boo-box

18 dezembro 2011

Gato de Botas

Puss in Boots - Gato de Botas

Depois das decepções dos últimos filmes do Shrek, minha expectativa para o filme do Gato de Botas era praticamente nula. Isso acabou sendo um fator positivo, pois qualquer coisa minimamente boa já faria com que eu achasse o filme melhor do que esperava.

Mas o Gato de Botas não decepciona, e surpreende. A história é completamente independente da cronologia do Shrek – o reino de Tão Tão Distante sequer é citado. Com liberdade para explorar um mundo totalmente novo, os roteiristas do filme acabaram criando uma história interessante, e que se sustenta.

Repleto de referências à fábulas e com pitadas de humor politicamente incorreto, o longa metragem tem uma trama consistente, de fácil entendimento pra crianças, e com final feliz – mesmo que à duras penas para as personagens.

A aposta da Dreamworks dessa vez foi acertada e, naturalmente, o filme irá render muito dinheiro. Fica a torcida para que não criem novas sequências que acabem estragando a história.

Operação Presente

Operação Presente

Todo fim de ano, os cinemas recebem inúmeros filmes natalinos. Mesmo recheados de clichês, costuma ter públicos significativos – é o espírito de Natal.

O longa mais interessante desse ano (ou o único que conseguiu me atrair até o cinema para assistí-lo) foi o Operação Presente, do estúdio Aardman, responsável por bons filmes como A Fuga das Galinhas e Wallace & Gromit.

Logo no começo do filme, uma cartinha de uma criança questiona a existência do Papai Noel, cheia de dúvidas que todas as crianças algum dia tem na vida, mas também com indagações com background científico: se o Papai Noel se move tão rápido, porque ele não pega fogo na atmosfera?

A partir daí, toda a operação do Papai Noel é detalhada, e o uso consistente da tecnologia responde a cada pergunta das crianças e deixa tudo verossímel. Não vale a pena se esticar mais na história para não estragar a surpresa de quem for ao cinema.

O objetivo do filme é, naturalmente, passar uma mensagem positiva sobre o Natal. Ainda assim a trama foge de clichês e, embora tenha um final previsível desde o começo, consegue envolver o espectador e divertí-lo durante os 80 minutos do longa metragem.

Não chega a ser um filme imperdível, mas é um bom programa pra fazer com as crianças que estão de férias. Ou, se não tiver ninguém com menos de 1 metro e meio pra levar, pra você mesmo ir passar um pouco do seu tempo livre acompanhando uma boa história.

17 dezembro 2011

O pop e o rock na China

Na minha recente visita à China, tentei pesquisar sobre rock chinês pra, quem sabe, ir a um show em Pequim. Mas pelo que consegui encontrar, parece que o rock and roll não é um gênero muito popular por lá.

Nos momentos em que ficava no hotel, costumava deixar a televisão ligada, por mais que eu não entendesse nada do que estivessem falando. E os canais disponíveis não eram tão atraentes – CCTV 1, CCTV 2, CCTV 3, até o 11 ou 12. Tinha também a BTV 1, 2 etc. Todos canais controlados pelo governo. Mas tinha também a MTV China, que pra mim ficava sintonizada o tempo todo.

A programação era bem repetitiva. Dava impressão que a programação era igual em todos os dias, e os clipes eram sempre os mesmos.

miss A AClass4

A MTV China tá sofrendo uma invasão de girl bands, mais ou menos como era no ocidente na época das Spice Girls. E dessas bandas de meninas, a mais popular é a miss A, que conta com duas coreanas e duas chinesas. Vários clipes das garotas eram trasmitidos a todo momento. As músicas costuma ter uma frase em inglês, normalmente no refrão, e todo o resto é cantado em chinês (ou outro idioma que não conheço nem sei identificar). As coreografias podem parecer nonsense pra quem vive do lado de cá do planeta, mas eu imagino que os chineses devem achar essas dancinhas interessantes.

O cantor que mais aparecia era o 周杰倫, que descobri mais tarde que ele também atende pelo nome de Jay Chou. Ele é natural de Taiwan. Com um clipe meio toscão de um marinheiro, parece que ele conquistou o público asiático. O disco do cantor tem músicas com pegada rock, outras mais pop, R&B e até umas baladas meio brega-românticas.

A presença ocidental mais marcante (e surpreendente) é a fenômeno da internet Lana Del Rey. O mais curioso é que ela ficou famosa por seus vídeos no Youtube, e na China o Youtube é bloqueado.

Fora a onipresente Lana Del Rey, vi um único programa com bandas ocidentais. Era um top 10 apresentado pelo My Chemical Romance, onde eles falaram sobre seus clipes favoritos. Além de um clipe da própria banda, teve Radiohead, Sonic Youth, Pavement, Smashing Pumpkins, Nirvana, entre outros.

E claro, antes de voltar para o Brasil, tive que incrementar meu acervo com uns novos discos. Agora Jay Chou e miss A fazem parte da minha coleção.

30 novembro 2011

Foo Fighters nos dois dias do Lollapalooza

Ano que vem acontece a primeira edição do festival Lollapalooza no Brasil, após 20 anos nos Estados Unidos e 1 no Chile. A principal atração do evento é o Foo Fighters, banda de rock mais importante do mundo em 2011, na minha humilde opinião.

P1010082

Começou a rolar um burburinho no Facebook e no Twitter falando que a banda poderia tocar nos dois dias do festival (que acontece em 7 e 8 de abril de 2012). Nada confirmado pela organização do evento até o momento. Na segunda-feira, dia 5, a programação oficial será divulgada e os ingressos passarão a ser vendidos. Até lá, temos só um listão com todas as atrações do evento, sem divisão por dias e horários.

A julgar pela procura por ingressos na pré-venda, tudo indica que o festival terá suas entradas esgotadas rapidamente. Dessa forma, não há necessidade de se colocar uma banda como chamariz nos dois dias do festival – já que independentemente dos Foo Fighters tocarem, todos os ingressos serão vendidos mesmo.

