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08 dezembro 2013

Teoria da conspiração: sorteio da Copa do Mundo de 2014

A cada Copa do Mundo surgem inúmeras teorias da conspiração questionando resultados, convocações, sorteios e tudo mais que envolve o evento. Algumas não tem pé nem cabeça, outras soam bastante convincentes. Não dá pra acreditar em nenhuma delas, pois são apenas teorias - mas dá pra ficar divagando e imaginando as probabilidades de que sejam reais.

Logo após o sorteio dos grupos da Copa do ano que vem, um vídeo assinado por Pablo Leal foi ao ar no Youtube. É um vídeo com legendas em espanhol, bem didático e que traz uma teoria no mínimo curiosa.

Resumindo a teoria:

- Cafu abre a bolinha com o nome do Brasil, pois é a única bolinha que não pode ter outro nome dentro. Todas as outras seleções são sorteadas por Jerome Valcke (secretário da FIFA).

- Quando Jerome Valcke abre as bolas com os nomes dos países, ele tira o papel de dentro delas ocultando-as atrás do balcão. Supostamente, ele retira um papel que já está separado do balcão, e não o que está na bola. (Para efeito de comparação, Fernanda Lima abre as bolinhas sem ocultá-las).

- Quando Fernanda Lima solta os papéis, eles se enrolam novamente, pois estavam dentro da bola. Quando Valcke solta o papel, ele não se enrola (o que indica que ele não estava enrolado dentro da bolinha).

- Ou seja: as bolinhas são apenas um adereço e os nomes das seleções já estão todos separados no balcão.

Ao assistir o vídeo, a descrição acima fica muito mais evidente. Por outro lado, o vídeo menciona que o sorteio foi feito dessa maneira para todas as seleções, mostrando apenas algumas delas. Pra conferir se é verdade, seria necessário assistir novamente todo o sorteio.

Se é real? Não sei. Ainda assim, o vídeo vale como curiosidade, e ajuda a colocar minhocas na cabeça das pessoas. O tema de Arquivo X acompanhando as imagens é o toque final pra quem gosta de teorias da conspiração.



Leia também: Fuleco, o melhor da Copa


11 novembro 2013

O que acontece se um vampiro morder um zumbi? E se um zumbi morder um vampiro?

Já parou pra pensar no que acontece quando um vampiro morde um zumbi? Será que o zumbi vira um vampiro? E quando a situação é a inversa? Será que uma mordida de zumbi transforma o ser de dentes pontudos?

Tanto vampiros quanto zumbis são seres que podem ser classificados como "mortos-vivos". Isso significa que, apesar deles conseguirem executar certas ações que usualmente apenas os seres vivos são capazes, eles estão mortos. Na prática, se um vampiro morder um zumbi ou vice-versa não acontece nada. 


A razão desse efeito (ou da ausência de efeito) é que os zumbis mordem apenas seres vivos. Por esse motivo, eles não mordem outros zumbis, vampiros e múmias, por exemplo.

Por outro lado, os vampiros precisam se alimentar de sangue de seres vivos. E, embora os zumbis tenham sangue circulando em suas veias, eles já estão mortos.

Assim sendo, se um vampiro cruzar com um zumbi, certamente eles não se atacarão. E mesmo supondo que seja um vampiro doidão que queira morder um ser um putrefação, o máximo que pode acontecer a ambos é eles se machucarem um pouco.


05 novembro 2013

Gregório, o Homem do Ano


Dia desses recebi um e-mail que, em um primeiro momento, me deixou muito feliz.

"Fala Gregório, mais uma...

Vc topa fazer uma entrevista com foto de uma página para a Revista Borigodofa*? Eles te consideram o "Homem do Ano de 2013" e queriam fazer esta matéria para a revista. Eles tem até o dia 07/11 (quinta) para isso.

A questão é arrumar tempo para isso tudo… (risos)

Abs,
Onofre*"

Uau! Eu, o homem do ano! Só que aí fui olhar o restante da mensagem encaminhada...

"Oi, Onofre, tudo bem?

Como nos falamos, gostaríamos de convidar o Gregório Duvivier para o abre da nossa seção de cultura. Vamos chamar a entrevista por ele ter sido o ‘homem do ano’ em 2013. Para isso, preciso de uma foto dele, que podemos marcar onde ele quiser e demora uns 30 min, é um retrato simples. A entrevista é curtinha, ou seja, podemos fazer por telefone.

Meu deadline é dia 7/11. Você acha que ele consegue? Queremos muito fazer com ele.

Ah, estou te mandando alguns exemplos de entrevistas que já fizemos em outras edições.

Você me dá um retorno o quanto antes?

Bjs, 

Zefirina"

Tava bom demais pra ser verdade. Eu acredito no meu potencial pra ser o homem do ano, mas ainda tá cedo pra humanidade reconhecer isso. Eu era o Gregório errado.

Pensei então na oportunidade que tinha nas mãos: eu podia dar uma entrevista por telefone falando todo tipo de asneira, ou mesmo mencionando que eles deveriam conhecer meu xará, um tal de Gregório Fonseca. Poderia trollar a imprensa.

Mas meus pensamentos malévolos duraram pouco. E respondi a mensagem.

"Oi Onofre!

Gostaria muito de dar a entrevista e fazer uma foto de página inteira, mas acho que eu não sou o Gregório que vocês estão precisando...

Abraço,

Gregório de Almeida Fonseca"

E assim terminou a história de minha quase entrevista de homem do ano.

