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28 setembro 2010

Lilica Lane

(ou quando Smallville encontrou Tiny Toon)

Lilica - Tiny Toon

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Será que eu sou o único a achar que a Lois Lane do seriado Smallville teve traços de personalidade baseados na Lilica, de Tiny Toon?

São mulheres feministas, tagarelas, com opiniões fortes e que se impõe, têm autoconfiança em excesso, acham que são invencíveis e formam um casal com o mocinho que se veste de azul e vermelho.

27 setembro 2010

A irresistível Lisztomania

Phoenix - Wolfgang Amadeus Phoenix O Phoenix é uma banda francesa que surgiu no fim dos anos 90, mas só recentemente passou a ser conhecida no lado de cá do Oceano Atlântico. Isso graças ao álbum Wolfgang Amadeus Phoenix, puxado pelo hit Lisztomania.

Embora traga referências a Mozart e Liszt, o Phoenix nada tem de música clássica. Na verdade, ele se enquadra nas tendências dançantes do indie rock do século 21.

E agora a canção Lisztomania virou um desses hits do Youtube.

Tudo começou quando o diretor de cinema John Hughes faleceu. Um grupo de americanos montou um clipe dessa música, como homenagem ao diretor, usando imagens do filme “O Clube dos Cinco”.

Ficou divertidíssimo, e o resultado pode ser visto AQUI.

Mas a história começou a ficar interessante quando um grupo de cariocas resolveu refilmar essas cenas e fazer seu próprio vídeo de Lisztomania.

Como o que é bom na internet costuma ser copiado, teve início o fenômeno de Lisztomaniação do mundo. E fãs de diversas partes do mundo passaram a produzir suas versões.

Parte do sucesso desses filmes é pelo motivo das cenas serem muito divertidas. Mas convenhamos: Lisztomania é uma canção irresistível. Não há como ficar parado ao ouví-la.

Surgiram versões do Brooklyn, San Francisco, Filipinas, Winnipeg, Amsterdã, Paris, Londres e não param de surgir novas. Vamos fazer uma?

P.S.: O Phoenix vem ao Brasil em novembro, pra tocar no Planeta Terra. Provavelmente, Lisztomania será uma das canções que mais irá balançar os presentes no festival. O único problema é que a banda terá que dividir minha atenção com o Passion Pit, que toca no mesmo horário.

19 setembro 2010

Soberano: Seis vezes São Paulo

São Paulo SoberanoSão Paulo, o soberano. O documentário que narra os 6 campeonatos brasileiros que o São Paulo conquistou estreou em 50 salas, a maioria no estado de São Paulo, naturalmente. O único cinema de Minas Gerais a reproduzir a produção fica em Poços de Caldas.

O objetivo do longa-metragem não é mostrar como foram as conquistas do time, e sim o que elas representam para os são-paulinos.

Não há um narrador. A história é contada por meio de reproduções de gravações de TV, depoimentos de torcedores e jogadores.

O que se vê é uma sucessão de histórias que mostram como o futebol é importante para determinadas pessoas. Há a garota que trocou o velório do avô por um clássico no Morumbi, o fanático que preferiu a final do campeonato à lua-de-mel com sua esposa, mas também histórias bonitas como o garoto que viu a superação do time como um exemplo que o ajudou a combater um câncer.

Outro destaque é a relação entre pais e filhos, e o futebol como um meio de aproximação. Pais que escolhem o time para os filhos, e filhos que torcem para o São Paulo mesmo com pais corinthianos, palmeirenses e santistas. Curioso que a maior parte dos espectadores no cinema eram pais acompanhados de seus filhos. Um processo de “evangelização” que começa desde cedo.

Mas me assusta o quanto as pessoas levam a sério o futebol. Eu gosto, torço, mas não consigo colocar o esporte em um lugar de tanto destaque na minha vida. Nem quero.

Soberano é um filme para fanáticos, que consegue arrancar lágrimas dos marmanjos mais apaixonados. Para o torcedor comum, são apenas 90 minutos em que você relembra bons momentos e fica se procurando no meio da torcida só pra ter o gostinho de falar que apareceu no filme.