Foo Fighters - Wasting Light

No entanto, se eu fosse o curador do evento, escalaria a banda para, sim, tocar em ambos os dias do evento. Mas de uma maneira diferente.

O Foo Fighters seria a última banda a tocar, no último dia do evento, com um prometido show de duas horas e meia. Isso é mais do que esperado e tem tudo pra ser um dos shows do ano no Brasil – mesmo sem saber quem mais vai tocar por aqui ano que vem.

Mas antes disso, acho que seria muito legal se a banda fosse a primeira a tocar no primeiro dia. Só que tem que ser um show surpresa, anunciado só 5 minutos antes do início. Imagine só: Foo Fighters tocando às 11 da manhã, num palco pequeno (ou um reprodução de uma garagem, por que não?), pra umas 150 pessoas que saíram de casa mais cedo e de repente se depararam com a banda tocando pra um público bem pequeno. Seria fantástico pra quem estivesse presente, não? Quem não chegasse a tempo (os outros 70 mil pagantes) poderiam ficar um pouco chateados, mas até isso contribuiria para o show se tornasse lendário.

23 novembro 2011

A quase decepção de Star Fox 64 3D

Sempre fui nintendista. Uma das razões é a jogabilidade dos sistemas da Nintendo, que sempre me agradou mais que os concorrentes e outra é a imensa gama de franquias exclusivas. Mario é o personagem mais icônico da empresa (e é o protagonista de praticamente metade dos jogos que tenho), mas há outras séries importantes como Zelda, Pokémon e Star Fox.

Sempre ignorei a saga espacial de Fox McCloud e companhia. Pelo menos até o mês passado.

O Nintendo 3DS foi muito fraco em lançamentos nos seus primeiros meses. E quando resolvi comprar mais um jogo para minha coleção, acabei escolhendo o Star Fox 64 3D, um remake do jogo do Nintendo 64.

Há duas diferenças significativas em relação ao jogo original: os gráficos agora são em 3D (sem óculos, como todos os jogos de Nintendo 3DS) e o controle pode ser feito movimentando o console.

Fui jogando todo empolgado, até que cheguei em um chefão de fase. Morri umas duas vezes e matei o tal macacão. Achando que teria mais fases, me surpreendi quando vi os créditos finais. Em cerca de duas horas, zerei o jogo.

Aí veio a frustração: um jogo tão legal, e tão curto… (e tão caro!)

Mas nem tudo estava perdido, e fui explorar o multiplayer. Descobri então a diversão infinita. Um dos fatores mais divertidos é ver o rosto do seu oponente em tempo real (filmado pela câmera do 3DS).

Se você não tiver amigos por perto, dá pra jogar contra o computador (infelizmente, não há modo inline). No nível “normal” tô apanhando à beça, e ainda tem os níveis “hard” e “expert” depois. Até que eu fique bom, ainda vai dar pra jogar bastante.

Desde o primeiro jogo, de 1993, essa foi a primeira vez que dei a devida atenção à Star Fox. E gostei. Recomendo fortemente. E se você tiver um Nintendo 3DS, está convidado para uma disputa!

26 outubro 2011

Atividade Paranormal 3

Quando assisti o segundo filme da série Atividade Paranormal, ao invés de escrever sobre ele eu simplesmente copiei o meu texto sobre o primeiro filme.

Pra quem não lembra, os textos podem ser lidos nos links abaixo:

Atividade Paranormal

Atividade Paranormal 2

Fui assistir Atividade Paranormal 3 preparado pra copiar essa resenha mais uma vez. Felizmente, dessa vez a fórmula do filme mudou um pouco.

Atividade Paranormal 3

Mas só um pouco. A maior parte do filme continua naquele clima de tensão silencioso, com vários sustos provenientes de portas batendo ou de mudanças repentinas de câmera.

No entanto, esse é o mais assustador dos filmes da série. A plateia no cinema reagia muitas vezes com gritos onde era perceptível o medo do espectador (e algumas vezes eram só uns palhaços mesmo).

Atividade Paranormal 3 é provavelmente o melhor filme da série. Vá ao cinema sem medo – que o medo vai te encontrar lá dentro da sala.

22 setembro 2011

Galeria de Mestres

Mestre YodaMestre Yoda (Star Wars)

Mestre dos MagosMestre dos Magos (Caverna do Dragão)

 Mestre Splinter

Mestre Splinter (As Tartarugas Ninjas)

Mestre Kame

Mestre Kame (Dragon Ball)

Mestre Sete Anões

Mestre (Branca de Neve e os Sete Anões)

Mestre AnciãoMestre Ancião (Cavaleiros do Zodíaco)

Captura de tela inteira 22092011 165218Mestre Gregório (ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica)

10 setembro 2011

Filmes muito loucos

Louco
Eu não consigo entender a dificuldade que os tradutores de nomes de filmes tem pra batizar as versões nacionais dos longa-metragens de Holywood. E o que mais me deixa incomodado é que nem criatividade eles tem: as mudanças basicamente se resumem a colocar um “louco” no título.

Não sei se comercialmente é mais interessante um nome do filme com esse adjetivo. Particularmente, me dá vergonha ir ao cinema pra ver esses filmes muito loucos.

Pra ter uma noção do tamanho desse problema cultural brasileiro, resolvi listar a maior quantidade o possível de filmes com “louco” ou “louca” no título. A lista aceita contribuições e você a confere na sequência, com os nomes originais entre parênteses.

