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28 novembro 2012

Windows 8 Pro é a versão completa do sistema operacional


O Windows 8 foi lançado há alguns dias e, aparentemente, tem vendido bastante. O baixo preço de atualização, se comparado às antigas versões do sistema operacional, pode ter sido um dos fatores mais importantes para o sucesso do produto.

No entanto, há um ponto em que as informações da Microsoft, da imprensa, das lojas e usuários está um pouco desencontrada: no site da Microsoft, a versão à venda é de atualização. Em lojas online como o Submarino e Saraiva, as informações na descrição do produto indicam o mesmo: que é necessário ter uma versão anterior do Windows instalada na máquina.

Queria instalar o novo Windows em um computador rodando o Ubuntu Linux e, aparentemente, as versões á venda não seriam compatíveis com meu computador. Em uma loja Saraiva, no entnato, tive contato com a caixa do produto - que em nenhum momento citava a necessidade de uma versão antiga do Windows. O vendedor me informou que a versão era completa, e não de atualização. Acreditei e comprei.

Fiz a instalação de uma forma old school. Fiz o backup redundante (2 vezes!) de todos os meus arquivos, formatei o HD e inseri o CD no drive para fazer a instalação a partir do zero. Digitei o número serial da minha cópia e correu tudo certo.

Basicamente, a versão que está à venda é a versão completa do Windows 8.

Se valeu a pena? Em dois dias de uso não pra sentir muito. O primeiro resultado interessante é que o sistema ficou muito mais fluido e veloz e - pasmem - gostei do Internet Explorer. E nunca tinha gostado de um Internet Explorer na vida, comecei com o Netscape, migrei pro Mozilla, depois o Firefox até que passei a utilizar o Chrome.

Um ponto negativo é que nunca apanhei tanto de um sistema operacional nas primeiras horas. A mudança da dinâmica de uso é muito radical, mas depois de um esforço inicial a experiência passa a ser agradável. Aparentemente a mudança para o Windows 8 foi positiva.

12 novembro 2012

Belle and Sebastian, 2 anos depois

Já tem uns 12 ou 13 anos que acompanho o Belle and Sebastian. Conheci a banda na finada revista Bizz, baixei umas músicas pelo Napster e depois comprei algumas dezenas de discos do grupo (dezenaS, no plural mesmo).

A única vez que tive a oportunidade de ver a banda ao vivo foi há exatamente dois anos, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Até hoje nenhum show, de nenhuma banda, superou esse dia pra mim. Setlist impecável, público participativo, e ainda subi no palco (o vídeo tá lá embaixo)!

Na época escrevi um texto sobre o show para o Disco Pops, que reproduzo a seguir para recordar.

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Os indies cariocas, cansados de perderem oportunidades de assistirem a suas bandas favoritas na sua cidade, se mobilizaram e garantiram o show do Belle and Sebastian no Rio de Janeiro antes mesmo da turnê latino-americana ser anunciada. Por meio do site Queremos Belle and Sebastian no Rio, 140 voluntários e 3 patrocinadores arrecadaram dinheiro suficiente para garantir o show da banda mais fofa dos últimos anos. Ou de todos os tempos...

O lugar não poderia ser melhor: Circo Voador, grande o suficiente para permitir um público numeroso e pequeno o suficiente para que todos fiquem próximos à banda e sintam-se parte do espetáculo. Ingressos esgotados e muita expectativa antecederam o segundo show dos escoceses na cidade maravilhosa. Com meia hora de atraso, a banda entoou os primeiros acordes de "I Didn’t See It Coming", faixa de abertura do novo LP da banda, Write About Love. Não parecia que a música tinha sido lançada há apenas um mês, tamanho o coro do público. O primeiro verso dessa canção, “make me dance, I want to surrender”, evidenciou a intenção dos presentes na noite: se render ao show dos precursores do twee pop.

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Longe da melancolia do início de carreira, o Belle and Sebastian engatou uma sequência dançante com "I’m A Cuckoo" e "Step Into My Office, Baby", acompanhadas efusivamente pela plateia. Na clássica "Like Dylan In The Movies", a banda disputou com público o título de quem cantava mais alto - e perdeu. Stevie Jackson virou o frontman por um instante, e cantou "I’m Not Living At The Real World", pouco antes de Stuart Murdoch roubar a cena mais uma vez e cantar "Piazza, New York Catcher" sentado na beirada do palco.

Quando o vocalista perguntou aos presentes quem estava os assistindo pela primeira vez, a maior parte da plateia se manifestou. Isso pode justificar o fato de poucas pessoas aparentarem conhecer o b-side "Loneliness Of A Middle-Distance Runner". Por outro lado, mostra que novos fãs não param de surgir, e cantam músicas recentes como "I Want The World To Stop" como se fosse uma velha conhecida.

