelas pop norte-americanas, começou a cantar em inglês, e abandonou as baladas pop e os rockzinhos do começo de carreira. No entanto, ao ler as primeiras críticas que saíram sobre seu lançamento mais recente, Sale El Sol , que apontavam uma volta às origens, resolvi dar uma nova chance à colombiana. Confesso, fiquei surpreso com o resultado. É o melhor disco dela em 10 anos. Se você está ligado nas rádios, provavelmente já ouviu o single Loca , e a canção tema da Copa do Mundo, Waka Waka (incluída como bônus track). E se ouviu, não percebeu difereça nenhuma em relação às músicas que Shakira gravou nos últimos anos – porque não há mesmo. A música que abre o disco, Sale El Sol , lembra as primeiras gravações da cantora, na época em que ela era legal e eu não tinha vergonha de dizer que g

A Rede Social

Os trailers do filme A Rede Social ficaram entre os melhores do ano. Perderam só para o do Lanterna Verde, mas sou suspeito pra falar de super heróis (gosto dos filmes antes mesmo de assisti-los). Com alto nível de expectativa, fui ao cinema para ver como adaptaram a história da criação do Facebook. O problema é que uma expectativa alta também pode acentuar a decepção. O filme é bom. Acima da média, mas não é excepcional. O fato de eu já ter lido bastante sobre os primórdios do Facebook serviu como um fator negativo – não havia surpresas. As personagens não tem carisma suficiente para que você se identifique. Os mocinhos são meio manés. Os anti-heróis são maus, e não é legar ser mau. O filme acaba servindo para que o público (e os usuários do Facebook) julguem o programador bilionário Mark Zuckerberg, mesmo que sua história seja apresentada de uma forma esterotipada e que a liberdade criativa do diretor não permita identifcar o que é fato e o que é invenção. Obviamente, ele é um

Os melhores discos de 2009 (em 2010)

(ou a lista de injustiçados do ano passado) Ano passado soltei duas listas: “ Os 5 melhores discos internacionais de 2009 ” e “ Os 5 melhores discos nacionais de 2009 ”. Se o ano tivesse se extendido mais um pouquinho, essas listas seriam diferentes. O motivo: dois grandes discos do ano passado que só fui conhecer esse ano. Cristalina , da pernambucana Lulina, entraria fácil na lista de melhores discos nacionais. Reunindo as principais faixas dos 9 discos caseiros da cantora com um trabalho de estúdio mais elaborado (e o som mais “cristalino”). Melodias fofas, com temas que variam de extraterrestres, número 13, hora de dormir e gírias paulistanas a relacionamentos frustados. Marcado pelo bom humor, o álbum de Lulina traz 18 faixas e serve como uma espécie de revisão da carreira da cantora que ainda está no undergroud, mas apresentou seu cartão de visitas para o mundo. Na lista de melhores discos internacionais, o The xx teria seu lugar garantido com o disco xx . As melodias silenc

O (quase) fim de Harry Potter no cinema

  Harry Potter chegou ao sétimo filme como a franquia mais lucrativa da história do cinema. Como a saga se encerrou no sétimo livro, parecia impossível extender a série um pouco mais. Então alguém teve a ideia de dividir o último filme em duas partes. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 estreou com a usual expectativa de milhares de fãs no mundo inteiro, com direito a sessões às 00:01 e mobilizações por todo o globo. A divisão da história privilegia esses fãs – que provavelmente compõe a minoria dos espectadores. São duas horas e meia para metade de um livro. Isso permitiu que inúmeros detalhes do livro pudessem ser incluídos, mas por outro lado deixou a narrativa num ritmo consideravelmente mais lento que o restante da série. Se por um lado os mais fanáticos ficam fervorosos com a riqueza de detalhes da adaptação, os espectadores casuais, que vão ao cinema apenas para aproveitar um bom filme podem sair insatisfeitos. E de repente, a história termina. Sem uma grande b

Jogos Mortais VII

Há tempos já tinha perdido a esperança de ver bons filmes na série Jogos Mortais. Tanto é que desisti de acompanhar os filmes e nem vi o sexto episódio. No entanto, o sétimo filme da saga parecia contar com novas premissas interessantes, e achei que valia a pena dar o braço a torcer. Anunciaram que o filme teria os tais jogos em ambientes públicos e seria lançado em 3D. Mas isso acabou só aumentando o tamanho da decepção. As mortes em público acontecem só na primeira cena, que praticamente não tem relação com o resto do filme. E o 3D é dos mais picaretas – se resume a algumas tripinhas e gotículas de sangue voando na tela. Me recuso a falar da história. Os roteiristas já tinham perdido a mão 3 filmes atrás e Jogos Mortais VII não melhorou sua situação. Ano que vem tem mais. Você ainda tem esperança de que o próximo filme seja bom? Eu não. Mas algo me diz que eventualmente eu vou acabar pagando pra ver essa porcaria mais uma vez…