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19 setembro 2012

O retorno d’O Resistor

Uma das atividades que mais me divertiu durante a graduação foi o jornal O Resistor. Quando comecei o curso, em 2003, ele era apenas um jornal de uma página (com a folha bem grande) que ficava pregado nos murais da Escola de Engenharia da UFMG. Depois de um tempo ele deixou de ser editado, mas não foi esquecido.

DSC07918Em frente ao prédio novo (na época) da Escola de Engenharia, parte da equipe d’O Resistor em 2007: Gustavo, Gregório, Ruslan, Luisa e Guilherme

Em meados de 2006, resolvemos reeditar o jornal de uma forma diferente. Voltamos para a edição número 1 e passamos a lançar edições impressas, distribuídas nos corredores da escola por “jornalistas” devidamente uniformizados. Dessa vez O Resistor passou a contar também com um blog, disponível até hoje no endereço oresistor.blogspot.com. Além do conteúdo da edição impressa, o blog também contava com conteúdo extra, como uma impagável entrevista em vídeo com a lenda viva da elétrica, e explicações sobre o fato da rede elétrica ter 60 Hz.

A última edição que minha turma lançou foi em 2007. Não sei exatamente o que aconteceu depois disso: uma conta no Twitter foi criada, mas a iniciativa perdeu força também. Mas ontem, para minha surpresa e alegria, fiquei sabendo que O Resistor vai voltar a existir. Começou com uma página no Facebook, alguns e-mails trocados, e parece que agora o informativo vai engrenar novamente.

Termino com votos para que O Resistor continue informando e divertindo a comunidade acadêmica da UFMG. E deixo um aviso para a atual redação: você sai d’O Resistor, mas O Resistor não sai de você. E isso é bom.

12 setembro 2012

Quem não se decepcionou com o iPhone 5?

Foi-se o tempo em que o iPhone era o melhor smartphone do mercado. Se o Galaxy SII da Samsung ainda gerava dúvidas e dividia as pessoas, o Galaxy SIII surgiu para não deixar nenhum questionamento sem resposta. O anúncio de smartphones como o Optimus G da LG também aqueceu o mercado, e empresas como Sony, HTC e Motorola também tem se movimentado lançando produtos de altíssima qualidade.
iPhone 5
Os últimos meses foram repletos de rumores sobre como seria o novo smartphone da Apple. Referência em inovação, a empresa que ditou o mercado nos últimos anos precisava dar uma resposta ao mercado cada vez mais concorrido.

Finalmente, foi anunciado o iPhone 5 no dia 12 de setembro. Provavelmente, apenas dois grupos não se decepcionaram: os fãs cegos da maçã e quem não esperava nada da marca.

É inegável que o novo aparelho é uma boa evolução do iPhone 4S, mas ele não traz tantas mudanças radicais. Mais fino, mais leve, com a bateria melhor, isso era mais que esperado. O processador é mais veloz, a memória RAM aumentou. Agora tem conexão 4G (mas que não existe no Brasil). O Google Maps deu espaço a um novo programa de mapas da Apple. Novidade de verdade? Nenhuma.

Ainda assim, é de se esperar que o telefone seja um sucesso de vendas. Vejo duas razões principais pra isso. A primeira delas é que existe uma maçã impressa nas costas do aparelho. A marca é muito forte, e seria capaz de vender aparelhos sem explicitar nenhum dos dados técnicos. Mais do que clientes, tem fãs e seguidores. O outro motivo é que o iOS ainda é um sistema mais amigável que o Android,mais fácil de ser utilizado (por isso eu costumo chamar o iOS de computação de vovô) e, consequentemente, limitado.

A liderança do mercado de smartphones não é mais da Apple, e o novo iPhone não mostra potencial para uma retomada – até mesmo pelo seu elevado preço. Mas ainda assim, a maçã continuará sendo visada e os geeks atentos à cada de um de seus passos, aguardando as inovaçãos que definirão o futuro do mercado a cada ano.

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