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29 dezembro 2012

Frases das minhas primas nas férias

"O Gregório tem cérebro de adulto, mas cabeça de criança." - Mariana, 13 anos

"Gregório, essa revista é sua? Parece revista de criança..." - Rebeca, 6 anos. 

A revista era do Batman. Acho que tenho mesmo síndrome de Peter Pan. 

17 dezembro 2012

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Após transformar "O Senhor dos Anéis" em um clássico do cinema, sucesso de crítica e de público, o diretor Peter Jackson ganhou carta branca pra adaptar o que quisesse da obra do escritor J. R. R. Tolkien. O livro "O Hobbit", espécie de prelúdio da saga de Frodo e o anel chegou agora aos cinemas, como uma trilogia.

Há certo preciosismo em transformar um livro curto em três longa-metragens de três horas, mas analisando os resultados da primeira película que chegou aos cinemas brasileiros na última sexta-feira, os fãs da saga do hobbit Bilbo Bolseiro podem ficar tranquilos.

A história foi expandida, com alguns elementos tratados em outros livros sendo inseridos no roteiro. A essência da trama, no entanto, sofreu poucas alterações - nada que pudesse causar descontentamento.

O filme parece uma grande partida de Dungeons & Dragons: um grupo de aventureiros com uma missão em comum, perseguições, batalhas, cavernas e dragões.

O humor acentuado dá um clima de sessão da tarde, mas encare isso como um aspecto positivo. A pretensão do diretor Peter Jackson em "O Hobbit" se resume aos aspectos técnicos (e isso já é muita pretensão). Em termos de roteiro, o filme quer ser apenas divertido.

Mesmo sabendo como a história vai terminar, fiquei morrendo de vontade de assistir o próximo episódio da série. Sinal de que o filme me conquistou (embora eu acredite que, inconscientemente, eu já tinha gostado antes mesmo de assisti-lo).

09 dezembro 2012

Já escolheu a trilha sonora do seu Natal? Que tal o disco da Simone?

Essa prateleira cheio de discos da Simone poderia ser de 1995, mas foi tirada em dezembro de 2012. Dá pra acreditar? Há 17 anos o álbum 25 de Dezembro tem presença maciça nas lojas e, infelizmente, assombra as festas de Natal Brasil afora.

Me lembro perfeitamente de quando o disco foi lançado. Sucesso absoluto de vendas, tem sido a trilha sonora do Natal nas rádios e casas de todas as classes sociais do país. 

Confesso que já o ouvi por livre e espontânea vontade, mas foi em 1995 e eu não entendia muito de música. O problema nem é a música em si, a Simone é uma cantora muito talentosa e o disco tem mérito. Acontece que a exposição exagerada, com o passar dos anos, foi tornando o álbum cada vez mais insuportável.

Felizmente minha família já passou dessa fase. Mas o fato das prateleiras continuarem cheias indica que o disco ainda vende - e se vende, tem gente ouvindo.

28 novembro 2012

Windows 8 Pro é a versão completa do sistema operacional


O Windows 8 foi lançado há alguns dias e, aparentemente, tem vendido bastante. O baixo preço de atualização, se comparado às antigas versões do sistema operacional, pode ter sido um dos fatores mais importantes para o sucesso do produto.

No entanto, há um ponto em que as informações da Microsoft, da imprensa, das lojas e usuários está um pouco desencontrada: no site da Microsoft, a versão à venda é de atualização. Em lojas online como o Submarino e Saraiva, as informações na descrição do produto indicam o mesmo: que é necessário ter uma versão anterior do Windows instalada na máquina.

Queria instalar o novo Windows em um computador rodando o Ubuntu Linux e, aparentemente, as versões á venda não seriam compatíveis com meu computador. Em uma loja Saraiva, no entnato, tive contato com a caixa do produto - que em nenhum momento citava a necessidade de uma versão antiga do Windows. O vendedor me informou que a versão era completa, e não de atualização. Acreditei e comprei.

Fiz a instalação de uma forma old school. Fiz o backup redundante (2 vezes!) de todos os meus arquivos, formatei o HD e inseri o CD no drive para fazer a instalação a partir do zero. Digitei o número serial da minha cópia e correu tudo certo.

Basicamente, a versão que está à venda é a versão completa do Windows 8.

Se valeu a pena? Em dois dias de uso não pra sentir muito. O primeiro resultado interessante é que o sistema ficou muito mais fluido e veloz e - pasmem - gostei do Internet Explorer. E nunca tinha gostado de um Internet Explorer na vida, comecei com o Netscape, migrei pro Mozilla, depois o Firefox até que passei a utilizar o Chrome.

Um ponto negativo é que nunca apanhei tanto de um sistema operacional nas primeiras horas. A mudança da dinâmica de uso é muito radical, mas depois de um esforço inicial a experiência passa a ser agradável. Aparentemente a mudança para o Windows 8 foi positiva.

12 novembro 2012

Belle and Sebastian, 2 anos depois

Já tem uns 12 ou 13 anos que acompanho o Belle and Sebastian. Conheci a banda na finada revista Bizz, baixei umas músicas pelo Napster e depois comprei algumas dezenas de discos do grupo (dezenaS, no plural mesmo).

A única vez que tive a oportunidade de ver a banda ao vivo foi há exatamente dois anos, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Até hoje nenhum show, de nenhuma banda, superou esse dia pra mim. Setlist impecável, público participativo, e ainda subi no palco (o vídeo tá lá embaixo)!

Na época escrevi um texto sobre o show para o Disco Pops, que reproduzo a seguir para recordar.

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Os indies cariocas, cansados de perderem oportunidades de assistirem a suas bandas favoritas na sua cidade, se mobilizaram e garantiram o show do Belle and Sebastian no Rio de Janeiro antes mesmo da turnê latino-americana ser anunciada. Por meio do site Queremos Belle and Sebastian no Rio, 140 voluntários e 3 patrocinadores arrecadaram dinheiro suficiente para garantir o show da banda mais fofa dos últimos anos. Ou de todos os tempos...

O lugar não poderia ser melhor: Circo Voador, grande o suficiente para permitir um público numeroso e pequeno o suficiente para que todos fiquem próximos à banda e sintam-se parte do espetáculo. Ingressos esgotados e muita expectativa antecederam o segundo show dos escoceses na cidade maravilhosa. Com meia hora de atraso, a banda entoou os primeiros acordes de "I Didn’t See It Coming", faixa de abertura do novo LP da banda, Write About Love. Não parecia que a música tinha sido lançada há apenas um mês, tamanho o coro do público. O primeiro verso dessa canção, “make me dance, I want to surrender”, evidenciou a intenção dos presentes na noite: se render ao show dos precursores do twee pop.

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Longe da melancolia do início de carreira, o Belle and Sebastian engatou uma sequência dançante com "I’m A Cuckoo" e "Step Into My Office, Baby", acompanhadas efusivamente pela plateia. Na clássica "Like Dylan In The Movies", a banda disputou com público o título de quem cantava mais alto - e perdeu. Stevie Jackson virou o frontman por um instante, e cantou "I’m Not Living At The Real World", pouco antes de Stuart Murdoch roubar a cena mais uma vez e cantar "Piazza, New York Catcher" sentado na beirada do palco.

Quando o vocalista perguntou aos presentes quem estava os assistindo pela primeira vez, a maior parte da plateia se manifestou. Isso pode justificar o fato de poucas pessoas aparentarem conhecer o b-side "Loneliness Of A Middle-Distance Runner". Por outro lado, mostra que novos fãs não param de surgir, e cantam músicas recentes como "I Want The World To Stop" como se fosse uma velha conhecida.

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Em "Sukie In The Graveyard", uma fã foi convidada a subir no palco e dançar com a banda, causando inveja nos presentes. Depois do rock dançante, a emocionante "Lord Anthony" fez muito marmanjo chorar. Mas a maior emoção da noite foi o momento inusitado em que um rapaz entregou um cartaz para a banda com um pedido: queria que perguntassem à sua namorada se ela casaria com ele. Luísa disse “sim” à Rafael com a bênção do Belle and Sebastian, que chegou a entoar um trecho da marcha nupcial.

