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27 dezembro 2010

Os 5 melhores filmes de 2010

Toy-Story-3-Poster-Internacional Toy Story 3

Foi a grande surpresa do ano. Tradicionalmente, sequências não superam o original. Toy Story 2, por exemplo, foi mediano perto do revolucionário primeiro filme da série. A Pixar apresentou ao mundo uma bela história, feita para quem era criança na época do lançamento do Toy Story original, para as crianças de hoje e pra quem nunca deixou de ser criança. Torço para que ganhe o Oscar de melhor filme.

A_Origem-Poster_327x480 A Origem

Uma história que à primeira vista aparenta ser inverossímel é apresentada de forma tão coerente que incita reflexão. É um filme para ser revisto várias e várias vezes, e sempre redescoberto.

KickAssPoster Kick-Ass

Uma crônica sobre como seriam os super-heróis, sem superpoderes, no mundo conectado à web. Baseado na HQ hiperviolenta de Mark Millar, igualmente recomendada.

Tropa-de-Elite-2_poster_1 Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro

Filme brasileiro impecável, de padrão internacional. O único ponto baixo é o nome: “Tropa de Elite” entrou no título apenas por fins comerciais, uma vez que o BOPE é mero coadjuvante na história. E o dispensável subtítulo “O inimigo agora é outro” está na lista dos piores do todos os tempos.

Scott-Pilgrim-contra-o-Mundo Scott Pilgrim contra o mundo

Um dos filmes mais incompreendidos da história. O público-alvo, os fãs de rock, HQ e videogame com mais de 25 anos, não é tão representativo em termos de bilheteria, o que fez com que o filme fosse um fracasso de bilheteria no mundo todo. Uma pena.

26 dezembro 2010

Os 5 melhores discos internacionais de 2010

Ouvi muito mais música estrangeira nesse ano, o que implicou numa dificuldade tremenda para fechar essa lista. Belle and Sebastian e Arcade Fire, com discos impecáveis, garantiram seus lugares no dia de lançamento dos seus álbuns – as outras bandas tiveram que brigar pelas vagas na minha playlist no decorrer no ano.

Belle and Sebastian -Write About LoveBelle and Sebastian – Write About Love

Depois de 4 anos sem um disco de inéditas, os escoceses presentearam os fãs novos e antigos com um disco conceitualmente irregularm mas detentor das melhores canções do ano.

Arcade Fire - The SuburbsArcade Fire – The Suburbs

Onipresente nas listas de melhores do ano, o Arcade Fire tornou seu som mais acessível e gravou uma obra-prima que daqui a 10 anos vai ser citada como um dos melhores da década.

MGMT - CongratulationsMGMT – Congratulations

Menos refrões, mais experimentação. Disco conceitual pra ser ouvido da primeira à última música.

354_sheandhim_digipak.inddShe & Him – Volume Two

Zooey Deschanel se destaca como a musa indie do ano e junto com Mark Ward lança o disco mais fofo dos últimos tempos.

of Montreal - False Priestof Montreal- False Priest

Músicas grudentas recheadas de maluquices e irreverência. Cômico, dancante e pop. Kevin Barnes é a Lady Gaga do indie.

Leia também: Os 5 melhores discos nacionais de 2010

21 dezembro 2010

Os 5 melhores discos nacionais de 2010

A cada dia descubro um artista nacional diferente, e é usual me surpreenderem positivamente. Das 5 bandas aqui listadas, 2 eu sequer sabia que existiam um ano atrás. Já vi todos os músicos citados ao vivo, e recomendo. Mas antes de ir aos shows, é interessante que você conheça os 5 melhores discos nacionais de 2010!

Cérebro Eletrônico - Capa Cérebro Eletrônico – Deus e o Diabo no Liquidificador

Tropicalismo, bom humor, psicodelia. Como se fosse uma versão dos Mutantes, adaptado para o século XXI. Indecente sem ser vulgar, contemporâneo sem perder a poesia.

capa Pata de Elefante – Na cidade

Trio instrumental. Sem palavras, conseguem despertar emoção no ouvinte. Música pra ouvir em casa, no carro, num piquenique - e principalmente num show ao vivo.

Garotas Suecas - Escaldante Banda (American Dust Records, 2010)

Garotas Suecas – Escaldante Banda

Pra roqueiros que sentiam falta de música pra dançar. Psicodelia e suingue setentista com uma roupagem moderna.

