Pular para o conteúdo principal

De volta ao Parque dos Dinossauros

Jurassic Park logo

O título do texto é o mesmo de um dos documentários que compõe os extras da edição em blu-ray da trilogia Jurassic Park, recentemente lançada. Fiquei surpreso comigo mesmo por ter resistido alguns meses antes de comprar a coleção.

É que o primeiro Jurassic Park é talvez o filme mais marcante da minha infância. Me lembro que foi uma das primeiras vezes que fui ao cinema sem um adulto me supervisionando (e sessão legendada, no auge de meus nove anos). O lançamento ainda coincidiu com minha paixão infantil por dinossauros que durou boa parte do meu ensino fundamental (mas ainda resiste, numa escala bem menor).

Além de ter visto o filme no cinema, revi-o diversos vezes nos anos seguintes, mas há tempos não tinha contato com a série. Até que nessa semana, embarquei de volta ao Parque dos Dinossauros, e assisti o primeiro - e melhor - filme da série.

Curiosamente, não me lembrava de praticamente nada que aconteceu nos primeiros vinte minutos de filme. Minha primeira lembrança é a cena dos braquiossauros, e daí pra frente, quase todo o filme ainda resistia firme na minha mente. Ao menos as partes em que os dinossauros apareciam.

Cada ataque, cada perseguição, cada emboscada, tava tudo guardado no meu inconsciente e trouxe boas lembranças da infância. Por mais surreal que a história seja, não consigo duvidar dos argumentos que justificam o retorno à vida dos dinossauros. Eu sei que são (muito) falhos, mas não quero perder a magia.

P1010912

Falando em magia, um dos momentos mais mágicos do ano passado foi quando fui ao Jurassic Park no Islands of Adventure, em Orlando. Emocionante atravessar esses portões ao som da trilha sonora de John Williams.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…

O que acontece se um vampiro morder um zumbi? E se um zumbi morder um vampiro?

Já parou pra pensar no que acontece quando um vampiro morde um zumbi? Será que o zumbi vira um vampiro? E quando a situação é a inversa? Será que uma mordida de zumbi transforma o ser de dentes pontudos?
Tanto vampiros quanto zumbis são seres que podem ser classificados como "mortos-vivos". Isso significa que, apesar deles conseguirem executar certas ações que usualmente apenas os seres vivos são capazes, eles estão mortos. Na prática, se um vampiro morder um zumbi ou vice-versa não acontece nada. 

A razão desse efeito (ou da ausência de efeito) é que os zumbis mordem apenas seres vivos. Por esse motivo, eles não mordem outros zumbis, vampiros e múmias, por exemplo.
Por outro lado, os vampiros precisam se alimentar de sangue de seres vivos. E, embora os zumbis tenham sangue circulando em suas veias, eles já estão mortos.
Assim sendo, se um vampiro cruzar com um zumbi, certamente eles não se atacarão. E mesmo supondo que seja um vampiro doidão que queira morder um ser um put…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…