Tal como um bardo numa taverna medieval, Stevie puxou o coro de "Wrong Girl" e emendou com "(I Believe In) Travelling Light". Nas canções seguintes, "Dear Catastrophe Waitress", "Write About Love" e "Dirty Dream #2", o público já estava em estado de êxtase, mas a banda ainda preparava uma grande surpresa. Em "The Boy With The Arab Strap", cinco felizardos subiram ao palco para dançar com a banda, e ao final da canção foram condecorados. Cada um recebeu uma emblemática medalha, com os dizeres “I Made It With Belle and Sebastian” gravados.

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Em "If You Find Yourself Caught In Love", Stuart se teleportou para o segundo andar do Circo e ficou no meio pessoal. Perto do fim, "Judy and The Dream of Horses" e "Sleep The Clock Around" animaram os fãs novos e antigos. O bis foi iniciado por "The State I Am In", única canção do álbum de estreia da banda presente no show. "Another Sunny Day" evindenciou a fase menos melancólica e mais “ensolarada” da banda. Stuart quis que Bob Kildea a cantasse, pois não lembrava da letra. Mas ele lembrou. O show foi encerrado com "Get Me Away From Here, I’m Dying", cantada como se fosse a última canção do mundo, por um público que não queria que o show terminasse.

No dia seguinte, Stuart disse no site oficial da banda que a apresentação no Circo Voador foi um dos melhores shows da banda de todos os tempos. Se é assim, então que eles não demorem tanto a voltar ao Brasil para que este comentário seja refeito outras várias e várias vezes...

 

04 novembro 2012

Star Wars Episódio VII vai ser o melhor da série. Pelo menos para algumas pessoas

(e um pouco sobre a sensação de ter visto o melhor filme de minha vida – um tal de “A Ameaça Fantasma”)

George-Lucas-at-Disney-World-235343105George Lucas não comando mais o império que criou. O cineasta vendeu a LucasFilm para a Disney por mais de 4 bilhões, e agora terá tempo e dinheiro para apoiar iniciativas educacionais enquanto produz seus filmes independentes.

Sem sombra de dúvida, o ativo mais valioso da LucasFilm é a série Star Wars, que ganhará mais um filme em 2015.

Há quem diga que a saga dos cinemas deveria permanecer intocada, pois uma segunda trilogia já foi o suficiente para quebrar a magia da série original. Mas eu acho que uma terceira trilogia de Star Wars realmente será interessante.

Fora uns trechos vistos na Sessão da tarde que foram apagados da minha memória, meu primeiro contato de verdade com a série (que ainda se chamava “Guerra nas estrelas”) foi em 1997, quando versões remasterizadas dos filmes foram lançadas nos cinemas. Foi nessa época que fiquei fã da saga, e passei a aguardar ansiosamente o lançamento da recém-anunciada nova trilogia.

Quando o Episódio I foi lançado, em 1999, eu morava em uma cidade sem cinema. Viajei para poder ver o filme e voltei com a sensação de que tinha visto o melhor filme da minha vida. Isso mesmo, achei que Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma era realmente fantástico.

Hoje discordo da  opinião que tinha na época, mas ela tem uma explicação. Era a primeira vez que eu via um Star Wars inédito no cinema, estava envolvido com o filme anos antes dele ser lançado, comprei todo tipo de merchandising associado e cheguei no cinema esperando ver o melhor filme do mundo, sem saber que, independentemente do que se passasse na tela, a minha opinião já estava pronta.

Os episódios que se sucederam tiveram um recepção semelhante (saí embasbacado da sessão de 00:01 do Episódio III) e a série tem um lugar especial no meu coração até hoje (comprei um chaveirinho do Mestre Yoda na semana passada, por exemplo).

Cada geração deveria ter uma trilogia Star Wars inédita. Muitas crianças de hoje estão crescendo assistindo os episódios de Clone Wars e jogando os jogos da série Lego Star Wars. Elas merecem uma trilogia nova nos cinemas.

Naturalmente, não vou achar os novos filmes tão legais quanto a segunda trilogia. E os mais velhos vão continuar achando os filmes originais insuperáveis. Mas pode ter certeza que em 2015 vai estar cheio de garotos saindo do cinema com a sensação de que viram o melhor filme de suas vidas. Blockbusters criam esse tipo de sensação. É natural, e é saudável.

09 outubro 2012

Você não precisa de uma televisão tão grande!

(ou será que precisa?)

 TV Samsung 60 polegadas

Pra muita gente, quanto maior é uma televisão, melhor. Pode até ser em muitos casos, mas em determinadas situações o tamanho exagerado de uma TV acaba sendo prejudicial.

O assunto “retina display” tem aparecido constantemente nas publicações (e propagandas) de tecnologia. Basicamente, um tela com retina display tem a resolução tão alta que o olho humano não consegue perceber a existência dos pixels.

Só que na prática, qualquer televisão pode ser uma “retina display”. Isso só depende da distância em que o telespectador está dela.

Nota: Se você se assustou com as fórmulas abaixo e não quer saber de matemática, não precisa parar de ler. Todas as contas estão resolvidas e aparecem só como referência. Você pode simplesmente ignorá-las e continuar lendo o texto.

Existe uma fórmula utilizada para se calcular qual é a distância ideal de uma tela.

Equação para distância ideal da televisãoOnde:

D = Distância ideal (é o número que está sendo calculado);
DD  = Diagonal (é o tamanho “comercial” da TV. Ex: 32 polegadas);
RH = Resolução horizontal (quantidade de colunas de pixels);
RV = Resolução vertical (quantidade de linhas de pixel);
RA = Resolução atual (quantidade de linhas do que está sendo transmitido).

Caso você esteja a uma distância menor que a ideal, a imagem será prejudicada, dando a impressão de que está quadriculada (pois na verdade está). À distância maior que a ideal, no entanto, você começa a perder detalhes, pois os pixels começam a se juntar.

A partir dessa equação, formulei alguns exemplos.

Supondo que sua TV tem 32 polegadas. Para assistir um blu-ray (que tem RA=1080 linhas), a distância ideal é 1,27 metros, conforme equação abaixo.

Equação para distância ideal da televisão - 32 polegadas em Full HDIsso quer dizer que para explorar o máximo potencial de uma imagem de um blu-ray ou de uma transmissão em HD, é preciso ficar a 1,27 metros da televisão. No entanto, a situação muda se você estiver assistindo um DVD (que tem RA=480 linhas):

Equação para distância ideal da televisão - 32 polegadas em DVDComo visto na equação anterior, um DVD é plenamente aproveitado à uma distância de 2,85 metros da tela. Menos que isso a imagem acaba ficando serrilhada.

Agora imagine que  sua TV tem 42 polegadas. Para assistir à programação normal de TV (que não é transmitida em HD), a distância ideal é de quase impossíveis 3,75 metros. A sala tem que ser grande pra caramba. Se discordar, confira a equação.

Equação para distância ideal da televisão - 42 polegadas em DVDSó que as televisões não pararam de crescer. Está cada vez mais comum encontrarmos aparelhos de 60 polegadas. Uma televisão dessas é o sonho dos cinéfilos que podem assistir blu-rays a 2,45 metros da tela, o que é bastante razoável.

Equação para distância ideal da televisão - 60 polegadas em Full HDSe a mídia escolhida for um DVD, no entanto, você vai ter que ir pra casa do vizinho e assistir da janela. Ou então ter 5,35 metros livres na sala.

Equação para distância ideal da televisão - 60 polegadas em DVDPara um mundo em HD, as televisões de hoje tem um tamanho adequado.No entanto, a maior parte das transmissões ainda é em resolução tradicional – nem todo lugar tem cobertura de TV aberta em HD e os DVDs ainda são mais populares que os blu-rays.