Pato Fu - Música de brinquedoPato Fu – Música de brinquedo

Inovador, todo gravado com instrumentos de brinquedo ou miniaturas. Não foi feito pra crianças, mas elas também gostaram. E mais: toda a parafernália acompanha a banda num dos shows mais disputados do ano.

Beeshop - The Rise and Fall of Beeshop Beeshop – The Rise And Fall Of Beeshop

Lucas Silveira, vocalista do Fresno, surpreende num trabalho solo que passa por música pop, rock, indie, cabaret, folk e até um pouquinho de emocore.

Leia também: Os 5 melhores discos internacionais de 2010

20 dezembro 2010

Shakira: o pop, o rock e o The xx

(ou quase isso)

front

Não escondo que há 14 anos, a Shakira era uma das minhas cantoras favoritas. Não escondo também minha decepção desde o começo desse século, quando ela se aproximou do estilo das estrelas pop norte-americanas, começou a cantar em inglês, e abandonou as baladas pop e os rockzinhos do começo de carreira.

No entanto, ao ler as primeiras críticas que saíram sobre seu lançamento mais recente, Sale El Sol, que apontavam uma volta às origens, resolvi dar uma nova chance à colombiana. Confesso, fiquei surpreso com o resultado. É o melhor disco dela em 10 anos.

Se você está ligado nas rádios, provavelmente já ouviu o single Loca, e a canção tema da Copa do Mundo, Waka Waka (incluída como bônus track). E se ouviu, não percebeu difereça nenhuma em relação às músicas que Shakira gravou nos últimos anos – porque não há mesmo.

A música que abre o disco, Sale El Sol, lembra as primeiras gravações da cantora, na época em que ela era legal e eu não tinha vergonha de dizer que gostava. O mesmo se pode dizer de Antes de Las Seis, Lo que más, e a fofa Mariposas. Ou seja, há pelo menos 4 boas músicas.

Os ritmos latinos se mostram fortes em Loca, Rabiosa e Gordita. Nessas músicas, Shakira é a cantora rebolativa que conquistou todo o prestígio pop internacional que detém – mas que eu particularmente não gosto.

No entanto, o ponto alto do álbum é quando o lado indie rock de Shakira se evidencia. Parece estranho, mas é verdade. Desde junho desse ano, corre na web um vídeo dela cantando Islands, do The xx, no festival Glastonbury. Convenhamos, eles são os queridinhos do rock alternativo contemporâneo (ou seria o Arcade Fire?). E, felizmente, a canção foi gravada em estúdio e incluída no álbum.

A versão de Islands cantada por Shakira perdeu um pouco da melancolia e se tornou mais acessível para os fãs de música pop. E acreditem, ficou muito boa. A colombiana provou que consegue ser sexy sem precisar rebolar e mostrou ao mundo que ainda tem um pouco de rock no sangue.

Usualmente, os discos das cantoras de música pop tem 2 ou 3 boas músicas e mais uma penca de canções descartáveis. É assim com Katy Perry, Christina Aguilera, Pink, Britney Spears. Sale el Sol não chega a ser um álbum 100% interessante, mas foge da regra: tem mais pontos altos que baixos e vale uma audição atenta.

17 dezembro 2010

A Rede Social

Os trailers do filme A Rede Social ficaram entre os melhores do ano. Perderam só para o do Lanterna Verde, mas sou suspeito pra falar de super heróis (gosto dos filmes antes mesmo de assisti-los).

Com alto nível de expectativa, fui ao cinema para ver como adaptaram a história da criação do Facebook. O problema é que uma expectativa alta também pode acentuar a decepção.

The Social Network - A rede social

O filme é bom. Acima da média, mas não é excepcional. O fato de eu já ter lido bastante sobre os primórdios do Facebook serviu como um fator negativo – não havia surpresas. As personagens não tem carisma suficiente para que você se identifique. Os mocinhos são meio manés. Os anti-heróis são maus, e não é legar ser mau.

O filme acaba servindo para que o público (e os usuários do Facebook) julguem o programador bilionário Mark Zuckerberg, mesmo que sua história seja apresentada de uma forma esterotipada e que a liberdade criativa do diretor não permita identifcar o que é fato e o que é invenção.

Obviamente, ele é um gênio da computação, tem talento e (muitos) méritos. Mas suas atitudes não são aquilo que queremos tomar como exemplo. Talvez a história do bilionário mais jovem do mundo não fosse assim tão interessante.

