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Max Steel não, mamãe!

As lojas de brinquedo só perdem para as livrarias e lojas de discos no meu ranking de preferência de visita em Shopping Centers. Até hoje compro umas bobagens pra mim (há algo mais irresistível que um autorama de Mario Kart?).

Normalmente visito só a seção de brinquedos para meninos, até porque a rosa Barbie que permeia toda a seção das meninas me cega. Mas um efeito semelhante ocorre nas prateleiras de action figures: não aguento o verde das embalagens do Max Steel!

Max Steel

Sou um ferrenho defensor dos “bonequinhos” e acho que toda criança deve ganhá-los ao invés de ganhar carrinhos. Com bonecos, ela pode fantasiar histórias de super-heróis ou guerras interestelares. Com carrinhos, o máximo que sai é um “Velozes e Furiosos”. Mas é importante que não seja um Max Steel.

Eu explico: existem dezenas de versões do boneco colocadas lada a lado, o equivalente às várias versões da Barbie. Tem o mergulhador, o motociclista, o esportista, sei lá. Mas não precisava disso tudo…

No auge dos meus 6 anos, me divertia à beça com meus bonecos do He-man, Esqueleto, Mentor, Aquático, Mandíbula e Maligna entre outros. Eles formavam a turma completa, o ideal para a brincadeira. O que seria de mim se eu tivesse dezenas de He-mans? Provavelmente eu teria que inventar histórias de clonagem ou irmãos gêmeos para justificar a interação de todas as versões da personagem.

Quando for presentear uma criança, não dê Max Steel. Compre um boneco da Liga da Justiça, Star Wars ou mesmo Pokémon e Bakugan. Assim ela terá muitas possibilidades para brincar e imaginar. Sem contar que o Max Steel é feio pra caramba!

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