Utilizar uma TV de última geração sem aproveitar todo seu potencial é como matar mosquito com bazuca. O resultado final é o mesmo, mas há um grande desperdício no caminho.

Termino com uma sugestão. calculem a distância ideal para cada tipo de situação e colem uma fita adesiva no chão para marcação. Instale rodinhas no sofá para movê-lo de acordo com a situação. E aproveitem ao máximo seus televisores.

02 outubro 2012

O ingresso é caro e a culpa é sua

Ontem as mídias sociais ficaram movimentadas com o anúncio das informações detalhadas sobre o festival Lollapalooza Brasil. Em primeiro lugar, por causa do line up que, na minha humilde opinião, é a melhor escalação de bandas em um festival que já vi no Brasil. E em segundo lugar por causa do preço: a pré-venda custa 900 reais para três dias.

Caixa Forte

Não pesquisei a fundo, mas pelo que conheço, acredito que o ingresso é um dos mais caros do mundo. Me sinto à vontade pra afirmar que há dois motivos que fazem com que os preços dos shows internacionais sejam tão altos no Brasil.

1 – Carteiras de estudante falsas

A lei de meia-entrada já foi boa (principalmente quando eu era estudante), mas o público em geral não soube aproveitar o benefício e hoje ela só serve pra fazer as pessoas honestas se darem mal. O motivo é a quantidade de documentos falsos que as pessoas fazem para usufruir do benefício da meia-entrada.

Só no Lollapalooza desse ano, 87% das entradas vendidas foram meia. Sinceramente, não creio que metade delas sejam para estudantes de verdade (embora não tenha dados concretos para provar essa teoria).

Na prática, as pessoas honestas pagam um preço muito mais alto pela inteira, enquanto uns espertalhões falsificam suas identidades estudantis para pagar menos. Além de prejudicar o próximo, é crime. Ilegal, imoral e tomara que engorde.

Se você é meu amigo e falsifica seus documentos, não me conte. Parte do seu ingresso sou eu quem estou pagando. E se eu ficar sabendo que você faz isso, vou ficar decepcioando.

2 – As pessoas pagam o preço cobrado

Aí é lei básica de mercado. Os produtores jogam o preço lá pra cima. O pessoal reclama, mas esgota os ingressos. Nos próximos shows, os preços são ainda maiores. Até chegarmos a um momento em que as pessoas vão deixar de comprar.

O ideal seria não comprarmos os ingressos quando eles forem muito caros. Mas como ninguém quer perder o show de seu artista favorito que pode nem voltar ao Brasil, a gente acaba cedendo e pagando.

Nesse item eu me incluo como culpado. Já paguei caro por shows. Acho que a maioria compensou (mas deve ter compensado muito mais para os produtores que pra mim).

Concluindo

Se as pessoas parassem de falsificar documentos (por um mundo melhor) e não comprassem os ingressos quando eles forem muito caros, é possível reverter a situação.

Mas é difícil. O Lollapalooza colocou algumas dezenas de milhares de ingressos à venda nessa madrugada. Antes do dia terminar, se esgotaram.

Se tem carteirinha de estudante falsa e paga quanto dinheiro for necessário para ir aos seus shows favoritos, não reclame dos preços dos ingressos. Mais do que dos produtores que definem o valor das entradas, a culpa é sua.

19 setembro 2012

O retorno d’O Resistor

Uma das atividades que mais me divertiu durante a graduação foi o jornal O Resistor. Quando comecei o curso, em 2003, ele era apenas um jornal de uma página (com a folha bem grande) que ficava pregado nos murais da Escola de Engenharia da UFMG. Depois de um tempo ele deixou de ser editado, mas não foi esquecido.

DSC07918Em frente ao prédio novo (na época) da Escola de Engenharia, parte da equipe d’O Resistor em 2007: Gustavo, Gregório, Ruslan, Luisa e Guilherme

Em meados de 2006, resolvemos reeditar o jornal de uma forma diferente. Voltamos para a edição número 1 e passamos a lançar edições impressas, distribuídas nos corredores da escola por “jornalistas” devidamente uniformizados. Dessa vez O Resistor passou a contar também com um blog, disponível até hoje no endereço oresistor.blogspot.com. Além do conteúdo da edição impressa, o blog também contava com conteúdo extra, como uma impagável entrevista em vídeo com a lenda viva da elétrica, e explicações sobre o fato da rede elétrica ter 60 Hz.

A última edição que minha turma lançou foi em 2007. Não sei exatamente o que aconteceu depois disso: uma conta no Twitter foi criada, mas a iniciativa perdeu força também. Mas ontem, para minha surpresa e alegria, fiquei sabendo que O Resistor vai voltar a existir. Começou com uma página no Facebook, alguns e-mails trocados, e parece que agora o informativo vai engrenar novamente.

Termino com votos para que O Resistor continue informando e divertindo a comunidade acadêmica da UFMG. E deixo um aviso para a atual redação: você sai d’O Resistor, mas O Resistor não sai de você. E isso é bom.

12 setembro 2012

Quem não se decepcionou com o iPhone 5?

Foi-se o tempo em que o iPhone era o melhor smartphone do mercado. Se o Galaxy SII da Samsung ainda gerava dúvidas e dividia as pessoas, o Galaxy SIII surgiu para não deixar nenhum questionamento sem resposta. O anúncio de smartphones como o Optimus G da LG também aqueceu o mercado, e empresas como Sony, HTC e Motorola também tem se movimentado lançando produtos de altíssima qualidade.
iPhone 5
Os últimos meses foram repletos de rumores sobre como seria o novo smartphone da Apple. Referência em inovação, a empresa que ditou o mercado nos últimos anos precisava dar uma resposta ao mercado cada vez mais concorrido.

Finalmente, foi anunciado o iPhone 5 no dia 12 de setembro. Provavelmente, apenas dois grupos não se decepcionaram: os fãs cegos da maçã e quem não esperava nada da marca.

É inegável que o novo aparelho é uma boa evolução do iPhone 4S, mas ele não traz tantas mudanças radicais. Mais fino, mais leve, com a bateria melhor, isso era mais que esperado. O processador é mais veloz, a memória RAM aumentou. Agora tem conexão 4G (mas que não existe no Brasil). O Google Maps deu espaço a um novo programa de mapas da Apple. Novidade de verdade? Nenhuma.

Ainda assim, é de se esperar que o telefone seja um sucesso de vendas. Vejo duas razões principais pra isso. A primeira delas é que existe uma maçã impressa nas costas do aparelho. A marca é muito forte, e seria capaz de vender aparelhos sem explicitar nenhum dos dados técnicos. Mais do que clientes, tem fãs e seguidores. O outro motivo é que o iOS ainda é um sistema mais amigável que o Android,mais fácil de ser utilizado (por isso eu costumo chamar o iOS de computação de vovô) e, consequentemente, limitado.

A liderança do mercado de smartphones não é mais da Apple, e o novo iPhone não mostra potencial para uma retomada – até mesmo pelo seu elevado preço. Mas ainda assim, a maçã continuará sendo visada e os geeks atentos à cada de um de seus passos, aguardando as inovaçãos que definirão o futuro do mercado a cada ano.

Leia também:
Como comprar (legalmente) um iMac mais barato
Como as pessoas escolhem um tablet

31 agosto 2012

Pequeno conto infantil

No zoológico, a garotinha curiosa observava os animais enquanto ouvia as explicações de seu pai:
- Aquele pássaro bonito e colorido ali é o papagaio.
- E quem tá com ele é a mamãegaio?

15 agosto 2012

A história da Lego

Sempre gostei de Lego. Quando muito pequeno, tinha algumas peças do Lego Duplo (aquele das peças gigantes, que não podem ser engolidas) e depois ganhei alguns dos kits com as peças tradicionais.

Provavelmente era o brinquedo que passava mais tempo brincando, mais até que videogame. E tenho certeza que, de alguma forma, a Lego contribuiu para o meu desenvolvimento intelectual.

