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18 dezembro 2011

Gato de Botas

Puss in Boots - Gato de Botas

Depois das decepções dos últimos filmes do Shrek, minha expectativa para o filme do Gato de Botas era praticamente nula. Isso acabou sendo um fator positivo, pois qualquer coisa minimamente boa já faria com que eu achasse o filme melhor do que esperava.

Mas o Gato de Botas não decepciona, e surpreende. A história é completamente independente da cronologia do Shrek – o reino de Tão Tão Distante sequer é citado. Com liberdade para explorar um mundo totalmente novo, os roteiristas do filme acabaram criando uma história interessante, e que se sustenta.

Repleto de referências à fábulas e com pitadas de humor politicamente incorreto, o longa metragem tem uma trama consistente, de fácil entendimento pra crianças, e com final feliz – mesmo que à duras penas para as personagens.

A aposta da Dreamworks dessa vez foi acertada e, naturalmente, o filme irá render muito dinheiro. Fica a torcida para que não criem novas sequências que acabem estragando a história.

Operação Presente

Operação Presente

Todo fim de ano, os cinemas recebem inúmeros filmes natalinos. Mesmo recheados de clichês, costuma ter públicos significativos – é o espírito de Natal.

O longa mais interessante desse ano (ou o único que conseguiu me atrair até o cinema para assistí-lo) foi o Operação Presente, do estúdio Aardman, responsável por bons filmes como A Fuga das Galinhas e Wallace & Gromit.

Logo no começo do filme, uma cartinha de uma criança questiona a existência do Papai Noel, cheia de dúvidas que todas as crianças algum dia tem na vida, mas também com indagações com background científico: se o Papai Noel se move tão rápido, porque ele não pega fogo na atmosfera?

A partir daí, toda a operação do Papai Noel é detalhada, e o uso consistente da tecnologia responde a cada pergunta das crianças e deixa tudo verossímel. Não vale a pena se esticar mais na história para não estragar a surpresa de quem for ao cinema.

O objetivo do filme é, naturalmente, passar uma mensagem positiva sobre o Natal. Ainda assim a trama foge de clichês e, embora tenha um final previsível desde o começo, consegue envolver o espectador e divertí-lo durante os 80 minutos do longa metragem.

Não chega a ser um filme imperdível, mas é um bom programa pra fazer com as crianças que estão de férias. Ou, se não tiver ninguém com menos de 1 metro e meio pra levar, pra você mesmo ir passar um pouco do seu tempo livre acompanhando uma boa história.

17 dezembro 2011

O pop e o rock na China

Na minha recente visita à China, tentei pesquisar sobre rock chinês pra, quem sabe, ir a um show em Pequim. Mas pelo que consegui encontrar, parece que o rock and roll não é um gênero muito popular por lá.

Nos momentos em que ficava no hotel, costumava deixar a televisão ligada, por mais que eu não entendesse nada do que estivessem falando. E os canais disponíveis não eram tão atraentes – CCTV 1, CCTV 2, CCTV 3, até o 11 ou 12. Tinha também a BTV 1, 2 etc. Todos canais controlados pelo governo. Mas tinha também a MTV China, que pra mim ficava sintonizada o tempo todo.

A programação era bem repetitiva. Dava impressão que a programação era igual em todos os dias, e os clipes eram sempre os mesmos.

miss A AClass4

A MTV China tá sofrendo uma invasão de girl bands, mais ou menos como era no ocidente na época das Spice Girls. E dessas bandas de meninas, a mais popular é a miss A, que conta com duas coreanas e duas chinesas. Vários clipes das garotas eram trasmitidos a todo momento. As músicas costuma ter uma frase em inglês, normalmente no refrão, e todo o resto é cantado em chinês (ou outro idioma que não conheço nem sei identificar). As coreografias podem parecer nonsense pra quem vive do lado de cá do planeta, mas eu imagino que os chineses devem achar essas dancinhas interessantes.

O cantor que mais aparecia era o 周杰倫, que descobri mais tarde que ele também atende pelo nome de Jay Chou. Ele é natural de Taiwan. Com um clipe meio toscão de um marinheiro, parece que ele conquistou o público asiático. O disco do cantor tem músicas com pegada rock, outras mais pop, R&B e até umas baladas meio brega-românticas.

A presença ocidental mais marcante (e surpreendente) é a fenômeno da internet Lana Del Rey. O mais curioso é que ela ficou famosa por seus vídeos no Youtube, e na China o Youtube é bloqueado.

Fora a onipresente Lana Del Rey, vi um único programa com bandas ocidentais. Era um top 10 apresentado pelo My Chemical Romance, onde eles falaram sobre seus clipes favoritos. Além de um clipe da própria banda, teve Radiohead, Sonic Youth, Pavement, Smashing Pumpkins, Nirvana, entre outros.

E claro, antes de voltar para o Brasil, tive que incrementar meu acervo com uns novos discos. Agora Jay Chou e miss A fazem parte da minha coleção.