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30 abril 2011

Piadas Nerds

Piadas Nerds Não gosto de livros que tem “Piadas” no nome. É bom ler textos engraçados, mas me incomoda o fato de avisarem que o texto que você está lendo é algo que deve lhe gerar uma risada. Mais ou menos o mesmo gerado em mim pelas risadas de fundo de alguns seriados.

Isso seria o suficiente para que eu nunca passasse perto do livro Piadas Nerds, recém lançado pela editora Verus. Mas ao passo que o “Piada” me afasta, o “Nerds” me atrai. Até que folheando um exemplar numa livraria, comecei a rir potássios (KKKK) e resolvi levar um exemplar pra casa.

O livro é de autoria dos nerds Ivan Baroni, Liz Fernando Giolo e Paulo Porrat, responsáveis pela conta de Twitter @PiadasNerds. A maior parte do conteúdo foi publicada anteriormente na rede de microblog, mas agora as piadas curtas estão divididas por assunto, e com um texto introdutório antes de cada uma delas. Acho que nunca li uma teoria tão divertida quanto a que diz que o título de mestre é muito mais legal que o de doutor.

Boa parte das piadas não tem tanta graça. No entanto, o grande diferencial das piadas nerds é a sensação de que só você entende a piada. Isso te coloca num ilusório patamar superior às pessoas que não entenderam nada. Estimo que entendi cerca de 96% das piadas do livro, o que quer dizer que eu acho que sou mais espertão que um bocado de gente, ao passo que nas 4% que eu não entendi eu me senti de uma grandeza infinitesimal. Ainda assim é um bom escore.

No fim das contas, o livro foi uma boa compra. Encare como um investimento. O preço é bem acessível e, aprendendo as piadas que li nele, eu posso me tornar uma pessoa muito mais divertida.

12 abril 2011

Muse e o desafio de abrir o show do U2

Na Europa e nos Estados Unidos, o Muse está acostumado a ser headliner de festivais, e tocar em estádios lotados, com multidões afoitas para ouvirem suas canções. A diferença agora é que, no braço latino-americano da turnê 360º do U2,o estádio está lotado para ver outra banda.

Estive presente no estádio do Morumbi no último sábado e pude ter uma noção do desafio enfrentado pelo Muse.

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Durante um show de apenas oito músicas, a banda enfrentou a indiferença e desinteresse da maior parte dos fãs dos irlandeses do U2. Tinha gente dormindo, batendo papo, passeando. No setor da arquibancada que fiquei, num espaço amostral de 500 pessoas, apenas 3 ficaram de pé no show de abertura. Fazendo um cálculo proporcional ao público presente, estimo que cerca de 540 pessoas estavam realmente interessadas na banda de abertura, o que dá cerca de 0,5% do público.

O Muse fez um show intenso e impecável, utlizando da melhor maneira a vitrine que foi lhe dada para a divulgação do seu trabalho. Creio que em pouco tempo o Muse também será grande no Brasil. Bono ressaltou que a banda é um dos melhores power trios da história do rock. Pode parecer exagerado, mas concordo. E digo mais: o Muse é melhor que o U2.

Irônico é pensar que boa parte do público que sequer deu chance ao Muse no último sábado em 5 anos poderá estar indo a um show solo da banda em um Morumbi lotado nos próximos anos.

Abaixo, um vídeo do fã que foi embora antes do U2 começar a tocar.

08 abril 2011

O funk do Mortal Kombat

Depois da Dança do Street Fighter (Super-heróis, videogame e os hits do carnaval), chegou a vez do funk do Mortal Kombat.

O mais interessante é que os cantores (?) e compositores conhecem bem o jogo e acabaram fazendo uma letra curiosíssima e assaz divertida. As cenas do game que permeiam o clipe acabam tornando os 3 minutos e meio mais engraçados ainda.

É claro que vale mais pela piada que pela música. Mas é uma piada bem engraçada…