Lego Store

Nesse mês a empresa dinamarquesa completou 80 anos, embora os famosos tijolinhos tenham “apenas” 54 anos. Ao menos em relação à Lego, minha infância foi parecida com a de muitas crianças. E ainda é.

Para comemorar a data, a empresa produziu uma animação de 17 minutos no melhor estilo dos filmes da Pixar. Está em inglês, mas é fácil de entender. É uma história bonita, divertida e que fortalece o vínculo dos fãs com a marca. Entre idas, vindas, descrenças e vários recomeços, a Lego se tornou um sucesso e ainda hoje é exemplo de inovação.

12 agosto 2012

Qual Spice Girl é mais popular?

Com a reunião das Spice Girls para o encerramento das Olímpiadas de Londres, as garotas que fizeram o girl power tão popular nos anos 90 voltaram às manchetes.

Após o fim do grupo, todas seguiram carreira solo, mas a única que continua firme e forte no mundo da música é Melanie C que, mesmo longe dos tempos áureos do grupo, continua lançando novos álbuns numa frequência significativa.

Spice Girls

Para saber por onde anda cada uma delas e descobrir quem é a mais popular, consultei os registros do Last.FM (obrigado, big data!) desde 2002 para montar o ranking. As informações adicionais vieram da Wikipédia.

Melanie BMelanie B é a menos ouvida entre as Spice Girls, com suas músicas tendo sido executadas 379.492 vezes desde que o Last.FM existe.  Melanie Brown lançou 3 álbuns de estúdio, o último deles em 2010.

Música mais popular hoje: Feels So Good

 

Victoria BeckhamVictoria Beckham (que já foi Victoria Adams) é a 4ª do ranking com 831.301 execuções de suas músicas. Teve apenas um disco lançado oficialmente, e dois cancelados (distribuídos online alguns anos depois). Já anunciou que tinha abandonado a música, mas isso não a impediu de continuar lançando músicas inéditas (contraditório, não?)

Música mais popular hoje: A Mind Of Its Own

Emma Bunton

A terceira colocada, com 1.763.636 execuções é Emma Bunton, que lançou três álbuns. O último é de 2006, e tem influências até mesmo de bossa nova. Atualmente se dedica mais à TV que à música.

Música mais popular hoje: What Took You So Long

Geri HalliwellPrimeira a sair em carreira solo, Geri Halliwell lançou três álbuns, mas desde 2005 não grava nada de novo. Em popularidade, está em segundo, mas bem próxima de Emma, com 1.995.922 execuções. Virou um ícone GLS e seu maior hit até hoje é um cover de It’s Raining Man.

Melanie C

No topo da popularidade pós-Spice Girls, está Melanie C. Foi a única a gravar algo novo em 2012, e é a que tem a discografia mais extensa entre as cantoras. No Last.FM totaliza 4.808.350 execuções, que é um número praticamente igual à soma de todas as outras somadas.

Sua faixa mais popular hoje é Think About It.

Nenhuma delas, no entanto, chega perto do sucesso do grupo. Mesmo há 12 anos sem lançar nada, as Spice Girls permencem sendo ouvidas, com 11.108.208 execuções no Last.FM. E nenhuma de suas músicas supera a popularidade do primeiro single Wannabe.

10 agosto 2012

Não acredito em fair play no futebol

Olha só o que a FIFA chama de "fair play":
O fair play é um elemento essencial do futebol. Ele representa os benefícios de cumprir as regras, ter bom senso e respeitar jogadores, árbitros, adversários e torcedores.

Mas pra mim não adiantam as campanhas de marketing, as faixas nos estádios nem os dias de homenagem ao fair play. Na prática, no calor jogo, isso se resume a chutar a bola pra lateral quando tem um jogador caído no chão.

A cultura do futebol é uma cultura de malandragem. Se um jogador é tocado por um adversário ele pula no chão e faz a maior encenação, de forma a tentar forçar o juiz a marcar uma falta. Isso acontece às vezes quando o jogador nem é tocado. Fair play? De forma alguma.

E quando um gol é feito e validado pelo árbitro após um toque de mão? Será que o time favorecido vai avisar o juiz que ele errou e pedir pra anular o gol?

O jogo justo não existe, o que importa é a vitória. Com gol de mão, em impedimento, ou com faltas não marcadas. A culpa é sempre do juiz, que errou. E pra continuar assim, a FIFA se mantém resistente ao uso da tecnologia como forma de auxílio à arbitragem.

Não espero que isso mude, nem quero. Só acho que falar em "fair play" no futebol é balela, até que me provem o contrário.

19 julho 2012

Qual cogumelo é melhor?

(falando de Super Mario Bros., OK?)

Uma das características mais marcantes dos jogos do Mario são os power ups, os itens que dão à personagem habilidades e bônus especiais. Os mais comuns (e mais famosos) são os cogumelos, principalmente o vermelho e o verde. Questionado sobre qual dos cogumelos era melhor, fiz uma pequena reflexão.

Mario Power Up

O cogumelo vermelho por muitas vezes é ignorado. Isso acontece quando você tem uma flor, pena, ou qualquer outro item do jogo – pois todos são mais “poderosos” que o cogumelo vermelho. No entanto, quando Mario está em seu menor tamanho ele fica super vulnerável, e o item é sempre providencial – e permite o crescimento do herói e a salvação do jogador.

Mario red MushroomO cogumelo verde instintivamente poderia ser considerado melhor – afinal ele dá direito à uma vida. E nada pode ser mais válido que uma vida inteira, não é mesmo?

Na verdade, eu discordo. Nos jogos do Mario, sempre há vidas o suficiente, e um cogumelo verde não faz tanta diferença assim no jogo.

Mario green mushroom Por isso eu acho o cogumelo vermelho melhor. E ele ainda é muito mais bonitinho se você quiser estampá-lo numa camiseta ou usá-lo como chaveiro. Sem contar que ele é o maior símbolo da franquia do bigodudo.

Eu sie que jogos mais recentes (principalmente a série Mario Galaxy) trazem diferentes tipos de cogumelo, muito mais poderosos. Eles podem ser bons nos jogos, mas não tem o carisma do bom e velho red mushroom.

08 julho 2012

Os filmes do verão

Tradicionalmente, os filmes de maior apelo popular de Hollywood estreiam no verão do hemisfério norte. A época coincide com as férias escolares e as grandes bilherterias costumam aparecer nessa época.

Atualmente, a estreia no Brasil acontece por muitas vezes na mesma data, ou com poucas semanas de diferença. Com tantas opções, pode ficar difícil escolher qual filme assistir. Já vi alguns, e vou dizer o que achei (sem contar detalhes da história, pra não prejudicar quem não viu).

PrometheusPrometheus

Ficção científica de primeira. Ligado à série Alien, de algumas décadas atrás. Se você não assistiu ou não lembra dos filmes antigos (como eu), não tem problema – a história é independente, complexa e intrigante.

Dark ShadowsSombras da Noite

Semi-comédia de Tim Burton com seu parceiro de longa data Johnny Depp no papel principal. A história é meio sem pé nem cabeça, às vezes confusa e em determinados momentos não diz à que veio. O toque de humor segura o filme, que diverte durante duas horas mas é facilmente esquecido após o fim da sessão.

The Spectacular Spiderman O espetacular Homem-Aranha

A história do amigo da vizinhança volta a ser contada desde o começo. É acima da média: agrada os fãs de super-heróis e não compromete a personagem principal. Mas Andrew Garfield, novo ator a interpretar Peter Parker, não conseguiu substituir Tobey Maguire no coração dos fãs.

Madagascar 3Madagascar 3

O terceiro filme passa longe de Madagascar. Não quero considerar que animais selvagens falantes são uma situação verossímel, mas nesse filme as situações são extremamente exageradas. Se fosse pra definir o longa metragem em duas palavras, eu diria: “Dorgas, manolo!”

