Pular para o conteúdo principal

Dom Casmurro e os discos voadores

Passei 27 anos da minha vida sem ler o livro Dom Casmurro. Mas foi só colocarem alienígenas e andróides no meio da história que fiquei atraído pela trama. O livro Dom Casmurro e os discos voadores tem sua autoria creditada a Machado de Assis e Lúcio Manfredi. Parece estranho, e na verdade é um pouquinho.

dom-casmurro-e-os-discos-voadores

A história da paixa entre Bentinho e Capitu é conhecida por todos que prestaram o mínimo de atenção nas aulas de literatura e também por quem sabe um pouquinho de cultura geral – mesmo que não tenha lido o livro.

A obra completa de Machado de Assis é de domínio público. Você pode até baixar nesse site e ler tudo em seu PC ou tablet, legalmente e gratuitamente. E se é de domínio público, você também pode fazer o que bem entender com ela.

Aí entra o Lúcio Manfredi. O escritor e roteirista reescreveu a história clássica de Dom Casmurro, adicionando elementos ditos “fantásticos”, tais como discos voadores, extraterrestres e andróides.

O livro pode desagradar aos mais conservadores, mas fato é que o resultado final ficou muito bom. As alterações na história começam de forma sutil e a trama vai crescendo até se tornar algo completamente novo.

No fim das contas, o livro ainda cumpriu um papel pedagógico: fiquei com vontade de ler a versão original de Dom Casmurro.

Fica até difícil imaginar como é que esse romance funcionou sem ter ETs no meio.

Comentários

  1. Diane9:38 PM

    Bacana! Fiquei com vontade de ler! A propósito, um cara chamado Domício Proença Filho, professor e escritor, reescreveu a história sob as perspectivas de Capitu! Ainda não li, mas tbm parece ser bem interessante! Ah, o nome do livro é: Capitu, memórias póstumas. :)

    ResponderExcluir
  2. Greg, desculpe se estou sendo chato, mas uma vez que você mesmo disse que não leu o texto original, queria só esclarecer uma coisa.

    Esse livro sobre o qual você escreveu pode até ser interessante, a história pode até funcionar muito bem. Talvez até lesse este livro se não estivesse com tantos outros na fila. Mas daí pra você dizer que fica difícil imaginar como que um dos maiores romances da nossa literatura funcionou sem ter ETs no meio já é um pouco exagerado, não acha?

    Enfim, procure ler Dom Casmurro na versão original. Espero que você goste. Acho que esse é meu livro preferido da nossa Literatura. Um dos poucos que li mesmo que nenhuma professora me mandasse ler.

    Mas veja que o mais importante nesse livro, de fato, não é a estória em si que ele conta, mas sim a maneira como ele conta. Nesse quesito acho realmente muito difícil o texto original ser superado. Tanto é que até hoje tem gente debatendo sem chegar a um consenso sobre se houve não a traição. E tudo isso sem ter ETs no meio.

    Novamente, desculpe-me se estou sendo chato. Talvez eu seja um daqueles conservadores que você comentou =)

    Abraços!

    ResponderExcluir
  3. Drewa, eu realmente acho exagerado o que escrevi, mas foi de propósito! Quando eu disse que não imaginava o romance funcionando sem os ETs no meio foi só uma pequena ironia. Eu não acredito que o livro original seja ruim, tanto é que fiquei com vontade de lê-lo.

    É que literatura clássica nacional pra mim sempre foi uma leitura que fiz obrigado pela escola. No resto do tempo, acabava lendo algum livro de fantasia ou ficção científica.

    Mas eu vou ler Dom Casmurro de verdade. E em breve!

    ResponderExcluir
  4. Júlia9:42 PM

    E eu não consigo imaginar Dom Casmurro com ETs!! hehe
    Tenho o original lá em casa, fica a vontade! Eu adorei!
    Sempre li esses livros obrigada pela escola, mas esse eu amei!

    ResponderExcluir
  5. Júlia, o livro extraterrestrificado está à sua disposição!

    ResponderExcluir
  6. Anônimo1:01 PM

    Como eu posso fazer pra baixar esse livro gratuitamente no meu TABLET?

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

O que acontece se um vampiro morder um zumbi? E se um zumbi morder um vampiro?

Já parou pra pensar no que acontece quando um vampiro morde um zumbi? Será que o zumbi vira um vampiro? E quando a situação é a inversa? Será que uma mordida de zumbi transforma o ser de dentes pontudos?
Tanto vampiros quanto zumbis são seres que podem ser classificados como "mortos-vivos". Isso significa que, apesar deles conseguirem executar certas ações que usualmente apenas os seres vivos são capazes, eles estão mortos. Na prática, se um vampiro morder um zumbi ou vice-versa não acontece nada. 

A razão desse efeito (ou da ausência de efeito) é que os zumbis mordem apenas seres vivos. Por esse motivo, eles não mordem outros zumbis, vampiros e múmias, por exemplo.
Por outro lado, os vampiros precisam se alimentar de sangue de seres vivos. E, embora os zumbis tenham sangue circulando em suas veias, eles já estão mortos.
Assim sendo, se um vampiro cruzar com um zumbi, certamente eles não se atacarão. E mesmo supondo que seja um vampiro doidão que queira morder um ser um put…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…