1941 - Uma Guerra Muito Louca (1941)
A Gaiola das Loucas (The Birdcage)
A Loucas Aventuras de James West (Wild Wild West)
A Sauna das Loucas (The Ritz)
A Volta ao Mundo em 80 Dias - Uma Aposta Muito Louca (Around the World in Eighty Days)
Baladas, Rachas e um Louco de Kilt (The 51st State)
Cegos, Surdos e Loucos (See no Evil, Hear no Evil)
Cruzeiro das Loucas (Boat Trip)
De Médico e Louco Todo Mundo Tem Um Pouco (The Dream Team)
Deu a Louca em Hollywood (Epic Movie)
Deu a Louca na Chapeuzinho (Hoodwinked)
Deu a Louca na Chapeuzinho 2 (Hoodwinked Too! Hood vs. Evil)
Deu a Louca na Cinderela (Happily N´Ever After)
Deu a Louca nos Astros (State and Main)
Deu a Louca nos Bichos (Furry Vengeance)
Deu a Louca nos Monstros (The Monster Squad)
Dez Mandamentos Muito Loucos! (The Ten)
Footloose - Ritmo Louco (Footloose)
Heróis Muito Loucos (Mystery Men)
Hot Rod - Loucos Sobre Rodas (Hot Rod)
Jovens, Loucos & Rebeldes (Dazed and Confused)
Jovens, Loucos & Rebeldes 2 (Dazed and Confused 2)
Kingpin - Estes Loucos Reis do Boliche (Kingpin)
Louca Escapada (The Sugarland Express)
Louca Obsessão (Misery)
Loucademia de Polícia (Police Academy)
Loucas por Amor, Viciadas em Dinheiro (Mad Money)
Louco Por Elas (A Guy Thing)
Louco por Sexo (Sexual Predator)
Louco por Você (Down To You)
Loucos de Amor (Mozart and the Whale)
Loucos de Amor (She`s So Lovely)
Loucos por ela (I Want Candy)
Madrugada Muito Louca (Harold & Kumar Go to White Castle)
Madrugada Muito Louca 2 (Harold & Kumar Escape From Guantanamo Bay)
Madrugada Muito Louca 3 (A Very Harold & Kumar Christmas)
Matinee - Uma Sessão Muito louca (Matinee)
O Louco Amor de Yves Saint-Laurent (L´amour fou)
Sexta-feira Muito Louca (Freaky Friday)
Tá Todo Mundo Louco (Rat Race)
Um Funeral Muito Louco (Eulogy)
Um Louco Apaixonado (How to Lose Friends and Alienate People)
Um Natal Muito, Muito Louco (Christmas with the Kranks)
Um Time Muito Louco (Major League)

18 agosto 2011

Dom Casmurro e os discos voadores

Passei 27 anos da minha vida sem ler o livro Dom Casmurro. Mas foi só colocarem alienígenas e andróides no meio da história que fiquei atraído pela trama. O livro Dom Casmurro e os discos voadores tem sua autoria creditada a Machado de Assis e Lúcio Manfredi. Parece estranho, e na verdade é um pouquinho.

dom-casmurro-e-os-discos-voadores

A história da paixa entre Bentinho e Capitu é conhecida por todos que prestaram o mínimo de atenção nas aulas de literatura e também por quem sabe um pouquinho de cultura geral – mesmo que não tenha lido o livro.

A obra completa de Machado de Assis é de domínio público. Você pode até baixar nesse site e ler tudo em seu PC ou tablet, legalmente e gratuitamente. E se é de domínio público, você também pode fazer o que bem entender com ela.

Aí entra o Lúcio Manfredi. O escritor e roteirista reescreveu a história clássica de Dom Casmurro, adicionando elementos ditos “fantásticos”, tais como discos voadores, extraterrestres e andróides.

O livro pode desagradar aos mais conservadores, mas fato é que o resultado final ficou muito bom. As alterações na história começam de forma sutil e a trama vai crescendo até se tornar algo completamente novo.

No fim das contas, o livro ainda cumpriu um papel pedagógico: fiquei com vontade de ler a versão original de Dom Casmurro.

Fica até difícil imaginar como é que esse romance funcionou sem ter ETs no meio.

13 agosto 2011

Lanterna Verde, finalmente nos cinemas

Ultimamente tenho escrito pouco aqui no blog, e assim é natural que as visitas caiam. No entanto, não foi isso que aconteceu nesse mês. De repente, o blog começou a ter picos de acesso, e fui investigar o motivo.

E a culpa é do Lanterna Verde!

Não escondo que o gladiador esmeralda é um de meus heróis favoritos, e que a minha expectativa pelo filme que estreia na próxima sexta-feira é altíssima. Eu disse isso no blog há pouco menos de 3 anos.

Lanterna Verde Símbolo 2008

E agora boa parte das pessoas que estão buscando pelo símbolo do lanterna verde no Google estão caindo nessa antiga postagem do blog. Como o filme do herói estreia no dia 19 de agosto, a procura está só aumentando.

P.S.: o filme da Liga da Justiça que citei em 2008 chegou a entrar em pré-produção, mas está suspenso por tempo indeterminado.

Capitão América – O Primeiro Vingador

capitao-america-o-primeiro-vingador-1024x768Após o sucesso das franquias X-Men e Homem-Aranha (cujos direitos para o cinema são da Fox e Sony, respectivamente) a Marvel resolveu investir de verdade em seus super heróis no cinema e até criou um estúdio próprio para tomar conta de suas criações, o Marvel Studios.

Os filmes lançados a partir daí passaram a ter elos uns com os outros, para que tudo culminasse num filme do super grupo Vingadores, reunindo os maiores heróis da editora. Homem de Ferro, Hulk, Thor e, finalmente, o Capitão América.

Enquanto os filmes do Homem de Ferro surpreendentemente tiveram um sucesso avassalador, Hulk e Thor ganharam filmes razoáveis. O maior desafio, no entanto, ficou para o final: fazer com que um filme do Capitão América seja popular fora da América do Norte. O herói tem como uniforme uma bandeira dos Estados Unidos, e o anti-americanismo está em alta no mundo. Há países em que o título do filme foi apenas “O Primeiro Vingador”.

O resultado, no entanto, foi satisfatório. O Capitão América do filme é realmente um patriota, mas isso não é um problema. Por ser situado na Segunda Guerra Mundial, fica mais fácil dizer que o lado bonzinho é o dos Estados Unidos, e o filme não tenta convencer a plateia de que os Estados Unidos são melhores que o resto do mundo.