Catwoman - Dark Knight RisesBônus: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

O novo filme do Batman estreia só no fim do mês, mas promete ser o melhor dessa lista. Com a responsabilidade de superar “O cavaleiro das trevas”, o melhor filme de super-heróis de todos os tempos (na minha humilde opinião), o final da trilogia do Batman vai parar o mundo nerd.

31 maio 2012

Mike Krieger, o fundador araxaense do Instagram

A revista Superinteressante de maio de 2012 citou em uma reportagem que Mike Krieger, fundador do Instagram, é nascido em Araxá, MG. A figura abaixo reproduz parte da página que traz essa informação. Os moradores da cidade receberam a novidade com um certa desconfiança – afinal ninguém nunca tinha ouvido falar do garoto na cidade.

Mike KriegerMike Krieger é sempre citado como paulistano. A reportagem da Super, aliás, informa que ele mudou-se de São Paulo para Portugal aos quatro anos de idade.

Como nem tudo que é publicado necessariamente é verdade, resolvi me aprofundar na história. Naveguei bastante pela web e não achei nenhuma referência que associasse Krieger à cidade de onde primeiro se avista o sol.

Enviei então um e-mail para a revista, reproduzido a seguir:

Moradores de Araxá, pequena cidade do interior de Minas Gerais, ficaram em polvorosa quando a revista Super mencionou que Mike Krieger, fundador do Instagram, é natural de lá. A imagem da revista se multiplicou viralmente pelas redes sociais, mas gerando muita dúvida: em praticamente toda reportagem que aparece na mídia sobre Krieger, é mencionado que ele é paulistano. Afinal, ele é mesmo de Araxá?

Gregório de Almeida Fonseca

De São José dos Campos, SP (mas com coração araxaense)

Passados alguns dias, recebi uma resposta, esclarecendo a situação.

Superinteressante - Mike Krieger

A dúvida que ficou é a seguinte: de onde veio o nome da cidade de Araxá pra parar assim na revista? Será que temos um troll araxaense infiltrado na redação da Super?

16 maio 2012

O dia em que Atchim e Espirro foram parar nas capas da Billboard e da Rolling Stone

Quando recebi a revista Billboard Brasil em casa nesse mês, me assustei com a capa. Trazia apenas a dupla Atchim e Espirro, com a frase “Voltou, voltou”. Na verdade era uma sobrecapa publicitária, mas foi o suficiente pra me traumatizar.

Atchim e Espirro Billboard

Eis que recebo a revista Rolling Stone alguns dias depois e a sobrecapa trazendo a dupla mais uma vez, mas com uma nova foto.

Atchim e Espirro Rolling Stone Tudo faz parte de uma ação publicitária viral assaz agressiva, feita por um medicamento. A campanha ainda inclui um videoclipe com participação de Fernandinho Beat Box. Uma versão reduzida está disponível no Youtube (e reproduzida na sequência) mas pra ver o vídeo completo é necessário curtir uma página no Facebook.

Pra se ter uma ideia, o vídeo já tem quase 800 mil visualizações. Sinal de que a campanha está funcionando…

Só pra constar, as capas de verdade das revistas são bem mais interessantes. A Billboard desse mês traz os Rolling Stones, enquanto a Rolling Stone mostra o Radiohead.

09 maio 2012

Ganso na elite do futebol mineiro

Você mora em Minas Gerais mas torce para um time de São Paulo?

É comum moradores do interior de Minas Gerais torcerem para times de São Paulo ou Rio de Janeiro. Não é algo tão absurdo assim. A distância de Araxá para Belo Horizonte, por exemplo, é muito grande para que os torcedores acompanhem o dia-a-dia de seus times no estádio. Se é pra torcer à distância, melhor então torcer para um time de mais popular, cujos jogos passem na TV com uma frequência maior.

Araxá Esporte - Ganso

Mas acontece que a cidade também tem um time, que acaba sendo o segundo clube de todos. O Araxá Esporte tem a simpatia de todo mundo. Por não enfrentar os grandes clubes, é possível também torcer para o Ganso sem prejudicar a paixão por outro clube, afinal o time nunca enfrentará o São Paulo ou o Fluminense. Ou nunca enfrentaria.

Me lembro de ir ao estádio Fausto Alvim quando criança, e correr pela arquibancada acompanhando a bola. E o Araxá Esporte Clube, mesmo sem expressão, fazendo a alegria da população da cidade que, sem outras opções, acabava indo torcer pro Ganso no estádio.

Nos últimos anos, o time oscilou entre a segunda e terceira divisão do campeonato até que o Araxá Esporte Clube sagrou-se campeão do módulo II e garantiu o acesso à elite do futebol mineiro. Foram 22 anos longe da primeira divisão – o que quer dizer que na minha vida inteira, só vi o Ganso jogar na segunda e terceira divisões.

Nas últimas semanas, a cidade viveu o clima de final de campeonato: com o time na primeira posição e com as chances de título crescendo, a expectativa ficou cada vez mais alta. O jogo contra o Ipatinga hoje deve ter sido a maior renda da história do clube.

Naturalmente, é necessário que a base se mantenha, e o time seja competitivo no campeonato do ano que vem. Difícil isso acontecer em times (muito) pequenos, pois qualquer jogador que se destaca acaba sendo vendido para um time de médio porte. Mas espero sinceramente que os patrocinadores continuem apoiando a equipe, o público continue indo ao estádio e que o time prospere.

Agora a torcida começa a pensar longe. Um bom desempenho no campeonato mineiro pode render participações no campeonato brasileiro ou na Copa do Brasil. Talvez o time consiga até ganhar a Libertadores antes do Corinthians.

Normalmente eu sou são-paulino mas atualmente nem ligo para os fracassos do time paulista: o Ganso tem me trazido muito mais alegrias. E hoje estou feliz, pois posso comemorar um título merecido, conquistado após uma grande sequência de jogos e coroado com um gol aos 42 minutos do segunto tempo.

Araxá está em festa, dizem que tem até congestionamentos! Trinta minutos após o término da partida, mais de 60 publicações de amigos apareceram na minha timeline do Facebook. E eu aqui comemorando de longe, doido pra vestir minha camisa e sair pelas ruas da cidade. Parabéns Ganso!

06 maio 2012

Como comprar (legalmente) um iMac mais barato

Computadores Macintosh sempre foram mais caros que os PCs. E sempre superiores. Com a orkutização popularização da Apple, os preços ficaram ainda maiores, até porque tem gente que paga, e paga sorrindo. Só a maçãzinha aparecendo deve custar uns 25% do produto.

Assustei com o preço do iMac top de linha no Brasil: R$7.399,00, no Submarino. E resolvi pesquisar por quanto sairia o mesmo computador comprando-o nos Estados Unidos (o que inclui passagens de avião, impostos e tudo mais).

iMac

O modelo que pesquisei tem as seguintes configurações:

  • Tela de 27 polegadas
  • HD de 1 terabyte
  • Processor Intel Core i5 3.1GHz
  • Memória RAM de 4GB

As consultas de preço foram feitas considerando o preço do dia 5 de maio. Um modelo equivalente na Amazon.com custa USD 1.894,95. Acontece que não é só isso. Considerei as seguintes taxas:

  • IOF do cartão de crédito de 6,38%: USD120,90
  • Imposto pago na alfândega sobre USD 1.394,95 (60% sobre o valor que excedeu a cota de 500 dólares): USD 836,95
  • Passagens de ida e volta para Miami, com preço mais barato: USD 974,50

O preço total foi de USD 3.827,30. Considerando o dólar a R$1,92, o preço do computador fica R$ 7.348,41.

Ou seja: você vai a Miami, compra um iMac, declara na alfândega, paga todos os impostos exigidos pela lei, e ainda fica com 50 reais.

E se você não quiser ir tão longe pra comprar, é só pagar a viagem pra alguém. Passagens grátis convenceriam muita gente a fazer esse “favor” pra você.

