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26 outubro 2010

Gontijo tenta enganar o consumidor

Gontijo

Hoje aconteceu uma situação em que fui tão desrespeitado que resolvi contar isso para o resto do mundo para tentar evitar que isso aconteça com outras pessoas no futuro.

Fui comprar uma passagem no guichê da Empresa Gontijo de Transportes, em São José dos Campos, e o balconista me informou que o preço era R$81,20.

Entreguei R$82,00, recebi a passagem e aguardei meu troco. Enquanto o troco não vinha, vi um papel grampeado junto à passagem, e questionei:

- O que é isso?

- É o seguro.

- Mas aqui está escrito que é facultativo.

- É facultativo sim, mas eu já incluí o preço dele quando falei o preço da passagem.

Eventualmente eu poderia adquirir o seguro, mas da maneira que ele foi “oferecido” seria um absurdo aceitá-lo. Eu já estava sem troco, e ainda tentaram me empurrar um seguro opcional! O balconista me devolveu R$3,00, que era o preço do tal seguro.

Fazendo as contas: 82,00 – 3,00 = 79,00. Olhei a passagem e o custo era de R$76,19.

Troco errado, falta de atenção ou simplesmente má fé? Peguei mais R$2,80, anotei o nome do balconista e fui embora.

E ainda ficaram me devendo 1 centavo!

25 outubro 2010

Atividade Paranormal 2

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Eu vivi o fenômeno “A Bruxa de Blair” em 1999. No auge da minha 8ª série, saí aterrorizado do cinema, depois de um filme caseiro que contou com uma campanha maciça na internet.

Dez Onze anos depois, Atividade Paranormal se tornou a grande surpresa um sucesso do cinema em 2009 2010, com méritos parecidos. Orçamento de poucos milhares milhões de dólares e lucro de centenas dezenas de milhões, insinuações de ameaças (que não aparecem), filmagem tremida e de baixa qualidade, caseira, e com justificativa para isso.

O filme começa interessante, até pelo conceito em que foi criado. Mas lá pela metade, a impressão é de que a história não vai dar em nada.

Até que começam algumas sequências que tiram berros da plateia.

Daniel Myrick e Eduardo Sánchez Tod Williams, diretores do filme, conseguiram conseguiu criar um filme tenso e assustador, sem a necessidade de uma trilha sonora forçada e barulhos sem sentido.

Acho que o filme ainda serviu como estímulo para aspirantes a cineastas. Eu mesmo tive a impressão de que eu seria capaz de criar aquilo tudo (por mais pretencioso que possa parecer). Embora isso seja sucesso uma vez a cada 10 anos 1 ano. Quem sabe eu consigo em 2019 2011?

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Atividade Paranormal 2 é mais do mesmo. Nem me dei ao trabalho de escrever algo, apenas republiquei o texto que fiz no começo do ano sobre o primeiro filme da série, com as devidas correções.

Lembra? http://blogregorio.blogspot.com/2010/01/atividade-paranormal.html

24 outubro 2010

Os 30 anos do Menino Maluquinho

30o aniversario do Menino Maluquinho - Google

Foi uma surpresa agradável abrir a página inicial do Google e encontrar um homenagem ao 30º aniversário do Menino Maluquinho.

O livro, mais velho que eu, talvez tenha sido o que mais li em minha vida. Me lembro de locá-lo na biblioteca diversas vezes, e cada releitura era sempre uma nova descoberta.

Também acompanhei os quadrinhos da personagem, que já foram muito populares tempos atrás.

Na última bienal do livro de São Paulo, tive a oportunidade de conhecer o Ziraldo. Enfrentei quase uma hora de fila pra tirar uma foto e conseguir um autógrafo num livro.

Foi um encontro estranho. Ziraldo estranhou o fato de um livro infantil ser dedicado a mim, com cara de velho barbado (embora estivesse usando uma camisa do Charlie Brown).

- Ziraldo, eu cresci lendo seus livros!

Ele riu, fez um desenho e escreveu “Viva o Gregório!”

Gregório e Ziraldo

Viva o Gregório que nada… Viva o Ziraldo!

Resident Evil 4

residentevil_4_poster-afterlife

Adaptações de videogames para o cinema tem tudo pra dar errado, e normalmente é isso que acontece. Resident Evil é uma exceção. Depois de uma trilogia de relativo sucesso, chegou a hora da série entrar na tecnologia 3D.