Quem sabe isso não vira um roteiro da Porta dos Fundos? Seria o primeiro vídeo da história com dois Gregórios! Ou será que não?

*Os nomes foram trocados por não agregarem valor ao camarote à história.


22 outubro 2013

Hoje é o dia em que Marty McFly viaja para o futuro. Ou será que não?

"Gregório, até você caiu nessa?"


A história é a seguinte: um fanfarrão faz uma montagem e compartilha na internet dizendo que o dia de hoje é o dia em que McFly viaja para o futuro no filme De Volta Para o Futuro 2. As pessoas começam a compartilhá-la e acreditar na suposta data. O fenômeno se repete de tempos em tempos. Mas se hoje não for o dia 21 de outubro de 2015, essa informação está errada.

Confira alguns exemplos de montagens:

Julho de 2010
Junho de 2012
Outubro de 2012
Janeiro de 2013
Abril de 2013
Ainda está desconfortável e não acredita na data verdadeira? A cena abaixo vai direto ao ponto. Que não reste dúvida que o futuro é apenas em 2015!




17 outubro 2013

Eu duvido que as pessoas não vão comprar o Playstation 4 por 4 mil reais

O assunto do dia entre os jogadores de videogame foi o preço anunciando pela Sony para o Playstation 4 no Brasil: a bagatela de R$3.999,00.



O que mais chocou no preço do videogame da Sony é que ele é 80% mais caro que o Xbox One, cujo preço americano é 25% maior. O XOne chegará ao Brasil por R$2199,00. As contas que estão por trás desses preços são um enigma, mas provavelmente ele deverá ser fabricado no Brasil (como o Xbox 360) e, consequentemente, ter uma taxação menor.

Não me surpreendi, isso não é nenhuma novidade. O primeiro preço do Playstation 3 no Brasil foi R$7,990, quando custava 600 dólares nos EUA. Não me lembro desse preço ter ficado dois meses nesse patamar. Devem ter sido poucos os loucos interessados em pagar essa quantia. O Wii era vendido a R$2400 ao passo que o preço original era de 240 dólares. O Xbox 360 também tinha um preço alto, cerca de 3 mil reais.




O tempo foi passando, o mercado foi se regulando, e os preços caindo. E não tenho dúvida alguma de que o processo irá se repetir. É a velha lei da oferta e procura. E naturalmente, os acionistas das empresas não tem como objetivo principal fazer caridade aos gamers. Nem preciso dizer qual é o objetivo, certo?

Não adianta só reclamar, todos são culpados. O governo, pelos impostos abusivos que tratam videogame como jogo de azar. As empresas, por uma margem de lucro incompatível com a realidade do mercado (ou será que não? As vendas dirão). E os jogadores que pagam esse preço no videogame. Achou caro, não compre.

E eu duvido que as pessoas não vão comprar o Playstation 4 por 4 mil reais. Vai ter fila nas lojas no dia do lançamento. O brasileiro está acostumado a pagar preço abusivos nos seus gadgets com um sorriso no rosto.


Mas se você estiver realmente interessado em pagar 4 mil no Playstation 4, fale comigo. Por menos que isso vou até os EUA, importo o videogame pagando todas as taxas necessárias e te entrego o aparelho quando chegar.

A propósito, já escolhi meu videogame da próxima geração. Optei pelo Nintendo Wii U que, quase um ano após seu lançamento nos EUA, Europa e Ásia, ainda não é encontrado nas lojas do Brasil. Mas é encontrado na minha sala de estar.


16 outubro 2013

Gregório, o (mais) velho


Parece que a cada ano, o tempo passa mais rápido. Ou então o meu raciocínio fica mais lento, e eu acabo tendo essa impressão.

Há poucos dias meu dei conta que meu próximo aniversário é de 30 anos, e eu não estava preparado pra isso (e ainda não estou, nem acho que um dia estarei).

Só que isso é pura inocência minha, afinal o tempo costuma nos dar sinais de que ele realmente está passando. Pouco mais de três anos atrás, escrevi o texto "Gregório, o velho", que trazia uma amostra desses sinais.

Eles continuam aparecendo. Compilei alguns abaixo. Com quais deles você se identifica?

  • Já dei aulas pra pessoas 10 anos mais novas que eu.
  • Não estava na faixa etária da pesquisa de melhores empresas para se começar a carreira.
  • Minha turma de faculdade organiza jogos de futebol de casados contra solteiros.
  • Sou fã de artistas que estão milionários e são muito mais novos que eu.
  • Não consigo mais comer um algodão doce inteiro, desisto no meio do caminho pois meu organismo rejeita tanto açúcar.
  • Encontro os filhos dos meus primos em bares.
  • As últimas entrevistas de estágio que fiz foram do lado oposto da mesa ao que fiz as primeiras.
  • Não consigo achar Power Rangers divertido.
  • O prédio onde cursei a maior parte da minha graduação não existe mais.
  • Não acho os desenhos animados atuais tão legais (fora o Phineas & Ferb, que é fabuloso).
  • Eu tive e-mail do Zipmail. E do Bol.
  • Em lojas de brinquedos perguntam se é pra embrulharem minha compra pra presente. Eu respondo que não.
  • Eu já publiquei um livro. E isso foi há 20 anos.
Leia também: Gregório, o velho



08 setembro 2013

Todo mundo chatiado

O termo "chatiado" (com "I" mesmo) é um dos memes mais populares entre os usuários brasileiros da Internet (meme é o termo usado para alguma ideia ou conceito que se espalha pela rede, geralmente de cunho humorístico). Usualmente a palavra é empregada para mostrar tristeza ou descontentamento de uma forma engraçadinha.