O filme do Capitão América é bom, mas não chega a ser revolucionário. O longa metragem não se parece com um filme de guerra. Nem com um de super herói. Fica no meio termo, o que acaba dando a história uma personalidade própria. Não agride os fãs xiitas dos quadrinhos é é de fácil entendimento para qualquer pessoa que não tenha um conhecimento prévio da personagem.

Depois dos créditos, há um teaser trailer do filme dos Vingadores, a aposta mais ousada da Marvel Studios. Fica a expectativa por mais um grande filme baseado em histórias em quadrinhos.

30 julho 2011

SWU versus FIQ

A rica programação cultural do segundo semestre de 2011 acabou criando um conflito. O SWU Music + Arts Festival, em Paulínia, vai acontecer na mesma época que o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ), ambos aproveitando o feriado de 15 de novembro. Como eu não consigo estar em dois lugares ao mesmo tempo, vou ter que escolher um dos dois.

swu-2011logo-fiq

 

A programação de ambos os festivais ainda não está fechada, mas pelas atrações confirmadas já dá pra ter uma noção do que que vai ter. Montei assim alguns duelos pra me ajudar a concluir em qual evento é mais interessante comparecer.

Black Eyed Peas BEP SHOOT mauricio-de-sousa-bienal2-369

Black Eyed Peas x Maurício de Sousa

São os campeões de popularidade. De um lado, milhões de discos vendidos. De outro, mais de um bilhão de revistas em quadrinhos. Maurício de Sousa ainda leva vantagem por ter um papel importante na educação de uma parcela significativa das crianças brasileiras – inclusive na minha.

Vencedor: Maurício de Sousa

megadeth André Dahmer

Megadeth x André Dahmer

Enquanto o Megadeth tem pose de mau, André Dahmer é responsável pelos Malvados, que são maus de verdade e muito mais divertidos.

Vencedor: André Dahmer

Sonic Youth os-irmaos-gabriel-ba-e-fabio-moon-na-comic-con-2010-1311135905121_300x300

Sonic Youth x Fábio Moon e Gabriel Bá

Com trinta anos de estrada, a banda é um dos símbolos do indie rock, e referência para toda uma geração de artistas. Já os gêmeos quadrinhistas são o símbolo dos quadrinhos independentes no Brasil, e também uma referência para toda uma geração de artistas. Empate? Não. Moon e acabam de ganhar o Eisner, o prêmio mais importante do mundo dos quadirnhos, e estão no auge de suas carreiras. O Sonic Youth ainda produz material relevante, como o ótimo The Eternal, de 2009,  mas sua época de ouro já passou.

Vencedores: Fábio Moon e Gabriel Bá

damian-marley2 laerte_e_rafael_coutinho

Damian Marley x Rafael Coutinho

Damian é filho de Bob Marley, Rafael de Laerte. Ambos saíram da sombra dos pais, e tem brilho próprio. Mas Rafael estará acompanhado pelo seu pai, o genial Laerte, no evento. Aí é covardia.

Vencedor: Rafael Coutinho

miyavi park_sang-sun

Miyavi x Park Sang-sun

Nessa batalha oriental, temos o cantor de J-pop Myiavi contra a quadrinista coreana Park Sang-sun, responsável por Tarot Café. Esse é um tiro no escuro, pois não conheço quase nada de ambos, mas como prefiro ler quadrinhos a escutar um cantor freak de J-pop, concedo a vitória à garota.

Vencedora: Park Sang-sun

R$ 535,50 (SWU) x Entrada gratuita (FIQ)

Sem sombra de dúvidas, é melhor gastar os R$535,50. Não com ingresso, mas com quadrinhos que estarão sendo vendidos no FIQ!

Vencedor: FIQ

Cada um dos eventos ainda conta com dezenas de outros convidados, mas a julgar pelo resultado das disputas, o FIQ tem tudo pra contar com minha presença (que, diga-se de passagem, acompanho desde a primeira edição, de 1999).  A não ser que o SWU surpreenda e divulgue atrações que realmente valham a pena.

10 julho 2011

Nintendo 3DS, benvindo ao Brasil!

Ontem o Nintendo 3DS foi lançado oficialmente no Brasil. Embora o preço da versão nacional é igual seja igual a aproximadamente o triplo da versão norte-americana, pelo menos já é possível comprar o console legamente nas terras tupiniquins.

Nintendo 3ds Aqua Blue

Há 5 anos um Nintendo DS Lite me acompanha, então questionei se deveria comprar a nova versão do portátil. Nintendista desde 1990, não resisti quando vi o console na minha frente quado viajei para o Lollapalooza e acabei comprando um pra mim.

Com 3 meses de utilização, posso afirmar que a compra foi uma escolha acertada. O 3D do videogame é o efeito tridimensional mais impressionante que já vi. Com relação à jogabilidade, ele influencia pouco (inclusive, é possível desativar o 3D durante os jogos), mas visualmente é fantástico.

O Nintendo 3DS também traz novidades como interação por realidade aumentada (que ainda é uma inovação pouco exlporada, mas cheia de potencial) e sensores de movimento. Para concorrer com os smartphones e tablets, há uma loja virtual com jogos baratos, e também com os jogos vendidos em loja para download por um preço mais em conta. Essa última opção, no entanto, não está mais disponível na loja nacional.

O Street Pass é um recurso que localiza pessoas com o videogame ligado ou em stand by que estão por perto, que ainda não tive a oportunidade de aproveitar. Com o aparelho oficialmente lançado, creio que já será possível cruzar com nintendistas pelas ruas da cidade.

A Nintendo mais uma vez lança um aparelho que inova em termos de jogabilidede, como foi com o Nintendinho, Nintendo 64 e o Wii. A empresa sempre foi soberana no universo gamer portátil, mas agora concorre os smartphones principalmente entre os jogadores casuais. O 3DS prova que eles estão um passo à frente e que o resto do mundo ainda precisa inovar bastante pra superar a Nintendo.