A tecnologia, é o principal atrativo do filme. Pela primeira vez desde Avatar, foi lançado um filme que vale a pena pagar mais para ver em 3D.

O enredo é meio chinfrim, mas não importa. O filme serve mais como uma tarde de entretenimento cheia de ação e zumbis. Muitos zumbis.

A história foge da trama do jogo, mas isso não é novidade na franquia. Talvez seja esse um dos motivos do sucesso.

Restam poucos cinemas passando o longa-metragem. Se não assistiu, corra. Resident Evil é um espetáculo visual em 3D e fora dos cinemas não terá o mesmo impacto. E se você perder talvez nunca mais tenha a oportunidade de vê-lo…

12 outubro 2010

SWU Music + Arts Festival

Itu foi tomada pelo festival Starts With You (SWU) no últimos dias. A cidade é conhecida por ter coisas grandes, e o SWU foi assim. Preço grande, filas grandes, problemas enormes de infraestrutura, longas caminhadas. E algumas das maiores bandas do Brasil e do mundo – o que fez o festival ter valido a pena.

P1000141Benvindo ao SWU

O primeiro dia teve como atração principal o Rage Against The Machine. Para uns 70% do público, mas não pra mim.

P1000144Tartarugas da mostra de arte sustentável

The Apples In Stereo tocaram no palco de bandas novas (apesar de seus quase 20 anos de carreira) tiveram a ingrata incumbência de disputar o público com Os Mutantes e Los Hermanos, duas das minhas bandas preferidas. Ainda assim, optei pela apresentação dos norte-americanos – que foi a melhor da noite.

P1000104 The Apples In Stereo

Vi só o comecinho d’Os Mutantes e o final do Los Hermanos. Mas foi o suficiente pra constatar que o grupo de Sérgio Dias perdeu muito com a saída de Arnaldo e Zélia Duncan e confirmar que os cariocas não tem mais a unidade de uma banda.

Com as decepções acima, o show do palco principal que mais me agradou foi o do Brothers of Brazil. A mistura de punk e bossa nova de Supla e João conseguiu surpreender boa parte do público.

P1000050Brothers of Brazil 

Ainda assisti o show inteiro da Mallu Magalhães que, conquistou os presentes com a fofurice de suas músicas, mas esbanjou insegurança.

P1000067Mallu Magalhães

Ainda vi um pouco de Superguidis, Black Drawing Chalks, Cidadão Instigado, Curumin & The Aipins, Infectious Grooves, Sobrado 112, The Mars Volta e Rage Against The Machine.

P1000079Cidadão Instigado 

O segundo dia do festival prometia mais, com atrações internacionais mais interessantes.

foto(1) Longa caminhada

Musicalmente, o dia começou com a surpreendente apresentação dos pernambucanos do Volver.

P1000149Volver

Passei por shows d’O Teatro Mágico, Jota Quest e Luisa Maita. Ainda à luz do dia e com cansaço acumlado do dia anterior fiquei boa parte do tempo sentado enquanto a multidão ainda era pequena.

P1000156 Não reparem na ausência de cabelos em determinadas regiões de minha cabeça 

Tulipa Ruiz levou muito gente para o palco de novas bandas. Eu, inclusive.

P1000158Tulipa Ruiz

Depois das bandas brasileiras, começou a série de shows da constelação de estrelas internacionais.

Conhecia apenas duas músicas do Sublime with Rome. Mas mesmo se não conhecesse, seria impossível ficar parado no animadíssimo show dos californianos.

Atravessei 50 mil pessoas para chegar na grade do show da Regina Spektor. Ainda assim, longe do palco, por causa da pista premium. Foi nesse show que me lembrei que o festival ainda tinha uma tenda de música eletrônica – pois o som estava tão alto que atrapalhava o show da cantora e pianista russa.

P1000171 Regina Spektor, o mais perto o possível, ainda assim longe

Hora da Joss Stone, num show dançante em que mesmo com o corpo cansado e dolorido, não fiquei parado. E eu ainda tinha que guardar energias para o grande finale. Mais uma vez estava lá na grade.