Até aí tudo bem, não há nenhum problema em utilizar a palavra fora de sua forma culta quando o contexto da situação permita. Fico #chatiado é quando vejo alguém que teve acesso à educação escrevendo "chatiado" fora do contexto "memético", achando que a palavra está correta.


"Mas, Gregório, só nos dois parágrafos acima eu já encontrei inúmeros erros, ninguém é obrigado a saber português!"

OK, eu tenho consciência que cometo erros gramaticais, mas eles não são propositais (e acho que ninguém erra de propósito). Mas tem alguns erros mais fortes, que chamam mais a atenção. E os brasileiros estão desaprendendo a escrever a palavra "chateado".

O gráfico a seguir mostra o histórico de pesquisa da palavra "chatiado", com "I" no Google, desde 2004. Note que a primeira aparição relevante da palavra no histórico de buscas apareceu em maio de 2008, e teve um novo pico em novembro do mesmo ano. Mas foi em janeiro de 2012 que as buscas pela palavra se multiplicaram, chegando ao seu maior pico em setembro.


Em setembro de 2012, uma nova variação foi criada. É o "xatiado", com "I" e "X", que me cega um pouquinho toda vez que aparece na tela. Note pelo gráfico que era um termo praticamente inexistente há mais de um ano atrás (porque o que não está no Google não existe!)


Por outro lado, as buscas por "chateado" (que é a forma correta), com "E", não apresentam nenhum pico, e crescem gradualmente ao longo dos anos. Provavelmente o crescimento está associado ao aumento da base de usuários da rede no Brasil e da dúvida cada vez maior das pessoas sobre qual é a forma correta de se escrever a palavra.

Nos pontos onde o gráfico fica próximo do zero, a quantidade de buscas pelas palavras citadas não atingiu um número proporcionalmente relevante, pois os dados são relativos (e não absolutos).

Quando alguém faz uma busca procurando pela grafia correta da palavra, ao menos ela aprende a resposta. O triste é o fato dela precisar fazer uma busca para descobrir isso. E toda essa situação me deixa bem xatiado.

Os gráficos foram obtidos no Google Trends, uma ferramenta de análise de dados do Google.

UPDATE (09/09/2013)

Após compartilhar o texto na minha timeline do Facebook, meu amigo Elias Alberto fez uma análise mais aprofundada da situação, que faço questão de compartilhar por aqui também.

Os gráficos não estão em escala e não são comparáveis um com o outro. Note que todos tem como máximo o valor 100, porque eles indicam a proporção percentual em relação ao máximo de buscas que aquele termo já teve, sem no entanto revelar qual foi este valor precisamente.

Pra comparar os termos é necessário plotar todos no mesmo gráfico.


Nota-se que o termo chateado (o correto) é o mais usado, o que é um alívio.

Nota-se que a variação de uso no termo "chatiado" acompanha a variação de "chateado", o que indica que provavelmente tem uma galera que realmente confunde "chateado" e "chatiado", não sabendo a diferença entre eles. Ou talvez "chatiado" seja tenha sido a versão adotada e espalhada pelos blogs de humor e por isso a que se espalhou como subcultura de nicho, e o pessoal de fora desse nicho adotou o "trend" mas sem entender a origem fez questão de escrever o "chateado" corretamente. Uma evidência pra sustentar esta segunda hipótese é a de que houve um decréscimo no uso do termo "chatiado", indicando uma moda intencional que foi passando com o tempo.

Nota-se ainda que o termo xatiado demorou a surgir, provavelmente por ter sido lançado mais tardiamente pelos blogs de humor, e é ainda menos usado.

01 setembro 2013

Onde estão as Havaianas do Wally?

Algumas semanas atrás, as Havaianas divulgaram os seus novos modelos com o Wally, da clássica séria de livros "Onde Está Wally?"

Passei boa parte da minha infância debruçado sobre os livros da série, vidrado no desenho animado e jogando o game de Super Nintendo envolvendo o Wally. Sem contar que, por quase uma década, almocei diariamente utilizando um prato com uma cena dos livros. Já me vesti de Wally algumas vezes também.

Naturalmente, eu quis um par de chinelos (ou talvez dois) pra mim. Me inscrevi no hotsite da fabricante pra saber quando eles começariam a ser vendidos. Até que no dia 20 de agosto, recebi uma mensagem com o assunto: "As Havaianas Wally chegaram".


Foi aí que teve início o involuntário (ou será que não?) marketing metalinguístico do produto. Comecei a procurar (as Havaianas) Wally por todas as lojas da marca - e não encontrei. E aparentemente ninguém tá encontrando.

Wally deve estar se escondendo por aí. Mas assim, como fazia na minha infância, vou continuar procurando-o. Até encontrá-lo!


E se você achar alguma loja que está vendendo antes que eu, pode me contar. Eu não me importo! Finalizo o texto com o recadinho pra Havaianas.



25 agosto 2013

Anderlaine

Meu e-mail é "Gregório underline Fonseca @ Gregório's Corporation ponto com". Sabe onde está o erro? No underline. Na verdade, não existe nenhum e-mail no mundo com underline. Nem o seu.

A origem dessa designação para o símbolo "_" no Brasil é desconhecida. O correto, em inglês, seria underscore. A tradução para o português é "traço baixo". Mas em algum momento da história da humanidade, alguém resolveu chamar o "traço baixo" de underline, e assim o termo se popularizou.

