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30 agosto 2010

Arcade Fire em Araxá!

A cena abaixo faz parte do novo clipe do Arcade Fire. O local é Araxá, pequena cidade do interior de Minas Gerais de cerca de 90 mil habitantes. Mas poderia ser a sua cidade.

Arcade Fire - Araxá

A canção We used to wait, do disco The Suburbs, um dos melhores de 2010, foi transformada em videoclipe pelo artista Chris Milk em parceria com o Google. O resultado é um vídeo inovador, original, e com apelo para agradar qualquer um que goste da sua cidade. Não importa qual seja ela.

Explicando: é um clipe interativo. Ao abrir a página The wilderness downtown, o internauta deve digitar a sua cidade. Um clipe personalizado é gerado a partir de imagens do Google Maps e do Google Street View. Várias janelas se interagem, tornando o vídeo uma experiência única. Importante: o browser utilizado deve ser o Google Chrome!

O único problema para os brasileiros é que a maior parte das nossa cidades não tem imagens disponíveis no Google Street View. Isso implica que as cenas que usariam essas imagens sejam apenas um borrão preto. Pra aproveitar a experiência completa, o ideal é utilizar grandes cidades dos EUA ou Europa.

De qualquer forma, dá um sensação especial ver um videoclipe se passar na sua cidade. Ainda mais sendo do Arcade Fire, a banda mais badalada no indie rock na atualidade.

www.thewildernessdowntown.com

29 agosto 2010

Os filhos do Koopa

Traduzido e adaptado de Slothbot (sob autorização)

Bowser Jr

Bowser Jr. é uma figura frequente nos jogos do encanador mais famoso do mundo dos videogames. Ainda assim, enfrentá-lo chega a ser entediante se compararmos com seus sete irmãos mais velhos. Lemmy, Roy, Ludwig Von, Morton Jr, Wendy O., Iggy e Larry, que já têm 22 anos desde suas primeiras aparições no clássico jogo de Nintendinho Super Mario Bros 3.

Recentemente, New Super Mario Bros Wii resgatou essas personagens, talvez as de apelo mais cult do mundo dos cogumelos. Parte da popularidade dos koopalings (os 7 irmãos também são conhecidos por esse nome) se deve ao fato de que foram baseados em personalidades do mundo da música e do showbiz.

Iggy KoopaIggy Pop é amplamente considerado como a inspiração para Iggy Koopa. Ele também é considerado como um dos precursores do heavy metal e principalmente do punk rock como nós conhecemos hoje. Pop tocou com sua banda, The Stooges, no início dos anos 1970 e se tornou um roqueiro famoso, expondo-se às multidões e muitas vezes deixando os shows coberto de sangue, suor e vômito. Recentemente, ele voltou para o estúdio com The Stooges para gravar um novo álbum "The Weirdness" (2007). Iggy Pop veio ao Brasil acompanhado de sua banda no ano passado, e fez uma apresentação memorável no Planeta Terra Festival.

Wendy O. KoopaBem como Iggy Pop, Wendy O. Williams foi uma roqueira famosa e está entre as mulheres mais controversas do rock and roll dos anos 70. Ela e sua banda, The Plasmatics, eram bastante conhecidos pelo seu heavy metal e punk rock bem como por suas excentricidades no palco que incluiam serrar guitarras, martelar televisores, explodir o próprio equipamento. Em 1981, Wendy foi absolvida de uma acusação de obsenidade por tocar vestindo nada além de creme de barbear. Williams suicidou-se em 1998 com um tiro na cabeça.

Lemmy KoopaLemmy Kilmister é membro fundador do Motörhead e é considerado uma das lendas vivas do heavy metal. Seu status de respeito na comunidade do metal pesado é melhor ilustrado por uma frase dita por Steve Buscemi no filme Airheads:
"- Quem ganharia em uma luta - Lemmy ou Deus?"
"- Pergunta fácil - Lemmy É Deus."