Sem contar que só a Nintendo tem Mario Bros, Zelda, Donkey Kong e Pokémon.

28 junho 2011

Pato Fu na seção infantil

Lembro que em 1994, ouvi o recém lançado Gol de Quem?, de uma banda nova de Belo Horizonte que atendia pela divertida alcunha de Pato Fu. Na época não vi graça, mas hoje o considero um dos melhores álbuns da história do rock brasileiro.

No auge dos meus 10 anos de idade, foi natural não compreender a revolução musical do Pato Fu na época. Eu ainda nem tinha descoberto o rock and roll, e era só uma criança.

E passeando numa loja de discos, pude descobrir como as crianças de hoje podem ser musicalmente mais felizes. Tava lá o Pato Fu no meio de Galinha Pintadinha, Gnomeu e Julieta, Cantigas de Roda e outros itens infantis.

Pato Fu na seção infantilQuando o álbum Música de Brinquedo foi lançado, o Pato Fu frisou que, embora tivesse sido todo gravado com instrumentos de brinquedo, não era um disco infantil. No entanto, esse rótulo acabou se grudando ao disco naturalmente.

Os shows da atual turnê são cheios de crianças de todas as idades, que se divertem ao longo de toda a apresentação. E o Pato Fu virou uma banda pra família inteira ouvir junto. Nada mal para um grupo que teve seu primeiro álbum lançado numa gravadora de heavy metal.

Mas agora que eles já cumpriram seu papel pedagógico, bem que podiam lançar um novo álbum cheio de guitarras.

04 junho 2011

X-Men: Primeira Classe

Os dois primeiros filmes da série X-Men forma muito bons. O terceiro teve uma queda vertiginosa de qualidade e o longa-metragem do Wolverine foi uma decepção. Minha expectativa por X-men: Primeira Classe, que estreou nesse final de semana, era praticamente nula. Mas, por definição, eu tenho que assistir a todos os filmes de super-heróis dos quadrinhos para ao menos ter o direito de falar mal.

X-Men First Class

Acontece que o filme que conta as origens do Magneto, Professor X e da primeira formação dos X-Men é a melhor adaptação já realizada para os mutantes no cinema. O filme é repleto de personagens carismáticos, cenas de ação, humor, tensão na dose certa. Ainda há espaço para reflexões profundas sobre política e preconceito.

É o melhor filme de super-herói desde Batman – O Cavaleiro das Trevas. Tal como a Fênix, Jean Grey, os X-Men renasceram muito mais fortes do que antes. E eu que tinha desistido da série já estou com uma expectativa tremenda para a continuação.

02 junho 2011

Revistas que ando lendo

Desde pequeno, um dos meus passeios favoritos é ir a bancas de revistas. Posso passar um bom tempo dentro de uma e entrar em outra no quarteirão da frente (com exatamente as mesmas revistas à venda). Talvez por isso eu ache a Avenida Paulista tão divertida – bancas enormes em todos os quarteirões, algumas com funcionamento 24 horas!

Naturalmente, eu leio bastante. Ando lendo ultimamente:

RS17_CapaRadioHead_Final_CS2 Novo.eps Rolling Stone

Música e cultura pop em geral. Traz entrevistas muito boas, mas tenho preguiça das fashion pages e das seções de consumo com produtos legais para ricos. Tem conteúdo da versão americana traduzido e traz um guia de lançamentos com críticas bastante interessantes.

Billboard Brasil

Billboard Brasil

Revista de música bem eclética, que mistura rock, sertanejo, tecnobrega, samba e qualquer outro gênero musical. Tem um apelo mais comercial que a Rolling Stone, mas é boa para se manter informado com o que anda acontecendo no mundo da música sem preconceitos.

Revista Info

info

Indispensável para os amantes de tecnologia. Está sempre na vanguarda do desenvolvimento tecnológico e é bastante útil para fundamentar decisões sobre qual o próximo eletrônico você deve investir seu rico dinheirinho.


Revista Galileu

Galileu

Não tão acadêmica quanto a Scientific American nem tão juvenil quanto a Super Interessante. A mais divertida revista de conhecimentos gerais.



Revista Época

Época

Minha revista semanal de informação favorita. Visualmente é mais bonita e mais agradável de ler, e traz um conteúdo mais adequado aos jovens (e eu sou jovem) que as concorrentes. E não é tão tendenciosa como a Veja e a Istoé.



Mundo dos Super Herois

Mundo dos Super Heróis

Cada edição é como se fosse um volume de enciclopédia. Rica em informações, é fundamental para entender os quadrinhos, não só de super heróis, mas de todos os gêneros.

21 maio 2011

A oração da banda mais bonita da cidade

Por mais que o clipe fosse original, interessante e bem produzido, dificilmente A Banda Mais Bonita da Cidade deve ter imaginado a repercussão que o vídeo de “Oração” teve durante essa semana na internet. Afinal, atingir 800 mil visualizações em apenas quatro dias, para uma banda desconhecida do grande público, é uma tarefa difícil. Aliás, mesmo para as bandas mais conhecidas.

A verdade é que o clipe caiu nas graças dos internautas. Diverte, empolga, emociona. Dá vontade de ter participado da gravação.

No vídeo, os cinco membros da banda se juntam aos seus amigos e saem cantando e tocando pela casa. Tudo num clima familiar, com as pessoas transmitindo a sensação que estão realmente sentindo a música. E quem assiste sente junto.

Quem ainda não viu, fica a recomendação. E quem já viu, com certeza vai querer ver de novo. E de novo.

08 maio 2011

Max Steel não, mamãe!

As lojas de brinquedo só perdem para as livrarias e lojas de discos no meu ranking de preferência de visita em Shopping Centers. Até hoje compro umas bobagens pra mim (há algo mais irresistível que um autorama de Mario Kart?).

Normalmente visito só a seção de brinquedos para meninos, até porque a rosa Barbie que permeia toda a seção das meninas me cega. Mas um efeito semelhante ocorre nas prateleiras de action figures: não aguento o verde das embalagens do Max Steel!