Já experimentou dizer um termo com um underscore no meio? Na maioria das vezes, se a pessoa não faz uma careta de que não está entendendo, ela responde com a pergunta: "Underline, né?" Mas eu insisto em dizer o termo correto. Por mais que possa ser chato pra mim, acho importante ter esse papel educativo.

Underline deve ser usado para se referir ao texto sublinhado, desse jeito, ó!

Apesar disso tudo, acho que essa é uma batalha perdida. É mais um estrangeirismo que foi absorvido pela população brasileira - mesmo que isso tenha um significado diferente em sua língua original. Mas se eu conseguir ajudar uma ao menos uma pessoa com esse texto, já me sinto satisfeito.



23 agosto 2013

Atenção: Blitz da Lei Seca

Véspera de fim de semana, começo a receber mensagens como essa no WhatsApp:

"Galera.. acabei de receber aqui.. se liguem aee...
Hj esta tendo um treinamento com 200 policiais para lei seca. O treino acaba de noite e estes 200 vao pra rua. Vao ser mais 80 blitz. Divulga pro seus amigos. Hj e so taxi.
Não sei se eh verdade...masssss"

Não dá pra saber se é verdade ou boato. Talvez alguém interessado na segurança da população espalhou a mensagem. Ou pode ser só um engraçadinho querendo ver até onde consegue viralizar alguma coisa. Quem sabe não seja verdade mesmo? Mas será que deveríamos nos importar com isso? Eu acredito que não.


A existência de blitzes não deveria guiar o comportamento das pessoas. No mundo ideal, ninguém deveria beber antes de dirigir, por pensar em si mesmo e no próximo. E as blitzes não seriam necessárias.

O grande problema é que a preocupação dos motoristas em geral não é com a segurança - é com o valor da multa. Ao menos as multas conseguem ter um peso didático significativo.

De qualquer forma, é perceptível a evolução na consciência das pessoas nos últimos anos. Que continue assim e que cada vez mais as pessoas não dirijam sob efeito de álcool. Para o bem delas, para o bem da sociedade.

P.S.: O trecho de jornal reproduzido acima foi recebido via mensagem, sem fonte e sem data (para parecer atual para qualquer fim de semana). Se alguém souber a fonte, comente aqui para que eu atualize o texto.


21 agosto 2013

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.

Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.

Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, houve um longo período entre o primeiro protótipo até as primeiras vendas.

O primeiro lote de 40 chinelos produzidos foi deixado em consignação em uma loja, que estava um pouco relutante em vendê-los. Rapidamente se esgotaram, e a partir do segundo lote as vendas começaram de verdade.

Mesmo com o produto definido, o espírito empreendedor de Carlos continuou atuante. Nos primeiros pares, o material usado era o mesmo para a parte em contato com o pé e para a sola. Ao notar que a sola não durava tanto, foi atrás do fornecedor buscar um material mais resistente para ser utilizado na sola do chinelo.

E tem mais mais: o chinelo surgiu das sobras de material dos tapetes, certo? Acontece que seu novo produto também deixava sobras. Que tal utilizar esses retalhos para produzir as tiras do chinelo? E assim aconteceu.



A empresa, sediada em Caraguatatuba, vende pela internet, e os preços são bons. O chinelo parece confortável (não usei pra testar) e são legais. Ainda existe um fator "cool" envolvido, pois como pouca gente conhece o produto, você pode desfilar por aí usando um item praticamente exclusivo.

Por último, mas não menos importante: a produção não tem sobras de material e o produto é 100% reciclável. Após usá-lo bastante, é só colocar no lixo destinado aos plásticos onde houver coleta seletiva, que o material será reaproveitado. Talvez até volte aos seus pés!

Quem quiser conhecer mais os produtos, pode visitar o site da empresa no www.florine.com.br

Esse post não é um publieditorial, nem ganhei um centavo para publicá-lo. Apenas achei a história interessante e inspiradora, um exemplo de empreendedorismo, e quis compartilhá-la com vocês.


19 agosto 2013

Grégrio

(ou como um software que não reconhece caracteres acentuados pode causar altas confusões na vida de um Gregório)


07 agosto 2013

A internet das coisas está mais próxima do que você imagina


Um das tendências tecnológicas mais citadas nos últimos meses é a internet das coisas. As tais "coisas" com acesso à internet são seu relógio, seu tênis, sua camiseta, sua geladeira, sua obturação dentária. O que temos visto é que cada vez mais temos diferentes aparelhos conectados, se comunicando entre si.

Quem se lembra com detalhes do primeiro filme da série Jurassic Park deve se lembrar que Ned, o sabotador da ilha, era muito importante para o funcionamento do parque pois ele era uma das poucas pessoas capazes de ligar dez computadores em rede. Apenas dez. É o que eu tenho na minha sala de estar.

Ligados ao meu roteador, tenho desktop, ultrabook, netbook, Nintendo Wii U, Nintendo 3DS, tablet, smartphone, Kindle, blu-ray player, multifuncional. Chegamos a 10 itens, certo? Se eu for considerar os aparelhos que se comunicam via bluetooth, ainda posso incluir um headset e quatro controles do Wii U.

Pra aumentar essa soma de quinze itens, eu ainda poderia comprar uma SmartTV, um smartwatch (relógio inteligente, provavelmente o próximo da minha lista), um home theather wireless, um Google Glass, uma máquina fotográfica e mais trocentos aparelhos já existentes no mercado.

