Pular para o conteúdo principal

Como aprendi a ler no ônibus

Até alguns anos atrás, sempre que tentava ler em um ônibus em movimento, eu sentia tonteiras. Não preocupava muito com isso: simplesmente não lia, até porque acostumei-me a ouvir que eu poderia deslocar minha retina. Mas isso era só um desses mitos que passa de geração pra geração sem ninguém questionar (Fonte: Unimed).

Acontece que o tempo gasto em transporte é um dos maiores desperdícios da sociedade moderna. Como eu tenho muita dificuldade para dormir em ônibus, passava a maior parte do meu tempo ouvindo música. Até que resolvi enfrentar essa situação.

Desenvolvi uma técnica para o aprendizado gradual da leitura em ônibus. Funcionou comigo, pode funcionar com você.

Comecei com o básico. Peguei um livro e comecei a ler. Em dois minutos já fiquei meio zonzo e parei. Mas não desisti. Esperei o dia seguinte e voltei a tentar - e a resposta do meu organismo foi a mesma. E continuei assim, sucessivamente, a cada momento em que eu precisava me deslocar utilizando o transporte público.

Venci pela persistência. A cada tentativa, eu conseguia resistir por mais tempo. Dois, cinco, dez minutos. E hoje eu consigo ler por horas consecutivas dentro do busão.

Nem preciso dizer o quanto isso melhora o meu dia. Um tempo que era desperdiçado pode ser utilizado para estudar, aprender ou simplesmente me divertir. 

P.S.: Não consegui encontrar o autor da figura. Tem Rafael assinado no cantinho, é tudo que sei.

Comentários

  1. Boa! Vou tentar sua técnica depois! Antes conseguia...mas depois de tanto meu pai xingar eu parei e agora que preciso ler no bus não consigo mais! Ate escrever msg no cel me deixa tonta! ¬¬

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…