Max Steel

Sou um ferrenho defensor dos “bonequinhos” e acho que toda criança deve ganhá-los ao invés de ganhar carrinhos. Com bonecos, ela pode fantasiar histórias de super-heróis ou guerras interestelares. Com carrinhos, o máximo que sai é um “Velozes e Furiosos”. Mas é importante que não seja um Max Steel.

Eu explico: existem dezenas de versões do boneco colocadas lada a lado, o equivalente às várias versões da Barbie. Tem o mergulhador, o motociclista, o esportista, sei lá. Mas não precisava disso tudo…

No auge dos meus 6 anos, me divertia à beça com meus bonecos do He-man, Esqueleto, Mentor, Aquático, Mandíbula e Maligna entre outros. Eles formavam a turma completa, o ideal para a brincadeira. O que seria de mim se eu tivesse dezenas de He-mans? Provavelmente eu teria que inventar histórias de clonagem ou irmãos gêmeos para justificar a interação de todas as versões da personagem.

Quando for presentear uma criança, não dê Max Steel. Compre um boneco da Liga da Justiça, Star Wars ou mesmo Pokémon e Bakugan. Assim ela terá muitas possibilidades para brincar e imaginar. Sem contar que o Max Steel é feio pra caramba!

05 maio 2011

A volta do vinil e a morte do CD

(e é tudo culpa do MP3)

Enquanto as vendas de CDs caem a cada dia, o disco de vinil voltou a figurar nas prateleiras das lojas e nas coleções dos apreciadores de música. E minha coleção de vinil, que inclui discos comprados em sebos a preço de banana e lançamentos recentes que sequer chegaram a sair em CD,  cresce a cada dia.

Discos de vinil

Dizer que o som análogico é melhor pra mim é balela. Que é pior, também. São diferentes, e o som depende muito do equipamento que você está utilizando pra reproduzir. E eu não acredito que eu tenha um ouvido sensível a ponto de escolher a mídia assim.

Falar que é saudosismo seria mentira. O único LP que eu tive nos primeiros 25 anos da minha vida foi do Bozo. E em casa eu ouvia algumas histórias da coleção “Disquinho” também. Saudosismo pra mim seria voltar a comprar fitas K7 – essas eu tive aos montes.

Pra mim as grandes vantagens do CD quando esse tipo de mídia surgiu eram a facilidade de se escolher a música a ser ouvida (apertando apenas um botão!) e a portabilidade, que permitia carregar uma quantidade grande de músicas num item relativamente pequeno. Com a popularização do MP3, isso deixou de ser vantagem. Hoje há aparelhos sonoros com entradas USB, SD e que sequer tocam CDs.

E é aí que entra o vinil novamente. Para alguém que valoriza uma coleção de discos, que gosta de ter o material fisicamente, o LP é muito mais atrativo. É maior, mais bonito, e exige um pouco mais de cuidado para a sua reprodução – e consequentemente você acaba dando um valor maior ao disco. Como item de coleção o vinil é muito melhor. Pra quem não liga pra coleções, o MP3 é mais do que o suficiente. Some a isso o fato de que boa parte dos lançamentos recentes em vinil contém um código para download em MP3, e a morte do CD passa a ser eminente.

Não creio que o vinil volte a ter a popularidade de duas décadas atrás. O MP3 já revolucionou o mercado municipal e parece não ter adversários à altura. Mas eu ainda prefiro uma coleção de discos bonita a um HD cheio de arquivos musicais.

30 abril 2011

Piadas Nerds

Piadas Nerds Não gosto de livros que tem “Piadas” no nome. É bom ler textos engraçados, mas me incomoda o fato de avisarem que o texto que você está lendo é algo que deve lhe gerar uma risada. Mais ou menos o mesmo gerado em mim pelas risadas de fundo de alguns seriados.

Isso seria o suficiente para que eu nunca passasse perto do livro Piadas Nerds, recém lançado pela editora Verus. Mas ao passo que o “Piada” me afasta, o “Nerds” me atrai. Até que folheando um exemplar numa livraria, comecei a rir potássios (KKKK) e resolvi levar um exemplar pra casa.

O livro é de autoria dos nerds Ivan Baroni, Liz Fernando Giolo e Paulo Porrat, responsáveis pela conta de Twitter @PiadasNerds. A maior parte do conteúdo foi publicada anteriormente na rede de microblog, mas agora as piadas curtas estão divididas por assunto, e com um texto introdutório antes de cada uma delas. Acho que nunca li uma teoria tão divertida quanto a que diz que o título de mestre é muito mais legal que o de doutor.

Boa parte das piadas não tem tanta graça. No entanto, o grande diferencial das piadas nerds é a sensação de que só você entende a piada. Isso te coloca num ilusório patamar superior às pessoas que não entenderam nada. Estimo que entendi cerca de 96% das piadas do livro, o que quer dizer que eu acho que sou mais espertão que um bocado de gente, ao passo que nas 4% que eu não entendi eu me senti de uma grandeza infinitesimal. Ainda assim é um bom escore.

No fim das contas, o livro foi uma boa compra. Encare como um investimento. O preço é bem acessível e, aprendendo as piadas que li nele, eu posso me tornar uma pessoa muito mais divertida.

12 abril 2011

Muse e o desafio de abrir o show do U2

Na Europa e nos Estados Unidos, o Muse está acostumado a ser headliner de festivais, e tocar em estádios lotados, com multidões afoitas para ouvirem suas canções. A diferença agora é que, no braço latino-americano da turnê 360º do U2,o estádio está lotado para ver outra banda.

Estive presente no estádio do Morumbi no último sábado e pude ter uma noção do desafio enfrentado pelo Muse.

