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25 março 2012

Jogos Vorazes (2)

Li Jogos Vorazes às pressas, pra poder ver o filme logo no fim de semana de estreia. E, mesmo com a expectativa alta, o longa-metragem conseguiu me surpreender positivamente. É certamente o próximo filme que você deverá assistir no cinema.

jogos vorazesÉ irrelevante comparar livro com filme, pra dizer qual é melhor. Nesse caso o importante é dizer que são complementares. Enquanto o livro se concentra na mente da protagonista Katniss, o filme traz uma visão de todas as outras tramas paralelas, mas mantendo-se fiel à trama original. São duas experiências diferentes e independentes, ambas recomendáveis.

A classificação indicativa do filme fez com que a violência ficasse em segundo plano, muitas vezes oculta por uma câmera que treme bastante. A tremedeira, aliás, é o único ponto que prejudicou a produção, na minha opinião; E por mais que o final possa parecer previsível de certa forma (e na verdade é), isso não diminui a grandeza do filme nem as expectativas que são geradas para a sequência.

Não dá pra dizer que a juventude órfã de Harry Potter e Crepúsculo irá acompanhar a trilogia fervorosamente – até porque essa juventude já cresceu. Mas Jogos Vorazes parece que irá ocupar um espaço vazio na mídia para o público jovem, arrebanhando fãs que criarão sites, fanfics e acompanharão cada passo da produção dos próximos filmes. E isso é bom tanto pra eles, quanto para a indústria do cinema.

Leia também: Jogos Vorazes (sobre o livro)

24 março 2012

Como as pessoas escolhem um tablet

Esse post não tem o objetivo de orientar o leitor sobre como ele deve escolher qual tablet irá comprar. É apenas uma teoria sobre o que leva o usuário a escolher determinado modelo. Não levem (muito) a sério, por favor.

Samsung-Galaxy-Tab-8.91A maioria dos tablets está disponível com memória de 16, 32 e 64 gigabytes, e as diferenças de preço são signifcativas. Na prática, um tablet de 16 GB atende bem a grande maioria dos usuários, mas isso não quer dizer que ele seja um super sucesso de vendas se comparado aos outros.

Quem compra o de 64 GB é a pessoa que usa no máximo uns 10% da memória do aparelho, mas tem dinheiro e quer “o melhor”, mesmo sem saber direito o que ele tem de superior. Já o dono do tablet de 32 GB não se sente à vontade pra comprar o de 16 GB porque ele não quer ter o “pior” mas tem consciência de que 64 GB é um exagero, e acaba optando por um intermediário.

Quem tem o de 16 GB é aquela pessoa que juntou dinheiro durante meses pra comprar o aparelho e tem que optar pelo mais barato. Costuma ser alguém jovem e ligado à tecnologia, que, na prática, seria um dos poucos usuários a aproveitar todo o potencial de uma memória de 64 GB – longe de seu poder aquisitivo, infelizmente.

A escolha do sistema operacional é outro fator decisivo. Se a pessoa tem uma resposta à pergunta “Qual sistema operacional você prefere?”, ela escolhe um Android. Caso ela não tenha a menor ideia de como responder à pergunta (e nem sabe o que é um sistema operacional), ela escolhe o iPad, com iOS.

E aí, já escolheu o seu?

21 março 2012

Jogos Vorazes

jogos vorazes

O trailer do filme Jogos Vorazes me conquistou na primeira vez que vi. Correndo contra o tempo, adquiri o primeiro livro da série para poder ler antes da estreia do filme, prevista para o dia 23 de março.

Antes de tudo, ignore os cartazes que contém a frase: “A mais nova febre mundial tão grandiosa como “Harry Potter” e “A Saga Crepúsculo””. Basicamente, essa frase tenta atrair o público das séries citadas, mas que não tem nenhuma relação com a história de Jogos Vorazes. Provalmente foi criada por pessoas que colocam “muito louco” nos títulos de filmes. A semelhança é que o longa é baseado num livro de uma série voltada para o público infanto juvenil.

A única comparação coerente que consigo enxergar é com o mangá Battle Royale. Ambas as histórias tratam de jovens que tem que lutar até a morte em um reality show. Premissa interessante, recheada de crítica política, e primorosamente desenvolvida tanto no livro quanto na série de mangás.

Ao longo das quase quatrocentas páginas, o livro consegue manter o suspense, a tensão e até gotículas de romance. A trama é direta, linear, sem histórias paralelas. É envolvente o suficiente para cativar adultos (categoria em que me enquadro) embora seja direcionada a um público mais jovem.

O ritmo é cinematógráfico, e uma adaptação para o cinema parece nada mais que um caminho natural. A estrutura na narrativa, inclusive, é apropriada para a filmagem seja feita sem prejuízos à história.

O filme procura conquistar o espaço deixado por longas sagas baseadas em livros e, se foi bem executado (só vou saber disso na sexta) deve garantir seu lugar entre o público jovem nos próximos anos.

E se você ainda não leu, o livro é empolgante o suficiente para que você consiga terminá-lo antes do filme sair de cartaz.

06 março 2012

Os feijões de todos os sabores

Um dos conceitos mais divertidos da série de livros do Harry Potter é o dos feijões de todos os sabores. Basicamente, são balas em formato de feijão que têm gosto de cereja, melancia, vômito e cera de ouvido, entre outros.

Quando o parque temático “The Wizarding World of Harry Potter”, que fica dentro da Universal Islands of Adventure, foi inaugurado, a loja de doces Honeydukes surpreendeu os fãs com os tais feijões pra vender.

Every flavour beans

Naturalmente, não pude deixar de comprar uma caixinha de balas quando fui ao parque. O problema é que eu não tinha coragem de comer, por não saber se ia estar experimentando uma bala de minhoca ou uma de tutti-frutti.

Quando a data de validade foi se aproximando, tomei coragem e abri o pacote. Pra minha surpresa, havia um folheto com a legenda (reproduzido acima) que facilitou bastante minha vida.

Há balas deliciosas como a de melancia, cereja e marshmallow. Outras são simplesmente OK, como tutti-frutti e maçã-verde. E algumas eram pra ser gostosas, mas não são (canela e salsicha, por exemplo).

Os sabores ruins aparecem numa proporção infinitamente menor que os sabores bons (mais ou menos 10:1). Mas são ruins de verdade.

A de pimenta-do-reino arde até a alma, e não adianta colocar outros sabores na boca – você simplesmente não consegue fugir do gosto. A de vômito parece Cheetos Bola vencido, e a de ovo podre me deu vontade de vomitar.

A de sabão, a de grama e de minhoca são ruins, mas inofensivas. E mesmo nunca tendo comido cera de ouvido, tenho certeza que o sabor dessa bala era bem fiel ao real.

Chega uma hora que você cansa de experimentar os feijões, e você passa a oferecer para seus amigos para rir das reações.

Comprar uma caixa de feijões de todos os sabores vale muito mais a pena pela experiência que pelo sabor em si. Uma vez que você come uma bala de vômito na vida, nunca mais vai querer repetir o feito. O mesmo se aplica aos outros sabores bizarros.

É daqueles produtos que deveria vir com o rótulo “fans only”. De qualquer forma, a caixinha é cara demais pra quem não for fã comprar.