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30 março 2010

Congratulations, MGMT

MGMT - Congratulations

Tive medo de ouvir o novo disco do MGMT. O álbum de estreia, Oracular Spectacular foi trilha sonora de todas as reuniões de indies em 2008 e 2009, o que criou pressão e expectativa consideráveis na banda.

Quando a banda anunciou o sucessor, Congratulations, citaram a influência de surf music. E quando divulgaram a capa pensei: o mundo está perdido! Ou ao menos o MGMT está.

Ledo engano (ainda bem). Com apenas 9 músicas, a banda conseguiu compor um álbum coeso, completo, e completamente diferente do que já tinham feito. Novas experiências, novas sonoridades e um resultado espetacular.

It’s working abre o disco, já nos primeiros acordes você percebe: “está funcionando”, e sua audição já é conquistada.

O vocal quase falado de Song For Dan Treacy misturado aos barulhinhos e guitarras transformam a música numa das faixas mais agradáveis de se ouvir no ano.

O MGMT do primeiro disco está presente em Flash Delirium. Talvez por isso a música foi escolhida para virar clipe logo no lançamento e não assustar os antigos fãs.

Siberian Breaks é uma viagem psicodélica de 12 minutos que tinha tudo pra dar errado pela sua duração, mas quando você ouve dá vontade de colocar no repeat. Você só não coloca porque depois dela vem…

Brian Eno, canção cheia de energia que provavelmente será o ápice dos shows da nova turnê.

Lady Dada’s Nightmare tem um ótimo título (me faz pensar em Lady Gaga no país das maravilhas, não sei porquê…) mas é a pior música do disco. Quando ouvida na sequência com as outras faixas, ela se encaixa, mas isoladamente perde sua força.

Para encerrar, a aconchegante faixa título Congratulations dá uma sensação de dever cumprido, e pede cumprimentos: Congratulations, MGMT. Aprovados no teste do segundo disco, feito pra ser ouvido da primeira à última faixa e, repetidamente.

27 março 2010

Changeman

Lata Changeman

Quando vi que o super sentai Changeman foi lançado em DVD no Brasil, fiquei louco pra comprar. Afinal, era meu programa favorito quando eu tinha 5 anos de idade. No entanto, o alto preço do box me espantou.

Mas recentemente o Submarino lançou uma promoção que me deixou tentado: os cinco primeiros DVDs (são 10 no total) + uma camiseta dentro de uma lata por apenas R$39,90.

Antes de efetuar a compra, preferi assistir um episódio online pra ver se era bom mesmo. O resultado, desastroso. 20 anos depois, Changeman não é mais tão legal quanto parecia.

De qualquer forma, a compra ainda pode valer a pena, pois 39,90 por uma camiseta e uma lata legal ainda é um bom preço. De brinde, fico com um box de DVDs do Changeman pra colocar na estante e falar que sou cult.

Ah, eu (ainda) não comprei!

26 março 2010

Aventuras de Alice no País das Maravilhas

A história de “Alice no País das Maravilhas” sempre me fascinou. Quando era bem mais novo tive 2 exemplares do livro e li a versão original “Alice’s Adventures in Wonderland”.

Já perdi a conta de quantas vezes assisti a clássica animação da Disney (e tenho o DVD para rever quantas vezes quiser).

Alice também já foi assunto nesse blog duas vezes, aqui e aqui.

Dá pra se ter uma noção de quanto gosto da obra de Lewis Carroll, não? E acho realmente estranho o fato de que eu nunca tinha lido a continuação da história até hoje. Mas foi só até hoje.

Com o anúncio da adaptação para o cinema realizada por Tim Burton e com o esquisito (e talentoso) Johnny Depp escalado para o papel do Chapeleiro Maluco, as editoras se apressaram e lançaram novos exemplares da história. E a editora Jorge Zahar saiu na frente.

Primeiro lançaram uma edição comentada, com um preço bem alto, que me fez babar, mas não comprei.

E agora lançaram uma versão menor, com ótimo acabamento e capa dura por módicos 19,90 reais. Detalhe: o livro traz as duas aventuras de Alice na íntegra, traduzidos de acordo com o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, e com as ilustrações originais. Irresistível.

Ansioso, em pouco mais de 1 dia li “As aventuras de Alice no país das maravilhas” e “Através do espelho e o que Alice encontrou lá”. Isso mesmo, com a tradução exata do título original.

Lendo os dois livros acabei descobrindo muitas coisas sobre a animação da Disney. O filme pega a história do primeiro livro como base e insere outros conceitos presentes apenas na sequência. Tweedledee e Tweedledum, o jardim das rosas, a história das ostras e o conceito de desaniversário, tudo isso estava através do espelho.

Já sei que o novo filme de Tim Burton é uma história diferente, com personagens dos dois livros. E uma participação maior do Chapeleiro Maluco. Não querom saber mais nada sobre o filme antes de assisti-lo. E a estreia no Brasil é no dia 21 de abril.