Pense agora em cada item da sua casa, do seu guarda-roupa. Será que estamos longe de conectarmos todos eles? Eu creio que não, e que isso vai acontecer de uma forma muito mais rápida que imaginamos. O que temos hoje foi surgindo naturalmente, e fomos absorvendo um passo de cada vez. Apenas em momentos de reflexão que nos damos conta do quanto estamos conectados, e como isso aconteceu de forma gradual.

Mas será que estamos preparados? Mais dispositivos conectados podem significar mais acesso à informação, mais produtividade, mais diversão. Quintilhões de dados gerados (big data). E também menos privacidade e (inconscientemente) livre-arbítrio. Toda tecnologia pode ser usada para o bem e para o mal. Eu estou do lado do bem, e você?

21 julho 2013

Os melhores discos de 2013 (até agora)

Desde o ano passado, a turma do Move That Jukebox tem publicado uma lista com os melhores disco do primeiro semestre, na opinião dos seus colaboradores. Mais uma vez participei da lista, e aí estão minhas escolhas.

Top 3 internacional

Beady Eye – BE
Cada vez mais distante do que foi o Oasis, o Beady Eye soa como uma banda nova. O maior resquício da antiga banda dos irmãos Gallagher, o grande expoente do britpop dos anos 90, é o vocal característico de Liam – até porque isso é um pouco difícil de mudar – e nem deveria. O álbum é cheio de baladas que prendem a atenção, rocks acelerados e longos interlúdios que conectam as faixas, criando uma unidade ao álbum.

David Bowie – The Next Day
Não dá pra dizer que após um longo tempo de espera, finalmente David Bowie lançou um novo disco, pois nos acostumamos a desistir de esperar. Em uma operação super sigilosa (incomum para a sociedade conectada em que vivemos), o cantor gravou The Next Day e só avisou ao mundo quando já estava tudo pronto. O resultado: o melhor disco de David Bowie desde que nasci.

Vampire Weekend – Modern Vampires of the City
Modern Vampires of The City serviu para tirar o termo “micareta indie” de todos os textos que falavam sobre o Vampire Weekend (oh não, acabei de usá-lo). Foi a principal surpresa do ano até agora – um disco impecável. A capa cinzenta pode dar a impressão de que é sombrio, triste, que te faz refletir sobre a vida. E é. Aliás, isso é um dos motivos que fazem o álbum ser tão bom.

Top 3 Nacional
Apanhador Só – Antes Que Tu Conte Outra
O experimentalismo é uma constante no novo álbum do Apanhador Só. Os barulhinhos e ruídos do Acústico-Sucateiro, lançado em 2011, retornam acompanhados por instrumentos musicais de verdade. Mudanças na sonoridade e no andamento são frequentes e em alguns momentos pode até incomodar – antes de cativar. O disco ainda traz a inspirada “Líquido Preto”, uma ode à um certo refrigerante que poderia ser uma balada romântica se não tivesse uma letra tão incomum.

Clarice Falcão – Monomania
O álbum de estreia de Clarice Falcão foi concebido ao lado do público, que por meses acompanhou cada nova composição através de vídeos no Youtube. De webhit à queridinha indie nacional foi um pulo. Reconhecimento merecido. As letras repletas de ironia e humor nonsense só não arrancam gargalhadas do público porque a plateia já está cantando junto cada uma de suas canções.

Ludov – Eras Glaciais EP
Eras Glaciais completa a trilogia de EPs iniciada como comemoração aos 10 anos da banda – e é disparado o melhor dos três. Ao longo das quatro faixas,o Ludov mostra um pouco de folk, power pop, baladas e rock. Tudo conectado e fazendo sentido. Destaque para a faixa homônima, que abre o EP e é um belo cartão de visitas para quem ainda não conhece o som do grupo.

As listas dos outros colaboradores do blog (além da minha) você encontra lá no Move That Jukebox.

17 julho 2013

Sim, o novo padrão brasileiro de tomadas é melhor pra você. Eu te ajudo a entender o porquê.

Todo mundo reclama do novo padrão brasileiro de tomadas, e ninguém elogia. Eu até entendo - as reclamações costumam vir em um momento de frustração, onde a pessoa tem dificuldades de utilizar uma tomada por não ter um plugue ou adaptador. É natural se incomodar com a situação em um primeiro momento, mas é preciso ter senso crítico e entender os motivos da mudança.


O principal motivo por si só já justifica a existência do novo padrão: a segurança.

Tenho flashes na minha memória de tomar muitos choques em tomadas quando era criança. Não sei com eu conseguia, mas isso acontecia. Com o novo padrão de tomadas, isso não aconteceria, simplesmente porque é impossível deixar os condutores metálicos do plugue expostos quando ligado à rede elétrica. A figura esquematiza a situação.
Outro ponto importante, é que agora o aterramento é obrigatório. O aterramento tem como objetivo principal a segurança do usuário. Ele serve como um caminho alternativo de corrente para proteger o usuário de descargas atmosféricas, e também para permitir que as cargas estáticas dos aparelhos eletroeletrônicos fluam para a terra.

De mais de 10 tipos diferentes de tomadas no Brasil, fomos para apenas dois, com a diferença apenas no diâmetro dos pinos (em função da corrente dos aparelhos).

O que pouca gente sabe, é que esse padrão não é uma invenção mirabolante do Brasil. E que a norma brasileira, NBR14136, é baseada num padrão internacional chamado IEC 60906-1, publicado pela Comissão Eletrotécnica Internacional numa galáxia muito distante, em 1986. Esse padrão foi desenvolvido com a participação de mais 50 países. Mas quase 30 anos depois, apenas o Brasil e a África do Sul se arriscaram a utilizá-lo. Todo mundo se conversou, achou bonito, e depois cada um voltou pra casa e foi viver sua vida. Se todos os outros países que se envolveram no acordo tivessem mudado suas tomadas, não haveria reclamação de compatibilidade internacional.