P1000174Joss Stone no telão

Quando a Dave Mathews Band subiu no palco, minha cabeça já estava pensando no Kings of Leon. Então o efeito de tempo psicológico foi horrível, e os minutos não passavam de jeito nenhum.

Finalmente, a banda que me convenceu a me deslocar para uma fazenda no meio do estado de São Paulo começou seu show. O Kings of Leon desfiou hits e ainda tocou duas músicas do novo disco. E assim terminou minha grande aventura no SWU, em Itu.

P1000178Kings of Leon

 DSC02967_cropA trupe joseense em Itu

Meu último dia das crianças

DSC02913

12 de outubro era uma data sempre aguardada, uma oportunidade de ganhar um presente entre meu aniversário e o Natal.

Quando fiz 12 anos, minha mãe disse que eu não era mais criança e por isso não ganharia mais presentes nessa data.

Eu duvidei. Até que chegou  dia das crianças e realmente não ganhei nada. Foi o dia em que virei um adolescente.

Anos depois, passei a ser um adulto.

No entanto, até hoje minhas visitas às lojas de brinquedo me deixam com vontade de comprar tudo pra mim… Quem sabe eu não me dou um presente hoje?

07 outubro 2010

O Hurley do Weezer

Weezer - Hurley

Essa imagem ao lado não é uma simples foto do ator Hugo Reyes, o Hurley da série Lost. É a capa do disco mais recente do Weezer, que leva o nome da personagem.

Desde 2008, a banda lança um álbum por ano. Mas parece que a maioria dos fãs continua esperando o Weezer do século passado, que gravou o clássico Pinkerton.

Eu não. Gosto de ver as bandas evoluindo, trazendo novas sonoridades ao seu trabalho e gravando canções diferentes.

Mas embora o Weezer faça muitas experimentações em cada disco, as melhores canções acabam sendo as que mais se assemelham ao som do início de carreira.

Ainda assim, costumam ser discos muito bons. Não entram na lista de melhores do ano, mas divertem por um instante.

Repleto de guitarras distorcidas, bateria marcante e melodias assobiáveis, Hurley é uma pequena festa, boa do início ao fim, mas dá uma amnésia no dia seguinte.

A aproximação do mundo nerd pop não para em Lost. Michael Cera (Superbad, Juno, Scot Pilgrim) participa de uma canção. O primeiro single teve clipe com cenas do próximo filme da série Jackass e fez parte de uam versão de Guitar Hero.

A edição deluxe traz 4 faixas bônus. Três boas, mas uma delas, absolutamente dispensável: Viva La Vida, do Coldplay, numa versão bem fraca.

Mas pelos covers de MGMT e Lady Gaga que tem tocado nos shows, o Weezer mostra que quer mais é se divertir. Que os fãs se divirtam juntos. E quando cansarem, ano que vem tem álbum novo. Sem problemas se for mais do mesmo.

01 outubro 2010

Para ler antes das eleições: Mafalda

Toda Mafalda

Não quero mudar seu voto, independentemente dos candidatos em que você vai votar.

Na verdade eu posso até querer… Mas o objetivo do texto não é esse.

A dois dias das eleições, o que quero é sugerir uma leitura que pode ajudá-lo a refletir sobre as escolhas que faremos para o nosso país. Trata-se do livro Toda Mafalda, do argentino Quino.

Mafalda é uma personagem de tiras em quadrinhos que foi publicada de 1964 a 1973. Apesar de seus quase 40 anos, é muito atual.

As histórias de Mafalda discutem democracia, capitalismo, e o quanto o “mundo dos adultos” não faz sentido. É como se fosse um Calvin politizado, com uma turma de amigos estranhos como o Charlie Brown.

O que torna Mafalda ainda mais interessante para os brasileiros é o fato da personagem ser argentina. Rivalidades bestas entre países à parte, temos em comum o fato de sermos países em desenvolvimento (desde aquela época).

Por meio dessa identificação com o leitor, é possível que a pequena Mafalda incite reflexões sobre o que realmente importa para o futuro do país. E sobre qual é o papel de cada um nessa história.

Finalmente, ler tirinhas da Mafalda nos jornais é muito mais divertido que acompanhar as manchetes repletas de escândalos e corrupção que preenchem as páginas das publicações. Fica a dica.