Pular para o conteúdo principal

A internet das coisas está mais próxima do que você imagina


Um das tendências tecnológicas mais citadas nos últimos meses é a internet das coisas. As tais "coisas" com acesso à internet são seu relógio, seu tênis, sua camiseta, sua geladeira, sua obturação dentária. O que temos visto é que cada vez mais temos diferentes aparelhos conectados, se comunicando entre si.

Quem se lembra com detalhes do primeiro filme da série Jurassic Park deve se lembrar que Ned, o sabotador da ilha, era muito importante para o funcionamento do parque pois ele era uma das poucas pessoas capazes de ligar dez computadores em rede. Apenas dez. É o que eu tenho na minha sala de estar.

Ligados ao meu roteador, tenho desktop, ultrabook, netbook, Nintendo Wii U, Nintendo 3DS, tablet, smartphone, Kindle, blu-ray player, multifuncional. Chegamos a 10 itens, certo? Se eu for considerar os aparelhos que se comunicam via bluetooth, ainda posso incluir um headset e quatro controles do Wii U.

Pra aumentar essa soma de quinze itens, eu ainda poderia comprar uma SmartTV, um smartwatch (relógio inteligente, provavelmente o próximo da minha lista), um home theather wireless, um Google Glass, uma máquina fotográfica e mais trocentos aparelhos já existentes no mercado.

Pense agora em cada item da sua casa, do seu guarda-roupa. Será que estamos longe de conectarmos todos eles? Eu creio que não, e que isso vai acontecer de uma forma muito mais rápida que imaginamos. O que temos hoje foi surgindo naturalmente, e fomos absorvendo um passo de cada vez. Apenas em momentos de reflexão que nos damos conta do quanto estamos conectados, e como isso aconteceu de forma gradual.

Mas será que estamos preparados? Mais dispositivos conectados podem significar mais acesso à informação, mais produtividade, mais diversão. Quintilhões de dados gerados (big data). E também menos privacidade e (inconscientemente) livre-arbítrio. Toda tecnologia pode ser usada para o bem e para o mal. Eu estou do lado do bem, e você?

Comentários

  1. Quando comprar o home theather wireless faça um post com a análise dos produtos. Quero muito um mas não vejo nada que balanceie bem o preço com os recursos. Também estou de olho no smartwatch a um tempo, quase comprei o da Sony (por causa do meu Xperia S) no ano passado, entretanto, vejo que esse tipo de dispositivo tem um longo caminho ainda a evoluir até se tornar realmente útil.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu estive pra comprar um smartwatch da Sony no ano passado nos EUA, mas não consegui encontrar em loja nenhuma. Se eu fosse comprar online, corria o risco dele não chegar a tempo do meu retorno ao Brasil.

      Felizmente não comprei, pois aparentemente ele é uma bomba (e a bateria dura só um dia).

      Um smartwatch promissor é o Pebble, que foi financiado via Kickstarter, e agora chegou ao mercado norte-americano por 150 dólares. Acho que vai ser um desse que vai repousar sobre meu braço em breve.

      Excluir
  2. O que mais penso quando penso em toda essa conectividade é no quanto perdemos liberdade. Nem um passo será dado sem ser monitorado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tudo depende de uma escolha nossa. O problema é que a escolha não é entre ser monitorado ou não. O que temos que decidir é se faremos parte do mundo moderno ou não. E uma resposta positiva nesse caso implica um monitoramento total das nossas vidas. Resta torcer para que nossas informações estejam em boas mãos.

      Excluir
  3. Frederico B. Teixeira11:04 AM

    Estou na maré contrária, tentando diminuir meu tempo online.
    Para 2014, vou fazer um experimento: desligar o android e anotar tudo na memória e em uma agenda "Moleskine genérica".
    Vou ressaltar um pouco o lado mal da tecnologia que você não escreveu. Para mim, mais dispositivos significa:
    1) mais dados, não necessariamente mais informação, porque o nosso tempo para processamento é limitado;
    2) potencial de produtividade, pois é inegável que perdemos muito tempo também navegando ao léu, vadiando virtualmente.
    Quanto à diversão, sem discussão.
    Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Frederico B. Teixeira11:05 AM