Eu entendo que a transição é sofrida, e vai continuar sendo por alguns anos. Mas é indiscutível que a conexão de um plugue em uma tomada no novo padrão é muito melhor do que a tínhamos anteriormente. Mais firme, mais segura. Por livre e espontânea vontade, troquei as tomadas de casa. Eu prefiro ficar usando adaptadores por um tempo pra poder usufruir dos benefícios do novo padrão de tomadas. 

Naturalmente, dentro de alguns anos, todos os plugues e tomadas seguirão a NBR14136, e ninguém terá mais nenhuma chateação. Vamos esperar, que vale a pena.

E se você ainda não está convencido, seguem alguns dados do DataSUS, reproduzidos no site do Inmetro. Nos últimos dez anos, o DataSUS registrou 13.776 internações com 379 óbitos e mais 15.418 mortes imediatas decorrentes de acidentes relativos à exposição a correntes elétricas em residências, escolas, asilos e locais de trabalho. Além disso, dentre os acidentados, o choque elétrico é a terceira maior causa de morte infantil.

As figuras foram reproduzidas a partir do site do Inmetro, que traz muita informação interessante. Sugiro a visita.

11 julho 2013

Carioca Girls, superexposição e vergonha alheia sem limites

Tem coisas que não devem ser divididas com milhões de pessoas. Ao publicar um conteúdo de maneira pública na internet, é grande a possibilidade de que apenas uns 30 amigos e uns outros 5 conhecidos tenham acesso ao material, e depois disso ele se perca no ciberespaço. Por outro lado, o seu material pode virar um fenômeno de audiência e as consequências disso podem ser tão boas quanto destrutivas.

A bola da vez é o garoto Max, de doze anos, e sua  música "Carioca Girls". Em um vídeo bem produzido e editado, Max canta sua versão da música California Girls, de Katy Perry, mas com uma letra que eu tenho vergonha de reproduzir e ficaria decepcionado se tivesse um filho que a cantasse.


A letra é uma homenagem às garotas de biquini das praias cariocas. Pior que a futilidade disso tudo, é ouvir as palavras saírem da boca de um garoto de doze anos com pose de mini-adulto.

Ao disponibilizar o vídeo na rede mundial (com um empurrãozinho do Não Salvo), Max ficou completamente exposto a todo tipo de crítica - tão vazias  e sem conteúdo como sua música. Se o vídeo ficasse só entre a família e o círculo de amigos do ~cantor~, tudo ficaria bem. Só que agora ele provavelmente será alvo de gozações por uns bons anos.

O caso é parecido com o de Nissim Ourfali, que teve um vídeo produzido para o seu Bar Mitzvah e também caiu na rede. O clipe foi divulgado pela própria família que, ao perceber a besteira que fez, retirou o vídeo do ar. Tarde demais, é verdade. O compartilhamento foi intenso, e diversas cópias são encontradas na web.



Há muito em comum entre os dois vídeos. Em primeiro lugar, a superexposição de uma criança. O segundo ponto é a ingenuidade de achar que algo que é legal para um grupo pequeno, ou uma família, também vai ser bem recebido pelo resto da humanidade. O por último, é que os vídeos geram uma sensação enorme de vergonha alheia. Certamente Max e Nissim lembrarão deles no futuro com um misto de alegria e vergonha pelos seus quinze minutos de fama.

São casos como esses nos fazem refletir. Será que queremos ser lembrados por tudo aquilo que colocamos na internet? Será que daqui a alguns anos eu terei vergonha deste texto e vai ser tarde demais para apagá-lo?

20 junho 2013

Fuleco, o melhor da Copa

Em meio à toda desorganização, desperdício de dinheiro e obras de mobilidade inacabadas (ou sequer iniciadas), a Copa do Mundo do Brasil teve um grande acerto: o seu mascote. Ou quase isso.

A sacada de utilizar um tatu-bola foi genial. É um animal tipicamente brasileiro, e se transforma em uma bola! Precisa de mais? 

Pra ficar ainda melhor, o grupo responsável por criar sua imagem desenhou um mascote com apelo infantil mas sem ofender os adultos. Super bonitinho e simpático.

Mas é claro que a FIFA tinha que arrumar um jeito de estragar tudo. A estratégia foi criar um concurso de nome, com três opções de dar medo.

Quando eu digo que meu filho vai se chamar Clark Kent, não estou falando sério. Escolher um nome é uma responsabilidade imensa, afinal ele vai acompanhar o filho (ou a personagem) até o fim dos tempos.

E em um evento como uma eleição brasileira, onde muitas vezes a alternativa possível é votar no "menos pior", o nome "Fuleco" foi o escolhido.

Teoricamente seria algo para remeter a "futebol" e "ecologia", mas não há como não pensar em "fuleiro", que significa algo de baixa qualidade.

Naturalmente, há um objetivo em um nome tão ruim. A FIFA teve como requisito a definição de um nome que não tivesse sido registrado para nada, em país nenhum, para garantir todos os royalties de vendas de produtos. A aparentemente todos os bons nomes do mundo já foram utilizados ao menos uma vez.

Mas agora já era. O nome é esse, e o tadinho do tatu vai ter que aguentá-lo. Ah, o meu preferido era o "Amijubi". Muito ruim, eu sei. Mas comparado a Fuleco e Zuzeco ele não parece um nome tão bizarro...