P.S.: A única cena com um corinthiano é provalmente o momento mais engraçado do filme. Obviamente, não vou contar qual é para não estragar a surpresa.

16 setembro 2010

Trilogia Millennium, de Stieg Larrson

trilogia millenniumNa primeira vez que vi a trilogia Millennium numa livraria, não me interessei. As capas eram feias, e o nome, horrível. “Millennium” pra mim eram os produtos com pinta de hi-tech que eram vendidos antes da virada do milênio. Os livros também eram caros, e assim fiquei longe da série por um bom tempo.

Mas eis que a Companhia das Letras resolve relançar a coleção escrita pelo sueco Stieg Larrson com novas capas (essas bonitonas aí em cima) em uma “edição econômica”. E numa dessas promoções da Americanas.com resolvi arriscar e comprei a coleção completa.

E que surpresa agradável foi ler a série.

As duas personagens centrais são o jornalista Mikael Blomkvist, da revista Millennium, e a misteriosa hacker Lisbeth Salander, duas figuras politicamente incorretas, mas com alto nível de carisma. O leitor acaba aprovando as ações dos dois, por mais transgressoras que sejam.

A narrativa é ágil, com reviravoltas sem exageros. A trama envolvente, convincente e cativante.

Cada livro possui uma história independente, mas eles são sequenciais. No terceiro livro, A Rainha do Castelo de Ar, a história cresce tanto que Mikael e Lisbeth dividem a cena com diversas outras personagens. Acontecimentos aparentemente sem importância de um volume voltam à tona na edição seguinte e uma grande rede conspiratória se forma.

A trilogia completa já foi adaptada para o cinema, numa produção cult sueca. O primeiro filme, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, passou no Brasil sem muita repercussão. É um grande filme, com uma trama fiel à história original. Mas dificilmente os outros dois longa-metragens europeus estrearão por aqui. O motivo: a trilogia está sendo filmada novamente, agora em Hollywood.

Millennium é realmente uma série fantástica, mas minha birra com o nome permanece. O consolo é que esse nome não foi escolhido pelo autor. Stieg Larsson faleceu enquanto escrevia o quarto volume das aventuras de Salander e Blomkvist. Chamar a coleção de “Trilogia Millennium” foi uma decisão dos editores, posterior a esse incidente.

11 setembro 2010

Eu sou Ozzy

Eu sou Ozzy

Nunca fui fã do Ozzy Osbourne. Mas fiquei com muita vontade de ler a biografia do metaleiro mais famoso (e pop) do mundo. Matei a vontade.

Biografias costumam ser interessantes quando inspiram você a seguir os passos da pessoa que está sendo retratada. Um biografado costuma ser um exemplo. Mas Ozzy não é assim.

A não ser que encaremos tudo como a história de um garoro pobre, sem estudos que ganhou reconhecimento mundial e muito dinheiro. O sonho americano.

Mas a impressão que dá é que tudo aconteceu por um misto de talento inato e muita sorte. Ozzy é bom no que faz. Sempre esteve acompanhado por pessoas que se preocupavam com ele e que trabalhavam para seu sucesso. Com uma grande equipe, suas maiores preocupações eram quais drogas iria tomar e com quantas groupies ia se relacionar.

Não é uma história bonita. Há várias situações engraçadas, um humor politicamente incorreto. Mas também é uma história chocante, bizarra e por muitas vezes escatalógica.

Ele arrancou a cabeça de um morcego. Tudo bem que ele achou que era de borracha, mas em outra situação, quando ele arrancou a cabeça de uma pomba viva com os dentes, ele tinha noção do que estava fazendo.

Ou não tinha noção nenhuma.

A vida de Ozzy foi uma loucura em sua maior parte. É surpreendente que esteja vivo depois de anos de inconsequência e abuso de drogas, contados em detalhes no livro.

Mas o que importa é que Ozzy faz parte da história da música. À sua maneira.