Pular para o conteúdo principal

Teoria da conspiração: sorteio da Copa do Mundo de 2014

A cada Copa do Mundo surgem inúmeras teorias da conspiração questionando resultados, convocações, sorteios e tudo mais que envolve o evento. Algumas não tem pé nem cabeça, outras soam bastante convincentes. Não dá pra acreditar em nenhuma delas, pois são apenas teorias - mas dá pra ficar divagando e imaginando as probabilidades de que sejam reais.

Logo após o sorteio dos grupos da Copa do ano que vem, um vídeo assinado por Pablo Leal foi ao ar no Youtube. É um vídeo com legendas em espanhol, bem didático e que traz uma teoria no mínimo curiosa.

Resumindo a teoria:

- Cafu abre a bolinha com o nome do Brasil, pois é a única bolinha que não pode ter outro nome dentro. Todas as outras seleções são sorteadas por Jerome Valcke (secretário da FIFA).

- Quando Jerome Valcke abre as bolas com os nomes dos países, ele tira o papel de dentro delas ocultando-as atrás do balcão. Supostamente, ele retira um papel que já está separado do balcão, e não o que está na bola. (Para efeito de comparação, Fernanda Lima abre as bolinhas sem ocultá-las).

- Quando Fernanda Lima solta os papéis, eles se enrolam novamente, pois estavam dentro da bola. Quando Valcke solta o papel, ele não se enrola (o que indica que ele não estava enrolado dentro da bolinha).

- Ou seja: as bolinhas são apenas um adereço e os nomes das seleções já estão todos separados no balcão.

Ao assistir o vídeo, a descrição acima fica muito mais evidente. Por outro lado, o vídeo menciona que o sorteio foi feito dessa maneira para todas as seleções, mostrando apenas algumas delas. Pra conferir se é verdade, seria necessário assistir novamente todo o sorteio.

Se é real? Não sei. Ainda assim, o vídeo vale como curiosidade, e ajuda a colocar minhocas na cabeça das pessoas. O tema de Arquivo X acompanhando as imagens é o toque final pra quem gosta de teorias da conspiração.



Leia também: Fuleco, o melhor da Copa


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As notícias falsas que confundiram o público da Campus Party MG

Tive o prazer de ministrar uma palestra na última edição da Campus Party em MG com o tema "Fake News - Como viver num mundo de mentiras". Em breve, essa palestra estará disponível no YouTube e, assim que tiver o link, compartilho com você.



No início da minha apresentação, mostrei algumas notícias e pedi para o público preencher um questionário avaliando se cada publicação era verdadeira ou falsa. TODAS eram falsas, por mais convincentes que parecessem.

O público da Campus Party é jovem e ligado em tecnologia, o que poderia nos levar à hipótese de que estariam mais antenados e conseguiriam identificar o que realmente aconteceu. Os resultados foram um pouco diferentes.

A primeira notícia falava que o plantão da Globo nos atentados de 11 de setembro interromperam um episódio de Dragon Ball Z. 44% do público estava convencido de que isso era verdade. Esse é um caso curioso, pois é muito comum encontrarmos pessoas que afirmam se lembrar do ocorrido, mas essa é uma espécie de memória…

Quanta inovação pode conter um chinelo?

Não, eu não vou falar das Havaianas. A história da fabricante de chinelos brasileira que coloriu seus chinelos (que eram) feiosos e passou a ser um ícone da moda mundial já foi suficientemente explorada como exemplo de inovação no mundo dos negócios.

Eu vou falar é da Florine Chinelos, marca bem menor, mas com um produto interessantíssimo e um potencial de crescimento tremendo. Conheci a história da empresa em uma palestra de Alexandre Robazza, do SEBRAE SP.


Parece bucha de banho, né? Mas na verdade é o mesmo material utilizado para fazer tapetes. Aliás, o chinelo foi criado numa fábrica de tapetes.
Incomodado com as tiras que sobravam na fabricação dos tapetes, o criador do produto Carlos Gasparini, buscava alguma utilidade para os retalhos, até que um dia teve a ideia de fazer um chinelo. Após várias tentativas e com o protótipo em mãos, foi procurar o SEBRAE.
Com o apoio do SEBRAE, patenteou o produto, registrou a marca e começou a produção. Claro que não foi da noite para o dia, h…

Pista premium, essa aberração dos shows no Brasil

O cantor inglês Ed Sheeran tocou ontem em Belo Horizonte em uma apresentação cheia de altos e baixos. Um problema que chamou a atenção foi o tamanho da semi-deserta pista premium. A impressão que dava é que nem um terço do espaço dedicado ao pessoal que pagou o dobro do preço estava ocupado. A foto abaixo tirada durante a apresentação do cantor dá um noção do vácuo existente.


A organização foi no mínimo incompetente para dimensionar o espaço. Fica feio e desagradável tanto para o público quanto para o cantor.

Reproduzo a seguir um texto que escrevi em 2014 para o Move That Jukebox onde falo um pouco sobre esse costume indigesto dos promotores de shows no Brasil.

******
O abismo entre a pista comum e a pista premium

A simples existência de uma pista premium em um show é o suficiente para prejudicar (e muito) a experiência de quem não está nela. Acho natural cobrar valores diferentes para lugares diferentes, mas desde que o lugar esteja marcado. É justo que a cadeira da primeira fila ten…