24 abril 2012

Belle and Sebastian - Write About Love

Pouco mais de um ano e meio atrás, o Belle and Sebastian lançou seu disco mais recente, Write About Love. Na ocasião, fiz uma resenha, que foi publicada no blog Disco Pops. Escrevi por uns tempos nesse blog, antes de entrar no Move That Jukebox. Atualmente, o Disco Pops anda sem atualizações, mas todo o seu conteúdo continua disponível online.

Reproduzo a seguir minhas impressões iniciais sobre o álbum.


Desde o primeiro disco, o Belle and Sebastian traz um conceito diferente a cada trabalho. Write About Love, primeiro álbum de estúdio desde 2006, não tem essa característica. Parece um apanhado de canções de cada fase da banda – dos primórdios de melancolia até os tempos ensolarados dos discos mais recentes. Dessa forma, todos que já curtiram a banda em algum momento de sua trajetória podem gostar do novo álbum.

A abertura, "I Didn’t See It Coming", é uma pérola pop cantada pela voz quase sussurrada de Sarah Martin, que recebe o reforço do vocalista principal Stuart Murdoch nos momentos mais fortes. As harmonias vocais, por sinal, são um dos pontos altos do disco. A canção é seguida por "Come On Sister", com sintetizadores que causam estranheza na primeira audição, mas se tornam indispensáveis na segunda.

Norah Jones rouba a cena e canta com Murdoch em "Little Lou, Ugly Jack, Prophet John", a principal surpresa do álbum. A mistura de jazz parece difícil de rotular – a parceria foi tão bem sucedida que também fará parte do próximo disco da cantora. Outra participação inusitada, mas com um resultado fabuloso, é a da atriz (isso mesmo, atriz) Carey Mulligan na faixa que dá nome ao disco. "Write About Love" é um single radiofônico sem tirar a identidade da banda.

Com os títulos na primeira pessoa, "I Want the World to Stop" e "I'm Not Living In The Real World" têm pegada suficiente para deixar os indies mais desinibidos dançando com os braços levantados e punhos cerrados enquanto os tímidos apreciam as letras inspiradas e melodias contagiantes. O Belle and Sebastian melancólico do fim da década de 90 está presente em "Calculating Bimbo", "Ghost Of Rockschool" e "Read The Blessed Pages", que mostram que a banda mesmo mudando sua sonoridade ao longo dos anos, ainda consegue compôr, gravar e produzir canções relevantes no estilo que os consagrou.


O trompete no início de "I Can See Your Future" parece iniciar uma canção de despedida. Aliás, esse é mesmo o clima da faixa que tem Sarah como principal vocalista: um fim de festa, mas em grande estilo. Antes do término do disco, o ouvinte ainda é presenteado com "Sunday’s Pretty Icons", com cara de faixa bônus.

Write About Love não tem uma unidade como álbum e soa como um disco de “Greatest Hits” dada a quantidade de hits em potencial, mas sem relações entre si. Se o disco fosse dividido em 3 EPs, o trabalho poderia soar mais coeso, porém os fãs teriam que esperar mais. Eu não queria esperar. No fim das contas, o que importa é que as músicas sejam boas. E algumas delas tem tudo para se tornarem clássicos do twee pop.

15 abril 2012

Mais piadas nerds

Certa vez recomendei o livro Piadas Nerds aqui no blog. Ainda recomendo. As piadas, em sua maioria publicadas originalmente na conta @PiadasNerds do Twitter, são divertidas e inteligentes.

A obra acabou virando um best-seller, merecidamente. Pra aproveitar o sucesso, lançaram recentemente os livros "Piadas Nerds: Matémtica" e "Piadas Nerds: Química".

O primeiro livro da série me surpreendeu positivamente, ao passo que os dois novos lançamentos foram um completa decepção. São típicos "caça-níqueis".

A qualidade do texto não caiu. Nem dos desenhos. O problema é que as páginas agora são muito mal aproveitadas. O livro original trazia entre 11 e 13 piadas por página, em média. Os novos têm apenas 2 ou 3. Na prática, isso quer dizer que as 110 páginas do Piadas Nerds: Química caberiam tranquilamente em umas 25 páginas do livro original. Sem contar que muitas piadas não são inéditas em papel.


Se você quiser ser uma pessoa divertida na sua roda de amigos nerds, o ideal é ter o primeiro livro na cabeceira e esquecer as sequências. Dizem que uma piada não é engraçada na segunda vez. Nesse caso é bem verdade.

25 março 2012

Jogos Vorazes (2)

Li Jogos Vorazes às pressas, pra poder ver o filme logo no fim de semana de estreia. E, mesmo com a expectativa alta, o longa-metragem conseguiu me surpreender positivamente. É certamente o próximo filme que você deverá assistir no cinema.

jogos vorazesÉ irrelevante comparar livro com filme, pra dizer qual é melhor. Nesse caso o importante é dizer que são complementares. Enquanto o livro se concentra na mente da protagonista Katniss, o filme traz uma visão de todas as outras tramas paralelas, mas mantendo-se fiel à trama original. São duas experiências diferentes e independentes, ambas recomendáveis.

A classificação indicativa do filme fez com que a violência ficasse em segundo plano, muitas vezes oculta por uma câmera que treme bastante. A tremedeira, aliás, é o único ponto que prejudicou a produção, na minha opinião; E por mais que o final possa parecer previsível de certa forma (e na verdade é), isso não diminui a grandeza do filme nem as expectativas que são geradas para a sequência.

Não dá pra dizer que a juventude órfã de Harry Potter e Crepúsculo irá acompanhar a trilogia fervorosamente – até porque essa juventude já cresceu. Mas Jogos Vorazes parece que irá ocupar um espaço vazio na mídia para o público jovem, arrebanhando fãs que criarão sites, fanfics e acompanharão cada passo da produção dos próximos filmes. E isso é bom tanto pra eles, quanto para a indústria do cinema.

Leia também: Jogos Vorazes (sobre o livro)

24 março 2012

Como as pessoas escolhem um tablet

Esse post não tem o objetivo de orientar o leitor sobre como ele deve escolher qual tablet irá comprar. É apenas uma teoria sobre o que leva o usuário a escolher determinado modelo. Não levem (muito) a sério, por favor.

Samsung-Galaxy-Tab-8.91A maioria dos tablets está disponível com memória de 16, 32 e 64 gigabytes, e as diferenças de preço são signifcativas. Na prática, um tablet de 16 GB atende bem a grande maioria dos usuários, mas isso não quer dizer que ele seja um super sucesso de vendas se comparado aos outros.

Quem compra o de 64 GB é a pessoa que usa no máximo uns 10% da memória do aparelho, mas tem dinheiro e quer “o melhor”, mesmo sem saber direito o que ele tem de superior. Já o dono do tablet de 32 GB não se sente à vontade pra comprar o de 16 GB porque ele não quer ter o “pior” mas tem consciência de que 64 GB é um exagero, e acaba optando por um intermediário.

Quem tem o de 16 GB é aquela pessoa que juntou dinheiro durante meses pra comprar o aparelho e tem que optar pelo mais barato. Costuma ser alguém jovem e ligado à tecnologia, que, na prática, seria um dos poucos usuários a aproveitar todo o potencial de uma memória de 64 GB – longe de seu poder aquisitivo, infelizmente.

A escolha do sistema operacional é outro fator decisivo. Se a pessoa tem uma resposta à pergunta “Qual sistema operacional você prefere?”, ela escolhe um Android. Caso ela não tenha a menor ideia de como responder à pergunta (e nem sabe o que é um sistema operacional), ela escolhe o iPad, com iOS.

E aí, já escolheu o seu?

21 março 2012

Jogos Vorazes

jogos vorazes

O trailer do filme Jogos Vorazes me conquistou na primeira vez que vi. Correndo contra o tempo, adquiri o primeiro livro da série para poder ler antes da estreia do filme, prevista para o dia 23 de março.