Até lá, um feliz desaniversário para todos vocês. Todos os dias. Ou quase.

25 março 2010

O livro de Eli

- Vamos ver “O livro de Eli”?

- Quem filme é esse?

- É o novo do Denzel Washington.

- Ah não, eu não sou muito fã desses filmes de ação…

- Mas esse é diferente: é num futuro pós-apocalíptico e ele usa arco e flecha!

- Agora sim!

E assim fui convencido pelos meus amigos a assistir “O livro de Eli”. O fato de não saber muito sobre a história a tornou mais interessante ainda (por esse motivo, não vou revelar nada de importante que aconteça depois dos 30 minutos iniciais aqui).

Achei que fosse ser um “Eu sou a lenda” com humanos ao invés de zumbis. À primeira vista, parece que Eli tem super poderes. Mas não. Ele só é muito forte e bem treinado. E acredita no que faz.

A trama exalta a força de uma cultura, e faz uma crítica à igreja e o poder da palavra. Afinal, temos personagens opostos que querem salvar e dominar o mundo, usando o mesmo livro.

O filme não se preocupa em dar muitos detalhes e explicações sobre o que aconteceu com o mundo e o que está acontecendo com as pessoas. É, na verdade, uma grande história de fé.

Franz Ferdinand na casa deles

Na primeira vez que o Franz Ferdinand veio ao Brasil, em 2006, além de servirem de banda de abertura do U2, eles fizeram um show histórico no Circo Voador, no Rio de Janeiro.

E na última sexta-feira, a Fundição Progresso foi o palco de mais um show histórico da banda na capital fluminense.

Franz Ferdinand Fundição ProgressoFoto: Franz Ferdinand Brasil 

Passando pelos 3 álbums da banda, o repertório foi impecável, mas voltado para músicas dançantes que baladas. Natural notar a ausência de Eleanor Put Your Boots On, por exemplo.

As inúmeras improvisações mostraram o quanto os músicos estão integrados como banda. As diferenças encontradas em relação às gravações de estúdio na maioria das vezes deixava as canções mais propícias ao show e o público cantava a cada nota.

Cantava até os riffs de guitarra!

Percebe-se que a banda não toca por obrigação, eles realmente estão se divertindo no palco.

Ao final da apresentação, Alex Kapranos resolveu comemorar seu aniversário com o público, e jogou champagne na turma do gargarejo. Como se não bastasse, resolveu (para desespero dos seguranças) se jogar na plateia. E o guitarrista Nick McCarthy fez o o mesmo.

A impressão é de que a banda ficou tão contente, tão feliz de tocar nessa noite, que queria compartilhar com os fãs. Nem precisava. As duas horas anteriores já tinham entrado pra história.

17 março 2010

A órfã

No mundo do entretenimento, o órfãos sofrem. Mas no fim das contas, viram heróis. Foi assim com Clark Kent, Peter Parker, Bruce Wayne e Harry Potter.

A órfã - blu ray

Com Esther, do filme “A Órfã”, a história é diferente.

Embora a trama de uma criança mal amada pelos pais adotivos possa parecer clichê no universo do cinema, “A Órfã” surpreende. A atuação da garotinha Isabelle Furhman é consistente, e o filme é inquietante desde a primeira cena, até seu surpreendente desfecho.

Um filme de terror inteligente e que não terá uma sequência para destruir a sua reputação.

06 março 2010

Arquivo X – Os Filmes

Arquivo X - O Filme - Resista ao futuro Arquivo X foi um dos símbolos da cultura pop da década de 90. E o seriado de sucesso foi levado à telas do cinema em 1998, num dos grandes filmes de ficção científica da época.

Arquivo X se situa entre a quinta e sexta temporada da série, mas tem uma trama com informações suficientes para que qualquer ser humano acompanhe bem a história.

Mas nem precisava ser assim. Pra se ter uma ideia do quão diverso era o público, até a revista Caras publicou uma série de 12 livros da série. Isso mesmo, a CARAS!

O pôster desse filme ficou alguns anos pregado na parede do meu quarto.

10 anos depois, a série voltou ao cinema com o longa Arquivo X: Eu quero acreditar. Com uma trama que envolvia um padre vidente e transplante de cabeça. Sem ETs.

Dessa vez, o filme quase passou em branco pelos cinemas. Lembro que assisti na estreia, numa sala vazia. A maioria dos espectadores estava lá só porque não haviam conseguido comprar ingressos para assistir O Cavaleiro das Trevas.

Cronologicamente, o segundo filme se passa alguns anos após o fim da série. E quem nunca assistiu os episódios não acha graça nenhuma no longa-metragem.

Basicamente, o primeiro filme é muito legal, e o segundo serve pra lembrar o quanto o primeiro é legal. Mas ele também tem seu valor. E os dois ocupam lugar de destaque na minha memória e na minha prateleira.