Pular para o conteúdo principal

Os melhores discos de 2013 (até agora)

Desde o ano passado, a turma do Move That Jukebox tem publicado uma lista com os melhores disco do primeiro semestre, na opinião dos seus colaboradores. Mais uma vez participei da lista, e aí estão minhas escolhas.

Top 3 internacional

Beady Eye – BE
Cada vez mais distante do que foi o Oasis, o Beady Eye soa como uma banda nova. O maior resquício da antiga banda dos irmãos Gallagher, o grande expoente do britpop dos anos 90, é o vocal característico de Liam – até porque isso é um pouco difícil de mudar – e nem deveria. O álbum é cheio de baladas que prendem a atenção, rocks acelerados e longos interlúdios que conectam as faixas, criando uma unidade ao álbum.

David Bowie – The Next Day
Não dá pra dizer que após um longo tempo de espera, finalmente David Bowie lançou um novo disco, pois nos acostumamos a desistir de esperar. Em uma operação super sigilosa (incomum para a sociedade conectada em que vivemos), o cantor gravou The Next Day e só avisou ao mundo quando já estava tudo pronto. O resultado: o melhor disco de David Bowie desde que nasci.

Vampire Weekend – Modern Vampires of the City
Modern Vampires of The City serviu para tirar o termo “micareta indie” de todos os textos que falavam sobre o Vampire Weekend (oh não, acabei de usá-lo). Foi a principal surpresa do ano até agora – um disco impecável. A capa cinzenta pode dar a impressão de que é sombrio, triste, que te faz refletir sobre a vida. E é. Aliás, isso é um dos motivos que fazem o álbum ser tão bom.

Top 3 Nacional
Apanhador Só – Antes Que Tu Conte Outra
O experimentalismo é uma constante no novo álbum do Apanhador Só. Os barulhinhos e ruídos do Acústico-Sucateiro, lançado em 2011, retornam acompanhados por instrumentos musicais de verdade. Mudanças na sonoridade e no andamento são frequentes e em alguns momentos pode até incomodar – antes de cativar. O disco ainda traz a inspirada “Líquido Preto”, uma ode à um certo refrigerante que poderia ser uma balada romântica se não tivesse uma letra tão incomum.

Clarice Falcão – Monomania
O álbum de estreia de Clarice Falcão foi concebido ao lado do público, que por meses acompanhou cada nova composição através de vídeos no Youtube. De webhit à queridinha indie nacional foi um pulo. Reconhecimento merecido. As letras repletas de ironia e humor nonsense só não arrancam gargalhadas do público porque a plateia já está cantando junto cada uma de suas canções.

Ludov – Eras Glaciais EP
Eras Glaciais completa a trilogia de EPs iniciada como comemoração aos 10 anos da banda – e é disparado o melhor dos três. Ao longo das quatro faixas,o Ludov mostra um pouco de folk, power pop, baladas e rock. Tudo conectado e fazendo sentido. Destaque para a faixa homônima, que abre o EP e é um belo cartão de visitas para quem ainda não conhece o som do grupo.

As listas dos outros colaboradores do blog (além da minha) você encontra lá no Move That Jukebox.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas …

A regra básica para verificar se algo é verdade na internet

Um dia eu ainda quero compreender o que se passa na cabeça de alguém que inventa um boato e espalha pelo mundo. Será que o objetivo é apenas ser um agente do caos ou simplesmente rir das pessoas que acreditam. Só sei que não é de hoje que essas coisas existem (ou você realmente acredita que a Xuxa fez um pacto com o demônio e o Fofão tinha um punhal dentro do seu boneco?), só sei que a internet amplificou o alcance e a velocidade de todo tipo de boatos.

Por muitas vezes atuei (e continuo atuando) como um desmascarador de mensagens falsas entre os membros da minha família e amigos mais próximos, mas não adianta: se antes as bobagens eram espalhadas via e-mail, a diferença é que agora elas chegam via WhatsApp. Tento fazer o papel de mensageiro da verdade, mas é difícil ter sucesso...

Não espalho nada que eu não tenha verificado ou não confie na fonte. Se já espalhei alguma bobagem, pode ter certeza que foi na ignorância e que sinto vergonha por isso. Hoje em dia é muito fácil procurar …