P1010279

Durante um show de apenas oito músicas, a banda enfrentou a indiferença e desinteresse da maior parte dos fãs dos irlandeses do U2. Tinha gente dormindo, batendo papo, passeando. No setor da arquibancada que fiquei, num espaço amostral de 500 pessoas, apenas 3 ficaram de pé no show de abertura. Fazendo um cálculo proporcional ao público presente, estimo que cerca de 540 pessoas estavam realmente interessadas na banda de abertura, o que dá cerca de 0,5% do público.

O Muse fez um show intenso e impecável, utlizando da melhor maneira a vitrine que foi lhe dada para a divulgação do seu trabalho. Creio que em pouco tempo o Muse também será grande no Brasil. Bono ressaltou que a banda é um dos melhores power trios da história do rock. Pode parecer exagerado, mas concordo. E digo mais: o Muse é melhor que o U2.

Irônico é pensar que boa parte do público que sequer deu chance ao Muse no último sábado em 5 anos poderá estar indo a um show solo da banda em um Morumbi lotado nos próximos anos.

Abaixo, um vídeo do fã que foi embora antes do U2 começar a tocar.

08 abril 2011

O funk do Mortal Kombat

Depois da Dança do Street Fighter (Super-heróis, videogame e os hits do carnaval), chegou a vez do funk do Mortal Kombat.

O mais interessante é que os cantores (?) e compositores conhecem bem o jogo e acabaram fazendo uma letra curiosíssima e assaz divertida. As cenas do game que permeiam o clipe acabam tornando os 3 minutos e meio mais engraçados ainda.

É claro que vale mais pela piada que pela música. Mas é uma piada bem engraçada…

31 março 2011

Aniversário

(inspirado numa história real)

Já estavam juntos há muito tempo e o casamento aos poucos acabou com o romantismo. Faltava uma semana para o aniversário dela e ele tentava reacender a paixão.

- Meu amor, poderíamos comemorar seu aniversário naquele motel que a gente ia quando éramos namorados.

Na véspera do aniversário, a família estava reunida. O casal, a filha, irmãos, pais, cachorro e quem mais pudesse ter alguma relação de parentesco. Até que a garotinha de 3 anos resolve falar para todos algo que ela tinha ouvido em casa:

- Papai, amanhã a gente vai comemorar o aniversário da mamãe no motel, né?

24 março 2011

A tia e o telefone

Apesar do pique para festas e até shows de rock, minha tia já tem idade pra pegar fila preferencial e andar de ônibus de graça.

Dia desses, liguei pra ela e conversei durante um bom tempo. Na hora de nos despedimos, ela demonstrava preocupação, e acabou se abrindo comigo:

“Gregório, desde que você me ligou estou procurando meu telefone celular. Já revirei os armários, sofá, todos os cantos da casa e não encontrei.”

Não me contive: “Deve ser porque ele está no seu ouvido…”

Ela ficou meio sem graça, mas riu no final. Eu ri mais.

13 março 2011

Aline, dos quadrinhos para a TV

(e para a lista de séries canceladas)

Aline  - Fantasias UrbanasEu tinha uns doze anos, e diariamente recortava minhas tiras preferidas das páginas da Folha e do Estado de São Paulo pra colar em um dos meus cadernos de tiras. Uma de minhas favoritas tinha o título “Big Bang Bang”. Escrita e desenhada por Adão Iturrusgarai, trazia as aventuras de Aline e seus dois namorados. Ousadas, surreais, exageradas, as tiras me divertiam à beça. Cheguei a comprar três livros de coletâneas, que foram lidos e relidos diversas vezes.

Quando as tiras foram adaptadas para a TV, em 2009, achei o máximo. A versão da Rede Globo era uma versão extremamente diferente dos quadrinhos, bem mais leve, com menos sexo, menos drogas e menos qualquer outra coisa que pudesse chocar a conservadora sociedade brasileira – exceto o fato dela ter dois namorados. Ainda assim, muito divertida.Aline e seus dois namorados

Em 2011, uma segunda temporada começou a ser transmitida, mas depois do quarto episódio, o seriado foi cancelado. De acordo com o que foi divulgado pela Rede Globo, o motivo foram os baixos índices de audiência. De acordo com o criador da personagem, Adão Iturrusgarai, a série incomodava alguns setores mais conservadores da Globo.

É uma grande injustiça. Chega a ser irônico – e contraditório - a série ser cancelada e a emissora rechear toda a sua programação com mulheres peladas no carnaval, e ainda considerar toda a baixaria do Big Brother um programa para a família.

Há mais três episódios gravados, que bem que poderiam sair em DVD – assim como todo o resto da série. Coloca um selinho +18 na embalagem que tá resolvido.

A parte triste disso tudo é que com o cancelamento da série, a Globo voltou à mesmice sem graça de sempre. E pra mim, vai continuar sem ser sintonizada – como costumava ser.

08 março 2011

Super-heróis, videogame e os hits do carnaval

Todo carnaval é assim: uma música é escollhida como hit e é tocada à exaustão em todos os lugares que concentrem foliões. Isso não quer dizer que essa música seja boa, muito pelo contrário: usualmente ninguém lembra mais dela depois que passa o carnaval, e se lembra não gosta mais.

Interessante notar que a temática dessas músicas está mudando, mostrando uma influência cada vez maior dos nerds na sociedade.

O atual hit do carnaval e candidato ao ostracismo em 2012 é o super sucesso Liga da Justiça, da banda Levanóiz.

A letra é conceitualmente falha, e cita os inimigos do Batman atacando Superman e Mulher-Maravilha. Trata os heróis como um casal, e como se não houvesse mais ninguém na Liga.

No entanto, por mais que a letra fosse fiel aos conceitos das personagens, dificilmente os nerds iriam aprovar – e eles nunca foram o público-alvo da canção. O que importa são os axezeiros felizes, e nesse ponto a música cumpriu sua missão – até porquê a letra é o que menos importa – se o tema fosse bunda ou qualquer outra coisa o resultado seria o mesmo.

Fora do circuito de Salvador, e direto do Triângulo Mineiro, onde o forte é o sertanejo, surgiu nas últimas semanas a Dança do Street Fighter, da dupla Mantena e JP.

