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10 janeiro 2012

Fuja de Agamenon, o repórter

Eu ia escrever isso logo que saí da sessão de As Aventuras de Agamenon, o Repórter, só que achei que já tinha perdido tempo o suficiente envolvido nesse filme naquele dia. Mas antes tarde do que nunca (frase clichê, como boa parte do longa-metragem), estou tentando prestar um serviço de utilidade pública para incentivar você a utilizar seu tempo com coisas mais interessantes.
Com roteiro dos cassetas Hubert e Marcelo Madureira, o filme é uma sucessão de piadas de extremo mau gosto. Há agressões gratuitas a personalidades famosas que fariam Rafinha Bastos parecer um santo ao falar de Wanessa.

O problema não é ser politicamente incorreto - ser politicamente incorreto na hora certa é até engraçado. O problema é que o filme se perde ao tentar fazer humor com piadinhas de baixo calão, ofensivas e recheadas de conotação sexual. Isso tudo, sem contar as piadas velhas (alguém por aí ainda dá risada ao ver o Ronaldo associado a travestis?)

Nem o protagonista Marcelo Adnet, humorista talentoso da MTV, se salva. Talvez se o roteiro fosse dele, o filme teria mais chance de ter um bom resultado. Pra piorar, vários famosos participam do longa interpretando a si mesmos - e queimando o próprio filme até a décima geração: Pedro Bial, Jô Soares, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Coelho e João Barone são alguns dos exemplos.

Ao sair da sessão, não sei qual foi meu maior arrependimento: o de perder dinheiro ao pagar o ingresso, ou e de perder tempo por não ter saído do cinema na primeira vez que tive vontade.

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