Antes de tudo, ignore os cartazes que contém a frase: “A mais nova febre mundial tão grandiosa como “Harry Potter” e “A Saga Crepúsculo””. Basicamente, essa frase tenta atrair o público das séries citadas, mas que não tem nenhuma relação com a história de Jogos Vorazes. Provalmente foi criada por pessoas que colocam “muito louco” nos títulos de filmes. A semelhança é que o longa é baseado num livro de uma série voltada para o público infanto juvenil.

A única comparação coerente que consigo enxergar é com o mangá Battle Royale. Ambas as histórias tratam de jovens que tem que lutar até a morte em um reality show. Premissa interessante, recheada de crítica política, e primorosamente desenvolvida tanto no livro quanto na série de mangás.

Ao longo das quase quatrocentas páginas, o livro consegue manter o suspense, a tensão e até gotículas de romance. A trama é direta, linear, sem histórias paralelas. É envolvente o suficiente para cativar adultos (categoria em que me enquadro) embora seja direcionada a um público mais jovem.

O ritmo é cinematógráfico, e uma adaptação para o cinema parece nada mais que um caminho natural. A estrutura na narrativa, inclusive, é apropriada para a filmagem seja feita sem prejuízos à história.

O filme procura conquistar o espaço deixado por longas sagas baseadas em livros e, se foi bem executado (só vou saber disso na sexta) deve garantir seu lugar entre o público jovem nos próximos anos.

E se você ainda não leu, o livro é empolgante o suficiente para que você consiga terminá-lo antes do filme sair de cartaz.

06 março 2012

Os feijões de todos os sabores

Um dos conceitos mais divertidos da série de livros do Harry Potter é o dos feijões de todos os sabores. Basicamente, são balas em formato de feijão que têm gosto de cereja, melancia, vômito e cera de ouvido, entre outros.

Quando o parque temático “The Wizarding World of Harry Potter”, que fica dentro da Universal Islands of Adventure, foi inaugurado, a loja de doces Honeydukes surpreendeu os fãs com os tais feijões pra vender.

Every flavour beans

Naturalmente, não pude deixar de comprar uma caixinha de balas quando fui ao parque. O problema é que eu não tinha coragem de comer, por não saber se ia estar experimentando uma bala de minhoca ou uma de tutti-frutti.

Quando a data de validade foi se aproximando, tomei coragem e abri o pacote. Pra minha surpresa, havia um folheto com a legenda (reproduzido acima) que facilitou bastante minha vida.

Há balas deliciosas como a de melancia, cereja e marshmallow. Outras são simplesmente OK, como tutti-frutti e maçã-verde. E algumas eram pra ser gostosas, mas não são (canela e salsicha, por exemplo).

Os sabores ruins aparecem numa proporção infinitamente menor que os sabores bons (mais ou menos 10:1). Mas são ruins de verdade.

A de pimenta-do-reino arde até a alma, e não adianta colocar outros sabores na boca – você simplesmente não consegue fugir do gosto. A de vômito parece Cheetos Bola vencido, e a de ovo podre me deu vontade de vomitar.

A de sabão, a de grama e de minhoca são ruins, mas inofensivas. E mesmo nunca tendo comido cera de ouvido, tenho certeza que o sabor dessa bala era bem fiel ao real.

Chega uma hora que você cansa de experimentar os feijões, e você passa a oferecer para seus amigos para rir das reações.

Comprar uma caixa de feijões de todos os sabores vale muito mais a pena pela experiência que pelo sabor em si. Uma vez que você come uma bala de vômito na vida, nunca mais vai querer repetir o feito. O mesmo se aplica aos outros sabores bizarros.

É daqueles produtos que deveria vir com o rótulo “fans only”. De qualquer forma, a caixinha é cara demais pra quem não for fã comprar.

26 fevereiro 2012

E o Oscar vai para…

Todo ano é a mesma coisa: fico na torcida pelos menos filmes favoritos, e dificilmente eles recebem algum prêmio da Academia. É comum as pessoas ficarem insatisfeitas com os resultados do Oscar, e comigo não é diferente.

Vi poucos filmes dentre os que estão concorrendo na premiação de hoje, então resolvi fazer minha própria seleção. Durante os últimos doze meses vi 49 filmes e, naturalmente, os que não assisti não entram no páreo.

X-Men First Class

E o Oscar vai para…

Melhor Filme: X-Men Primeira Classe
Melhor Direção: J. J. Abrams (Super 8)
Melhor Ator: Andy Serkis (Planeta dos Macacos: A Origem)
Melhor Atriz: Emma Watson (Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 2)
Melhor Ator Coadjuvante: Hank Azaria (Os Smurfs)
Melhor Atriz Coadjuvante: Chloe Moretz (A invenção de Hugo Cabret)
Melhor Filme Estrangeiro: Muita Calma Nessa Hora (Brasil)
Melhor Filme de Animação: As Aventuras de Tintin
Melhor Roteiro Original: Super 8
Melhor Roteiro Adaptado: Harry Potter e as relíquias da morte - PArte 2
Melhor Fotografia: Millenium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Melhor Direção de Arte: A invenção de Hugo Cabret
Efeitos Visuais: Planeta dos Macacos - A Origem
Melhor Canção: Man or Muppet (Os Muppets)
Melhor documentário: Foo Fighters - Back and Forth

10 fevereiro 2012

The Vaccines, finalmente no Brasil

Falar que uma banda que apareceu pro mundo só ano passado “finalmente” vem ao Brasil pode parecer exagero, mas nesse caso não é.

O The Vaccines tinha participação confirmada no Planeta Terra Festival no ano passado, mas infelizemente cancelou sua apresentação. Naturalmente, fiquei frustrado: foi uma das bandas que mais ouvi em 2011.

Pra compensar o cancelamento (e pra encher o bolso de dinheiro também), a banda confirmou dois shows no Brasil no mês de abril. A venda de ingressos começou hoje, e pouco mais de meia-hora depois, o primeiro lote constava como esgotado no site. Seria minha segunda frustração?

Algumas horas depois, consegui garantir meu ingresso. Eles ainda não estão com essa bola toda de esgotar tudo em uma hora, mas se eu fosse você já comprava sua entrada! Agora é esperar até abril.The Vaccines Reproduzo na sequência a resenha que fiz para o álbum de estreia da banda, What Did You Expect From The Vaccines?, publicada originalmente no site Discopops em março do ano passado.

“Não vi nenhum texto sobre a banda The Vaccines sem a palavra hype, e já a inseri no meu na primeira frase. Os ingleses têm sido apontados como a maior promessa do rock para 2011 desde o ano passado, quando suas primeiras músicas começaram a circular na internet, e acabam de lançar seu primeiro álbum. What Did You Expect From The Vaccines? é um dos títulos de discos mais originais a surgir nos últimos anos e é absolutamente adequado à situação da banda. Dependendo do que você esperava dos Vaccines, o álbum pode te surpreender ou te decepcionar.

Não poderia haver cartão de visitas melhor que a primeira faixa, "Wreckin' Bar (Ra Ra Ra)". Dançante e contagiante, resume em 1 minuto e 22 segundos o que há de melhor na banda. No entanto, sua curta duração cria uma sensação de coito interrompido – e dá vontade de colocar a canção no modo repeat. Aliás, ao observar o tempo total de cada uma das músicas, tem-se a impressão de que na verdade é um disco de punk rock.

"If You Wanna", que poderia ser confundida com uma música do Kaiser Chiefs, continua o ritmo de festa indie até a desaceleração de uma trinca de baladas. "A Lack of Understanding", "Blow it Up" e "Wetsuit" são canções marcadas pela melodia, para tocar em rádios e novelas, mas sem perder sua cerne roqueira. É o indie acessível para o mundo pop.