O primeiro clipe trouxe Ryu e Ken dançando no cenário do jogo e fez tabto sucesso no Youtube que gerou uma nova versão, com Chun Li, Guile e Sagat.

Por mais que os cantores tentem se levar a sério, tudo é muito nonsense. A letra traz termos comuns nas locadoras de videogame, como “alecful” e “cybercop”, pronúncias para quem não conseguia entender que os lutadores falavam “sonic boom” e “uppercut”.

Por último, mas não menos importante, direto da região Norte a Banda Beija-Flor e DJ NInja apresentaram ao mundo a música Come Come, um tecnobrega que homenageia Pacman e cita Street Fighter e Mortal Kombat.

Ninguém precisa saber que Pacman é jogo pra um jogador só.

O mais interessante de tudo isso é a recepção do público. Há pessoas que levam tudo a sério, alguns acham as letras fantásticas e originais e pra muitos tudo não passa de uma grande piada.

Eu acho isso tudo muito engraçado. Mas não me faça ouvir as músicas novamente, porque uma piada só tem graça na primeira vez que você ouve!

22 fevereiro 2011

Radiohead e a música como forma de arte

thekingoflimbs

Com a popularização do MP3 e dos tocadores portáteis como o iPod, a maneira das pessoas consumirem música mudou completamente. O conceito de “álbum” como um trabalho que tenha uma sequência lógica e conceitual de músicas está cada vez mais distante da maioria do público, que prefere ouvir faixas avulsas, às vezes sem nunca ter visto o disco que está ouvindo fisicamente.

Para a música pop descartável, essa mudança poderia ser até interessante, se não fosse a queda vertiginosa das vendas de discos. Nos anos 90 era comum uma banda ser obrigada a ser lançada vários discos em sequência, muitas vezes com uma ou duas canções razoáveis e o consumidor era obrigado a comprar o disco inteiro. Ou então comprar o CD da trilha sonora da novela.

O clássico álbum OK Computer, do Radiohead foi lançado em 1997 e ironicamente prevê o advento do MP3. É como se ele dissesse: “OK, computador, você venceu”. Para muitos críticos, ele marca o início da morte dos discos. Mas o Radiohead, como de costume, tenta ditar tendências e remar contra a maré.

Em 2007, com o mercado numa crise cada vez maior, a banda encerrou seu contrato com a gravadora e lançou o álbum In Rainbows de forma independente, cobrando do fã apenas o que ele estivesse disposto a pagar pela versão em MP3. Mesmo que não fosse nem um centavo. Ainda havia uma versão em CD, e um vinil duplo, com músicas exclusivas.

Pouco mais de 3 anos depois, o Radiohead inovou mais uma vez. Na última semana começou a pré-venda do que eles estão chamando de “first newspaper album”, ou primeiro álbum de jornal. Ainda não se sabe o que exatamente virá nesse pacote. O que está certo é que ele inclui 1 CD, 2 vinis, várias folhas com desenhos, 625 pedacinhos de papel e um tipo de plástico para juntar tudo isso. A partir de maio as pessoas vão começar a receber o pacote, mas já é possível baixar o disco em MP3 pelo site The King of Limbs.

Nesse caso, a música já está disponível, mas para a banda, o trabalho não se resume a isso. Qualquer um pode simplesmente ouvir o single Lotus Flower e parar por aí. Mas todo esse material adicional, serve para complementar a obra. E os discos de vinil são para resgatar o ritual de se escolher colocar uma música para ouvir e ouvir na ordem em que os autores esperam que você escute (ou pelo menos, ter um pequeno trabalho pra mudar de faixa), ao contrário de simplesmente colocar o iPod na função shuffle e alternar músicas do Radiohead com Capital Inicial e Bonde do Tigrão.

Assim, o trabalho não se resume a 40 minutos de MP3 para serem ouvidos, apagados e esquecidos. Difícil responder qual será o impacto do newspaper album no mercado. Talvez nenhum. O importante é que um álbum assim retoma a música como forma de arte, conceito que ela nunca devia ter perdido. 

04 fevereiro 2011

Coleção Tim Maia

Se você passou por uma banca de revistas nos últimos dias deve ter visto alguma propaganda da Coleção Tim Maia, que está sendo lançada pela Editora Abril. Já estão à venda os dois primeiros volumes.Coleção Tim Maia - Volumes 1 e 2

A coleção traz a cada semana um pequeno livro de capa dura com 48 páginas, com um disco encartado do cantor. A edição está bastante caprichada: cada livro descreve o momento da carreira do cantor à época do lançamento original do álbum e traz pequenas notas citando acontecimentos que contextualizam a época.

O capricho no livro, no entanto, não se refletiu na embalagem do CD.O disco vem dentro de um envelope fajuto colado na contracapa do livro, feio e pouco prático.

Coleção Tim Maia - Disco

Farão parte da coleção 15 álbuns do cantor, incluindo até mesmo os renegados discos Tim Maia Racional Volumes 1 e 2. Os álbuns “proibidos” foram gravados quando Tim Maia se converteu à cultura racional e suas letras tem como objetivo uma espécie de lavagem cerebral. Imagine uma música com o título “Leia o livro Universo em Desencanto”. Ela existe.

Curiosamente, a fase “racional” é uma das mais elogiadas – e minha preferida (embora eu não conheça a discografia do cantor a fundo). O grande chamariz da coleção, inclusive é o disco Tim Maia Racional Volume 3, nunca lançado. Detalhe: ele não estará à venda, é um brinde para quem comprar a coleção inteira.

O preço está bastante razoável: o primeiro volume custa R$7,90 e cada um dos subsequentes tem o preço de R$14,90. É uma grande oportunidade para conhecer um dos maiores astros da música popular brasileira e entender os motivos dele vender mais discos que seus colegas de gravadora no auge do sucesso.

Tim Maia era meio maluco mas era muito bom. E a Coleção Tim Maia ajuda a preservar o legado musical do maior cantor brasileiro de soul em todos os tempos.