Além de Motörhead, Lemmy também já atuou em alguns filmes pelo estúdio de cinema independente Troma. Mais notavelmente, ele foi o narrador em Tromeo and Juliet. O Motörhead recentemente ganhou um Grammy por sua contribuição para o filme do Bob Esponja (!!). A música “Ace of Spades”, do Motörhead pode ser vista no jogos Guitar Hero e Tony Hawk Pro Skater 3. Roy KoopaRoy Orbison é considerado a inspiração por trás de Roy Koopa. Pioneiro do rock and roll, Orbison é o cantor e compositor por trás de "Oh, Pretty Woman", "Only the Lonely" e "Crying", entre outras. Seus estilos musicais influenciaram muitas bandas de rock que vieram depois dele, incluindo os Beatles, que citam "Only the Lonely", como uma inspiração para a canção "Please Please Me".

Ludwig Von KoopaUm dos koopalings com o nome mais óbvio, Ludwig Von Koopa é assim chamado em homenagem a Ludwig Von Beethoven. Além de ser um gênio musical, escrevendo algumas das peças mais conhecidas em toda a história da humanidade e inspirando sociopatas fictícios, ele era também um ávido fã de xadrez e amigo de um homem que inventou o Turk, um precursor primitivo do Deep Blue, o moderno computador que joga xadrez hoje em dia. Claro, o Deep Blue é uma maravilha complexa da computação. O Turk foi apenas uma brincadeira era apenas um jogador de xadrez de alto nível em uma caixa.

Morton Koopa JrMais conhecido como o padrinho de talk shows trash, Morton Downey Jr. não é um cara particularmente bom para dar o nome a um personagem do universo do Mario. Seu talk show se tornou popular na década de 80 devido principalmente aos seu costume de gritar, insultar ou agredir verbalmente seus convidados ou qualquer um que não concorde com ele. Sua influência pode ser visto mais tarde, intencionalmente ou não, nos mostra como o Jerry Springer, Ricki Lake e até mesmo Bill O'Reilly. Ele se tornou um ícone da cultura pop de curta duração, principalmente por ser um tagarela idiota. Em uma história que muitos acreditam que foi um boato, Morton, na tentativa de recuperar seu status de celebridade, desapareceu no final dos anos 80 e foi encontrado no San Francisco International Airport com uma suástica nazista pintada no rosto, que segundo ele foi o trabalho de neo-nazis que tinham o agredido. Nenhuma evidência foi encontrada para apoiar esta alegação. Downey morreu em 2001 de câncer de pulmão.

Larry Koopa

Ninguém está realmente certo acerca da inspiração do nome para Larry Koopa . Larry King é a escolha mais comum. No entanto, apesar de King ser como Morton Downey Jr, um apresentador de talk show (de um talk show digamos, mais elegante, mas ainda a mesma carreira), ninguém parece muito convencido de que este é homônimo para Larry Koopa. Se você tem outra suposição, escreva nos comentários. O Slothbot aposta que a inspiração foi Cousin Larry do seriado Perfect Strangers. Outras possibilidades são os atores Larry Hagman e Larry Storch. Acho melhor perguntar para o Shigeru Miyamoto.

28 agosto 2010

E você, como vai ler livros no futuro?

Livros digitais já existem há muito tempo, mas só nos últimos meses que o mercado parece ter se consolidado e entrado num caminho sem volta.

Na Amazon.com o volume de vendas de livros digitais (e-books) já supera o de livros impressos, e as lojas brasileiras já estão investindo no mercado.

O aliado mais forte desse mercado são so leitores de e-books. Com a evolução da tecnologia, já é possível encontrar modelos modernos e acessíveis.

Tive a felicidade de poder testar 4 aparelhos no último final de semana. Vale ressaltar que fui pego de surpresa, e não estava preparado para o teste. As impressões aqui reproduzidas são o que pude concluir nos cerca de 30 minutos que comparei os dispositivos.

Três deles são equipados com tela de e-ink (tinta eletrônica). A grande vantagem dessa tela é que ela não possui iluminação e reproduz a sensação de se olhar para uma folha de papel. A e-ink é boa para telas estáticas, o que pode fazer que uma navegação em um menu item a item torre a sua paciência se a lista for grande, pois a transição entre cada frame (ou página) é um pouco lenta. Isso também implica que você seja privado da sensação de folhear o livro.

