Pular para o conteúdo principal

Quinhentos


Esse é o post de número 500 desse blog, criado em 2004 mas que tornou-se ativo de verdade apenas em 2006. Não foi minha primeira home page: desde o século passado costumo arrisco-me a publicar conteúdo autoral na internet, mas nenhum desses antigos sites está ativo. Também não é a última: colaboro com o Move That Jukebox desde 2011 e já escrevi cerca de 180 posts por lá.

Considerando-se que levo em média 45 minutos para publicar um post (às vezes mais, às vezes menos), gastei 375 horas da minha vida mantendo esse blog. Esse tempo seria possível para, por exemplo:

  • ler O Senhor dos Anéis dezenove vezes;
  • assistir todos os episódios de Lost por quatro vezes;
  • correr 3 mil quilômetros;
  • escutar o disco Abbey Road, dos Beatles, 478 vezes;
  • jogar o game das Tartarugas Ninja de Super Nintendo até o final 250 vezes;
  • rever todos os jogos da seleção brasileira desde a primeira Copa do Mundo por duas vezes;
  • assistir todos os episódios da telenovela Avenida Brasil duas vezes;
  • assistir todas as aulas de um semestre de um curso de engenharia;
  • cozinhar 7500 porções de Miojo;
  • passar 4500 peças de roupa;
  • viajar de carro de Araxá para Belo Horizonte 83 vezes.
Só que eu usei esse tempo pra poder escrever aqui. Se compensou? Claro que sim. Por mais que eu não tenha virado um hit da internet nem ganhado dinheiro com isso, gosto de compartilhar minhas ideias e opiniões, e o blog é um espaço interessante para isso. Recebo visitas de todos os continentes do mundo, conhecidos e desconhecidos leem e compartilham o que escrevo. 

É um hobby, me faz bem. E vai ser o primeiro lugar que vão consultar quando resolverem escrever minha biografia e levar minha história para as telas do cinema.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas …

A regra básica para verificar se algo é verdade na internet

Um dia eu ainda quero compreender o que se passa na cabeça de alguém que inventa um boato e espalha pelo mundo. Será que o objetivo é apenas ser um agente do caos ou simplesmente rir das pessoas que acreditam. Só sei que não é de hoje que essas coisas existem (ou você realmente acredita que a Xuxa fez um pacto com o demônio e o Fofão tinha um punhal dentro do seu boneco?), só sei que a internet amplificou o alcance e a velocidade de todo tipo de boatos.

Por muitas vezes atuei (e continuo atuando) como um desmascarador de mensagens falsas entre os membros da minha família e amigos mais próximos, mas não adianta: se antes as bobagens eram espalhadas via e-mail, a diferença é que agora elas chegam via WhatsApp. Tento fazer o papel de mensageiro da verdade, mas é difícil ter sucesso...

Não espalho nada que eu não tenha verificado ou não confie na fonte. Se já espalhei alguma bobagem, pode ter certeza que foi na ignorância e que sinto vergonha por isso. Hoje em dia é muito fácil procurar …