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O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Após transformar "O Senhor dos Anéis" em um clássico do cinema, sucesso de crítica e de público, o diretor Peter Jackson ganhou carta branca pra adaptar o que quisesse da obra do escritor J. R. R. Tolkien. O livro "O Hobbit", espécie de prelúdio da saga de Frodo e o anel chegou agora aos cinemas, como uma trilogia.

Há certo preciosismo em transformar um livro curto em três longa-metragens de três horas, mas analisando os resultados da primeira película que chegou aos cinemas brasileiros na última sexta-feira, os fãs da saga do hobbit Bilbo Bolseiro podem ficar tranquilos.

A história foi expandida, com alguns elementos tratados em outros livros sendo inseridos no roteiro. A essência da trama, no entanto, sofreu poucas alterações - nada que pudesse causar descontentamento.

O filme parece uma grande partida de Dungeons & Dragons: um grupo de aventureiros com uma missão em comum, perseguições, batalhas, cavernas e dragões.

O humor acentuado dá um clima de sessão da tarde, mas encare isso como um aspecto positivo. A pretensão do diretor Peter Jackson em "O Hobbit" se resume aos aspectos técnicos (e isso já é muita pretensão). Em termos de roteiro, o filme quer ser apenas divertido.

Mesmo sabendo como a história vai terminar, fiquei morrendo de vontade de assistir o próximo episódio da série. Sinal de que o filme me conquistou (embora eu acredite que, inconscientemente, eu já tinha gostado antes mesmo de assisti-lo).

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