12 junho 2013

Feliz dia dos namorados


Um gif animado em homenagem àquela que me faz a pessoa mais feliz desse mundo! Feliz dia dos namorados, meu amor!

11 junho 2013

Os 20 anos de Jurassic Park

(e a constatação de que eu tô velho pra caramba!)


Hoje, 11 de junho de 2013, o filme Jurassic Park completa 20 anos de lançamento. E 20 anos depois o filme continua interessante (ao menos pra mim).

Pra comemorar o aniversário, Jurassic Park voltou aos cinemas convertido para 3D. Apesar de ter sido relançado em abril nos EUA, os cinemas brasileiros só receberão o filme no dia 30 de agosto. Comprarei o ingresso da sessão IMAX para ver os dinossauros em tela gigante e tremer com o rugido do T-Rex no meu cangote.

Já falei sobre Jurassic Park outras vezes por aqui. Os links estão nas próximas linhas.

De volta ao Parque dos Dinossauros
Sobre rever o filme depois de muitos anos e visitar o parque temático sobre o filme em Orlando.

Mãe, tem um dinossauro no quintal
Sobre um emblemática cena de "O Mundo Perdido" e minha vontade de ter um dinossauro de estimação.

08 junho 2013

Zé Ramalho morreu (só que não)

É incrível como as pessoas espalham notícias na internet. Se for notícia ruim, a velocidade é maior ainda.

Hoje criaram no Twitter um boato sobre a morte do cantor Zé Ramalho. Rapidamente, o assunto passou a figurar entre os tópicos mais falados na rede.



O site MSN Música, da Microsoft, tratou de publicar a notícia. E na web, quanto mais rápido você publica um furo, mais acesso (e mais renda) seu site gera. o único problema é que não se preocuparam em verificar a informação.

Mas o cantor já avisou que está vivo por meio de seus perfis no Twitter e no Facebook. 

Reproduzo aqui a mensagem dele:

Ninguém faz matéria de jornal para dizer que você está ótimo, que está super bem de saúde após a cirurgia, que está cantando melhor do que nunca, que bateu todos os recordes e expectativas dos médicos... . Mas são capazes de inventar e espalhar, criminosamente, uma matéria mentirosa, alegando que você está no hospital, ou que se foi... Quanta maldade escondida sob o anonimato da Internet! Semelhante ao boato criado contra o bolsa família, divulgaram, hoje, um boato sobre minha saúde. Bem, se nem a PF consegue encontrar os cyber-bandidos, o que fazer? Vamos hoje ao show em Ilhéus, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, e verão Zé Ramalho e Banda Z cantando e tocando prá vocês! 

NÃO SE DEIXEM ENGANAR, POIS "OS OLHARES DO MAL BRILHAM MAIS QUE OS DO BEM"... 
Zé Ramalho.


Quem estiver duvidando da vida do cantor, pode comparecer ao show que ele fará em Ilhéus hoje à noite.

28 maio 2013

A diferença entre os clientes e os fãs



"Gregório, se a Samsung lançar um carro, você deve comprar, né?"


Talvez pelo fato de utilizar um smartphone e um tablet da Samsung, as pessoas podem imaginar que sou um grande fã da marca. Mas na verdade, não tenho um vínculo forte assim com a Samsung. Só uso os seus produtos pois os considero os melhores do mercado na atualidade, e são os que atendem minhas necessidades de forma mais satisfatória.

Caso a LG, Sony, HTC ou outra empresa lance algum produto melhor (e que naturalmente tenha uma boa relação custo-benefício) não hesitarei em trocar a marca dos meus aparelhos. No entanto, a Samsung é a campeã do momento, na minha opinião.

Na maioria das vezes, costumo comprar meus equipamentos por quesitos técnicos, não emocionais.



Boa parte dos clientes da Apple, por exemplo, não tem essa visão. A maçã tem um poder muito forte, e muitos dos clientes compram seus produtos simplesmente pelo fato dele ter sido desenvolvido pela Apple (embora às vezes não admitam, ou sequer tenham consciência disso). Isso não é errado, muito pelo contrário. A qualidade de seus produtos é inegável, mas empresa californiana chegou em um ponto em que seus clientes se tornaram fãs.

Ser fã de uma marca é natural, e muitas vezes inconsciente. Há quem só compre carro de uma determinada marca. Ou que só usa roupas de grifes X, Y e Z. Bom para a marca, e também para o cliente - que fica feliz por ser um outdoor ambulante, e pagar por isso. Vai me dizer que uma etiqueta conhecida justifica um preço três vezes maior?


Admito, também sou fã de algumas empresas. Se a Nintendo lançasse um carro, por exemplo, talvez eu comprasse. Ao menos tenho consciência disso. Coisas do mundo capitalista.

22 maio 2013

Big Data na ponta dos dedos

Uma das definições mais comuns de "Big Data" é "uma quantidade de dados muito grande para ser tratada com a capacidade computacional disponível". Essa tal capacidade computacional pode ser o seu computador, um mainframe ou um rede, depende do referencial. Fato é que Big Data trata de muita, mas muita informação.

Pensando assim, é possível perceber que a abrangência de um problema de big data tem aumentado vertiginosamente, junto com o crescimento da capacidade de armazenamento que temos hoje. Só hoje me dei conta que o cartão de memória de meu telefone celular (um micro SD de 32 GB) tem a memória equivalente a quase 90 mil disquetes de 5''1/4, utilizados no meu primeiro computador. Esse computador, aliás, tinha uma espantosa memória de 300 MB em seu HD. Esse plastiquinho que cabe na ponta dos dedos tem mais de 100 vezes a memória total do meu primeiro computador pessoal.