Me parece exagero apontar o filme como um dos favoritos ao Oscar. Deve abocanhar alguns prêmios, mas a Academia não costuma ser justa mesmo…

15 dezembro 2010

Os melhores discos de 2009 (em 2010)

(ou a lista de injustiçados do ano passado)

Ano passado soltei duas listas: “Os 5 melhores discos internacionais de 2009” e “Os 5 melhores discos nacionais de 2009”. Se o ano tivesse se extendido mais um pouquinho, essas listas seriam diferentes. O motivo: dois grandes discos do ano passado que só fui conhecer esse ano.

Cristalina, da pernambucana Lulina, entraria fácil na lista de melhores discos nacionais. Reunindo as principais faixas dos 9 discos caseiros da cantora com um trabalho de estúdio mais elaborado (e o som mais “cristalino”). Melodias fofas, com temas que variam de extraterrestres, número 13, hora de dormir e gírias paulistanas a relacionamentos frustados.

Marcado pelo bom humor, o álbum de Lulina traz 18 faixas e serve como uma espécie de revisão da carreira da cantora que ainda está no undergroud, mas apresentou seu cartão de visitas para o mundo.

Lulina - Cristalina

Na lista de melhores discos internacionais, o The xx teria seu lugar garantido com o disco xx. As melodias silenciosas e absurdamente sexies soam como veludo para os ouvidos e são uma ótima trilha sonora para romances. A banda ganhou inúmeros prêmios e curiosamente, já teve músicas cantadas pela Shakira e pelo Gorillaz.

E esse é apenas o primeiro disco deles!The xx - xx

Quando digo que gostaria de inserir esses discos nas minhas listas do ano passado, é a pura verdade. De acordo com as estatísticas do Last.fm, eles foram o 2º e 3º álbuns que mais ouvi em 2010.

O importante é que os descobria tempo de ouvi-los. e se você ainda nunca ouviu esses discos, não perca tempo e faça isso logo!

07 dezembro 2010

O (quase) fim de Harry Potter no cinema

 harry_potter_and_the_deathly_hallows___hermione-t2 Harry Potter chegou ao sétimo filme como a franquia mais lucrativa da história do cinema. Como a saga se encerrou no sétimo livro, parecia impossível extender a série um pouco mais. Então alguém teve a ideia de dividir o último filme em duas partes.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 estreou com a usual expectativa de milhares de fãs no mundo inteiro, com direito a sessões às 00:01 e mobilizações por todo o globo. A divisão da história privilegia esses fãs – que provavelmente compõe a minoria dos espectadores.

São duas horas e meia para metade de um livro. Isso permitiu que inúmeros detalhes do livro pudessem ser incluídos, mas por outro lado deixou a narrativa num ritmo consideravelmente mais lento que o restante da série.

Se por um lado os mais fanáticos ficam fervorosos com a riqueza de detalhes da adaptação, os espectadores casuais, que vão ao cinema apenas para aproveitar um bom filme podem sair insatisfeitos.

E de repente, a história termina. Sem uma grande batalha ou grande clímax. Quem leu os livros sabe o que os espera, mas para o resto do público fica a sensação de vazio.

Harry Potter e as Relíquias da Morte não precisava ser dividido, embora uma versão extendida do longa-metragem em vídeo seria muito bem aceita. De qualquer forma, para fãs do bruxinho há mais de 10 anos (como eu) é sempre bom ter boas novidades envolvendo a personagem. Ano que vem nos vemos novamente nos cinemas!

05 dezembro 2010

Jogos Mortais VII

Jogos Mortais 3D

Há tempos já tinha perdido a esperança de ver bons filmes na série Jogos Mortais. Tanto é que desisti de acompanhar os filmes e nem vi o sexto episódio.

No entanto, o sétimo filme da saga parecia contar com novas premissas interessantes, e achei que valia a pena dar o braço a torcer. Anunciaram que o filme teria os tais jogos em ambientes públicos e seria lançado em 3D. Mas isso acabou só aumentando o tamanho da decepção.

As mortes em público acontecem só na primeira cena, que praticamente não tem relação com o resto do filme. E o 3D é dos mais picaretas – se resume a algumas tripinhas e gotículas de sangue voando na tela.

Me recuso a falar da história. Os roteiristas já tinham perdido a mão 3 filmes atrás e Jogos Mortais VII não melhorou sua situação.

Ano que vem tem mais. Você ainda tem esperança de que o próximo filme seja bom? Eu não. Mas algo me diz que eventualmente eu vou acabar pagando pra ver essa porcaria mais uma vez…