"Norgaard" é mais uma das canções que vão direto ao ponto e fazem você acreditar na salvação do rock em menos de dois minutos – embora eu nunca tenha acreditado que o rock precisasse ser salvo. E se o The Vaccines tem um hit, é "Post Break-Up Sex", ponto alto do disco, com potencial para ser a mais cantada pela plateia nos concorridos shows da banda. "Under Your Thumb" é uma música que você fica esperando começar, mas quando percebe, ela já está acabando. Parece uma introdução para a música seguinte, "All In White", a primeira a ultrapassar quatro minutos e que conta com o maior trecho instrumental do disco. Pra terminar, ainda tem a agitada "Wolf Pack" e a melancólica "Family Friend", que dá ao final do disco um clima completamente oposto ao seu início.

Chega a ser injusto exigir de uma banda nova que se grave uma obra-prima logo no primeiro álbum. Com todos os holofotes voltados para o grupo, o The Vaccines conseguiu segurar o hype e lançou um disco coeso, original e muito bom. Certamente What Did You Expect From The Vaccines? entrará em diversas listas de melhores do ano ao final de 2011, mas também se ausentará de algumas. E, sim, eles justificam o hype. The Vaccines é a melhor banda a lançar seu LP de estreia em 2011. Pelo menos até o momento.”

Como previ, o disco entrou em diversas listas de melhroes do ano, inclusive a do Move That Jukebox, que participei da votação. Se você ainda não ouviu, é uma boa oportunidade pra conhecer a banda e ser convencido a ir aos shows!

06 fevereiro 2012

Síndrome da vibração fantasma

pacman-ghosts-tshirtJá ouviu falar da síndrome da vibração fantasma? Até ler a Wired desse mês eu nunca tinha visto esse termo, mas agora eu já sei que ele existe, e eu sou um portador. Conhecido pela sigla PVS (Phantom Vibration Syndrome), o fenômeno ocorre quando um usuário de telefone celular imagina que seu aparelho está vibrando no seu bolso, quando na verdade isso é apenas uma alucinação tátil. E descobri que além de mim, outros bilhões de pessoas também sofrem os mesmos efeitos.
De acordo com o texto de Brendan I. Koerner, a origem da PVS ainda não foi descoberta, mas há três hipóteses:
1 – A radiação do telefone celular provoca a tremulação dos músculos da perna.
2 – O efeito é causado por desconforto gastrointestinal.
3 – A PVS é um efeito colateral do stress.
Ao assumir que a causa mais provável é terceira, uma solução potencial é desligar o alerta vibratório do telefone e utilizar apenas o sonoro. Creio que funcione, mas provavelmente deve gerar o efeito colateral da “síndrome do som fantasma”.
E você, também acha que seu telefone está sempre tocando?

04 fevereiro 2012

Lugar de lixo é no chão

Às vezes fico impressionado com a falta de educação das pessoas. Eventualmente faço alguma intervenção do tipo "Você deixou esse papel cair no chão", mas esse tipo de coisa pode ser arriscado, dependendo da pessoa com quem você está falando. Hoje eu  vi uma situação bem feia, mas preferi ficar calado pra evitar conflitos.

No ponto de ônibus, uma mulher alimentava seus filhos jogando toda espécie de lixo no chão. Então o garotinho jogou sua garrafinha de iogurte no chão, e sua mãe ficou muito brava, pedindo para que ele não fizesse isso. A resposta foi simples e direta: "Você acabou de jogar lixo no chão também..."
Depois do silêncio mortal, a mãe não soube o que fazer. A grama permaneceu suja, e a lixeira que estava a menos e dez metros, vazia.

30 janeiro 2012

Embalagem individual de guardanapo sustentável

O título dessa postagem já começa errado: não vejo como uma embalagem de guardanapo ser sustentável.

Tudo começou numa grande rede de fast food, quando recebi na minha bandeja os guardanapos que eram guardados numa embalagem quer era de plástico mas agora é de papel.

Guardanapos“Mãos e planeta limpos. Embalagem de papel. Sustentável e reciclável.” São os dizeres impressos na embalagem. Mas acho que tá tudo errado.

A pergunta é: realmente é necessário embalar cada par de guardanapos?

Há quem diga que isso é mais higiênico, pois assim os atendentes não entram em contato com o guardanapo, diminuindo as chances de contaminação. Pra mim basta colocar um dispenser de guardanapos e deixar cada um tirar o seu.

Embalar os guardanapos gera mais lixo e, por mais que o material seja reciclável, ainda assim deverá passar por um processo para que volte a ser utilizado. Sem contar que se a comida sujar a embalagem já era: ela passa a ser lixo orgânico.

O que incomoda é criarem uma mensagem teoricamente consciente, quando é possível ir além e fazer muito mais que isso sobre o planeta. Só pra começar: eliminem as embalagens de guardanapos – ninguém precisa delas.

12 janeiro 2012

De volta ao Parque dos Dinossauros

Jurassic Park logo

O título do texto é o mesmo de um dos documentários que compõe os extras da edição em blu-ray da trilogia Jurassic Park, recentemente lançada. Fiquei surpreso comigo mesmo por ter resistido alguns meses antes de comprar a coleção.

É que o primeiro Jurassic Park é talvez o filme mais marcante da minha infância. Me lembro que foi uma das primeiras vezes que fui ao cinema sem um adulto me supervisionando (e sessão legendada, no auge de meus nove anos). O lançamento ainda coincidiu com minha paixão infantil por dinossauros que durou boa parte do meu ensino fundamental (mas ainda resiste, numa escala bem menor).

Além de ter visto o filme no cinema, revi-o diversos vezes nos anos seguintes, mas há tempos não tinha contato com a série. Até que nessa semana, embarquei de volta ao Parque dos Dinossauros, e assisti o primeiro - e melhor - filme da série.

Curiosamente, não me lembrava de praticamente nada que aconteceu nos primeiros vinte minutos de filme. Minha primeira lembrança é a cena dos braquiossauros, e daí pra frente, quase todo o filme ainda resistia firme na minha mente. Ao menos as partes em que os dinossauros apareciam.

Cada ataque, cada perseguição, cada emboscada, tava tudo guardado no meu inconsciente e trouxe boas lembranças da infância. Por mais surreal que a história seja, não consigo duvidar dos argumentos que justificam o retorno à vida dos dinossauros. Eu sei que são (muito) falhos, mas não quero perder a magia.

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Falando em magia, um dos momentos mais mágicos do ano passado foi quando fui ao Jurassic Park no Islands of Adventure, em Orlando. Emocionante atravessar esses portões ao som da trilha sonora de John Williams.

10 janeiro 2012

Fuja de Agamenon, o repórter

Eu ia escrever isso logo que saí da sessão de As Aventuras de Agamenon, o Repórter, só que achei que já tinha perdido tempo o suficiente envolvido nesse filme naquele dia. Mas antes tarde do que nunca (frase clichê, como boa parte do longa-metragem), estou tentando prestar um serviço de utilidade pública para incentivar você a utilizar seu tempo com coisas mais interessantes.
Com roteiro dos cassetas Hubert e Marcelo Madureira, o filme é uma sucessão de piadas de extremo mau gosto. Há agressões gratuitas a personalidades famosas que fariam Rafinha Bastos parecer um santo ao falar de Wanessa.

O problema não é ser politicamente incorreto - ser politicamente incorreto na hora certa é até engraçado. O problema é que o filme se perde ao tentar fazer humor com piadinhas de baixo calão, ofensivas e recheadas de conotação sexual. Isso tudo, sem contar as piadas velhas (alguém por aí ainda dá risada ao ver o Ronaldo associado a travestis?)

Nem o protagonista Marcelo Adnet, humorista talentoso da MTV, se salva. Talvez se o roteiro fosse dele, o filme teria mais chance de ter um bom resultado. Pra piorar, vários famosos participam do longa interpretando a si mesmos - e queimando o próprio filme até a décima geração: Pedro Bial, Jô Soares, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Coelho e João Barone são alguns dos exemplos.

Ao sair da sessão, não sei qual foi meu maior arrependimento: o de perder dinheiro ao pagar o ingresso, ou e de perder tempo por não ter saído do cinema na primeira vez que tive vontade.