Por essa abordagem, um simples filme em full HD poderia ser considerado "big data" no começo dos anos 90. Só que esse termo não existia ainda. E dizer que a memória computacional ocuparia tão pouco espaço soaria como delírio.

Fato é que megabytes e gigabytes já são quase coisa do passado quando se trata de problemas complexos. Big Data trata de exabytes, ou quintilhões de bytes (10^18 EB). Ou 1.000.000.000.000.000.000 bytes. Pouca coisa, né?



18 maio 2013

Os shows que mais perdi na vida

Recentemente publiquei uma lista das bandas que vi ao vivo aqui no blog. Tive a oportunidade de assistir a maior parte de minhas bandas preferidas ao vivo, mas ainda existe uma grande lista de shows que quero ver.

Duas delas eu estive perto de ver, mas perdi. Coldplay e The Vaccines, mais de uma vez.



Estava tudo certo para minha ida ao show do Coldplay no Morumbi, no dia 10 de março de 2009, terça-feira. Eu estaria de férias, após ter apresentado o trabalho final da minha especialização na sexta-feira anterior. Na última semana, no entanto, o trabalho teve sua apresentação adiada para... 10 de março. E nisso meu show já era.

Na minha segunda oportunidade, garanti o meu ingresso para o Rock in Rio de 2011 com quase um ano de antecedência. Dessa vez, nada me faria perder o show do Coldplay. Ou não. Tirei férias e fui pra Orlando na data do festival. Certamente uma viagem pra Orlando é muito mais interessante que o Rock in Rio, mas o fato é que mais uma vez perdi um show do Coldplay, com ingresso nas mãos (que foi reembolsado posteriormente).

Eu ainda tive a ilusão que os veria no começo desse ano, quando a banda anunciou uma turnê em novembro do ano passado. Mas acho que, como souberam que eu iria, cancelaram a visita na mesma semana.


As histórias do Vaccines foram um pouco diferentes, mas tiveram o mesmo resultado final: minha não ida aos shows.

O primeiro deles seria em 2011, no Festival Planeta Terra. Já tinha comprado meu ingresso e fui ao festival. Dessa vez, a banda quem não foi. Cancelaram sua participação no evento para sair em turnê com os Arctic Monkeys nos EUA.

Como forma de desculpa aos brasileiros, vieram no começo de 2012. Mais uma vez, comprei o ingresso, como descrevi nesse post antigo. Mas por algum motivo que eu não me lembro (acho que tive que viajar) não fui ao show e devolvi meu ingresso.

A banda toca no Brasil mais uma vez hoje à noite, e vê-los está em meus planos. Espero sinceramente que não aconteça nenhuma catástrofe que me impeça dessa vez.


12 maio 2013

Neymar em quadrinhos

(uma ótima id$ia de Mauricio de Sousa)

Transformar jogadores em personagens de quadrinhos não é novidade para Maurício de Sousa. Ele já fez isso com Pelé, nos anos 70, e mais recentemente com Ronaldinho Gaúcho. A bola da vez é Neymar, cuja revista Neymar Jr. já está à venda nas bancas por R$3,90.

As personagens de Maurício costumam ser definidas por apenas uma duas características marcantes. Com Neymar não é diferente: ele é um garoto talentoso no futebol e só. Nesse caso, foi uma escolha acertada: é melhor que as atitudes do jogador fora do campo não sejam utilizadas como exemplos a serem seguidos pelas crianças. Fiquemos com uma criança alegre e boa de bola,que contracena com seu pai  e sua irmã,  que é o suficiente para que escrevam as histórias.

Neymar é uma criança na HQ, mas um pouco mais velha que as personagens da Turma da Mônica. Mas o estilo  e qualidade das histórias é semelhante. A equipe da Maurício de Sousa Produções é muito competente e sabe escrever para as crianças.

O traço dos (poucos) cenários e das personagens secundárias também segue o mesmo padrão. Apenas Neymar tem um estilo um pouco diferente - e é provavelmente a personagem mais feia já desenhada por Maurício. Mesmo com uma ajuda do lápis, não pra lutar muito contra a natureza mesmo...



Ronaldinho teve uma ajuda no lançamento de sua revista, pois o logo da Turma da Mônica aparece na capa de cada edição, e sua HQ foi inserida no pacote de assinaturas da turminha - sem a opção de não recebê-la. Já Neymar vai ter que se virar sozinho - não há assinaturas nem associações com as personagens mais famosas de Maurício.

Eu subestimei a revista de Ronaldinho. Hoje ela é vendida em mais de 50 países. Mas pra Neymar atintir o mesmo número, ele tem que se tornar no mínimo uma estrela internacional.

Creio que as vendas em um primeiro momento devem se concentrar nos torcedores santistas - embora nenhuma referência ao time seja feita nas histórias. Se Neymar resolver jogar metade do que se espera dele na seleção brasileira, as vendas devem subir.

Neymar Jr. em quadrinhos é mais uma boa opção de revista para as crianças e cumpre bem o objetivo ao qual se propõe. Deve arrebanhar alguns não-leitores que gostam de futebol e ajudar a cumprir o papel que as revistas da turma da Mônica tem na alfabetização das crianças brasileiras. Além disso, vai encher ainda mais o bolso de Neymar e de Maurício de Sousa - o que claramente é o maior objetivo da publicação.