      *lado mau

      Excluir
    2. Concordo com você, Fred. Acredito que hoje já temos acesso a muito mais dados que podemos absorver. É um desafio diário filtrar o que é relevante e o que não é (ignoro 90% da timeline do meu Facebook, por exemplo. E muito do que leio, entre os 10%, é porcaria). Há quem diga que estamos ficando menos inteligentes por causa da internet, e eu acho que há muitos argumentos fortes nesse sentido. E os computadores também estão com o mesmo dilema: a quantidade de dados é tão grande que muitas vezes a capacidade computacional que você tem disponível não é o suficiente para processá-los.
      E com relação à perda potencial de produtividade, um exemplo pessoal pode fortalecer seu argumento: até hoje só li um livro no tablet, enquanto li dezenas no Kindle. Enquanto o Kindle é só um livro, que permite concentração sem interrupções, o tablet fica cheio de notificações pipocando a todo momento, interrompendo a leitura. E mesmo se desativá-las, é tentador não dar ao menos uma navegadinha.

      Excluir
    3. Frederico B. Teixeira1:45 PM

      O Kindle foi a segunda melhor compra de 2012 (depois do meu smartphone usado): ganhei espaço na estante e economizei muito dinheiro. Só os livros grátis disponíveis já me atenderão por alguns anos.
      Além disso, "abri" uma editora de livros religiosos. Se quiser dar uma olhada, por curiosidade, procure por "O Rosário Meditado" na Kindle Store.
      Abraço!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Os patos de Patópolis e o Pato Fu

Recentemente, enquanto lia uma revista do Ducktales (os caçadores de aventuras, todos eles são grandes figuras), me deparei com um quadrinho onde o Capitão Bóing fazia uma ameaça aos seus adversários invocando o poder do Pato Fu (ou seja, o kung fu dos patos). Achei a referência divertida, postei no Twitter, a própria banda retweetou a publicação, mas achei que era um caso isolado.


Pra quem conhece a história da banda, o uso desses termos faz todo sentido. O nome Pato Fu foi inspirado em uma tira do Garfield onde ele lutava Gato Fu.


Normalmente esse tipo de referência é chamado de "easter egg", termo em inglês para ovo de páscoa. É uma surpresa escondida na narrativa (seja ela em quadrinhos, prosa, cinema etc) que não tem influência na história. Assim, quem conhece a referência acha interessante, se diverte um pouco mais e pra quem não conhece a vida continua como se nada tivesse acontecido.

Algumas semanas depois, lendo o volume "A Cidade Fantasma", da coleção do…

O custo de um carro popular é muito maior do que você pensa (uma história real)

Nunca tive o sonho de comprar um carro, até mesmo porque nem gosto de dirigir fora do videogame. E como até pouco tempo atrás eu tinha transporte da empresa para o trabalho, comprar um carro seria um capricho muito caro e desnecessário. Até que voltei para Belo Horizonte e senti a necessidade de comprar um automóvel para ter um pouco mais de conforto. Comprei meu primeiro carro em maio de 2014.

Em 30 meses e pouco mais de 43.000 km rodados, o meu carro gerou um custo mensal de R$1407,02.


Esse valor não inclui o valor que paguei no automóvel, ele refere-se apenas a gastos realizados que não poderão ser repostos com a venda do carro. Pode até parecer um valor muito alto, mas ele foi rigorosamente calculado e pode surpreender os desavisados.

E veja só, meu carro não é extravagante: é um Volkswagen up! com a maioria dos opcionais. Tem motor 1.0, consome muito pouco combustível e a manutenção é relativamente barata. É que mesmo um carro popular pode sair muito caro.

R$27.044,14 com despesas …

A regra básica para verificar se algo é verdade na internet

Um dia eu ainda quero compreender o que se passa na cabeça de alguém que inventa um boato e espalha pelo mundo. Será que o objetivo é apenas ser um agente do caos ou simplesmente rir das pessoas que acreditam. Só sei que não é de hoje que essas coisas existem (ou você realmente acredita que a Xuxa fez um pacto com o demônio e o Fofão tinha um punhal dentro do seu boneco?), só sei que a internet amplificou o alcance e a velocidade de todo tipo de boatos.

Por muitas vezes atuei (e continuo atuando) como um desmascarador de mensagens falsas entre os membros da minha família e amigos mais próximos, mas não adianta: se antes as bobagens eram espalhadas via e-mail, a diferença é que agora elas chegam via WhatsApp. Tento fazer o papel de mensageiro da verdade, mas é difícil ter sucesso...

Não espalho nada que eu não tenha verificado ou não confie na fonte. Se já espalhei alguma bobagem, pode ter certeza que foi na ignorância e que sinto vergonha por isso. Hoje em dia é muito fácil procurar …