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Em "Sukie In The Graveyard", uma fã foi convidada a subir no palco e dançar com a banda, causando inveja nos presentes. Depois do rock dançante, a emocionante "Lord Anthony" fez muito marmanjo chorar. Mas a maior emoção da noite foi o momento inusitado em que um rapaz entregou um cartaz para a banda com um pedido: queria que perguntassem à sua namorada se ela casaria com ele. Luísa disse “sim” à Rafael com a bênção do Belle and Sebastian, que chegou a entoar um trecho da marcha nupcial.

Tal como um bardo numa taverna medieval, Stevie puxou o coro de "Wrong Girl" e emendou com "(I Believe In) Travelling Light". Nas canções seguintes, "Dear Catastrophe Waitress", "Write About Love" e "Dirty Dream #2", o público já estava em estado de êxtase, mas a banda ainda preparava uma grande surpresa. Em "The Boy With The Arab Strap", cinco felizardos subiram ao palco para dançar com a banda, e ao final da canção foram condecorados. Cada um recebeu uma emblemática medalha, com os dizeres “I Made It With Belle and Sebastian” gravados.

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Em "If You Find Yourself Caught In Love", Stuart se teleportou para o segundo andar do Circo e ficou no meio pessoal. Perto do fim, "Judy and The Dream of Horses" e "Sleep The Clock Around" animaram os fãs novos e antigos. O bis foi iniciado por "The State I Am In", única canção do álbum de estreia da banda presente no show. "Another Sunny Day" evindenciou a fase menos melancólica e mais “ensolarada” da banda. Stuart quis que Bob Kildea a cantasse, pois não lembrava da letra. Mas ele lembrou. O show foi encerrado com "Get Me Away From Here, I’m Dying", cantada como se fosse a última canção do mundo, por um público que não queria que o show terminasse.

No dia seguinte, Stuart disse no site oficial da banda que a apresentação no Circo Voador foi um dos melhores shows da banda de todos os tempos. Se é assim, então que eles não demorem tanto a voltar ao Brasil para que este comentário seja refeito outras várias e várias vezes...

 

04 novembro 2012

Star Wars Episódio VII vai ser o melhor da série. Pelo menos para algumas pessoas

(e um pouco sobre a sensação de ter visto o melhor filme de minha vida – um tal de “A Ameaça Fantasma”)

George-Lucas-at-Disney-World-235343105George Lucas não comando mais o império que criou. O cineasta vendeu a LucasFilm para a Disney por mais de 4 bilhões, e agora terá tempo e dinheiro para apoiar iniciativas educacionais enquanto produz seus filmes independentes.

Sem sombra de dúvida, o ativo mais valioso da LucasFilm é a série Star Wars, que ganhará mais um filme em 2015.

Há quem diga que a saga dos cinemas deveria permanecer intocada, pois uma segunda trilogia já foi o suficiente para quebrar a magia da série original. Mas eu acho que uma terceira trilogia de Star Wars realmente será interessante.

Fora uns trechos vistos na Sessão da tarde que foram apagados da minha memória, meu primeiro contato de verdade com a série (que ainda se chamava “Guerra nas estrelas”) foi em 1997, quando versões remasterizadas dos filmes foram lançadas nos cinemas. Foi nessa época que fiquei fã da saga, e passei a aguardar ansiosamente o lançamento da recém-anunciada nova trilogia.

Quando o Episódio I foi lançado, em 1999, eu morava em uma cidade sem cinema. Viajei para poder ver o filme e voltei com a sensação de que tinha visto o melhor filme da minha vida. Isso mesmo, achei que Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma era realmente fantástico.

Hoje discordo da  opinião que tinha na época, mas ela tem uma explicação. Era a primeira vez que eu via um Star Wars inédito no cinema, estava envolvido com o filme anos antes dele ser lançado, comprei todo tipo de merchandising associado e cheguei no cinema esperando ver o melhor filme do mundo, sem saber que, independentemente do que se passasse na tela, a minha opinião já estava pronta.

Os episódios que se sucederam tiveram um recepção semelhante (saí embasbacado da sessão de 00:01 do Episódio III) e a série tem um lugar especial no meu coração até hoje (comprei um chaveirinho do Mestre Yoda na semana passada, por exemplo).

Cada geração deveria ter uma trilogia Star Wars inédita. Muitas crianças de hoje estão crescendo assistindo os episódios de Clone Wars e jogando os jogos da série Lego Star Wars. Elas merecem uma trilogia nova nos cinemas.

Naturalmente, não vou achar os novos filmes tão legais quanto a segunda trilogia. E os mais velhos vão continuar achando os filmes originais insuperáveis. Mas pode ter certeza que em 2015 vai estar cheio de garotos saindo do cinema com a sensação de que viram o melhor filme de suas vidas. Blockbusters criam esse tipo de sensação. É natural, e é saudável.