Cool-er

cooler-jackblackO Cool-er é o leitor oficial da loja de e-books do Submarino. Possui tela de e-ink e poucos botões, mas a navagação é simples e intuiva. O acabamento externo, no entanto, deixa a desejar. Parece um pouco grosseiro. Mas é o que tem o preço mais baixo.

Sony Reader

sony-reader-touch-800Boa parte do marketing do Sony Reader é baseado na tela touchscreen. Isso é uma vantagem significativa na navegação, pois você não precisa esperar a mudança de cada frame da tela de e-ink para acessar o livro desejado. Pode ser besteira, mas achei ele feio. Parece um palmtop, e isso já é muito old school

Kindle

Kindle

O Kindle, da Amazon, é o que tem mais botões e isso é bom pra quem acha que a tecnologia touchscreen ainda não consegue reproduzir a sensação de se apertar um botão fisicamente. A navegação precisa de alguns instantes de prática para se acostumar. Ele é fino, leve, e o design é bonito. Dos 3 leitores com tela de e-ink é o mais interessante, e é o principal concorrente do…

…iPad

iPadO iPad pode parecer só um iPhone grande, sem telefone. E é. Mas ele tem uma infinidade de recursos e representa uma mudança de paradigma enorme na computação pessoal. Entretanto, isso pode ser um problema para a leitura. No pouco tempo que tive o aparelho em mãos nem liguei para o leitor de livros, queria era conhecer as funcionalidades do dispositivo.

A impressão que dá é que com um iPad em mãos você vai navegar na internet, jogar, escutar música, mas vai ler na mesma frequência com que você lê livros em PDF na tela do seu computador. Ou seja: quase nunca.

As conclusões

O Cool-er, o Reader e o Kindle são voltados para leitura, e a limitação de recursos te impede de desviar o foco. A tela de e-ink é muito agradável de se ler, mas ainda peca na lentidão das transições. Outro problema é que só é possível visualizar páginas em preto e branco.

O iPad é o computador do futuro. A tela de LCD pode não ser muito atrativa para se passar horas e horas lendo. Design moderno, interface simples e intuitiva, milhões de possibilidades. Mas ele é consideravelmente mais caro que todos os aparelhos.

Pra mim, o mercado dos leitores com tela de e-ink não é o mesmo mercado do iPad. Mas a Apple não acha isso. Ou será que o fato de eu estar comparando o iPad com o resto já indica que minha primeira afirmação está errada?

Aproveito pra deixar um recado para o Papai Noel: qualquer um dos gadjets desse post vai me deixar muito feliz no Natal!

Para ler mais:

A internet está deixando você burro? – Galileu, agosto, 2010

Quase Nada – Folha de São Paulo, de Fábio Moon e Gabriel Bá, agosto de 2010

Turista vai poder trazer Kindle ao Brasil sem pagar impostos – R7, agosto de 2010

Dia histórico para o livro digital – Veja, julho de 2010

18 agosto 2010

O primeiro voo do Lanterna Verde

Green Lantern First Flight

O Lanterna Verde é um super-herói de um potencial tremendo mas ainda assim é um dos mais subestimados da DC Comics. A editora que chegou aos 75 anos parece que percebeu isso e começou a investir bastante no herói.

Hoje as revistas do Lanterna são as que mais vendem nos Estados Unidos. No entanto, os quadrinhos de super-heróis são uma parcela mínima perto da abrangência do cinema, tv e videogames.

Ano que vem estreia o filme do herói nos cinemas, que é a primeira grande aposta da editora desde O Cavaleiro das Trevas. E pra preparar o terreno para esse mega-lançamento, a Warner produziu um longa metragem lançado direto para DVD e Blu-ray, “Green Lantern: First Flight”, que saiu com o nome “Lanterna Verde” no Brasil.

É um filme que merece ser visto. A origem do super-herói é apresentada nos minutos iniciais, antes mesmo dos créditos de abertura e, a partir daí a ação toma conta da história.

A narrativa é linear, com participação do lanterna Hal Jordan a maior parte do tempo. A Terra foi praticamente esquecida e a trama toda se dá no espaço – vantagens do cinema de animação, que não precisa economizar em efeitos especiais.

Há uma participação significativa da Tropa dos Lanternas Verdes, uma equipe com um dos conceitos mais interessantes dos quadrinhos. Pra quem não sabe, a tropa é controlada pelos Guardiões do Universo, que dividiram o mundo em 3600 setores. A Terra, por exemplo, faz parte do setor 2814. e cada um desses setores tem um Lanterna Verde como protetor, uam espécie de polícia espacial.

A animação segue o traço de desenhos como Liga da Justiça Sem Limites, mas os cenários são muito mais caprichados e há diversas inserções de computação gráfica. Não chega a ser revolucionário, mas é eficiente.

A versão em blu-ray não saiu no Brasil, mas comprando pela Amazon sai praticamente o mesmo preço do DVD nacional. E além da imagem em alta definição tem mais de 4 horas de extras, material suficiente para um bom tempo de diversão e pra se preparar para o grande filme que vem por aí.

07 agosto 2010

Brincadeira de adulto

(ou como o Pato Fu conseguiu gravar um disco inteiro só com instrumentos de brinquedo)

Pato Fu - Música de brinquedo

O mês de agosto marcou o lançamento de Música de Brinquedo, novo álbum do Pato Fu. O trabalho anunciado há alguns meses foi recebido pelos fãs com um misto de expectativa e curiosidade.

O décimo disco continua a tradição da banda de nunca fazer nenhum trabalho parecido com o anterior. Ou melhor, o trabalho não pode ser parecido com nada que já surgiu no mundo da música.

Todas as 12 faixas do CD são regravações. O que poderia parecer uma estratégia de vendas na verdade se encaixa no conceito do álbum. Cada canção segue o arranjo original, nota a nota, com uma diferença: o Pato Fu usou apenas instrumentos de brinquedo.

Para completar a banda, foram convidadas as crianças Nina Takai e Matheus D’Alessandro para cantar em quase todas as músicas. Mariana Devin, João Lucas Ulhoa e André Ulhoa também tiveram participações pontuais.

Essa participação infantil acabou transformando o disco em um disco para crianças. Ou não.

O repertório escolhido é muito variado, e composto por canções que de certa forma já se tornaram clássicas no mundo da música popular.

Primavera, popular na voz de Tim Maia e Live and Let Die, de Paul McCartney foram as primeiras a serem divulgadas para o público em vídeos há alguns meses.

Love Me Tender, já tocada pelos patos com instrumentos de verdade, ganhou nova versão. A música de Elvis parece até uma canção de ninar.

Rock and Roll Lullaby, de B. J. Thomas e My Girl, de The Temptations são aquelas músicas que todo mundo no Brasil conhece mas não sabe quem gravou. O que é suficiente para fazer todos cantarem juntos.

As origens do rock brasileiro são representadas por versões de Roberto Carlos e Rita Lee na divertida Todos Estão Surdos e na fofíssima Ovelha Negra.

Os anos 80 marcam presença com Sonífera Ilha, dos Titãs, Ska, dos Paralamas e a baranguinha Pelo Interfone, de Ritchie.

Fernada volta a cantar em japonês em Twiggy Twiggy, do Pizzicato Five. O clima de brincadeira do disco é explicitado num diálogo da cantora com as crianças Nina e Matheus.

Ainda há espaço para Frevo Mulher, de Zé Ramalho, que parecia impossível de ser regravada por uma banda de rock.

Aliás, não se pode rotular Música de Brinquedo como um disco de rock. Nem pop. Nem infantil. Vai ser um álbum pra dar trabalho para os lojistas, que não saberão em qual prateleira colocá-lo à venda.

O Pato Fu, com quase 20 anos de carreira é uma das poucas bandas brasileiras que ainda consegue produzir discos relevantes. Criativa, original, e outras coisas difíceis de se ver por aí.

02 agosto 2010

Pequeno conto sobre a fita K7

 

- Mariana, você sabe o que é isto desenhado na minha camiseta?

Gregório Rockstar - K7

Mariana tem 10 anos. Ela não soube responder.